Category: Consoles

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6

PlayStation 5 já teve preços reajustados no Brasil em 2026 (foto: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Resumo

Os custos de RAM e memória flash NAND usada no armazenamento do futuro PS6 podem custar US$ 680, segundo rumor.
A consultoria TrendForce prevê novas altas nos preços desses componentes já neste trimestre, o que pode impactar o custo final do futuro console.
O preço do PS6 pode ultrapassar US$ 1.000, chegando ao Brasil por mais de R$ 5.000, mas a cifra ainda não foi confirmada pela Sony.

A memória RAM e os chips de armazenamento do PlayStation 6 podem custar à Sony mais de US$ 680, ou cerca de R$ 3.400 em conversão direta. A declaração veio de um informante conhecido como KeplerL2, que publica informações antecipadas sobre hardware da AMD.

Segundo a publicação no fórum NeoGAF, “apenas a memória RAM e o armazenamento NAND” devem custar esse valor. O rumor não traz informações sobre outros componentes necessários ao funcionamento do console, como o processador.

A postagem também não apresenta capacidades, fornecedores ou contratos. Por isso, o número permanece uma alegação sem confirmação da Sony. A empresa desenvolve a próxima geração do PlayStation, mas ainda não anunciou nada sobre preço ou data de lançamento. Os rumores sugerem um possível anúncio em 2028, mas até lá os valores dos componentes podem mudar.

Memórias estão cada vez mais caras

Fabricantes priorizam memórias para servidores de IA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Dados de mercado ajudam a ilustrar a situação. Em relatório recente, a consultoria de negócios TrendForce projetou novas altas de até 15% nos preços contratuais de chips DRAM no quarto trimestre de 2026, em comparação com o trimestre anterior. Para NAND flash, a previsão é de aumento entre 15% e 20%.

Segundo a consultoria, fabricantes continuam priorizando capacidade de produção para servidores, diante da forte demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Esse cenário pressiona a oferta para outros segmentos, incluindo os consoles.

A possibilidade de um PS6 mais caro, na faixa dos US$ 1.000 (acima dos R$ 5 mil), também envolve a política comercial da própria Sony. Em reunião com investidores em junho, a empresa afirmou que não considera absorver os aumentos dos componentes e que não pretende vender hardware com prejuízos significativos.

PlayStation 6 pode ser o mais caro da história

Se o PS6 fosse lançado nos EUA por esse preço, o console poderia chegar ao Brasil superando os R$ 8 mil, considerando o efeito combinado de impostos, taxas e a relação entre os preços sugeridos atuais da linha PS5 nos dois países.

Como comparação, após o reajuste aplicado ao PS5 no Brasil em abril, os preços sugeridos passaram a R$ 4.599,90 para a Edição Digital, R$ 5.099,90 para o modelo com leitor e R$ 7.499,90 para o PS5 Pro.

Ainda assim, analistas citados pelo site VGC divergem sobre a possibilidade de a próxima geração do console ultrapassar os US$ 1.000. Esse patamar permanece uma projeção, sem confirmação oficial da Sony.

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6
Fonte: Tecnoblog

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

Títulos antigos continuarão recebendo versões em disco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Sony confirmou que a produção de discos do PlayStation cairá apenas 10% em 2028, e não 90%.
O fim da mídia física está mantido exclusivamente para novos lançamentos a partir de 2028; títulos antigos e encomendas já feitas continuarão sendo fabricados.
Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America, criticou o foco 100% digital, alertando que o fim dos discos ameaça o colecionismo e o real direito de propriedade dos jogadores.

A Sony esclareceu que a produção de discos físicos para o PlayStation sofrerá uma redução de 10% no volume a partir de janeiro de 2028, corrigindo a projeção inicial que apontava para o corte bem mais drástico de 90%. A confusão ocorreu após declarações dadas em julho pelo chefe da Sony Digital Audio Disc Corporation (DADC), Dietmar Tanzer, gerando apreensão no mercado.

Um porta-voz da companhia explicou ao portal Game que o executivo previu um declínio geral de 10% na fabricação, e não uma redução brusca para apenas 10% da capacidade total. O futuro da produção após o ano de 2028, no entanto, segue incerto.

Afinal, o que muda?

Apesar de reconhecer as críticas dos fãs e consumidores, a gigante japonesa deve manter a estratégia de encerrar a mídia física para novos lançamentos a partir de 2028. A boa notícia é que os títulos anteriores e as encomendas já realizadas seguirão em ritmo normal.

Diferentemente da Microsoft, que certifica terceiros para replicar os discos de Xbox, a Sony possui um processo proprietário de prensagem. Essa exclusividade dificulta a fabricação externa, a menos que ocorra um acordo formal de licenciamento.

Segundo o analista da firma Niko Partners, Daniel Ahmad, a estratégia de abandonar os discos busca outra meta: concentrar os gastos dos compradores na PlayStation Store. Para se ter uma ideia, enquanto um jogo de US$ 70 (cerca de R$ 359) rende à empresa aproximadamente US$ 21 (R$ 108) no formato digital, a mesma transação no varejo físico faz o lucro cair pela metade.

Processo proprietário da Sony impede que fábricas terceirizadas produzam discos (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Qual é o impacto na relação com a comunidade?

Para o ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America, Shawn Layden, um futuro sem discos é “deprimente, mas solucionável”. Ele alerta que justificar mudanças operacionais usando apenas a matemática financeira ameaça o valor da marca. O descontentamento ficou claro recentemente, a ponto da Sony restringir a comunicação de seus estúdios em resposta à forte indignação da comunidade.

“Se não pode revender, você realmente é dono?”, questionou o ex-executivo, abordando a diferença entre posse e acesso digital. O debate sobre os direitos dos jogadores ganha ainda mais força nos tribunais: recentemente, a própria Sony rebateu uma ação coletiva, afirmando que não engana consumidores quanto às limitações de controle e revenda de itens digitais adquiridos em sua plataforma.

Por fim, Layden comparou o setor de videogames aos livros e ao vinil, mídias que resistiram às previsões de extinção graças aos colecionadores. Para ele, o hábito de preservar jogos na estante e adquirir edições especiais são parte da “identidade gamer” e entregam itens exclusivos que jamais poderão ser substituídos por um download.
Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%
Fonte: Tecnoblog