Category: Carl Pei

Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

Carl Pei é CEO da Nothing e cofundador da OnePlus (foto: Wikimedia Commons/TechCrunch)

Resumo

Segundo o CEO da Nothing, Carl Pei, os preços dos smartphones continuarão em alta e as promoções de fim de ano não serão tão boas.
Isso porque o custo da memória RAM quadruplicou, o que impacta diretamente o preço dos smartphones.
Novos aparelhos com Android têm chegado ao varejo internacional custando até US$ 100 a mais do que os modelos equivalentes da geração anterior.

As promoções de fim de ano podem não ser tão boas. Segundo o CEO e cofundador da marca Nothing, Carl Pei, os preços dos smartphones estão subindo e continuarão em alta até o ano que vem. A principal vilã desse reajuste é ela: a memória RAM, componente que enfrenta escassez devido à altíssima demanda do setor de inteligência artificial.

Essa alta acelerada nos custos de fabricação mudou drasticamente a estrutura de preços dos dispositivos móveis. Hoje, a memória RAM acabou assumindo o posto de componente mais caro dentro de um celular, ultrapassando peças como a tela e o próprio processador.

O novo Nothing Phone 4a sofreu com a disparada de preços (imagem: divulgação)

Para ilustrar a situação, o executivo usou como exemplo o Nothing Phone (4a), novo smartphone intermediário da empresa focado em custo-benefício — modelo que, inclusive, já foi homologado para venda no Brasil. Segundo Pei, o custo dos componentes de memória dobrou entre a fase de planejamento do aparelho e sua chegada ao mercado.

O pior cenário, no entanto, veio depois: desde que o celular chegou às prateleiras, o preço do componente dobrou novamente. Na prática, o custo da RAM quadruplicou, representando agora mais de 50% de todo o gasto com o hardware do dispositivo.

Descontos mais modestos

“Melhor hora para trocar de smartphone foi ontem”, afirma executivo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Diante desse cenário, muitos consumidores podem preferir esperar pelas promoções do varejo. Mas a expectativa é que datas importantes, como a Black Friday, ofereçam descontos mais modestos do que o habitual. Segundo o executivo, os preços de fábrica dos smartphones estão subindo em um ritmo que as varejistas dificilmente conseguirão compensar com promoções agressivas. “A temporada de promoções deste ano não terá os descontos que as pessoas estão acostumadas”, alertou Pei.

Os efeitos dessa crise já são visíveis. O executivo afirma que, desde fevereiro de 2026, novos aparelhos com Android têm chegado ao varejo internacional custando até US$ 100 a mais do que os modelos equivalentes da geração anterior (um reajuste de cerca de R$ 500 em conversão direta).

Vazamentos de especificações do futuro Google Pixel 11 indicam que até a gigante das buscas precisou rever suas estratégias para equilibrar a quantidade de RAM oferecida e os custos finais de produção. Marcas com grande volume de vendas globais, como Xiaomi e TCL, também lidam com margens apertadas e repasses ao consumidor final.

Impacto no Brasil

No mercado brasileiro, a situação acompanha a tendência global. A Samsung, uma das líderes de vendas no país, já havia sinalizado que os eletrônicos poderiam ficar até 20% mais caros por aqui devido a essa pressão nos custos.

“Se você estava esperando para atualizar seu aparelho, a melhor hora foi ontem. A segunda melhor hora é agora”, afirmou Pei.
Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

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Fonte: Tecnoblog

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

CEO da Nothing não quer seguir calendário da indústria (foto: reprodução/ Wikimedia Commons)

Resumo

A Nothing não lançará um novo celular topo de linha em 2026, mantendo o Nothing Phone 3 como principal modelo.
A empresa lançará o Nothing Phone 4a, com melhorias em tela, câmera e desempenho, aproximando-se da experiência de um flagship.
A crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente com a adoção do armazenamento UFS 3.1.

A fabricante de smartphones Nothing não pretende lançar um novo celular apenas para seguir o calendário tradicional da indústria. A decisão foi confirmada pelo CEO Carl Pei, que disse não ver sentido em apresentar um novo flagship todos os anos sem mudanças significativas.

Em um vídeo publicado no canal oficial da empresa, famosa pelo estilo minimalista, Pei afirma que não haverá um novo modelo premium neste ano, reforçando que o Nothing Phone 3 seguirá como o principal aparelho da marca em 2026. Segundo ele, a empresa prefere esperar até que um novo produto represente um avanço real.

Nada de novas gerações sem evolução

Quanto aos planos da Nothing, o executivo alega que a empresa não pretende “lançar um novo flagship no mercado todos os anos só por lançar”, mas sim garantir atualizações verdadeiras, mesmo que isso quebre o ciclo anual adotado por boa parte da indústria.

“Só porque o resto da indústria faz as coisas de uma certa maneira, não significa que faremos o mesmo”, disse Pei. O posicionamento condiz com críticas do executivo desde o ano passado, quando, citando nominalmente a Apple, disse que “empresas criativas do passado se tornaram muito grandes […] e não são mais tão criativas”.

Para Pei, a empresa deve se concentrar em recursos relevantes para problemas reais do cotidiano dos clientes. Batendo novamente na Apple, Pei acredita, por exemplo, que a forma com que a empresa lidou com o Apple Intelligence “gera ceticismo nas pessoas”.

O que a Nothing lançará em 2026?

Nothing Phone 3a foi aposta da empresa no ano passado (imagem: divulgação/Nothing)

A Nothing não ficará sem lançamentos em 2026: ela confirmou que trabalha no Nothing Phone 4a, um modelo intermediário que deve suceder a atual geração da linha “a”.

A linha 3a chegou ao mercado no ano passado e se destacou tanto pelo design, um dos grandes focos da empresa, quanto pelo bom desempenho. Além do aparelho principal, a série conta com o 3a Pro e 3a Lite.

Segundo Pei, o Nothing Phone 4a tem melhorias em áreas como tela, câmera e desempenho geral. Ele afirmou ainda que o aparelho deve se aproximar mais da experiência de um flagship, embora não tenha divulgado especificações técnicas ou data de lançamento.

Espera-se, entretanto, que o valor seja mais salgado. No vídeo, o executivo reforçou que a crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente após a adoção da tecnologia de armazenamento UFS 3.1 pela primeira vez na linha.

Os aparelhos da Nothing não são vendidos oficialmente no Brasil. A marca está presente nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio e Austrália.
Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

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Fonte: Tecnoblog