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O que é local dimming na tela de TVs e monitores?

O que é local dimming na tela de TVs e monitores?

Local dimming (escurecimento local) é um recurso presente em algumas TVs e monitores LCD que reduz a iluminação de áreas da tela para reproduzir preto profundo. Isso melhora cores e contraste, mas o efeito depende do arranjo de LEDs no backlight.

TV TCL P615 com local dimming (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

ÍndiceComo funciona o local dimmingEntendendo a estruturaControle da iluminaçãoFALD vs edge-lit: vantagens e desvantagensPerguntas frequentes

Como funciona o local dimming

Displays LCD não geram luz própria, por isso, precisam de uma iluminação de fundo (backlight). Em TVs ou monitores antigos, a iluminação vem de lâmpadas CCFL. Em equipamentos modernos, as lâmpadas foram substituídas por LEDs ou MiniLEDs.

Em todos os casos, o backlight ilumina toda a tela. Isso faz imagens que deveriam ser pretas terem aspecto acinzentado. Mas, com o local dimming, é possível fazer LEDs correspondentes a áreas escuras da imagem não serem ativados. O resultado varia de acordo com a distribuição desses LEDs.

Entendendo a estrutura

Telas LCD que usam LEDs como luz de fundo podem ser classificadas em três grupos, conforme o arranjo do backlight:

Edge-lit: os LEDs são distribuídos ao longo das bordas da tela, podendo ocupar somente as extremidades superior e inferior, somente as laterais ou todo o contorno;

Direct-lit: os LEDs são distribuídos por toda a tela, uniformemente, ocupando inclusive a área central;

Full-array: também distribui os LEDs por toda a tela, mas em quantidade maior e os dividindo em zonas. Dos três, é o arranjo mais sofisticado, razão pela qual costuma estar presente em equipamentos de ponta.

Arranjos de LEDs em telas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Controle da iluminação

O local dimming foi criado para reduzir a iluminação das cenas escuras, sem afetar as áreas que devem ficar claras. Para isso, os LEDs do backlight são agrupados em zonas de escurecimento. Cada uma abrange uma área específica da tela. Assim, em uma cena de céu noturno, somente as zonas que cobrem a Lua devem ser ativadas.

Tecnologia FALD em uma tela com MiniLED (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quanto mais zonas de escurecimento tiver uma tela, maior é a precisão da iluminação. Isso porque, nessas circunstâncias, cada zona controla um número pequeno de LEDs, de modo a ser possível delimitar com mais exatidão os pontos da tela que devem ser escurecidos.

TVs ou monitores mais baratos empregam o local dimming em um arranjo Edge-lit. Mas os resultados mais precisos, com melhor relação de contraste, aparecem nas telas com o arranjo Full-array Local Dimming (FALD), existente em equipamentos mais avançados.

Modelos com arranjo Direct-lit geralmente não têm local dimming porque eles simplesmente distribuem os LEDs atrás da tela, sem agrupá-los em zonas. O modo Full-array é uma evolução do Direct-lit, portanto.

FALD vs edge-lit: vantagens e desvantagens

Telas com Full-array Local Dimming são preferência no mercado por permitirem controle mais preciso sobre a iluminação de fundo. O FALD também oferece as seguintes vantagens e desvantagens em relação ao arranjo Edge-lit:

Iluminação uniforme: telas FALD têm uma quantidade maior de LEDs, que são distribuídos uniformemente no backlight. Isso permite que o escurecimento local seja mais preciso e direcionado;

Suporte a HDR: telas FALD melhoram a precisão da gama de cores e aumentam o contraste, favorecendo o HDR. Isso porque as zonas de escurecimento permitem tons de preto mais profundos, ainda que inferiores ao OLED;

Efeito “blooming”: displays FALD estão sujeitos ao efeito bloombing ou halo, que ocorre quando a luz de um objeto brilhante vaza para áreas ao redor. Quanto menor o número de zonas, maior o risco de o problema surgir;

Edge-lit é mais barato: equipamentos com arranjo Edge-lit chegam ao mercado com preço menor em relação a painéis FALD por terem fabricação menos complexa. Além disso, eles tendem a ter espessura menor.

TV Samsung AU7700 tem tela VA LCD com local dimming (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Perguntas frequentes

O que é o Micro Dimming? Micro Dimming é o nome que a Samsung usa para a tecnologia de local dimming existente em suas TVs com backlight de LED. Com ela, o contraste e as cores são aprimorados, afirma a companhia. A SEMP TCL adota a mesma denominação em suas telas. O que é global dimming? Global dimming é apenas uma forma de expressar que a iluminação de fundo alcança toda a tela ao mesmo tempo, não havendo zonas que podem ser ligadas ou desligadas independentemente. Telas direct-lit são do tipo global dimming. Existe local dimming para telas OLED? Telas OLED não precisam de local dimming porque elas são feitas de um composto orgânico que emite luz quando recebe energia, dispensando o backlight. Assim, cada pixel pode ser ativado ou desligado individualmente para formar imagens com alto contraste e pretos profundos.
O que é local dimming na tela de TVs e monitores?

O que é local dimming na tela de TVs e monitores?
Fonte: Tecnoblog

O que é o Retina Display dos produtos da Apple?

O que é o Retina Display dos produtos da Apple?

Retina Display é o nome que a Apple dá às telas LCD de alta definição que equipam linhas como iPhone, iPad, MacBook e Apple Watch. A empresa também trabalha com variações mais avançadas, baseadas em OLED, que recebem o nome Super Retina.

iPhone 14 com tela Super Retina XDR (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

ÍndiceA primeira tela RetinaEvoluções do Retina DisplayLiquid Retina HDSuper Retina e Super Retina XDRLiquid Retina XDRFornecedoresPrincipais comparaçõesPerguntas frequentes

A primeira tela Retina

Steve Jobs anunciou a tecnologia Retina Display em junho de 2010, com o iPhone 4. O celular foi lançado com tela LCD de 3,5 polegadas e resolução de 960×640 pixels, resultando em uma densidade de pixels de 326 ppi – muito acima dos 165 ppi do iPhone 3GS (modelo anterior).

Segundo o fundador da Apple, o visor tinha tantos pixels por polegada que, individualmente, eles eram “imperceptíveis aos olhos humanos”.

A afirmação de Jobs foi contestada posteriormente e chamada de “exagerada” por Raymond Soneira, presidente da DisplayMate Technologies. Mas cumpriu o papel de destacar que a tecnologia Retina Display melhora sensivelmente a nitidez das informações na tela.

De fato, no iPhone 4 e posteriores, as letras de um texto aparecem bem definidas, sem o efeito de “degraus” ou elementos serrilhados comuns em visores com baixa densidade de pixels.

Evoluções do Retina Display

Telas Retina evoluíram nos anos posteriores, melhorando parâmetros como contraste e precisão de cores. Isso levou ao surgimento das variações a seguir.

Liquid Retina HD

A tecnologia Liquid Retina HD surgiu em 2018, junto com o iPhone XR. Trata-se de uma tela IPS LCD que oferece precisão de cores e níveis de brilho mais elevados do que em painéis LCD convencionais.

No iPhone XR, a tela Liquid Retina HD tem 6,1 polegadas de tamanho e resolução de 1792×828 pixels, o que resulta em uma densidade de 326 ppi.

A tecnologia também apareceu nos iPad Pro de 11 e 12,9 polegadas lançados em 2018, mas com densidade de 265 ppi.

iPhone 12 Mini com Super Retina XDR e iPhone XR com Liquid Retina (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Super Retina e Super Retina XDR

A tela Super Retina é baseada na tecnologia OLED, e foi introduzida em 2017 com a linha iPhone X. O celular chegou com display de 5,8 polegadas e densidade de pixels de 458 ppi.

Já o Super Retina XDR (sigla para Extreme Dynamic Range) está presente no iPhone 11 Pro, Pro Max e modelos posteriores. Essa versão tem suporte a tecnologias de HDR mais avançadas para a reprodução de vídeos, como o HDR10+, além de funcionar com Dolby Vision.

De modo complementar, telas Super Retina XDR atingem até 1.200 nits de brilho e elevam o contraste para 2.000.000:1, o dobro do que é oferecido em visores Super Retina.

Telas Super Retina XDR usam a tecnologia LTPO para entregar taxa de atualização variável em até 120 Hz (ProMotion) com baixo consumo de energia, ajudando telas do tipo a pouparem bateria.

Por causa do OLED, as telas Super Retina e Super Retina XDR oferecem ainda ângulo de visão extenso e ampla tonalidade de cores. Este último atributo é reforçado com a tecnologia True Tone, que permite ao display exibir cores mais naturais, com base na luz ambiente.

iPhone 14 Pro vem com tela Super Retina XDR (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Liquid Retina XDR

A tela Liquid Retina XDR surgiu em 2021, no iPad Pro de 12,9 polegadas, como uma evolução do display Liquid Retina. A tecnologia continua baseada em LCD, mas usa MiniLED para gerar luz de fundo.

Como os MiniLEDs possibilitam um controle mais preciso sobre os pixels, telas Liquid Retina XDR têm taxas de contraste e brilho maiores do que o padrão antecessor. O resultado é um grande alcance dinâmico (HDR) na reprodução de vídeo.

MacBook Pro com M1 tem tela Liquid Retina XDR (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Fornecedores

A Apple projeta e define as especificações da tecnologia Retina Display, mas não detém fábricas de telas. Por isso, a produção dos painéis é realizada por outras empresas, como:

Samsung Display: fornecedora de telas OLED com tecnologia LTPO e taxa de atualização variável de até 120 Hz para celulares como o iPhone 13 Pro e o iPhone 14 Pro;

LG Display: forneceu painéis LCD para iPhones até o fim de 2020. Também é fornecedora de displays OLED para linhas como iPhone 13 e iPhone 14, ainda que em menor escala em relação à Samsung;

Sharp: fornece visores LCD para modelos como o iPhone SE. A empresa se tornou uma das principais fornecedoras desse tipo de tela para a Apple depois de comprar uma fábrica da Japan Display, em 2020;

Japan Display (JDI): foi fornecedora de telas LCD para a Apple. Em 2019, passou a fornecer telas OLED para dispositivos como o Apple Watch, mas a entrada tardia no segmento a fez ter pouca escala com essa tecnologia;

BOE: enviou telas LCD à Apple e, com o iPhone 12, passou a fornecer painéis OLED. Teve a produção de telas para o iPhone 13 suspensa por conflitos com a Apple, mas, no iPhone 14, retomou o fornecimento.

Principais comparações

Nosso comparativo mostra, em detalhes, as diferenças entre Retina Display, Super AMOLED, IPS LCD e mais tecnologias utilizadas em telas de celulares.

Abaixo, você confere um resumo com as principais vantagens e desvantagens das telas Retina e Super Retina em relação ao OLED, Super AMOLED e AMOLED dinâmico:

Retina Display vs OLED

Telas Retina, Liquid Retina HD e Liquid Retina XDR são baseadas em LCD, que não sofre burn-in, mas fornece contrastes inferiores e pretos menos intensos do que o OLED. A Apple usa a tecnologia OLED em telas Super Retina e Super Retina XDR.

Super Retina vs Super AMOLED

Super AMOLED é uma marca registrada pela Samsung e refere-se a telas que combinam o OLED com reconhecimento a toques e uma matriz ativa de TFT para controle dos pixels. As telas Super Retina da Apple também são baseadas em OLED de matriz ativa (AMOLED), garantindo bons níveis de contraste, mas podem apresentar diferenças em níveis de brilho e perfil de cores a depender do produto.

Super Retina XDR vs AMOLED Dinâmico

As telas Super Retina XDR e AMOLED Dinâmico são baseadas em OLED, têm taxa de atualização variável e suportam tecnologias como HDR10+ e Dolby Vision. Contudo, a tecnologia Super Retina é exclusiva da Apple. Já o AMOLED Dinâmico aparece em dispositivos da Samsung.

Perguntas frequentes

Retina Display é resistente? Uma tela Retina se torna mais resistente a impactos e riscos quando combinada com tecnologias como Gorilla Glass, usada pela Apple até o iPhone 11. No iPhone 12, a companhia passou a adotar a tecnologia Ceramic Shield para reforçar o display. Tela Retina faz mal para os olhos? Não há evidências de que uma Tela Retina prejudique os olhos. Na verdade, algumas tecnologias trazem maior conforto ocular, como o True Tone, que ajusta as cores com base na luz ambiente, e o Night Shift, que reduz a emissão de luz azul durante a noite. A alta exposição à luz azul pode causar distúrbios de sono, entre outros problemas de saúde, segundo uma pesquisa publicada na Nature.
O que é o Retina Display dos produtos da Apple?

O que é o Retina Display dos produtos da Apple?
Fonte: Tecnoblog

Galaxy Watch 5 BT de 40mm tem oferta com menor preço desde o lançamento

Galaxy Watch 5 BT de 40mm tem oferta com menor preço desde o lançamento

Interessado em um smartwatch? Então aproveite esta oferta do Galaxy Watch 5 por R$ 1.376,10 à vista no Girafa. O preço é válido para a versão com caixa de 40 mm, cor rosé e conexão Bluetooth. O modelo em promoção não possui conexão celular.

Galaxy Watch 5 em oferta (Imagem: Divulgação/Samsung)

A Galaxy Watch 5 de 44 mm desta oferta está 10% mais barato do que no site da Samsung. O desconto dá ao consumidor uma economia de R$ 153. O preço de lançamento do Galaxy Watch 5 de 44 mm foi R$ 2.339.

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Galaxy Watch 5 traz bateria de longa duração

Um dos principais recursos do Galaxy Watch 5 de 44 mm é a sua bateria de 410 mAh. A Samsung promete que ela entrega até 40 horas de uso contínuo. A fabricante ainda afirma que 30 minutos de recarga é o suficiente para devolver 45% da capacidade da bateria.

Smartwatches consomem bem mais bateria que uma smartband. Logo, passar mais tempo no seu pulso do que carregando é um fator determinante na hora de comprar um smartwatch. Ainda mais se você deixa vários recursos ativados e gosta de monitorar o desempenho em atividades físicas.

O Samsung Galaxy Watch 5 é um relógio com Super AMOLED (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O Galaxy Watch 5 de 44 mm vem com o sistema operacional Wear OS 3.5 de fábrica, baseado em Android. Na parte de apps e recursos, a Samsung não deixa a desejar. Você terá sensor de eletrocardiograma, monitor de frequência cardíaca, monitor de sono, análise de impedância e aquela chuva de programas de exercícios.

No total, existem mais de 90 atividades físicas suportadas pelo Galaxy Watch 5 e seu Wear OS de fábrica. Para comparação, existem 39 esportes no programa olímpico, somando esportes de verão e inverno. O Galaxy Watch 5 tem até a opção para baseball, que não estará em Paris 2024.

Na parte de durabilidade, o painel AMOLED do Galaxy Watch 5 é protegido pela tecnologia Sapphire Crystal.
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Galaxy Watch 5 BT de 40mm tem oferta com menor preço desde o lançamento
Fonte: Tecnoblog

Roku Express 4K já pode ser vendido no Brasil

Roku Express 4K já pode ser vendido no Brasil

Lançado em 2022 no exterior, o Roku Express 4K já pode ser vendido oficialmente no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou a homologação do dispositivo de streaming, que transmite imagens em 4K e em qualidade HDR10+. Assim, o gadget poderá ser uma opção interessante para quem quer transformar seu aparelho em uma smart TV.

Roku Express 4K (Imagem: Divulgação / Roku)

A Anatel emitiu a certificação no dia 23 de março e sua validade é indeterminada. No documento, a requerente da solicitação é a própria Roku Comércio de Produtos Eletrônicos Ltda., enquanto a fabricante é a Roku Inc. dos Estados Unidos.

Seu código de produto é o 3940X2, que pode ser uma variação de região, já que seu modelo é o 3940 em terras estadunidenses. Há o logo da Zona Franca de Manaus junto ao selo da Anatel na papelada do dispositivo de streaming, isso pode ocorrer já que a fábrica da companhia se encontra na região.

O gadget virá com uma saída HDMI, uma entrada micro USB para energia e um botão de Reset para rápida reinicialização. Já o controle remoto traz botões comuns, como play e pause, além de acesso rápido ao Netflix, Disney+, Apple TV+ e Globoplay. No modelo americano, a Paramount+ substitui a plataforma brasileira no acessório.

Resolução em 4K é o chamariz do dispositivo

No review do Roku Express de 2020, o Tecnoblog destacou que o cabo HDMI era muito pequeno e o controle sem Bluetooth era bastante limitado. Entretanto, o gadget oferece uma interface fluída e completa, além de muitas opções no catálogo.

A grande diferença no Roku Express 4K é a qualidade da imagem transmitida pelo produto. O usuário pode assistir a seriados, filmes e outros programas com resolução a até 4K (3840 x 2160), contanto que sua televisão ou monitor consiga alcançar essa qualidade.

Ademais, o periférico também entrega uma alta qualidade visual através do recurso de HDR (High Dynamic Range), mas aqui ele vai um pouco além com o HDR10+. Isso quer dizer que consegue oferecer ainda mais brilho e contraste, reproduzindo cores com mais fidelidade.

O modelo padrão do Roku Express pode ser encontrado por cerca de R$ 209, enquanto sua versão em 4K importada é vendida por volta de R$ 368. Ainda não há um preço oficial no Brasil do Roku Express 4K.

Você tem interesse em adquirir um dispositivo de streaming? Algum dessa marca seria uma opção para o seu uso diário?
Roku Express 4K já pode ser vendido no Brasil

Roku Express 4K já pode ser vendido no Brasil
Fonte: Tecnoblog