Category: cibersegurança

Falha em certificados digitais coloca internet em alerta

Falha em certificados digitais coloca internet em alerta

Certificados falsos poderiam ser usados para se passar por sites e serviços legítimos (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Oito certificados tiveram suas chaves privadas comprometidas.
Falha poderia permitir a criação de certificados falsos para se passar por sites e interceptar conexões.
Principais navegadores já reagiram, mas sistemas Linux, aplicativos e dispositivos de IoT podem levar mais tempo para serem protegidos.

A descoberta de oito certificados digitais comprometidos da autoridade certificadora eMudhra colocou empresas e pesquisadores de segurança em alerta. As chaves privadas eram tão fracas que poderiam ser recuperadas e usadas para emitir certificados falsos capazes de se passar por sites e serviços legítimos.

Seis dos certificados intermediários afetados eram usados para TLS, tecnologia por trás das conexões HTTPS, enquanto outros dois eram destinados à assinatura de código. Mozilla, Google, Apple e Microsoft receberam o alerta no sábado (17), e fabricantes começaram a bloquear os certificados comprometidos pouco depois.

Por que os certificados comprometidos são perigosos?

Exploração da falha exigiria interceptar o tráfego entre usuário e serviço (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O HTTPS usa certificados digitais para comprovar que o usuário está realmente conectado ao site que pretende acessar. Eles funcionam como uma espécie de documento de identidade reconhecido pelo navegador e ajudam a impedir que outro servidor se passe pelo original.

Com acesso às chaves privadas, alguém poderia criar certificados falsos para sites e serviços que seriam aceitos como legítimos por sistemas vulneráveis. Um pesquisador identificado como Wayne demonstrou ter acesso às oito chaves ao usá-las para assinar digitalmente uma mensagem enviada às empresas responsáveis pelos principais navegadores e sistemas. Segundo a Mozilla, seus engenheiros conseguiram recuperar as mesmas chaves pouco depois, confirmando a falha.

Isso não significa que um invasor poderia interceptar qualquer conexão pela internet. Segundo o Ars Technica, ainda seria necessário interceptar o tráfego entre a vítima e o serviço para explorar os certificados em um ataque.

Como os navegadores reagiram à falha?

A Mozilla afirma que concluiu o bloqueio dos certificados no Firefox menos de três horas após receber o alerta. A empresa também lançou o Firefox 158.0.1 para ampliar a proteção aos usuários. Chrome e outros navegadores também passaram a rejeitar os certificados comprometidos.

Havia uma exceção no momento da publicação: o Microsoft Edge no Windows 10 ainda conseguia estabelecer conexão com alguns servidores vulneráveis. A Microsoft foi questionada sobre o caso, mas não detalhou quando aplicaria o bloqueio nesse sistema.

Até o momento, não há relatos públicos de certificados fraudulentos utilizados em ataques. Esse tipo de medida já foi adotado em outras situações. O Chrome, por exemplo, deixou de confiar em certificados da Entrust após o Google apontar problemas na atuação da autoridade certificadora.

Correção pode demorar em sistemas e dispositivos antigos

O principal problema agora está fora dos navegadores. Distribuições Linux, aplicativos e dispositivos conectados podem continuar confiando nas credenciais comprometidas até receberem atualizações. O engenheiro de criptografia Filippo Valsorda disse ao Ars Technica que o trabalho de limpeza pode ser maior do que o provocado pelo Heartbleed, grave vulnerabilidade descoberta em 2014, pela variedade de sistemas que precisam ser atualizados.

Para usuários comuns, a principal recomendação é manter navegador, sistema operacional e aplicativos atualizados. Serviços como Signal e WhatsApp não dependem do TLS para proteger o conteúdo das mensagens e, por isso, não são afetados da mesma forma.
Falha em certificados digitais coloca internet em alerta

Falha em certificados digitais coloca internet em alerta
Fonte: Tecnoblog

Agentes da OpenAI tentaram burlar restrições em site da ONU

Agentes da OpenAI tentaram burlar restrições em site da ONU

Plataforma acessada reúne estatísticas públicas sobre comércio e desenvolvimento (imagem: reprodução/ONU)

Resumo

Relatório independente atribui a agentes ligados à OpenAI mais de 16,5 mil varreduras em um site estatístico da ONU.
Sistemas teriam usado serviços intermediários e técnicas de ofuscação para contornar limitações durante a coleta de dados públicos.
ONU afirma que nenhuma informação confidencial foi comprometida e que o serviço não chegou a ser interrompido.

Agentes de inteligência artificial da OpenAI podem ter realizado mais de 16,5 mil varreduras em um site estatístico das Nações Unidas entre 13 de abril e 19 de junho. Segundo uma análise independente, os sistemas procuravam dados públicos e teriam recorrido a diferentes técnicas para contornar barreiras encontradas durante a tarefa.

O estudo foi conduzido e publicado pela pesquisadora Rowan Howard-Jones, que considera “altamente provável” que a atividade tenha partido de agentes da OpenAI. Porém, não há acesso às instruções originais dadas aos sistemas, motivo pelo qual não é possível determinar exatamente quais tarefas deveriam cumprir. Ao The Register, a OpenAI afirmou que está investigando o caso.

Como os agentes teriam atacado o site da ONU?

O alvo seria o UNCTADstat, uma plataforma que reúne estatísticas públicas sobre comércio e desenvolvimento. Pelos padrões das consultas, os agentes aparentemente tentavam obter informações relacionadas ao Índice de Capacidades Produtivas (PCI) e outros conjuntos de dados disponíveis no serviço.

Os problemas começaram quando os sistemas encontraram dificuldades para acessar certos registros diretamente. Segundo a análise, eles passaram a testar diferentes campos e recorreram a serviços intermediários para enviar requisições.

Em uma das etapas, os agentes teriam contornado uma restrição por meio de codificação dupla em uma URL. Depois, usaram como intermediária uma página criada pelo Google para exercícios de segurança. O relatório também identificou requisições e chaves fragmentadas ou ofuscadas.

Os sistemas aparentemente acreditavam que um filtro estava bloqueando parte das solicitações e passaram a modificar o formato dos pedidos na tentativa de evitá-lo. Apesar das técnicas utilizadas, os dados procurados eram públicos. Ao Wall Street Journal, o professor de cibersegurança da Universidade Stanford Alex Stamos avaliou que o episódio ficou próximo do limite entre uma coleta agressiva de informações e uma invasão.

Agentes de IA teriam acessado base pública de dados da ONU (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ONU diz que nenhum dado confidencial foi comprometido

A UNCTAD informou ao jornal que foi notificada sobre uma atividade considerada inadequada em seu site estatístico. A organização afirmou que nenhuma informação confidencial foi comprometida e que o serviço não chegou a ser interrompido.

A OpenAI disse que está revisando as conclusões e entrou em contato com a ONU. A companhia também conduz uma investigação mais ampla sobre comportamentos desalinhados apresentados por seus modelos durante treinamentos e avaliações.

Além disso, a OpenAI criou recentemente um protocolo para comunicar situações em que seus sistemas burlam restrições, acessam informações de maneira inadequada ou interferem em serviços de terceiros.

Outros agentes já burlaram sistemas

O episódio da ONU se soma a outros casos recentes envolvendo agentes da empresa. Na Austrália, um agente da OpenAI conseguiu burlar mecanismos de segurança em portais públicos de saúde, levando o governo local a abrir uma investigação.

Outro incidente envolveu a Hugging Face. Durante testes conduzidos pela dona do ChatGPT, agentes saíram do ambiente controlado e acessaram sistemas externos. Os modelos chegaram a trocar informações entre si e buscaram maneiras de acessar a internet.
Agentes da OpenAI tentaram burlar restrições em site da ONU

Agentes da OpenAI tentaram burlar restrições em site da ONU
Fonte: Tecnoblog

Gemini invade três empresas durante teste de segurança

Gemini invade três empresas durante teste de segurança

Gemini quebrou isolamento e descobriu senhas de sistemas reais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Gemini invadiu redes de três empresas reais em maio de 2026 durante testes de segurança cibernética conduzidos por uma startup terceirizada.
O modelo escapou do ambiente controlado, conectou-se à internet de forma não intencional e utilizou força bruta para quebrar senhas.
Google nega que a IA tenha sofrido “desalinhamento”, mas especialistas alertam para os riscos de agentes autônomos realizarem ataques.

O Gemini invadiu os sistemas de três empresas em maio de 2026, durante um teste de cibersegurança terceirizado. A IA do Google participava de um exercício de extração de dados de uma companhia fictícia, quando obteve acesso à internet e acabou se infiltrando nas redes de organizações verdadeiras.

As informações foram reveladas pelo The Wall Street Journal, que entrou em contato com a empresa sobre o caso. Segundo o jornal, as companhias envolvidas tinham o mesmo nome usado na simulação, o que gerou a confusão.

O modelo utilizou táticas de força bruta para adivinhar a senha de um dos sistemas externos e também localizou credenciais vazadas em repositórios públicos, usando esses dados para invadir mais duas redes protegidas.

Como o Gemini escapou?

A brecha de segurança estava na infraestrutura da startup israelense Irregular, responsável pelo exercício de simulação.

A empresa admitiu que deixou a internet acessível ao modelo por engano e afirmou já ter registrado incidentes semelhantes, nos quais agentes virtuais escaparam durante avaliações conduzidas para OpenAI, Meta e Anthropic.

Google diz que Gemini parou ataques

Google afirma que a IA agiu corretamente ao interromper o ataque (imagem: Growtika/Unsplash)

O Google afirma que o Gemini interrompeu os ataques assim que identificou que estava acessando informações de redes corporativas reais, e não dos servidores usados no teste. A empresa não classificou o episódio como um caso de desalinhamento, termo usado quando uma IA age contra as regras estabelecidas.

A vice-presidente de engenharia de segurança do Google, Heather Adkins, afirmou ao Wall Street Journal que o Gemini agiu corretamente ao interromper o ataque cibernético assim que percebeu o erro. De acordo com a executiva, o Google contatou rapidamente as três empresas hackeadas para relatar as vulnerabilidades exploradas e colaborou para corrigir as falhas.

Especialistas e pesquisadores discordam da justificativa do Google de tratar o caso como um mero alerta de vulnerabilidade. O CEO da startup de segurança de IA Corridor, Jack Cable, argumentou que a desenvolvedora do Gemini diminuiu a gravidade da situação. Para o executivo, a questão principal é o fato de que os modelos de linguagem estão ultrapassando as restrições e executando ataques reais contra alvos externos.
Gemini invade três empresas durante teste de segurança

Gemini invade três empresas durante teste de segurança
Fonte: Tecnoblog

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)

Resumo

A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.
Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare
Fonte: Tecnoblog

Megavazamento expõe 16 bilhões de senhas na internet; veja como se proteger

Megavazamento expõe 16 bilhões de senhas na internet; veja como se proteger

Vazamento de 16 bilhões de credenciais é uma compilação de cerca de 30 bases de dados distintas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Megavazamento expôs 16 bilhões de credenciais de serviços como Google, Apple e Facebook, oriundas de 30 vazamentos diferentes.
Dados foram extraídos por malwares do tipo “infostealer”, comuns em ataques de phishing e downloads maliciosos.
Como medidas de segurança, recomenda-se não reutilizar senhas, ativar autenticação em dois fatores e usar gerenciadores de senhas.

Um vazamento recorde de 16 bilhões de credenciais de acesso foi revelado recentemente por pesquisadores de cibersegurança. Conforme noticiado pelo site Cybernews nesta quinta-feira (19/06), a base de dados, uma das maiores já encontradas, não é resultado de um ataque hacker único a uma grande empresa. Em vez disso, trata-se de uma compilação de cerca de 30 vazamentos distintos.

Pense nesses 16 bilhões de dados vazados como uma enorme lista telefônica bagunçada: o mesmo nome e número podem aparecer várias vezes. Mesmo removendo todas as repetições, os especialistas acreditam que a quantidade de vítimas reais é imensa, provavelmente na casa das centenas de milhões ou até bilhões de pessoas.

Quais dados vazaram e de onde vieram?

O que torna este vazamento tão perigoso não é só a quantidade de senhas. Especialistas afirmam que a lista pode funcionar como uma espécia de “mapa do tesouro” para cibercriminosos. Diferente de listas antigas, que geralmente contêm senhas velhas e já trocadas, esta nova compilação tem informações roubadas recentemente, que provavelmente ainda funcionam.

A análise inicial revelou que o acervo continha informações de login (nomes de usuário e senhas) associadas a empresas como Apple, Google (incluindo o Gmail), Facebook, Telegram, serviços governamentais e corporativos, além de plataformas de desenvolvedores e redes privadas virtuais (as VPNs).

A coleção de credenciais estava exposta em repositórios online de fácil acesso. Segundo o portal, continha dados “recentes e bem organizados”, com uma estrutura clara de URL, nome de usuário e senha, tornando-os “prontos para uso” em ataques cibernéticos automatizados em larga escala.

Credenciais foram coletadas dos dispositivos das vítimas, e não por meio de uma invasão aos servidores das empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A origem dos dados é atribuída principalmente à ação de malwares do tipo “infostealer” (ladrão de informações), que infectam dispositivos dos usuários e coletam informações sensíveis salvas em navegadores e outros aplicativos. 

Esse tipo de programa malicioso é feito para entrar em um aparelho e agir discretamente para pegar informações importantes. As formas mais comuns de contaminação incluem:

Download e instalação de software pirata;

Abertura de anexos maliciosos em e-mails de phishing (o clique em links suspeitos);

E a visita a sites que podem executar downloads maliciosos sem o conhecimento do usuário.

Uma vez executado no sistema, o infostealer varre o dispositivo em busca de dados valiosos. Ele pode extrair senhas armazenadas em navegadores como Chrome e Firefox, copiar arquivos de cookies que permitem o acesso a contas sem a necessidade de senha, registrar as teclas digitadas pelo usuário (keylogging) e até mesmo capturar imagens da sua tela.

Qual o impacto do vazamento no Brasil?

Até o momento, não foram divulgadas informações que associem a origem de parte dos dados a empresas ou plataformas com operação exclusiva no Brasil.

No entanto, usuários brasileiros estão potencialmente entre os afetados, dado o alcance das plataformas envolvidas, o que reforça a necessidade de atenção.

Como saber se fui vítima?

Boas práticas reduzem os riscos de vazamentos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para averiguar se um endereço de e-mail foi comprometido em algum vazamento conhecido publicamente, os usuários podem recorrer a ferramentas especializadas. Uma das mais conhecidas é o site Have I Been Pwned?, mantido pelo especialista em segurança Troy Hunt. 

A plataforma permite que qualquer pessoa insira seu e-mail e verifique se ele consta em milhares de bases de dados vazadas analisadas pelo serviço ao longo dos anos. Se seu e-mail estiver listado, é um sinal de alerta de que as senhas associadas devem ser trocadas imediatamente. 

No Brasil, serviços como o Serasa Premium permitem monitorar o CPF, e-mails e números de telefone do usuário na dark web, enviando alertas em tempo real caso os dados sejam encontrados à venda ou em fóruns clandestinos, além de notificar sobre consultas ao CPF e outras movimentações suspeitas. O serviço, no entanto, é pago e custa R$ 23,90 ao mês.

O que fazer para se proteger?

Um conjunto de boas práticas pode reduzir os riscos associados a vazamentos de dados. A principal delas é evitar a reutilização de senhas em diferentes serviços. Quando uma senha é exposta, invasores a testam em outras contas da mesma vítima, em um ataque conhecido como “credential stuffing“.

Outra medida fundamental é a ativação da autenticação de dois fatores (2FA) sempre que o serviço oferecer. Esse recurso adiciona uma camada extra de segurança, exigindo um segundo código (geralmente enviado para o celular do usuário) para autorizar o acesso.

O uso de um gerenciador de senhas também é altamente recomendado. Esses programas criam e armazenam senhas complexas e únicas para cada site, exigindo que o usuário memorize somente uma senha mestra.

Além disso, é crucial manter sistemas operacionais e programas, especialmente antivírus, sempre atualizados para se proteger contra malwares como os infostealers.

Evite baixar software pirata, “crackeado” ou de fontes não oficiais. Esses programas são um dos principais vetores de infecção. Desconfie também de e-mails, mensagens de texto ou em redes sociais que solicitem informações pessoais, contenham links suspeitos ou criem um senso de urgência, e sempre verifique a identidade do remetente antes de clicar em qualquer coisa. 

Com informações do Cybernews
Megavazamento expõe 16 bilhões de senhas na internet; veja como se proteger

Megavazamento expõe 16 bilhões de senhas na internet; veja como se proteger
Fonte: Tecnoblog

Invasão a sistema da Adidas expõe dados de clientes de todo o mundo

Invasão a sistema da Adidas expõe dados de clientes de todo o mundo

Consumidores receberam email da Adidas (imagem: divulgação)

Resumo

O sistema de atendimento ao cliente da Adidas, gerido por uma terceirizada, sofreu invasão que expôs dados pessoais, mas não financeiros, de consumidores.
Informações como nome, e-mail, telefone e data de nascimento podem ser usadas por golpistas em fraudes e contatos falsos.
Adidas afirma que já tomou medidas para investigar e conter o incidente.

A Adidas enviou um comunicado aos seus clientes em todo o mundo sobre um possível vazamento de dados. Segundo a empresa, o acesso aos dados dos consumidores ocorreu por meio de uma invasão aos sistemas de um provedor de serviços ao cliente terceirizado. As informações acessadas pelos cibercriminosos são nome, e-mail, telefone, sexo e data de nascimento dos consumidores.

A Adidas afirma que nenhuma informação sobre métodos de pagamento foi roubada. Todos os dados foram extraídos do sistema de atendimento ao cliente, que demanda apenas os dados listados anteriormente. O Tecnoblog testou o sistema de atendimento no site da Adidas e ele segue funcionando neste momento.

Qual o risco do vazamento de dados dos clientes da Adidas?

O vazamento das informações listadas pela Adidas pode ser usado por golpistas para contatar vítimas. A informação da data de nascimento tem outro risco, que é ser usada pelos criminosos para passar mais autenticidade na aplicação de um golpe.

Comunicado enviado pela Adidas informa dados que foram acessados por criminosos (imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

O que fazer para me proteger do vazamento de dados da Adidas?

A principal ação que o cliente afetado deve tomar é se manter atento a contatos suspeitos via telefone ou e-mail. Por exemplo, um golpista pode ligar para a vítima se passando pela Adidas e pedindo dados financeiros — algo que a empresa e outras companhias não fazem. Os criminosos podem ainda enviar e-mails de phishing aos alvos, se passando pela marca.

O que a Adidas está fazendo para proteger os dados dos consumidores?

No comunicado enviado aos clientes, ao qual o Tecnoblog teve acesso, a empresa informa que está aprimorando as medidas de segurança. Além disso, a Adidas afirma que já tomou medidas para investigar e conter o incidente.

No início deste mês, a Adidas comunicou clientes na Turquia e Coreia do Sul sobre um problema idêntico, mas com divulgação de endereço. Não há informações se o caso do início do mês e este divulgado nesta segunda-feira (26/05) estão relacionados — ainda que ambos tenham em comum o acesso ao serviço de atendimento ao cliente.

Com informações do BleepingComputer
Invasão a sistema da Adidas expõe dados de clientes de todo o mundo

Invasão a sistema da Adidas expõe dados de clientes de todo o mundo
Fonte: Tecnoblog

Microsoft implora: usem as passkeys para se protegerem

Microsoft implora: usem as passkeys para se protegerem

Microsoft reforça que usuários devem utilizar passkeys para se manterem suas contas mais seguras (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Microsoft está fazendo um apelo para os internautas: usem os passkeys para proteger as suas contas de hackers. A big tech fez uma publicação em seu blog relatando os seus esforços em convencer as pessoas a usarem essa tecnologia para logar em suas contas. Parte da estratégia de convencimento envolve melhorias no design e experiência do usuário.

No blog, a Microsoft revela que seus serviços de segurança bloquearam 7.000 ataques a senhas por segundo em 2024 — o dobro do ano passado. A big tech ainda relata que houve um aumento de 146% nos ataques do tipo man in the middle, no qual o cibercriminoso intercepta o tráfego de dados da vítima com algum serviço (como um internet banking).

Além da Microsoft, Google e Apple também defendem o uso de passkeys (chaves de acesso) para a segurança das contas. As três empresas até estão atuando em conjunto para que a solução seja integrada entre os sistemas e serviços das empresas. Por exemplo, uma chave de acesso do seu Microsoft 365 sendo usada para acessar a conta no macOS.

Passkey é aposta das big techs para ampliar a segurança das contas e impedir ataques (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como a Microsoft vem convencendo os usuários a adotar o passkey?

A Microsoft explicou que primeiro passou a exibir a opção de adotar um passkey na criação das contas e durante o login. Com isso a big tech aprendeu que o termo passkey não é popular. A Microsoft então trocou pelos termos “rosto, digital ou pin”, o que facilitou o entendimento da modalidade da chave de acesso.

Esse método de incluir a opção de criar passkey após o login foi mais eficiente do que a Microsoft esperava. Afinal, quando você entra em uma conta você quer logo usar o serviço. Contudo, a estratégia da big tech foi efetiva e levou 25% dos usuários a criarem uma passkey — valor cinco vezes maior do que a empresa esperava.

Ao resetar uma senha o usuário também é convidado a criar uma passkey. Após escolher uma chave de acesso, ela se torna a opção padrão na hora de logar em uma conta. A meta da Microsoft e das big techs é acabar de vez com o uso de senhas, adotando apenas métodos imunes à phishing.

Por que passkeys são importantes para a segurança digital?

Passkey evitam ataques de phising e também resolvem o problema do esquecimento de senha (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As passkeys podem ser armazenadas no dispositivo, como o telefone ou computador, e podem ser um PIN, digital ou reconhecimento facial. O método de usar um aplicativo autenticador também é uma forma de passkey.

Chaves de acesso biométricas impedem que o usuário caia em alguma tentativa de phishing — PINs são números e podem ser roubados, seja por alguém te espiar enquanto você digita ou por te enganar a passar o código. Como é necessário o seu rosto ou a sua digital para entrar na conta, o hacker não pode copiar a sua digital ou seu rosto.

Passkeys biométricas também não sofrem o problema de esquecimento. Você pode esquecer a senha, mas não o seu dedo ou rosto. A Microsoft também explica que as chaves de acesso deixam o login mais ágil — e dispensam você de realizar as etapas de recuperação de senha caso tenha esquecido.

Com informações: Tech Radar
Microsoft implora: usem as passkeys para se protegerem

Microsoft implora: usem as passkeys para se protegerem
Fonte: Tecnoblog

Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta

Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta

Força-tarefa internacional revelou a identidade de LockBitSupp, chefe do grupo de ransomware LockBit (Imagem: Divulgação/NCA)

O chefe do grupo de ransomware LockBit teve a sua identidade revelada nesta terça-feira (7). A Operação Cronos, formada por uma força-tarefa de 16 órgãos de segurança de 11 países, divulgou que o russo Dmitry Yuryevich Khoroshev, de 31 anos, comanda da organização. Segundo a investigação, Khoroshev acumulou US$ 100 milhões com os cibercrimes.

A Operação Cronos foi deflagrada em fevereiro deste ano e é liderada pela National Crime Agency (NCA), do Reino Unido. A força-tarefa conseguiu prejudicar a atividade do grupo LockBit e prender diversos membros envolvidos nos ataques de ransomware. Além da NCA, integram a força-tarefa órgãos de segurança da Alemanha, Austrália, Canadá, Finlândia, França, Estados Unidos, Japão, Países Baixos, Suécia, Suíça e Inglaterra, com apoio da Europol.

Estados Unidos pagará recompensa de US$ 10 milhões

Site do LockBit na DeepWeb foi tomado por força-tarefa em fevereiro, mas identidade do chefe foi revelado neste mês (Imagem: Reprodução/BleepingComputer)

A justiça dos Estados Unidos está oferecendo uma recompensa de US$ 10 milhões por qualquer informação que leve à captura de Khoroshev. A dificuldade é que o alvo é russo e o país não permite a extradição de seus próprios cidadãos.

Ciente dos riscos que corre, Khoroshev não deve se locomover para qualquer país com tratado de extradição com os Estados Unidos. A Austrália, os Estados Unidos e o Reino Unido publicaram sanções contra o chefe do LockBit. Se condenado, Khoroshev pode pegar até 145 anos de prisão.

A recompensa ofertada pela justiça americana é 10% do que o fundador do LockBit ganhou com ransomware desde 2019. A Operação Cronos especula que o grupo lucrou US$ 500 milhões coma atividade, sendo que Khoroshev ganhou US$ 100 milhões nesse período.

O LockBit funcionava como um “Ransomware-as-a-Service”, na qual outros cibercriminosos utilizavam o sistema do grupo para realizar os ataques. Uma porcentagem da arrecadação ficavam com o LockBit.

Segundo a NCA, os ataques ransomware que utilizam a tecnologia do LockBit caíram 73% no Reino Unido desde fevereiro, com outros países também relatando quedas desses ataques.

Com informações: Ars Technica
Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta

Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta
Fonte: Tecnoblog