Category: Gemini

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)

Resumo

O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.

O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.

Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.

Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.

Como funciona o Canvas?

Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)

O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.

No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.

Para que serve o Canvas?

Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.

A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.

Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.

E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.

Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.

Com informações do Google e da PCWorld
Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps
Fonte: Tecnoblog

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Visual tradicional dá lugar a um design mais minimalista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google Maps está atualizando seu ícone para um design inspirado no Gemini, em gradiente multicolorido.
O novo ícone começa a aparecer nas versões 26.09.06.873668274 para Android e 26.09.5 para iOS.
Além da novidade estética, o Google integrou mais recursos de inteligência artificial do Gemini no Maps.

O Google reformulou o design do ícone do Google Maps nos aplicativos para Android e iOS. A mudança, que está sendo aplicada de forma gradual, substitui as tradicionais divisões diagonais em quatro cores por um efeito gradiente.

Segundo o 9to5Google, o objetivo da companhia é padronizar a identidade visual da sua plataforma de navegação com o restante do ecossistema da big tech.

Quando a atualização chega?

Embora o formato clássico de alfinete de mapa tenha sido mantido para preservar a identidade histórica do serviço, a geometria do logotipo passou por um processo de modernização. O anel superior do ícone está visivelmente mais estreito, enquanto o círculo branco na parte interna foi ampliado.

À esquerda, o ícone clássico; à direita, o novo design com gradiente (imagem: reprodução/9to5Google)

A alteração visual não chega ao mesmo tempo para todos. No ecossistema Android, o novo ícone começa a ser implementado a partir da versão 26.09.06.873668274 do Google Maps. Enquanto isso, para os proprietários de iPhone, o visual atualizado está presente na versão 26.09.5 liberada para o iOS.

Com a novidade, o serviço de mapas se junta a um portfólio de serviços do Google que já adotam o padrão de cores em gradiente. Essa lista inclui o Google Fotos, o aplicativo principal de Pesquisa, a página inicial da empresa e o próprio Gemini.

Mais IA no Maps

A reformulação estética acompanha uma mudança funcional no aplicativo. Nos últimos meses, o Google Maps tem recebido mais recursos de inteligência artificial do Gemini. Uma delas é a adoção de uma experiência de navegação conversacional nativa, que substitui o antigo Google Assistente.

Essa ferramenta agora permite interações mais fluidas por comandos de voz durante os trajetos, otimizando as consultas sobre condições de trânsito em tempo real, por exemplo.

Além das melhorias na navegação, a empresa integrou o motor do Gemini diretamente ao Google Lens dentro da interface do Maps. Essa junção facilita a identificação precisa de pontos de referência utilizando apenas a câmera do celular.

O aplicativo também passou a exibir o recurso “Saiba antes de ir” nos anúncios de rotas, entregando um panorama mais completo sobre os destinos antes mesmo do usuário ligar o carro ou iniciar a sua viagem.
Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini
Fonte: Tecnoblog

Gemini agora pode analisar imagens de câmeras ao vivo no Google Home

Gemini agora pode analisar imagens de câmeras ao vivo no Google Home

Gemini poderá interpretar o que ocorre ao vivo em imagens de câmeras (imagem: reprodução/Google)

Resumo

Google Home agora possui o recurso Live Search, que permite ao assistente analisar imagens de câmeras ao vivo.
Por enquanto, a função está disponível apenas para assinantes do Google Home Premium, que custa US$ 20 por mês (cerca de R$ 105).
Além da novidade, outras atualizações melhoram o controle por voz, incluindo comandos mais precisos e reconhecimento aprimorado de dispositivos.

O ecossistema de dispositivos inteligentes do Google Home recebeu uma atualização com várias novidades na última segunda-feira (02/03), que ampliam a interação do sistema com o Gemini. O chefe da divisão, Anish Kattukaran, anunciou as mudanças pelo X. Entre elas está o Live Search, função para as câmeras inteligentes que permite consultar o assistente sobre o que está sendo captado ao vivo.

Até agora, o Gemini para dispositivos domésticos só conseguia responder perguntas sobre eventos já registrados. Com o Live Search, o Google expande as possibilidades com respostas baseadas na imagem em tempo real.

O recurso, no entanto, está restrito a assinantes do plano avançado do Google Home Premium, que custa US$ 20 por mês (cerca de R$ 105), sem previsão de disponibilidade para usuários no Brasil.

O Gemini for Home foi lançado em outubro do ano passado como substituto oficial do Google Assistente nos dispositivos inteligentes (IoT). “Lançamos o Gemini for Home em acesso antecipado especificamente para aprender com o uso no mundo real”, disse Kattukaran. “Com milhões de vocês testando e moldando essa experiência todos os dias, estamos enviando melhorias de voz regularmente para responder ao feedback”.

App do Google Home permite controlar dispositivos IoT (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

Comandos mais inteligentes

Além do Live Search, o pacote de atualizações de março traz melhorias no controle de dispositivos por voz. O Gemini passou a entender melhor o contexto dos seguintes comandos:

Dizer “apague a cozinha” agora afeta apenas as luzes do cômodo, e não todos os aparelhos conectados.

Comandos como “apague todas as luzes” passam a considerar apenas a residência atual, sem afetar uma possível segunda casa também gerenciada pelo app.

Além disso, o assistente ganhou melhor reconhecimento de dispositivos com nomes personalizados. Um item chamado “Table Glow”, por exemplo, agora é corretamente identificado como luminária com base nos metadados do fabricante. Com isso, eles passam a responder comandos genéricos como “acenda as luzes” mesmo sem a palavra “luz” no nome.

Outras correções incluem menos interrupções enquanto o usuário fala, maior confiabilidade na execução de automações criadas por voz e melhor desempenho na reprodução de músicas recém-lançadas. Os modelos de IA usados para respostas também foram atualizados pela empresa.

Gemini agora pode analisar imagens de câmeras ao vivo no Google Home

Gemini agora pode analisar imagens de câmeras ao vivo no Google Home
Fonte: Tecnoblog

Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity

Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity

Galaxy S25 Ultra teve integração com o Gemini como uma de suas principais novidades (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Galaxy S26 terá suporte ao agente de IA da Perplexity, integrando-se a apps nativos como Notas, Relógio e Galeria, além de apps de terceiros ainda não revelados.
A ativação do agente da Perplexity ocorrerá por comando de voz “Hey, Plex” ou botão lateral.
A Perplexity também está disponível em TVs Samsung, expandindo o ecossistema de IA da marca.

A Samsung anunciou que a Galaxy AI terá a opção de usar um agente de inteligência artificial da Perplexity. Ele se conectará a alguns apps nativos dos smartphones da marca, como Notas, Relógio, Galeria, Lembretes e Calendário.

“Firmamos o compromisso de construir um ecossistema de IA aberto e inclusivo, que dá aos usuários mais escolhas, flexibilidade e controle para executar tarefas complexas de uma forma rápida e fácil”, diz Won-Joon Choi, COO da Samsung Electronics.

A parceria foi revelada poucos dias antes do evento Unpacked, que acontece na quarta-feira (25/02) e apresentará o Galaxy S26.

Como será a integração com a Perplexity?

O comunicado da Samsung traz poucas informações. Uma delas é que o agente da Perplexity poderá ser ativado com a frase “Hey, Plex” ou apertando e segurando o botão lateral.

“Hey, Plex” será uma forma de ativar o agente (imagem: divulgação)

Além da integração com os apps nativos da Samsung, haverá conexão com apps de terceiros selecionados — ainda não há mais informações sobre quais serão eles.

Segundo a companhia sul-coreana, o agente da Perplexity “permitirá fluxos de trabalho de múltiplos passos de maneira suave, possibilitando aos usuários navegar de modo contínuo entre tarefas sem ter que lidar com apps de maneira individual”.

Samsung expande possibilidades de IA

O lançamento do Galaxy S25 teve como grande destaque a integração com o Gemini, do Google. Para o S26, a Samsung parece estar apostando em ampliar o número de alternativas.

Na semana passada, a companhia fez outro anúncio envolvendo IA: a Bixby, assistente virtual “caseira” da marca, ganhará um LLM atualizado para permitir conversas mais fluidas e controle sobre diversos recursos. Em 2025, ela praticamente não teve destaque nas apresentações das linhas Galaxy S e Galaxy Z.

A Perplexity estará presente não só nos celulares, mas também nas TVs da Samsung, que começaram a receber o assistente neste mês. Esses equipamentos já contavam com a presença do Copilot, da Microsoft.

A Samsung não está sozinha nesse movimento. A Motorola já oferece suporte ao Gemini, ao Copilot e à Perplexity na Moto AI, e a Apple usará tecnologias do Google como base para a próxima reformulação da Siri.

Com informações do Engadget
Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity

Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity
Fonte: Tecnoblog

Google Docs vai usar Gemini para criar resumos em áudio

Google Docs vai usar Gemini para criar resumos em áudio

Google aposta em áudio gerado por IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google Docs agora usa o Gemini para criar resumos em áudio, disponíveis em breve para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra.
A ferramenta permite acelerar ou desacelerar o áudio, com opções de 0,5 a 2 vezes a velocidade normal.
A tecnologia já é usada em outros aplicativos, como o NotebookLM, que cria podcasts a partir de materiais didáticos.

O Google adicionou ao Docs uma ferramenta para resumir textos e gerar áudios com explicações breves sobre o documento. Segundo a empresa, o Gemini está na base da tecnologia.

A companhia destaca que os resumos de áudio podem ser úteis para relembrar anotações ou revisar os pontos principais em apenas alguns minutos. “Esses sumários duram pouco menos de que alguns minutos e usam um estilo natural de fala, que ajuda você a se preparar de maneira rápida e eficiente”, diz o anúncio do Google Docs.

Como funcionam os resumos em áudio no Google Docs?

Resumo pode ser acelerado até 2x (imagem: divulgação)

Para gerar um resumo em áudio, o usuário precisa ir ao menu “Ferramentas” e procurar o item “Áudio”, selecionando a opção “Ouvir o resumo do documento”.

O Google Docs, então, exibe um pequeno player suspenso, com barra de progresso para avançar ou retroceder. Também dá para acelerar ou desacelerar o áudio, com opções que vão de 0,5 a 2 vezes.

A ferramenta será liberada nos próximos 15 dias para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra, disponíveis para usuários comuns, além de opções corporativas e educacionais:

Business Standard and Plus

Enterprise Standard and Plus

Google AI Ultra for Business add-on

Google AI Pro for Education add-on

Gemini é responsável por áudio em outros apps

Os resumos de áudio no Google Docs não chegam a ser uma grande surpresa, se considerarmos que a companhia tem apostado nesse tipo de funcionalidade há algum tempo.

A ferramenta de estudos NotebookLM, por exemplo, é capaz de criar podcasts com base em conjuntos de artigos e materiais didáticos. Assim, o estudante pode rever a matéria como se fosse uma conversa entre dois apresentadores.

O Google vem fazendo experiências com uma ferramenta semelhante nos resultados de busca: em vez de gerar um texto resumindo as informações presentes nas páginas encontradas, o Gemini criaria um áudio, também ao estilo podcast.

Com informações do Google
Google Docs vai usar Gemini para criar resumos em áudio

Google Docs vai usar Gemini para criar resumos em áudio
Fonte: Tecnoblog

Galaxy Watch 8 LTE (44 mm) tem 31% OFF com cupom no Mercado livre

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Galaxy Watch 8 LTE 44 mm
R$ 2.429,10

R$ 3.499,0031% OFF

Prós

Tela Super AMOLED com brilho de 3.000 nits
Integração com Google Gemini
Sensores de saúde aprimorados com recomendações
Conectividade LTE com eSIM integrado
Construção com Cristal de Safira e IP68

Contras

Autonomia reduzida com LTE e GPS ativos

PIX
Cupom

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Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

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O Galaxy Watch 8 LTE (44 mm) está saindo por R$ 2.429 no Pix com cupom no Mercado Livre. O relógio inteligente, que tem suporte a GPS integrado e uma bateria que dura o dia inteiro, recebe desconto de 31% sobre o preço original de R$ 3.499.

Galaxy Watch 8 tem 4G e tela AMOLED

O Galaxy Watch 8 vem com uma tela Super AMOLED de 1,47 polegada, resolução de 480 pixels de lado e brilho de até 3.000 nits, que oferece qualidade de imagem e nitidez debaixo de luz forte do Sol. O vidro de Cristal Safira garante proteção contra quedas, arranhões e outros acidentes.

Já o suporte a conexões 4G LTE é fornecido pelo chip virtual eSIM. Assim, o smartwatch pode acessar serviços online sem a necessidade de estar pareado a um celular, como Google Mapas e Spotify, entregando rotas e posição exata, ou reproduzindo músicas direto para fones de ouvido sem fio pareados com o acessório.

O Galaxy Watch 8 suporta diversas atividades físicas e graças a um GPS de dupla frequência (L1 + L5), conta com funções de acompanhamento de ritmo e cadência. O suporte do Google Gemini permite desenvolver programas personalizados de treino, com pontuação e execução de tarefas.

Galaxy Watch 8 tem acesso a funções do Google Gemini (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ele também possui sensores avançados como eletrocardiograma (ECG) e SpO2, sendo capaz de monitorar o sono com precisão. Em casos de emergência, o gadget pode ligar para contatos pré-programados, com informações detalhadas sobre posição e estado de saúde.

Na parte do hardware, o processador Exynos W1000, junto com 2 GB de RAM e 32 GB de espaço interno garantem o desempenho. Enquanto o sistema operacional Wear OS tem total integração com serviços do Google.

O corpo de alumínio Armor de 44 mm traz certificações militar MIL-STD-810H e IP68, de resistência a até 50 metros de profundidade. E a bateria de 435 mAh resiste a um dia de uso e suporta carregamento de 10 W sem fio.

O Galaxy Watch 8 LTE (44 mm) está em promoção por R$ 2.429 no Pix com cupom no Mercado Livre, um desconto de 31% sobre o preço de lançamento.
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Galaxy Watch 8 LTE (44 mm) tem 31% OFF com cupom no Mercado livre
Fonte: Tecnoblog

Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados

Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados

Nova barra lateral do Chrome (imagem: reprodução/Google)

Resumo

O Google integrou o agente de IA Gemini ao Chrome, permitindo que o navegador execute tarefas na web para o usuário. O recurso está disponível inicialmente para assinantes nos EUA.
O Auto Browse permite delegar tarefas como planejamento de viagens, comparação de preços e preenchimento de formulários. A integração com serviços do Google, como Gmail e Maps, é uma vantagem.
A barra lateral redesenhada permite que o usuário interaja com o Gemini para executar ações, como editar emails ou imagens. O navegador pedirá confirmação antes de ações sensíveis para garantir segurança.

Com a popularização dos agentes de IA integrados aos navegadores, era questão de tempo até que o Google, dono de um ecossistema que só cresce em torno do Gemini, investisse nisso. E chegou o dia: nesta quarta-feira (28/11), a empresa anunciou a mudança mais profunda no Chrome em anos, com a integração com o Gemini.

O modelo de IA possibilita que o navegador execute tarefas na web em nome do usuário, função em que a empresa investe desde o lançamento do Gemini 2.0, em 2024. Além do agente, as mudanças incluem um novo painel lateral, no qual o usuário interage com a IA. As novidades começam a ser liberadas para Windows, macOS e Chromebook Plus, inicialmente para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos.

Chrome executa tarefas para o usuário

A principal novidade é o Auto Browse, um recurso que permite delegar tarefas complexas para que a inteligência artificial execute sozinha.

Segundo a empresa, o Auto Browse pode auxiliar em atividades como planejamento de viagens, comparação de preços de hotéis e voos, preenchimento de formulários online, organização de documentos e gestão de assinaturas. O sistema também pode lidar com logins, usando o Gerenciador de Senhas do Google.

Essa função já existe em alguns dos navegadores rivais, como o Microsoft Edge, Opera Neon e ChatGPT Atlas.

Agente de IA é integrado aos serviços do Google (imagem: reprodução/Google)

Uma das vantagens para quem já está no ecossistema do Google é a integração com serviços como Gmail, Maps, Google Shopping e outros. O Chrome receberá, nos próximos meses, a Personal Intelligence (Inteligência Pessoal), funcionalidade do Gemini que permite acesso a informações do usuário em outros apps do Google, como Gmail, Agenda, Fotos e YouTube.

Painel lateral para o Gemini

A nova experiência também envolve uma barra lateral redesenhada, incluindo um ícone do Gemini que funciona paralelamente ao fluxo de trabalho do usuário no navegador.

Através da barra, o usuário pode solicitar que o agente tome controle para executar ações, como fazer compras, ou interagir com o conteúdo na tela. O Gemini pode, por exemplo, editar um email ou o preencher dados no Google Forms.

Google introduz agente de IA no Chrome (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Da mesma forma, por meio do modelo de geração de imagens Nano Banana, o recurso permite editar imagens diretamente na página aberta, sem necessidade de download ou reenvio de arquivos.

E a segurança?

Segundo o Google, o navegador pausará e pedirá confirmação do usuário antes de realizar ações sensíveis, como finalizar uma compra com cartão de crédito, fazer postagens ou aceitar termos de serviço.

“Estamos usando IA e modelos locais para proteger as pessoas de um cenário em constante evolução, seja de golpes gerados por IA ou atacantes cada vez mais sofisticados”, afirmou Parisa Tabriz, vice-presidente do Google Chrome.

Agente passará controle para o usuário (imagem: reprodução/Google)
Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados

Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados
Fonte: Tecnoblog

Apple deve apresentar a Siri turbinada com Gemini em fevereiro

Apple deve apresentar a Siri turbinada com Gemini em fevereiro

Nova assistente poderá resumir documentos e cruzar dados entre aplicativos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Apple planeja lançar uma Siri reformulada com o Gemini em fevereiro de 2026, com uma reformulação completa prevista para o final de 2026.
A nova Siri, sob o codinome “Campos”, terá diálogos contínuos e interações profundas com aplicativos da Apple, utilizando cerca de 1,2 trilhão de parâmetros.
A parceria com o Google foi consolidada em novembro de 2025, após negociações com a Anthropic e a OpenAI falharem.

A Apple planeja realizar, na segunda quinzena de fevereiro de 2026, a primeira demonstração oficial da Siri reformulada com inteligência artificial do Google. A ideia é apresentar os resultados da parceria firmada entre as duas gigantes de tecnologia, o que deve marcar a transição da assistente para um modelo de chatbot.

O anúncio, se confirmado, ocorre após atrasos internos no desenvolvimento e visa recuperar o terreno perdido para concorrentes como a OpenAI, dona do ChatGPT, no setor de IA generativa.

O que muda com a nova Siri?

A grande mudança será a capacidade da assistente de manter diálogos contínuos e contextuais, de forma mais próxima à experiência oferecida pelo ChatGPT e pelo próprio Gemini. O novo sistema – desenvolvido sob o codinome “Campos” – permitirá que a Siri interaja de forma profunda com aplicativos nativos do ecossistema da Apple, como Mail, Música, Fotos e até o ambiente de desenvolvimento Xcode.

A Apple denomina a tecnologia como Apple Foundation Models na versão 10. Ela opera com cerca de 1,2 trilhão de parâmetros e será inicialmente hospedada nos servidores de computação em nuvem privada da empresa, o PCC. Com o lançamento do iOS 27 e macOS 27, a arquitetura passará a utilizar a versão 11, com maior capacidade de processamento e execução direta na infraestrutura de nuvem do Google.

Entre as novas funcionalidades previstas estão:

Análise de documentos: capacidade de resumir arquivos enviados pelo usuário

Edição de mídia: realizar comandos complexos em imagens por comando de voz (como recortes e ajustes de cor)

Gestão de dados: localizar e cruzar informações com maior precisão

Na prática, um usuário poderá solicitar que a Siri localize um email de meses atrás e escreva uma resposta baseada em informações da agenda pessoal, por exemplo, cruzando dados de diferentes fontes sem a necessidade de intervenção manual entre os apps.

Siri utilizará tecnologia do Gemini para processar tarefas complexas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando será o lançamento?

Segundo informações apuradas por Mark Gurman, da Bloomberg, a nova Siri será liberada em fases. A primeira etapa acompanhará o iOS 26.4, com lançamento esperado entre março e abril. Nesta versão, a assistente começará a utilizar o processamento do Gemini para lidar com tarefas complexas. A interface visual completa e a arquitetura definitiva devem ser reservadas no segundo semestre de 2026.

A decisão de adotar o Gemini reflete uma mudança na gestão de software da companhia. O projeto, agora liderado por Craig Federighi, chefe de engenharia de software, ganhou prioridade após a diretoria expressar insatisfação com o progresso dos modelos internos.

A parceria com o Google foi consolidada em novembro de 2025, após negociações com a Anthropic e a OpenAI não avançarem devido a divergências financeiras e conflitos estratégicos. Para a Apple, o uso do Gemini é visto como uma solução de curto prazo para entregar funcionalidades competitivas enquanto a empresa amadurece sua própria infraestrutura de inteligência artificial.
Apple deve apresentar a Siri turbinada com Gemini em fevereiro

Apple deve apresentar a Siri turbinada com Gemini em fevereiro
Fonte: Tecnoblog

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind (foto: John Sears/Wikimedia)

Resumo

O Google não planeja inserir anúncios no Gemini, focando no aprimoramento do assistente.
OpenAI testa anúncios no ChatGPT para gerar receita, enquanto o Google prioriza a experiência do usuário.
Demis Hassabis afirma que empresas chinesas de IA estão seis meses atrás dos laboratórios ocidentais.

O Google não tem pretensão de inserir anúncios no Gemini tão cedo, ao contrário do que foi anunciado pelo ChatGPT nos últimos dias. A confirmação veio de Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Em entrevista ao portal Sources, o executivo afirmou que a empresa “não tem planos” de monetizar o chatbot via publicidade no momento, priorizando o desenvolvimento da tecnologia.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog dias atrás, a OpenAI anunciou que começará a testar anúncios nas versões gratuita e Go do ChatGPT nos Estados Unidos. Para o chefe da DeepMind, “é interessante que eles tenham ido por esse caminho tão cedo. Talvez eles sintam que precisam gerar mais receita”.

Antes do anúncio da nova fonte de receita, um colunista do New York Times analisou a situação da companhia de Sam Altman e sugeriu que, em 18 meses, a empresa poderia enfrentar dificuldades. Ainda que não seja uma previsão oficial, tudo indica que o mercado está receoso com as finanças da OpenAI neste prazo.

Publicidade pode “contaminar” IA

Para o Google, a estratégia atual é transformar o Gemini num assistente melhor e onipresente. Hassabis demonstrou ceticismo sobre como a publicidade pode conviver com a proposta de uma inteligência artificial pessoal.

Durante a entrevista, o executivo explicou que o usuário espera que um assistente universal confiável tenha recomendações “genuinamente boas para você, imparciais e não contaminadas”. Segundo ele, misturar essa dinâmica com publicidade exige um cuidado extremo, pois “há muitas maneiras de fazer isso de forma errada”.

ChatGPT, rival do Gemini, começou a incluir anúncios na conversa com o chatbot (imagem: divulgação/OpenAI)

China: “seis meses atrás do Ocidente”

Além da alfinetada na rival, Hassabis também avaliou que as empresas de IA da China, como a startup DeepSeek, estão cerca de seis meses atrás dos principais laboratórios ocidentais em termos de tecnologia de ponta.

Segundo a Bloomberg, Hassabis classificou a reação do mercado ao modelo R1 da DeepSeek, lançado há um ano, como uma “reação exagerada e massiva”, mas reconheceu a qualidade dos avanços, em especial considerando as restrições de hardware impostas pelos Estados Unidos.

Para ele, embora as empresas chinesas sejam extremamente competentes em “alcançar a fronteira” tecnológica, elas “ainda precisam mostrar que conseguem inovar além dessa fronteira”.

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo
Fonte: Tecnoblog