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Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

IA da Anthropic apagou diretório de trabalho após confusão de modelos (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Um desenvolvedor de software perdeu 700 GB de arquivos pessoais ao utilizar o Claude para criar um script de limpeza de dados.
O incidente ocorreu durante um teste de segurança, que rebaixou automaticamente o modelo de linguagem do Fable para o Opus 4.8.
A comunidade técnica destacou que o downgrade automático do modelo foi o verdadeiro responsável pelo episódio.

Histórias de agentes de IA que fogem do controle têm se tornado recorrentes no setor. Desta vez, o azarão foi o desenvolvedor de software Sebastien Guillemot: ele perdeu cerca de 700 GB de arquivos pessoais após utilizar o Claude, da Anthropic, para elaborar um simples script de limpeza de dados. O incidente resultou na exclusão do equivalente a uma semana inteira de trabalho.

O profissional utiliza tecnologias de IA generativa com frequência e, neste caso, queria resolver um incômodo bastante comum no ambiente de desenvolvedores, já que os assistentes autônomos costumam deixar um enorme volume de lixo digital na pasta /tmp, um diretório padrão usado pelo sistema operacional para armazenar arquivos temporários.

Para otimizar o espaço em disco da máquina, Guillemot solicitou ao modelo Claude Fable que escrevesse um script capaz de isolar os dados de cada agente e executar uma faxina imediata após o fim de cada atividade. A IA, no entanto, eliminou arquivos importantes de forma permanente.

Mecanismo de segurança falhou

O Claude Fable sugeriu aplicar um atraso programado na limpeza da pasta temporária para evitar riscos de exclusão acidental. Contudo, o desenvolvedor informou ao robô que o código estava muito complexo e pediu simplificações.

Como o script envolvia a eliminação permanente de arquivos do sistema, o Claude tomou a iniciativa de realizar uma revisão, executando uma cópia de si mesmo para auditar se as suas próprias linhas de código eram seguras para o computador do usuário.

O grande problema é que o sistema de controle da Anthropic considerou essa ação de autoteste perigosa demais e acionou imediatamente um protocolo de contenção. Esse mecanismo de defesa preventivo fez o downgrade (rebaixamento automático) da capacidade do modelo em uso, passando da versão Fable para o Opus 4.8.

Foi essa alteração abrupta de versão que resultou no desastre. O modelo Opus 4.8, menos sofisticado e mais antigo, deu continuidade aos testes. Ele simulou a verificação e executou a exclusão real dos dados. No meio do caminho, o comando acabou levando junto todo o diretório principal do desenvolvedor, ignorando as travas de segurança estabelecidas segundos antes.

Bad news: Fable nuked my entire dev machineClaude decided to test a sandbox it was building by running `rm -rf` on my home directoryThe sandbox didn’t work.It’s all gone pic.twitter.com/4rVg5Xp0jo— Sebastien Guillemot (@SebastienGllmt) August 26, 2026

Em sua conta no X, Sebastien Guillemot resumiu o desespero: “Má notícia: o Fable destruiu minha máquina de desenvolvimento”.

Segundo o profissional, o Claude executou o comando rm -rf no diretório principal de dados. O comando “rm -rf” citado por ele é amplamente conhecido na área de tecnologia por forçar a exclusão imediata de arquivos e pastas, sem solicitar qualquer tipo de confirmação de segurança ao administrador do sistema.

O especialista chegou a notar o erro e tentou interromper a execução do código o mais rápido possível, mas já não havia tempo suficiente para salvar as informações. A maior ironia da situação é que, após destruir completamente o trabalho do usuário, o agente autônomo deixou os arquivos originais da pasta temporária totalmente intactos, falhando na missão inicial.

Desenvolvedor recuperou parte do trabalho

Comando de exclusão permanente foi executado no diretório errado (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

Apesar do susto, Guillemot diz que conseguiu recuperar a maior parte de seu trabalho. A comunidade técnica também ressaltou que o rebaixamento automático do modelo foi o verdadeiro responsável pelo episódio.

Como a arquitetura do Fable 5 supera as capacidades do Opus 4.8, é provável que a versão mais atualizada teria identificado o conflito de variáveis.
Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano
Fonte: Tecnoblog

Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM

Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM

Consumo anormal de recursos tem feito abas do YouTube travarem (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Nos últimos dias, acessar o YouTube virou uma dor de cabeça para diversos usuários. Relatos indicam quedas bruscas de desempenho, com o grande vilão sendo um bug na interface da plataforma do Google, que teria elevado o uso do processador.

A falha também teria aumentado o consumo de memória RAM, ultrapassando a marca de 7 GB em alguns casos. Na prática, o erro deixa os computadores lentos, com engasgos no sistema e páginas travando.

As principais queixas se concentram no Reddit, onde dezenas de pessoas compartilharam o consumo anormal de recursos. Em um primeiro momento, a comunidade suspeitou que essa lentidão fosse apenas mais um desdobramento da guerra do YouTube contra os bloqueadores de anúncios, o que fazia sentido dado o histórico da plataforma.

Além disso, os primeiros relatos indicaram que o problema estava concentrado no Mozilla Firefox. Mas isso mudou quando casos idênticos começaram a pipocar entre usuários do Brave e Microsoft Edge — navegadores que compartilham a mesma base tecnológica do Chrome (o Chromium).

O que está acontecendo?

Conforme apontado pelo site Tom’s Hardware, a raiz do problema é a forma como o código-fonte do próprio YouTube gerencia a exibição de alguns elementos visuais na tela. Os registros detalhados no Bugzilla — sistema de rastreamento de falhas mantido pela Mozilla — indica que a causa exata do problema foi isolada.

A falha técnica se concentra no menu localizado logo abaixo do player de vídeo, em que ficam os botões “Curtir”, “Não Curtir”, “Compartilhar”, “Download” e demais opções de interação. A programação da interface foi desenvolvida para verificar se todos esses botões cabem no espaço disponível na tela.

Se o sistema detecta que os controles vão ultrapassar o limite da janela do navegador, ele oculta um dos botões automaticamente para evitar que o layout do site quebre. É aqui que a falha vem ocorrendo.

Falha na interface do YouTube sobrecarrega o processador e a memória RAM (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando o botão é escondido, a largura livre disponível aumenta. Imediatamente, o código do YouTube percebe essa sobra de espaço e conclui que o botão oculto pode voltar a ser exibido. No entanto, assim que o elemento volta, o espaço acaba novamente, forçando o site a escondê-lo mais uma vez. Esse ciclo de esconde-esconde abriu um loop.

Nos bastidores, o navegador é forçado a recalcular toda a geometria da página a cada milissegundo. Esse fenômeno, conhecido tecnicamente como layout thrashing ou loop de reflow, exige um grande esforço da máquina.

Falha ainda não foi oficialmente corrigida

No Bugzilla, a ocorrência consta como resolvida. Contudo, o Tecnoblog procurou a assessoria do YouTube em busca de esclarecimentos. Em resposta oficial, a empresa declarou apenas que “o caso está sendo investigado”, sem confirmar se a instabilidade foi, de fato, solucionada de vez.

Enquanto uma correção não é oficializada, a principal recomendação para quem se deparar com o computador travando é usar o gerenciador de tarefas do próprio navegador.

No Google Chrome, Brave ou no Microsoft Edge, o usuário pode pressionar o atalho Shift + Esc no teclado para abrir o painel de controle interno. A partir dali, basta identificar a aba do YouTube que está consumindo recursos em excesso e forçar o encerramento.
Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM

Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM
Fonte: Tecnoblog

Bugs fazem Apple pausar desenvolvimento de novos recursos para iOS e macOS

Bugs fazem Apple pausar desenvolvimento de novos recursos para iOS e macOS

iPhone (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As próximas versões dos sistemas operacionais da Apple estão dando dor de cabeça. Executivos da empresa teriam pedido às equipes que trabalham no desenvolvimento do iOS 18 e do macOS 15 uma pausa na criação de novos recursos. Elas vão se concentrar em algo mais importante no momento: corrigir bugs. As informações são do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, que acompanha os bastidores da Apple.

Segundo a publicação, a última rodada de desenvolvimento das versões do ano que vem dos sistemas operacionais não foi lá muito tranquila. A primeira “milestone” (chamada “M1” internamente) do “Crystal” (codinome interno do iOS e do iPadOS 18) e do “Glow” (codinome interno do macOS 15) ficou abaixo dos padrões esperados de bugs.

Por isso, os executivos responsáveis por liderar os trabalhos de software da Apple decidiram suspender os trabalhos em novas ferramentas para trabalhar na correção de bugs. A pausa deve durar uma semana e também inclui o watchOS 11 e o iOS 17.4.

Normalmente, quando a primeira “milestone” do software da Apple é concluída, os engenheiros já começam a trabalhar na seguinte (a chamada ”M2”). A decisão desta semana foge do habitual, portanto.

Uma pessoa ouvida pela Bloomberg em condição de anonimato disse que a Apple tem milhares de pessoas trabalhando no desenvolvimento de software. Se esse trabalho não for bem orquestrado, diz a fonte, os sucessores do iOS 17 e do macOS 14 podem quebrar completamente.

iOS 18 e macOS 15 não devem sofrer atrasos

Apesar da suspensão, isso não quer dizer que a Apple vai adiar o lançamento das próximas versões de iOS, macOS e outros sistemas. Como observa o Macworld, isso significa que as equipes terão menos bugs para corrigir futuramente, já que não vão deixar acumular problemas.

Na pior das hipóteses, o que a Apple pode fazer é deixar alguns dos novos recursos do iOS 18 e do macOS 15 para updates futuros — as versões “.1”, “.2” e assim por diante.

Apple vem tentando evitar bugs

A Bloomberg nota que Craig Federighi, chefe de engenharia de software da Apple, fez algumas mudanças nos fluxos de trabalho para evitar problemas.

Em 2019, a empresa passou a tratar cada novo recurso de maneira individual. Assim, caso houvesse algum problema, o módulo correspondente poderia ser desativado ou removido, sem prejuízo para o resto do sistema.

As equipes também fizeram um “pacto” para não permitir “regressões”, nome dado para quando uma nova função traz um bug que quebra outro recurso que funcionava perfeitamente.

Com informações: 9to5Mac, Macworld
Bugs fazem Apple pausar desenvolvimento de novos recursos para iOS e macOS

Bugs fazem Apple pausar desenvolvimento de novos recursos para iOS e macOS
Fonte: Tecnoblog