Category: Goiás

Centro-Oeste ganhará nova operadora de celular

Centro-Oeste ganhará nova operadora de celular

Brisanet irá oferecer serviço móvel na região Centro-Oeste (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A cearense Brisanet expandirá sua cobertura de telefonia móvel para cidades pequenas de Goiás e Mato Grosso do Sul ainda este ano.
A Brisanet iniciará sua oferta de planos móveis no Centro-Oeste no dia 26 deste mês, começando por cidades pequenas com menos de 30 mil moradores.
A empresa é a quarta maior operadora de banda larga fixa do país e tem 2,8% de participação no mercado, com mais de 1 milhão de clientes móveis.

Até o fim do mês, os moradores dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul ganharão uma nova operadora de telefonia móvel, a cearense Brisanet. Segundo reportagem do Teletime, a oferta iniciará no dia 26, daqui a duas semanas, e começará por cidades pequenas, com menos de 30 mil moradores.

A Brisanet não é novata no setor: com a atuação focada em estados do Nordeste até então, ela é hoje a quarta maior operadora de banda larga fixa do país, com 2,8% de participação, atrás apenas do trio Claro, Vivo e Nio. No móvel, a empresa iniciou a atuação em 2023 na região Nordeste, após adquirir a licença do espectro de 3,5 GHz (banda n78) e 2.300 MHz (banda 40/n40) no leilão de 2021, onde outras empresas também adquiriram licenças (nacionais ou regionais).

Em maio, a Brisanet e as outras entrantes (Unifique, Amazônia 5G e Iez!) também adquiriram licenças para a faixa de 700 MHz, permitindo mais capacidade e cobertura e aumentando suas obrigações de cobertura.

Até o momento, a Brisanet é, de longe, a maior das três entrantes do móvel, com pouco mais de 1 milhão de clientes, comparados aos quase 338 mil clientes da Unifique e a quantidade desconhecida da Iez! (que não reportou clientes até junho para a Anatel).

Oferta em parceria com provedores regionais

Ao contrário do que a Brisanet faz em sua região de origem, a oferta dos planos móveis no Centro-Oeste deve acontecer através de outros provedores regionais. É uma estratégia que tem sido replicada pelas outras duas entrantes (Unifique e Iez!), além de diversas das MVNOs.

Superficialmente, a estratégia faz sentido, ao aproveitar a presença já existente dos provedores nestas cidades, além de reduzir a despesa com marketing da Brisanet. Segundo a empresa, em cidades maiores de 20 mil habitantes, a venda ficará por conta da própria Brisanet.

Hoje, os planos móveis da Brisanet começam em R$ 29,99 (nos primeiros 12 meses) com 20 GB e vão até R$ 59,99. Em locais sem cobertura própria, os celulares Brisanet se conectam à rede da TIM, mas o consumo em roaming é menor do que o permitido na rede própria. A empresa também oferece 5G FWA por R$ 129,90 com 500 GB ou 1 TB por 179,90.

Obrigações de cobertura explicam expansão

Operadoras regionais e suas áreas de cobertura (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A expansão da Brisanet para o Centro-Oeste é fácil de explicar: em 2021, ela também adquiriu a licença para ofertar telefonia 5G na região.

As primeiras obrigações de cobertura dos dois leilões (2021 e 2026) estão batendo na porta: até o dia 31 de dezembro, ela precisa cobrir 30% das cidades de até 30 mil habitantes com 5G em sua área de cobertura, além de cobrir 100% dos trechos ainda não cobertos da BR-101 em sua área de cobertura e 20% de uma lista de localidades não-cobertas com 4G.

Serão 62 cidades goianas e 53 cidades sul-matogrossenses cobertas, com um investimento de R$ 100 milhões, além de mais 115 cidades no ano de 2027.

José Roberto Nogueira é fundador e CEO da Brisanet (foto: divulgação)

O CEO Roberto Roberto Nogueira afirmou ao Teletime que considera cobrir todas as cidades de até 30 mil habitantes do Nordeste e Centro-Oeste até 2029, um ano antes do prazo imposto às empresas do setor.

Por ora, não é possível esperar ofertas muito agressivas nesta expansão: a Brisanet quer aumentar seu ARPU (renda média por usuário) do segmento móvel, dos atuais R$ 20 para R$ 30 no ano que vem. A ideia de rentabilizar mais a clientela é uma tendência no setor: grandes empresas já vem aplicando ao lançar novos planos com valores iniciais de R$ 30 ou superiores.
Centro-Oeste ganhará nova operadora de celular

Centro-Oeste ganhará nova operadora de celular
Fonte: Tecnoblog

Justiça condena operadores de IPTV pirata a mais de 9 anos de prisão

Justiça condena operadores de IPTV pirata a mais de 9 anos de prisão

Irmãos operavam sites que vendiam acesso ilegal a serviços de TV (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dois irmãos foram condenados a mais de 9 anos de prisão pela Justiça de Goiás por operar IPTVs piratas.
Eles comandavam sites que vendiam acesso ilegal a canais pagos e sinais de TV por assinatura.
A sentença também determinou o pagamento de R$ 1,5 milhão como indenização mínima pelos prejuízos causados ao setor audiovisual.

A Justiça do Estado de Goiás condenou dois irmãos a 9 anos e 2 meses de prisão pela operação de IPTVs piratas. A decisão da 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas do TJGO também determinou o pagamento de R$ 1,5 milhão como indenização mínima pelos prejuízos causados ao setor audiovisual.

Os réus comandavam os sites iptvduo.com.br e factoryiptv.net.br, usados para vender acesso ilegal a canais pagos e sinais de TV por assinatura, segundo o site TeleSíntese. Eles foram condenados pelos crimes de violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro, e ainda podem recorrer.

Como funcionava o esquema?

Esquema usava loja de roupas de fachada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o site, o grupo possuía uma estrutura que permitia captar, decodificar e retransmitir sinais pagos a usuários dos serviços clandestinos.

Entre as técnicas estava o cardsharing, que envolve o compartilhamento remoto de cartões de acesso ou chaves de autenticação. Com isso, os operadores conseguiam liberar pacotes de canais e revendê-los por preços abaixo dos cobrados no mercado regular.

Todo o esquema tinha uma empresa de confecção de roupas de fachada, chamada Manzi Modas, usada para ocultar a origem do dinheiro. Auditorias não encontraram atividade comercial compatível com a movimentação financeira registrada nas contas da empresa.

O Ministério Público afirmou ainda que um dos réus usou dados pessoais da mãe e da avó para abrir contas e assinar documentos ligados ao controle patrimonial. As duas foram isentadas de responsabilidade penal após a Justiça entender que não tinham conhecimento do esquema e acreditavam se tratar de negócios lícitos da família.

Brasil endurece combate contra IPTV pirata

A condenação em Goiás se soma a uma ofensiva mais ampla do Brasil contra serviços ilegais de IPTV, streaming e aparelhos de TV Box irregulares. A primeira condenação criminal à prisão por serviço IPTV ilegal ocorreu em Campinas, em março de 2024, em um caso ligado à segunda fase da Operação 404.

Desde então, novas fases da operação e ações paralelas ampliaram prisões, bloqueios de sites e investigações por lavagem de dinheiro.

Em 2025, cinco acusados foram condenados por violação de direitos autorais e associação ilícitas no caso ControlIPTV, e março desse ano a Operação Bucaneiros investigou um esquema de IPTV que teria movimentado mais de R$ 4,2 milhões.

Os casos quase sempre ocorrem com coordenação de diversas agências, como a Polícia Federal, Ministério Público e Anatel, que começou a bloquear esses sites em 2023.
Justiça condena operadores de IPTV pirata a mais de 9 anos de prisão

Justiça condena operadores de IPTV pirata a mais de 9 anos de prisão
Fonte: Tecnoblog

Shopee inaugura seu 10º centro de distribuição no Brasil

Shopee inaugura seu 10º centro de distribuição no Brasil

Shopee abriu primeiro CD no Brasil em 2021 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Shopee inaugurou seu 10º centro de distribuição no Brasil, na cidade de Goiânia (GO). Este é o primeiro centro de distribuição do marketplace na região Centro-Oeste do país — as regiões Sul, Sudeste e Nordeste já são atendidas por instalações similares.

Os centros de distribuição da Shopee operam no modelo cross-docking, sem armazém. As mercadorias são coletadas por parceiros logísticos, levadas até o centro de distribuição, reorganizadas e encaminhadas para os hubs de última milha.

Entregas no Centro-Oeste devem ficar mais rápidas (Imagem: Divulgação/Shopee)

“Esta abertura representa um passo estratégico da Shopee para fortalecer sua infraestrutura logística, se aproximando dos pontos de coleta do Distrito Federal e Goiás”, avalia Rafael Flores, head de logística da Shopee. O executivo afirma que o novo centro de distribuição vai aumentar a velocidade de entrega para consumidores do Centro-Oeste.

Além do CD em Goiânia, a Shopee tem instalações do tipo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco. A estrutura logística da empresa conta ainda com mais de 100 hubs de primeira e última milha, exclusivos para produtos de lojistas brasileiros, mais de 20 mil motoristas de parceiros logísticos e cerca de 1.800 pontos de coleta e entrega.

Segundo a consultoria Cushman & Wakefield, a Shopee contava com 266.268 m² em instalações no final de 2023. A título de comparação, o Magazine Luiza tinha 648.140 m², e o Mercado Livre, 1.410.058 m².

Centro de distribuição do Mercado Livre em Cajamar (Imagem: Divulgação)

Shopee investe em logística e afiliados

A Shopee pertence ao Sea Group, de Singapura — que também é dono da Garena, famosa pelo game Free Fire. O marketplace abriu seu primeiro centro de distribuição no Brasil em 2021.

Além de logística, ela também investiu em programas de lojas oficiais e afiliados. A plataforma de comércio está instalada em um escritório de três andares em São Paulo (SP), no mesmo prédio que Google e Meta.

Com informações: Exame
Shopee inaugura seu 10º centro de distribuição no Brasil

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Fonte: Tecnoblog