Category: Claude

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)

Resumo

A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.
Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare
Fonte: Tecnoblog

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Novidade ainda é restrita ao ecossistema Apple (imagem: reprodução/Anthropic)

Resumo

Anthropic atualiza ferramentas Claude Cowork e Claude Code com controle remoto de Mac.
IA agora pode executar ações no macOS e automatizar tarefas complexas mesmo à distância.
Por enquanto, funcionalidade é restrita ao ecossistema Apple e chega em preview para assinantes pagos.

A Anthropic anunciou uma atualização de peso para as ferramentas Claude Cowork e Claude Code. A inteligência artificial da empresa agora consegue assumir o controle de um Mac remotamente para executar tarefas. O recurso permite que a IA aponte, clique, digite e até navegue pela interface do macOS, concluindo tarefas mesmo longe do computador.

A novidade funciona integrada ao Dispatch, outra funcionalidade recente que viabiliza a atribuição de processos entre diferentes aparelhos. Segundo a Anthropic, o sistema funciona da seguinte maneira: um usuário pode solicitar uma tarefa complexa ao Claude pelo aplicativo para iPhone; em seguida, a IA executa os comandos necessários no Mac que ficou em casa ou no escritório.

O modelo foi desenhado para atuar como um assistente. Em uma das demonstrações publicadas no YouTube, a IA recebe a instrução para exportar uma apresentação de vendas no formato PDF e anexá-la a um convite de reunião. A partir daí, o Claude realiza os cliques na interface do sistema de forma independente.

Como o Claude navega pelos aplicativos?

Para interagir com o sistema, o Claude prioriza integrações diretas com ferramentas como Slack ou Google Agenda. Quando essas pontes não existem, a IA passa a interpretar e controlar a tela. Ela rola páginas, clica em botões, abre arquivos e usa o navegador como um humano. O único requisito técnico é que o aplicativo desktop do Claude esteja aberto no macOS.

Apesar do avanço, a desenvolvedora é transparente quanto às atuais limitações. A Anthropic ressalta que o uso de computadores por modelos de IA ainda está em um estágio inicial e a ferramenta pode cometer erros de execução ou necessitar de uma segunda tentativa para finalizar comandos difíceis.

Para reduzir riscos, a IA sempre solicitará o aval do usuário antes de acessar um aplicativo novo ou instalar ferramentas. A companhia também implementou um sistema de verificação automático focado em detectar e neutralizar atividades perigosas. Outra recomendação oficial é evitar expor o recurso a dados sensíveis ou confidenciais, pelo menos neste período inicial.

A novidade já está disponível em formato de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro e Claude Max.

Claude solicita permissão do usuário para acessar novos aplicativos (imagem: reprodução/Anthropic)

Recurso segue tendência do OpenClaw

A nova funcionalidade do Claude segue uma tendência do mercado de agentes autônomos, esbarrando em comparações com o OpenClaw. O projeto de código aberto viralizou no início de 2026 por se conectar a aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, utilizando um sistema baseado em plugins (“skills”) para automação e gerenciamento de arquivos.

Mas, aqui, há uma diferença no ecossistema. Enquanto o OpenClaw é multiplataforma (suportando macOS, Windows e Linux) e altamente personalizável, a versão da Anthropic aposta em um ambiente mais restritivo e controlado, rodando, até o momento, apenas nos computadores da Apple.

A atualização reforça a lista de melhorias da Anthropic, que também liberou recentemente uma ferramenta oficial de importação de memória. Ela permite transferir históricos de conversas de outras IAs concorrentes, eliminando a necessidade de começar do zero após migrar de serviço.
Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone
Fonte: Tecnoblog

Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas

Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas

Recursos gráficos estão disponíveis para todos os usuários (imagem: divulgação)

Resumo

O Claude, da Anthropic, agora gera tabelas, gráficos e diagramas usando HTML e SVG, disponível para todos os usuários.
A ferramenta visual pode ser ativada por pedido do usuário ou quando o Claude julgar necessário, oferecendo explicações visuais detalhadas.
O anúncio da “lousa” do Claude ocorreu dois dias após a OpenAI lançar recurso semelhante para o ChatGPT.

O chatbot de inteligência artificial Claude, da Anthropic, ganhou uma ferramenta para gerar tabelas, gráficos, diagramas e outros elementos visuais como parte de suas respostas. A novidade está disponível para todos os usuários, sejam assinantes de planos pagos ou não.

A Anthropic diz que o recurso não é um gerador de imagens. Em vez disso, o Claude usa códigos HTML e gráficos vetoriais em SVG para dar explicações visuais. Para a empresa, é como se o robô tivesse ganhado uma lousa.

Como funciona a ferramenta visual do Claude?

O recurso de geração de diagramas pode entrar em cena a partir de um pedido explícito do usuário ou quando o Claude julgar que uma demonstração visual é mais adequada na hora de dar uma resposta.

No vídeo de apresentação da ferramenta, a Anthropic mostra instruções de construção, simulações de luz e sombra, linhas do tempo e fluxogramas de decisão como demonstrações do que é possível fazer.

A CNET, por exemplo, conseguiu que o Claude fornecesse instruções visuais sobre como trocar um pneu. Por aqui, eu abri o chatbot para testar a ferramenta e ele já saiu com uma demonstração interativa de juros compostos.

Também pedi para mostrar o que é o esquema tático 4-2-3-1 no futebol e ele cumpriu a tarefa com sucesso. Parece bobo, mas geradores de imagem costumam erram, colocando jogadores a mais ou a menos.

Claude gera gráfico em HTML e SVG, diferente de uma imagem comum (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

ChatGPT recebeu recurso parecido

O anúncio da “lousa” do Claude foi feito na quinta-feira (12/03), dois dias após a OpenAI lançar uma ferramenta semelhante para o ChatGPT. O chatbot concorrente agora consegue explicar conceitos de ciências e matemática usando recursos visuais — alguns exemplos são o Teorema de Pitágoras e a Lei de Ohm.

O Claude conseguiu atrair a atenção de usuários do ChatGPT nas últimas semanas, após as duas empresas se envolverem em polêmicas com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A Anthropic, inclusive, criou uma ferramenta para importar memórias e configurações de outros chatbots.

Com informações do Engadget e da CNET
Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas

Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas
Fonte: Tecnoblog

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Firefox recebeu correções para falhas identificadas por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Mozilla corrigiu 22 falhas de segurança do navegador Firefox com a ajuda do Claude, da Anthropic.
A IA identificou vulnerabilidades no código do navegador, incluindo uma falha do tipo use-after-free.
Ao todo, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs ao longo de duas semanas.

A Mozilla corrigiu 22 falhas críticas de segurança no Firefox com a ajuda da IA Claude, da Anthropic. O resultado foi divulgado pela organização na sexta-feira (06/03), que detalhou o uso do modelo Opus 4.6 para analisar o código do navegador.

Segundo os dados divulgados, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs em cerca de duas semanas. Desse total, 14 consideradas de alta gravidade, além dos 22 classificados como vulnerabilidades de segurança. Os demais casos envolveram problemas como travamentos ou erros de lógica que poderiam afetar a estabilidade do navegador.

As correções foram incluídas no Firefox 148, liberado em fevereiro.

Como a IA encontrou vulnerabilidades no navegador?

Durante o experimento, pesquisadores do Frontier Red Team da Anthropic usaram o Claude Opus 4.6 para examinar partes do código do Firefox em busca de falhas inéditas. O processo começou com a tentativa de reproduzir vulnerabilidades já conhecidas em versões antigas do navegador, para verificar se o modelo conseguiria identificar padrões semelhantes.

Depois dessa etapa, o sistema foi orientado a procurar problemas inéditos na versão atual do navegador. A análise começou pelo mecanismo JavaScript, considerado um componente crítico por lidar com códigos executados ao navegar na web.

Em pouco tempo, o modelo identificou uma falha do tipo use-after-free, relacionada ao gerenciamento de memória. O problema foi reproduzido em ambiente de testes e relatado oficialmente ao projeto por meio do sistema Bugzilla — os engenheiros da Mozilla validaram as descobertas da IA.

Modelo de IA Claude foi usado para identificar problemas no código do Firefox (imagem: divulgação)

IA não consegue explorar essas falhas

Apesar da eficiência em encontrar problemas, os testes indicam que transformar essas vulnerabilidades em ataques reais é mais difícil para o modelo de inteligência artificial.

Pesquisadores pediram ao Claude que tentasse criar códigos capazes de explorar as falhas encontradas por ele. Após centenas de tentativas, o sistema conseguiu produzir um exploit funcional apenas em dois casos — e ainda assim em ambientes de teste com proteções reduzidas.

Ao site Axios, o engenheiro sênior da Mozilla, Brian Grinstead, afirmou que mesmo falhas classificadas como graves não são suficientes, sozinhas, para comprometer o navegador. “Não é porque você encontra uma única vulnerabilidade, mesmo uma vulnerabilidade grave, que ela é suficiente para hackear o Firefox”, disse.

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA
Fonte: Tecnoblog

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.
Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Anthropic lança Claude Sonnet 4.6, com modo que controla o seu PC

Anthropic lança Claude Sonnet 4.6, com modo que controla o seu PC

Nova versão também preenche formulários como um humano (imagem: reprodução/Anthropic)

Resumo

O Claude Sonnet 4.6, lançado pela Anthropic, supera o Opus 45 em tarefas práticas e benchmarks, com foco em produtividade e uso autônomo de computadores.
O modelo melhora a execução em ambientes reais, com interações avançadas em sistemas operacionais e softwares, além de expandir a janela de contexto para 1 milhão de tokens.
O Sonnet 4.6 apresenta menos alucinações e melhor consistência em lógica de programação, com suporte a conectores MCP no Excel e reforço em segurança contra ataques de injeção de prompt.

A Anthropic anunciou nesta terça-feira (17) o lançamento do Claude Sonnet 4.6, a mais nova versão de seu modelo de inteligência artificial intermediário. O anúncio ocorre cerca de quatro meses após a última atualização da linha e já está disponível globalmente. O Sonnet 4.6 assume o posto de padrão para usuários dos planos Free e Pro no site claude.ai e no Claude Cowork, além de chegar simultaneamente à API da empresa e principais plataformas de nuvem, como AWS e Google Cloud.

O lançamento foca em produtividade e foi otimizado especificamente para tarefas de codificação, instruções complexas e – o maior diferencial desta versão – uso autônomo de computadores.

O que muda no Claude Sonnet 4.6?

O novo modelo apresenta avanços importantes em benchmarks que medem a capacidade de execução em ambientes reais. Um deles é o desempenho no OSWorld, um teste que avalia como a IA interage com sistemas operacionais, navegadores e softwares de produtividade, como LibreOffice e VS Code. Diferentemente de outras IAs, o Sonnet 4.6 interage com a interface “enxergando” a tela e operando mouse e teclado virtuais para executar comandos sozinho.

Em testes, usuários relataram que o modelo demonstra capacidade de nível humano em tarefas como o preenchimento de formulários web complexos que exigem a coleta de dados em diferentes abas do navegador.

Outra mudança estrutural é a expansão da janela de contexto para 1 milhão de tokens na versão beta — o dobro da capacidade anterior da linha Sonnet. Na prática, esse volume permite que a IA “leia” e mantenha na memória de curto prazo bases de código inteiras, contratos jurídicos de centenas de páginas ou dezenas de artigos científicos em uma única solicitação, facilitando o raciocínio sobre grandes volumes de dados sem perder a precisão.

Melhor que os modelos “topo de linha”?

Um dado curioso do anúncio é a comparação com o Claude Opus 4.5, o modelo mais poderoso da empresa até novembro de 2025. Segundo a Anthropic, em 59% dos casos, os testadores preferiram o Sonnet 4.6 ao antigo topo de linha. Os relatos apontam que o novo modelo apresenta menos alucinações em tarefas de lógica de longo prazo.

Para desenvolvedores, o Sonnet 4.6 traz melhorias na consistência do código e lógica de programação. Em testes internos, desenvolvedores preferiram o novo modelo em relação ao Sonnet 4.5 em 70% das vezes, destacou a empresa. A percepção é de que a IA se tornou mais eficaz ao analisar o contexto completo de um projeto antes de sugerir modificações.

Integração com Excel e segurança

No setor corporativo, o modelo ganha reforço com o suporte a conectores MCP (Model Context Protocol) dentro do Microsoft Excel. A novidade permite que o Claude acesse dados de fontes externas, como S&P Global e Moody’s, diretamente da planilha, eliminando a necessidade de alternar entre abas ou exportar arquivos manualmente para alimentar a IA.

Quanto à segurança, a Anthropic reforçou que o Sonnet 4.6 passou por testes rigorosos contra ataques de injeção de prompt (prompt injection). O modelo também foi treinado para ignorar instruções maliciosas escondidas em sites ou documentos que tentem sequestrar o controle do computador.

Preços e disponibilidade

A Anthropic mantém a cobrança da API em dólares, exigindo atenção dos usuários brasileiros à conversão do câmbio e impostos como o IOF. Os valores de tabela são:

US$ 3,00 por milhão de tokens de entrada (aprox. R$ 15,60)

US$ 15,00 por milhão de tokens de saída (aprox. R$ 78,30)

Como mencionado antes, o modelo já substituiu as versões anteriores em todos os aplicativos oficiais do Claude e na plataforma de desenvolvedores.
Anthropic lança Claude Sonnet 4.6, com modo que controla o seu PC

Anthropic lança Claude Sonnet 4.6, com modo que controla o seu PC
Fonte: Tecnoblog

IA da Anthropic poderá encerrar conversas abusivas

IA da Anthropic poderá encerrar conversas abusivas

Claude AI pertence à Anthropic (imagem: divulgação)

Resumo

A Anthropic ativou um recurso de encerramento automático de conversas nos modelos Claude Opus 4 e Claude 4.1.
Segundo a empresa, a medida é uma maneira de preservar o sistema de conversas perigosas.
O recurso age apenas em casos extremos, mas o usuário mantém o acesso ao histórico, pode abrir novos diálogos e criar ramificações editando mensagens anteriores. 

A Anthropic, responsável pela IA Claude, revelou que seus modelos mais avançados agora podem encerrar interações em casos classificados como extremos. A medida, segundo a empresa, não busca diretamente resguardar os usuários, mas preservar o próprio sistema diante de usos abusivos.

A companhia enfatiza que não atribui consciência ou capacidade de sofrimento ao Claude ou a outros modelos de IA. Ainda assim, adotou o que chama de estratégia preventiva, inspirada em um programa interno que investiga o conceito de “bem-estar de modelos”.

De acordo com a Anthropic, a ideia é aplicar medidas de baixo custo que reduzam riscos potenciais caso, em algum momento, o bem-estar de sistemas de IA se torne um fator relevante.

Quando o Claude pode interromper uma conversa?

A função de encerrar diálogos será usada apenas em cenários raros, envolvendo interações repetidamente prejudiciais ou abusivas com a IA. Por exemplo, solicitações que envolvem exploração de menores, pedidos de informações que poderiam viabilizar ataques violentos ou tentativas de gerar conteúdos que representem ameaças de grande escala.

Os testes realizados antes da implementação indicaram que Claude Opus 4 e Claude 4.1, versões que receberão o recurso inicialmente, já apresentavam tendência a rejeitar esses pedidos. Em alguns casos, os modelos de IA teriam exibido sinais de “desconforto” ao tentar lidar com esse tipo de demanda, o que motivou a criação da ferramenta de interrupção automática.

Vale mencionar que, segundo a Anthropic, o sistema não será aplicado em interações nas quais usuários demonstrem risco imediato de causar danos a si mesmos ou a terceiros. Nesses casos, o modelo deve continuar a responder e tentar redirecionar a conversa.

Tela inicial do Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O que acontece após o encerramento da conversa?

Quando a ferramenta for acionada, o usuário não perderá acesso à conta nem ao histórico. Será possível iniciar novos diálogos normalmente e até mesmo criar ramificações a partir da conversa interrompida, editando mensagens anteriores. A Anthropic afirma que não tem o objetivo de punir, mas de estabelecer um limite claro em situações de abuso persistente.

A empresa ainda reforça que trata a novidade como um experimento em andamento e que seguirá avaliando a eficácia e os impactos do recurso. Ainda não há previsão de quando, ou se, a funcionalidade será expandida para outros modelos além do Claude Opus 4 e 4.1.

Com informações do TechCrunch e da Anthropic
IA da Anthropic poderá encerrar conversas abusivas

IA da Anthropic poderá encerrar conversas abusivas
Fonte: Tecnoblog

Reddit denuncia bots da Anthropic: mais de 100 mil acessos por dia

Reddit denuncia bots da Anthropic: mais de 100 mil acessos por dia

Reddit possui acordos milionários com outras empresas de tecnologia (imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Resumo

Reddit processa a Anthropic após mais de 100 mil tentativas diárias de acessar dados do fórum.
O Reddit acusa a Anthropic de uso comercial não autorizado de suas informações.
O Reddit já firmou acordos com Google e OpenAI sobre licenciamento de dados.

Os robôs da Anthropic, empresa de inteligência artificial por trás do modelo Claude, tentaram acessar os conteúdos do fórum online Reddit mais de 100 mil vezes por dia. Isso não é permitido, pois o Reddit decidiu não entregar seus dados para a IA. Resultado: agora, o fórum digital entrou na Justiça da Califórnia, dos Estados Unidos, contra a Anthropic.

A informação sobre o processo judicial foi revelada nesta quarta-feira (5) pela Anthropic. A empresa diz que tem o objetivo de proteger o site, que figura entre os mais visitados do planeta, do que chamou de “uso comercial não autorizado”. As regras do Reddit proíbem o uso das informações de usuários sem o consentimento.

O Reddit não usou meias palavras:

“Este caso trata das duas faces da Anthropic: a face pública, que tenta conquistar a simpatia do público com alegações de retidão e respeito aos limites e à lei; e a face privada, que ignora quaisquer regras que atrapalhem seus esforços para encher ainda mais os próprios bolsos.”

Reddit na petição inicial

A Anthropic disse ao site especializado Verge que disconcorda com as alegações.

O futuro dos direitos autorais na web

O pano de fundo da disputa entre Reddit e Anthropic é o licenciamento de conteúdo na internet. Até então, acontecia assim: buscadores liam os sites e exibiam seus links em páginas de busca (normalmente recheadas de anúncios). O usuário clicava no link, chegava na página e era impactado também pela publicidade naquele ambiente. Ou seja, ganhavam o buscador (que direcionou o tráfego) e o dono do site (que recebeu a audiência para o conteúdo produzido por ele).

As atuais ferramentas de IA no formato de chatbot invertem essa lógica: elas leem milhões de páginas, resumem os dados e exibem as informações diretamente na resposta. Ou seja, os sites produzem o conteúdo, mas ficam sem a audiência. Este modelo é insustentável.

Empresas de IA pagam por conteúdo

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

O Reddit tem se engajado em acordos de licenciamento de conteúdo, como o que celebrou com o Google em 2024. Ele permite que a IA do Google utilize as perguntas e principalmente respostas postadas no Reddit para elaborar o que é exibido no Gemini. O valor do contrato não foi divulgado. Uma parceria similar foi fechada com a OpenAI, do ChatGPT.

Já o jornal New York Times, que possui uma antiga disputa com a OpenAI e a Microsoft por uso indevido de conteúdo, fechou um acordo com a Amazon.

Com informações do Verge
Reddit denuncia bots da Anthropic: mais de 100 mil acessos por dia

Reddit denuncia bots da Anthropic: mais de 100 mil acessos por dia
Fonte: Tecnoblog

IA que pode ser usada na Alexa está jogando Pokémon na Twitch

IA que pode ser usada na Alexa está jogando Pokémon na Twitch

Claude Plays Pokémon é projeto para fazer IA Claude aprender a jogar Pokémon Red (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Resumo

Um desenvolvedor independente iniciou um projeto em que a IA Claude aprende a jogar Pokémon Red.
A IA analisa imagens do jogo, identifica cenários e localizações de interesse, mas enfrenta dificuldades, como reconhecer a posição de portas.
Embora esteja aprendendo a jogar “sozinha”, a IA Claude tem acesso ao RAM state, permitindo que ele saiba exatamente onde está no jogo.

Um projeto iniciado nessa terça-feira (25/02) na Twitch está fazendo a IA Claude, da Anthropic, jogar Pokémon Red. A IA está aprendendo em tempo real como jogar o primeiro game da franquia. O LLM do Claude é cotado como a tecnologia que será usada na nova geração da Alexa, que ganhará ferramentas de IA generativa.

Nesta quarta-feira (26/02), a Amazon realizará um evento no qual pode apresentar o Claude na Alexa. Ainda que a Twitch seja da Amazon e esta esteja investindo na Anthropic, o projeto não foi desenvolvido pela empresa de IA, mas aparentemente por apenas uma única pessoa. Na descrição da conta, o autor diz ser fã do Claude e de Pokémon.

Como funciona o Claude Plays Pokémon?

O projeto Claude Plays Pokémon utiliza ferramentas para que o Claude analise a imagem do jogo, identifique o cenário e encontre localizações de interesse. A IA generativa também ganhou um sistema de navegação para tentar encontrar caminhos até os pontos de interesse — mas ele não é perfeito.

O desenvolvedor do projeto instalou dois mods para melhorar a coloração do jogo. Como ele explicou na descrição do projeto, isso ajuda o Claude a enxergar melhor o que está na tela.

Claude ficou parado em frente à parede acreditando que estava na frente da porta do ginásio (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Mesmo com essas ajudas, Claude ainda não aprendeu que existem elementos que bloqueiam o caminho ou a real localização de uma porta. Antes de entrar no ginásio de Pewter, ele ficou na frente de uma parede lateral, acreditando que estava na frente da porta. Ou seja, ele identificou uma porta no cenário, mas não conseguiu reconhecer a diferença na posição.

A stream é dividida em duas telas. Na esquerda, vemos o raciocínio do Claude, e na direita, o jogo em si. É interessante ver como a IA vai calculando estratégia de batalhas. Só que isso não vem só de aprender com jogo.

Ainda que nunca tenha jogado Pokémon antes, o Claude sabe bastante sobre Pokémon. A IA foi treinada com bilhões de conteúdos da internet, então é provável que ele tenha praticamente todo o acervo da Bulbapedia, a maior wiki de Pokémon, no seu banco de dados.

Bulbapedia é a maior wiki sobre Pokémon e reúne informações do anime, jogos e outras mídias da franquia (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Em poucos minutos de live, alguns acontecimentos engraçados ocorreram. Ao entrar no ginásio de Pewter, o Claude identificou um NPC como Brock. Aqui, o raciocínio não mostrado deve ter sido esse: no ginásio eu enfrentarei o Brock, logo, aquele é o Brock.

Demorou um tempo até a IA entender que o NPC com quem ela estava conversando era responsável por dar dicas sobre o combate no ginásio. O Claude aprendeu que a ordem do time mostra qual pokémon será o primeiro ao iniciar uma batalha.

Claude tem acesso a recursos inacessíveis por humanos

Ainda que esteja aprendendo a jogar Pokémon sozinho, o Claude tem informações privilegiadas. Por exemplo, ele tem acesso ao RAM state, o que o ajuda a entender a localização que ele está.

Isso pode parecer um cheat, mas é importante para que a IA receba o feedback da tarefa. Assim como nós, é importante que o Claude seja “parabenizado” por realizar as tarefas.

Como o seu sistema de identificação de imagem é fraco, o acesso aos dados do jogo atua como complemento ao processo de aprendizagem.

Projeto é inspirado em Twitch Plays Pokémon

TwitchPlaysPokemon foi um dos maiores sucessos da plataforma e inspirou dezenas de projetos similares (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O projeto Claude Plays Pokémon é inspirado no famoso Twitch Plays Pokémon, no qual os espectadores comentavam qual movimento ou ação deveria ser realizada no Pokémon Red.

Contudo, se você gostou do Twitch Plays Pokémon, pode se incomodar com a lentidão do Claude Plays Pokémon — pelo menos por enquanto. Enquanto essa notícia é feita, temos apenas 20 horas de live e o Claude nem passou para a segunda cidade. A tendência é que ele fique mais ágil conforme aprenda mais sobre o jogo.

Com informações de The Verge
IA que pode ser usada na Alexa está jogando Pokémon na Twitch

IA que pode ser usada na Alexa está jogando Pokémon na Twitch
Fonte: Tecnoblog

Claude aprende português e chega ao Brasil para duelar com ChatGPT

Claude aprende português e chega ao Brasil para duelar com ChatGPT

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

A empresa de inteligência artificial Anthropic anuncia hoje a chegada do Claude ao mercado brasileiro. A ideia é “dar mais opção para os consumidores”, segundo me contou Scott White, gerente de produto da ferramenta. O Claude faz as vezes de chatbot e deve duelar com ChatGPT, o mais visado do país, além do Gemini, Copilot e a futura Siri turbinada com IA.

Os usuários terão diversas opções de acesso ao Claude: desde os aplicativos para Android e iPhone (iOS), passando pelo site Claude.ai e pela API da Anthropic, voltada a desenvolvedores. Todas utilizam o modelo mais recente da empresa, batizado de 3.5 Sonnet. Ele foi apresentado em 21 de junho.

Quanto custa o Claude?

O Claude é oferecido de graça para quem quer as funções mais básicas, como as conversas com o chatbot. No entanto, há um limite na quantidade de interações. A Anthropic nos informou que não é possível cravar um número exato de mensagens porque tudo depende da extensão dos tokens usados.

Ainda assim, a companhia explicou que os clientes da versão paga do Claude conseguem fazer cinco vezes mais interações.

Estes são os valores do Claude pago:

Plano Pro: R$ 110 por usuário por mês

Plano Team: R$ 165 por usuário por mês (mínimo de 5 estações)

O que o Claude é capaz de fazer?

Interações com o Claude em português (imagem: reprodução)

O Claude atua como um assistente de IA. Apesar de não termos testado a ferramenta, a empresa promete compreensão de linguagem natural “em português fluente”. A ferramenta responde perguntas, realiza comandos apresentados no prompt, lê imagens e interpreta gráficos. A experiência em outros idiomas tem sido positiva.

Na nossa conversa, o executivo da Anthropic lista casos de uso que devem chamar a atenção dos brasileiros:

Tradução de conteúdo

Marketing de conteúdo no setor de turismo

Redação criativa e empresarial (o famoso copywriting)

Programação e revisão de código

O que tem (e o que não tem) no Claude pago?

Os criadores do Claude destacam as seguintes ferramentas voltadas a uso profissional:

Artifacts: usuários do site Claude.ai podem colaborar com a IA na edição de códigos, documentos e designs

Função Team: chats compartilhados com colegas de equipe e limite de uso maior

Claude 3.5 Sonnet foi apresentado em junho de 2024 (imagem: divulgação)

Por outro lado, o Claude não conta com funções interessantes de rivais (em especial o ChatGPT):

Loja para habilitar GTPs produzidos por terceiros

Armazenamento de memórias a partir das interações com o usuário

Segundo White, algumas destas ferramentas podem ser reproduzidas dentro de outros ambientes do Claude. Ele reconhece, porém, que a empresa pode avaliar a inclusão de áreas específicas no futuro.

Polêmica sobre cópia de conteúdo

Como sabemos, todo modelo de linguagem depende de um vasto conhecimento sobre o mundo. Não é diferente com o Claude. Por conta disso, a Anthropic está envolvida em polêmica desde que surgiram relatos sobre obtenção de conteúdo sem autorização.

O responsável pela página do iFixit, que presta serviços de suporte técnico e publica sobre o assunto, reclamou que os robôs da Anthropic realizaram mais de 1 milhão de acessos num intervalo de 24 horas. Os termos de uso do iFixit proíbem que o conteúdo seja usado para treinar IA.

Assistente de IA dá dicas de idiomas (imagem: reprodução/Tecnoblog)

A Anthropic diz que treina o Claude a partir de diversas fontes de dados. “Elas incluem informações publicamente disponíveis na internet, conjuntos de dados não públicos obtidos comercialmente de terceiros, dados fornecidos voluntariamente por usuários ou criados por meio de dados contratados.”

Quando questionada pelo Tecnoblog, a empresa também explica que os modelos não são treinados com os dados de entrada ou prompts de usuários do Brasil ou do restante do planeta.

A empresa não deu detalhes sobre a aderência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), etapa essencial para operar no mercado doméstico, até a publicação deste texto.
Claude aprende português e chega ao Brasil para duelar com ChatGPT

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Fonte: Tecnoblog