Category: FCC

Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

Starlink Mobile vai ter expansão em breve: FCC aprova 15 mil novos satélites nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Starlink, da SpaceX, recebeu aprovação da FCC para lançar 15 mil novos satélites, que oferecerão serviços de internet e telefonia móvel, concorrendo com operadoras nos EUA.
A nova constelação, chamada Starlink Mobile, permitirá ligações nativas, acesso a serviços de streaming e internet de banda larga, sem depender de infraestrutura terrestre.
A empresa agora pode operar serviços mobile com conexão global, sem zonas brancas, e velocidade equiparável às principais operadoras do país.

A Starlink teve aprovação da agência reguladora dos Estados Unidos para enviar 15 mil novos satélites para a órbita terrestre. A nova constelação terá como novidade o suporte a serviços antes exclusivos de operadoras de telefonia, como ligações nativas, acesso a serviços de streaming e outros exemplos para além da internet de banda larga.

A FCC (Federal Communications Commission), órgão análogo à Anatel, deu o aval para os novos lançamentos na última terça-feira (06/10). Os equipamentos marcam o início da Starlink Mobile, modalidade da SpaceX voltada para serviços de telefonia móvel. Nos EUA, a empresa passa a concorrer diretamente com empresas como AT&T, Verizon e T-Mobile.

Vale lembrar que, aqui no Brasil, a Starlink acaba de superar a TIM na banda larga fixa. Somente em agosto, ela anotou 65 mil novos acessos, segundo balanço divulgado pela Anatel.

Como é a nova constelação?

Conexão D2D promete maior estabilidade e conectividade global (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O provedor via satélite de Elon Musk agora tem autorização para operar serviços mobile a partir de sua nova frota. Segundo o TechSpot, ao menos metade dessas 15 mil unidades aprovadas precisam ser lançadas até 2032, mas a primeira leva só deve ir à órbita a partir de 2027.

A ideia é que, com a expansão dos satélites, a velocidade de conexão seja equiparável ao que oferecem as três principais operadoras do país, mas num formato direct-to-device. A modalidade promete uma conexão global, sem problemas como as zonas brancas, além de maior estabilidade independente da região.

Por enquanto, a empresa oferece os serviços de telefonia nos Estados Unidos em parceria com a T-Mobile, por meio de 650 satélites disponíveis na Órbita Baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês).

Segunda geração da banda larga

O serviço tradicional de internet da Starlink também deve ser reforçado em breve. Outra aprovação, publicada em janeiro, já previa o lançamento de satélites de banda larga de segunda geração.

Com as duas frentes, a SpaceX tem permissão para lançar 30 mil unidades entre os dois serviços, somando à frota já operacional na órbita da Terra. Atualmente, são cerca de 24,5 mil satélites, entre modelos de primeira geração e 13 mil novos dispositivos enviados no início deste mês de outubro.

O alto número de satélites operando na Órbita Baixa da Terra gera algumas preocupações entre os astrônomos. Além de interferências na observação do céu, outros fatores são levados em conta, como o aumento do lixo espacial e a reentrada de objetos na atmosfera.
Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras
Fonte: Tecnoblog

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram robôs humanoides fabricados em países estrangeiros – sobretudo na China (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, proibiu a importação de robôs humanoides produzidos fora do país, citando “riscos inaceitáveis” à segurança nacional.
A medida também se aplica a robôs de quatro patas e inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, devido a preocupações com segurança cibernética e proteção de dados.
A China afirmou que as decisões dos EUA são baseadas em pretextos infundados e têm uma forte politização, prejudicando a cooperação entre os países no desenvolvimento de inteligência artificial.

O governo dos Estados Unidos barrou a importação de robôs humanoides produzidos fora do país. A medida foi anunciada nesta terça-feira (28/07) com a justificativa de proteção da segurança nacional. Segundo a administração de Donald Trump, há “riscos inaceitáveis” na presença dessas IAs físicas estrangeiras nos EUA. O mercado que tem sido dominado por fabricantes chinesas.

A proibição também vale para robôs de quatro patas, que chegaram a ser utilizados no esquema de segurança da Copa do Mundo. A FCC, órgão análogo à Anatel, também baniu importações de inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, também sob a justificativa de risco econômico para os EUA.

Vale lembrar que China e Estados Unidos têm travado uma forte concorrência no mercado de inteligência artificial, com diversas fabricantes chinesas apostando nas IAs físicas recentemente, com mais de 150 empresas investindo na área. Segundo a BBC, a embaixada do país asiático em Washington afirmou que as decisões têm como base pretextos infundados e há uma forte politização direcionando as sanções anunciadas.

Mercado de IA física é visto como um risco nacional

Principal rival econômico dos EUA, a China está cada vez mais inserida no novo mercado de robôs humanoides. Montadoras como BYD e Geely, além de fabricantes como Unitree e UBTech, são algumas das empresas que têm apostado neste mercado atualmente. Do lado norte-americano, vale destacar a Figure AI, Boston Dynamics e Tesla.

Protótipo de robô humanoide da BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Segundo a FCC, as medidas são necessárias para “proteger cadeias de suprimentos críticas para os EUA”, e produtos relacionados agora entram na lista de bens e serviços considerados um risco de segurança nacional por lá. Mas, é importante ressaltar: serão considerados apenas novos produtos, ou seja, modelos já existentes e autorizados pelo órgão seguem liberados.

A decisão vem acompanhada de preocupações. Sobre os inversores de energia produzidos fora dos Estados Unidos, por exemplo, o uso dessas peças no país daria plenos controles a empresas estrangeiras, que poderiam roubar dados ou acessá-los remotamente, sob riscos de ciberataques. Já os robôs poderiam ser usados por “agentes maliciosos para vigiar americanos”, entre outras questões.

China fala em cooperação e condena “mindset hegemônico”

A embaixada chinesa respondeu às medidas afirmando que o país tomará as medidas cabíveis, e considerou o banimento um movimento que prejudica o trabalho conjunto dos países para desenvolver as IAs “para o bem”. Também pediu que os EUA “abandonem seu mindset hegemônico” contra empresas chinesas.

Esse não é o primeiro movimento estadunidense contra tecnologias do rival econômico. Desde o início de 2025, quando começou seu segundo mandato na Casa Branca, Trump oficializou diversos embargos e tarifas para produtos chineses, inclusive prejudicando big techs nacionais nesse processo. Semicondutores produzidos nos EUA também tiveram sua exportação proibida para a China sob o mesmo argumento de segurança nacional, como forma de “manter a liderança em IA”.

China fala em cooperação no desenvolvimento de IA e acusa EUA de “mindset hegemônico” (imagem: reprodução/Reuters)

A China, por sua vez, respondeu com tarifas sobre produtos estadunidenses e aproximação de outras economias, principalmente no Sul Global. Recentemente, um acordo internacional de cooperação para desenvolvimento de IA foi firmado em Xangai: o WAICO, do qual o Brasil também faz parte.

Conforme noticiado pelo portal China Daily, o Ministério das Relações Exteriores da China também se manifestou sobre o banimento mais recente, apontando um exagero no conceito de segurança nacional como justificativa para prejudicar empresas chinesas. Segundo o comunicado, o “protecionismo não vai melhorar a competitividade dos EUA”, e sim afetar os próprios consumidores americanos e suas empresas.
EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses
Fonte: Tecnoblog