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Não é só no Brasil: Suíça também investiga Apple por NFC no iPhone

Não é só no Brasil: Suíça também investiga Apple por NFC no iPhone

Apple é alvo de nova investigação sobre pagamento por aproximação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Comissão de Concorrência da Suíça investiga as condições impostas pela Apple para liberar o NFC do iPhone a terceiros.
O órgão quer saber se essas condições restringem a concorrência no mercado de pagamentos, criando barreiras na concorrência com o Apple Pay.
No Brasil, o Cade também investiga a Apple por possíveis práticas anticompetitivas relacionadas ao NFC.

A Apple voltou ao centro de um debate antitruste — desta vez, na Suíça. A Comissão de Concorrência do país europeu abriu uma investigação preliminar para avaliar se as regras definidas pela fabricante do iPhone no uso do NFC estão em conformidade com a legislação.

O NFC é a tecnologia para pagamento por aproximação. Segundo a comissão, há dúvidas sobre os termos comerciais da Apple para o acesso de terceiros a esse recurso, como os emissores de cartões. As eventuais taxas cobradas pela Apple seriam um obstáculo para que serviços de pagamento concorram em pé de igualdade com o Apple Pay no iOS.

O que a autoridade suíça quer descobrir?

Segundo o 9to5Mac, o órgão responsável afirmou que está analisando “se os termos e condições da Apple para conceder acesso podem levantar preocupações em relação à lei da concorrência”. A instituição também destacou que busca entender “se outros provedores de aplicativos de pagamento móvel podem competir efetivamente com o Apple Pay para pagamentos sem contato com dispositivos iOS em lojas”.

A liberação do chip NFC — usado para recursos como pagamentos sem contato, chaves digitais, bilhetes e documentos — passou a ocorrer por meio da NFC & SE Platform API. Essa interface permite que apps de terceiros reproduzam parte das funções do Apple Wallet.

Comissão suíça investiga condições do Apple Pay (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, para acessar o NFC e o Secure Element, os desenvolvedores precisam assinar um acordo comercial com a Apple e “pagar as taxas associadas”, segundo os termos da própria empresa.

Agora, as autoridades querem avaliar se esses requisitos criam barreiras excessivas para a concorrência. A comissão informou que está recolhendo informações de empresas do setor e que mantém conversas com a Apple durante esse processo.

Apple é alvo de inquérito no Cade por NFC

Há tempos a Apple enfrenta acusações sobre essas possíveis barreiras no NFC. No Brasil, o Cade abriu um inquérito, que ainda está em curso, para apurar a conduta da empresa. O Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontaram possíveis práticas anticompetitivas da empresa.

No final de novembro, o PicPay também criticou a forma como a Apple oferece o pagamento por aproximação nos iPhones. A fintech alega que o acesso é dificultado por meio de obrigações onerosas aos emissores de cartões. Esse seria o motivo da empresa não oferecer o Pix por aproximação no iOS, mas disponibilizar a função no Android.
Não é só no Brasil: Suíça também investiga Apple por NFC no iPhone

Não é só no Brasil: Suíça também investiga Apple por NFC no iPhone
Fonte: Tecnoblog

Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

Escassez de chips de memória vai impactar o Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Os preços de celulares e notebooks no Brasil podem aumentar até 20% em 2026 devido à escassez de chips de memória.
A escassez é causada pela redução na produção de chips DDR4, com foco em chips HBM para data centers de inteligência artificial.
O aumento de custo da memória RAM pode variar entre 20% e 40%, impactando principalmente modelos básicos e intermediários.

Prepare o bolso: os eletrônicos devem ficar mais caros no mercado brasileiro a partir do primeiro trimestre de 2026. O aumento em celulares e notebooks pode chegar a 20%, de acordo com Gustavo Assunção, vice-presidente sênior da Samsung no Brasil. Ele falou ao Tecnoblog com exclusividade sobre o assunto, que está tirando o sono de quem precisa trocar de dispositivo.

O motivo é simples: a escassez de chips de memória. Hoje, gigantes industriais deste setor estão reduzindo a produção dos chips de memória RAM – em especial a DDR4, usada em vários eletrônicos – para focar em chips do tipo HBM – usados em data centers de inteligência artificial.

Há duas semanas, a empresa americana Micron Technology ganhou as manchetes ao avisar que a marca Crucial de memória RAM seria encerrada depois de quase 30 anos. Ela é uma das três grandes fabricantes globais deste insumo – junto com a SK Hynix e a Samsung.

Micron anunciou no fim de 2025 que abandonaria mercado de memória RAM (imagem: divulgação)

Indústria absorveu os custos

Segundo o representante da Samsung, o custo da memória RAM no planeta vem aumentando desde setembro e deve bater “dois dígitos generosos” em 2026. Seria algo entre 20% e 40%, a depender da negociação. Tendo em vista a importância deste item para a confecção de um smartphone, o preço do produto final deve subir entre 10% e 20%.

Apesar de falar em nome de uma gigante do setor, Assunção acredita que o impacto será sentido por todo o mercado, e não apenas em produtos como Galaxy A ou Galaxy Book, apenas para citar algumas linhas de celulares e de laptops da Samsung.

Marcas menores de telefones já enfrentam uma dificuldade crescente para obtenção de componentes devido ao tímido suprimento de memória, conforme indicou um relatório da consultoria TrendForce divulgado em novembro. Isso pode levar a uma consolidação da indústria, com expansão de empresas de grande porte.

Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Onde haverá maior impacto?

No caso dos telefones, modelos básicos e intermediários devem ser os mais afetados. Ao contrário do que poderíamos imaginar, o Galaxy S25 deve flutuar pouco, já que usa memória RAM do tipo DDR5, cujo abastecimento global está sob controle.

Quando pergunto se é uma decisão de negócios, Gustavo assente e explica que há uma limitação na capacidade de produção de semicondutores. Seria possível simplesmente produzir mais chips? Ele diz que não, já que a instalação de uma planta dedicada aos componentes HBM pode levar anos.

Gustavo afirma ainda que o setor tem “segurado“ e absorvido os preços já crescentes nos últimos meses. A partir de janeiro, porém, será possível notar os primeiros reajustes de valores. O VP da Samsung acredita que eles virão de forma gradual, mas serão percebidos pelos consumidores brasileiros.
Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

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Fonte: Tecnoblog

Exclusivo: Samsung inicia trâmites do Galaxy S26 na Anatel

Exclusivo: Samsung inicia trâmites do Galaxy S26 na Anatel

Samsung homologa a bateria EB-BS942ABY (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung iniciou a homologação da bateria do Galaxy S26 na Anatel, com capacidade nominal de 4.175 mAh.
A bateria modelo EB-BS942ABY é destinada ao Galaxy S26 Pro e pode ser fabricada na Coreia do Sul, Vietnã, China e Manaus.
O lançamento do Galaxy S26 pode ocorrer em fevereiro, com a certificação completa prevista para dezembro.

A Samsung iniciou os processos para vender a futura linha Galaxy S26 no Brasil. É o que revela a homologação da bateria modelo EB-BS942ABY, desenvolvida pela Samsung SDI e certificada no país a pedido da Samsung Eletrônica da Amazônia. A homologação foi emitida pela Agência Nacional de Telecomunicações nesta terça-feira (9) e nós já pudemos visualizar o documento.

O componente possui capacidade nominal de 4.175 mAh, ou seja, maior que a bateria do Galaxy S25 e menor que do Galaxy S25 Plus. Acredita-se que ela terá 4.300 mAh típicos. Vazamentos recentes indicam que esta peça iria para o suposto Galaxy S26 Pro, que deve ser o smartphone mais barato da nova geração.

Como de costume, a bateria poderá ser fabricada em várias partes do mundo, incluindo Coréia do Sul, Vietnã e China, além de três fábricas em Manaus.

O que será a versão Pro?

Evento Unpacked pode ficar para fevereiro de 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O código de modelo da bateria aparenta entregar que o componente será mesmo para um novo membro da linha S26, já que as baterias da Samsung tipicamente seguem uma numeração similar ao do modelo em que vem instaladas: o Galaxy S25 “base” tem código de modelo SM-S931 e usa a bateria EB-BS931ABY. A bateria recém-homologada indica a existência de um modelo SM-S942 – o tal do Galaxy S26 Pro, conforme os rumores.

A certificação da bateria é apenas um dos passos necessários para a venda no Brasil, já que o aparelho em si também precisa de certificação, assim como os outros membros da família S26 e suas respectivas baterias. A linha S da Samsung costuma ter seus lançamentos no início do ano, e as certificações no Brasil costumam vir em dezembro, à tempo do lançamento.

Ainda não se sabe quando a Samsung vai apresentar o Galaxy S26. Nos últimos anos, o evento Unpacked tem sido realizado em janeiro nos Estados Unidos. Há indícios, porém, de que a gigante sul-coreana tem planos de mexer no calendário e empurrar o anúncio global para fevereiro.
Exclusivo: Samsung inicia trâmites do Galaxy S26 na Anatel

Exclusivo: Samsung inicia trâmites do Galaxy S26 na Anatel
Fonte: Tecnoblog

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Clientes do Nubank gastam média de R$ 92 por mês com assinaturas recorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Nubank lançou o Gerenciador de Assinaturas, que centraliza cobranças recorrentes como streaming e academias.
Cerca de 21 milhões de clientes têm assinaturas ativas, com gasto médio mensal de R$ 92 e ticket médio de R$ 38.
A ferramenta permite visualizar pagamentos, histórico e previsão de cobranças, mas não cancela serviços diretamente.

O Nubank lançou nesta terça-feira (9) o Gerenciador de Assinaturas, ferramenta que centraliza em um único lugar todas as cobranças recorrentes dos clientes, como serviços de streaming, academias e aplicativos.

A funcionalidade está sendo liberada de forma gradual para a base de clientes do Nubank no Brasil. Para acessar, é necessário entrar na seção de cartão de crédito e buscar pela área Minhas Assinaturas. Nela, é possível ver valores e nomes como Globoplay, Netflix, Vivo, Smart Fit e Spotify.

Cerca de 21 milhões de clientes têm alguma assinatura ativa, segundo dados internos coletados de outubro de 2024 a outubro de 2025. O gasto médio mensal é de R$ 92 por pessoa, com ticket médio de R$ 38 por transação. Os serviços como streaming, telecomunicações, bem-estar, academias, planos de saúde, ensino a distância e gaming lideram o ranking das diferentes categorias.

Gerenciador de Assinaturas do Nubank (imagem: Tecnoblog)

No período analisado, os clientes gastaram aproximadamente R$ 24 bilhões em assinaturas recorrentes utilizando cartão de crédito, débito e Pix, os meios de pagamento mais utilizados. Mais de 627 milhões de transações foram registradas nos últimos 12 meses.

A ferramenta permite visualizar no celular todos os pagamentos e assinaturas ativas e recorrentes no cartão de crédito, o valor de cada uma, histórico recente de pagamentos e previsão das próximas cobranças. É possível acessar o cartão cadastrado em cada assinatura (virtual, adicional ou físico), caso o cliente precise bloquear, trocar ou reutilizar.

O sistema oferece recursos de personalização, como opção de esconder assinaturas, editar frequência e submeter feedbacks para maior precisão dos gastos.

Apesar do nome, o Gerenciador de Assinaturas não permite cancelar serviços diretamente pelo aplicativo. A ferramenta funciona como uma planilha dos compromissos financeiros, para auxiliar no planejamento e evitar surpresas na fatura. Segundo Emilia Lopes, diretora-geral do Nubank, a funcionalidade traz transparência a uma área que muitos clientes consideram um “ponto cego” em suas finanças, de modo a eliminar a necessidade de planilhas ou aplicativos de terceiros.
Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes
Fonte: Tecnoblog

Google One libera desconto no YouTube Premium no Brasil

Google One libera desconto no YouTube Premium no Brasil

Combo reduz valor do streaming para R$ 22,99 via Google One (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google One no Brasil agora oferece desconto de 14% no YouTube Premium, reduzindo a mensalidade para R$ 22,99.
A oferta está disponível para assinantes de planos a partir de 2 TB, que custa R$ 49,99 mensais.
O complemento não está disponível para assinaturas do Google One gerenciadas por terceiros, contas do Google Workspace, menores de 18 anos e membros de planos familiares que não sejam administradores.

O Google One no Brasil agora dá acesso ao YouTube Premium por um valor reduzido: R$ 22,99. Trata-se de um desconto de aproximadamente 14% na mensalidade. Segundo a empresa, o combo foi ampliado para Brasil, Canadá, Japão, Alemanha e França, e é válido para assinantes de planos a partir de 2 TB (categoria Premium).

Esse novo sistema não realiza a substituição automática de cobranças. Para evitar duplicidade, o Google alerta que usuários que já assinam o YouTube Premium cancelem manualmente a assinatura atual antes ou logo após aderirem ao complemento do Google One.

A novidade chega quase dez meses após um reajuste de preços nos planos do Google One. Em abril, o próprio YouTube Premium sofreu um reajuste e ficou até 28% mais caro por aqui. Um mês depois, a empresa liberou para os brasileiros um plano de assinatura mais barato, o YouTube Premium Lite.

Quanto custa?

A nova modalidade funciona como um “add-on” (complemento) à assinatura principal de armazenamento. Para o mercado brasileiro, a oferta é baseada na junção do plano de 2 TB do Google One com o preço promocional do serviço de streaming.

O plano de 2 TB custa R$ 49,99 por mês, e o complemento adiciona R$ 22,99 ao valor final, totalizando R$ 72,98 mensais. Fora do combo, o YouTube Premium individual sai por R$ 26,90, o que torna a assinatura cerca de 14% mais barata no pacote.

Unificação dos serviços sai quase R$ 4 mais barata por mês (imagem: divulgação/Google)

É importante notar que, ao realizar a adesão, caso o usuário possua um plano anual do Google One, o ciclo de faturamento é automaticamente alterado para o ciclo de cobrança mensal.

Para aqueles que já possuem o Google One e decidirem migrar, o tempo restante da assinatura anterior (caso já paga) será reembolsado proporcionalmente. Ainda assim, não há reembolso para períodos parciais da assinatura do YouTube Premium cancelada.

O que tem no YouTube Premium?

YouTube Premium permite ver vídeos sem anúncios (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao efetivar a assinatura do complemento, o usuário passa a ter acesso aos recursos do YouTube Premium. As funcionalidades listadas pelo serviço incluem:

YouTube Music Premium: streaming de música incluído na assinatura com mais de 100 milhões de músicas;

Sem anúncios: veja vídeos e ouça músicas sem interrupções;

Conteúdos em segundo plano: vídeos e músicas são reproduzidas em segundo plano enquanto usa outros apps no celular ou está com a tela bloqueada;

Conteúdos offline: faça download de vídeos e músicas para assistir e ouvir quando não estiver conectado à internet;

Resolução 1080p Premium: qualidade de imagem aprimorada em vídeos Full HD no celular e no computador;

Jump Ahead: ferramenta de IA que ajuda a pular para os pontos de destaque de um vídeo;

Picture in Picture (PiP) para YouTube Shorts: visualização do vídeo do YouTube Shorts em uma janela flutuante enquanto usa outros aplicativos no telefone;

Não é para todo mundo

O Google, porém, impõe restrições sobre quem pode ativar o complemento. Segundo a empresa, a oferta não está disponível para usuários com assinaturas do Google One gerenciadas por terceiros ou parceiros afiliados. Isso inclui pacotes obtidos por operadoras de telefonia, promoções de terceiros ou assinaturas via App Store.

A página de suporte oficial esclarece que usuários com uma assinatura de teste do Google AI Pro com duração superior a um mês também não são elegíveis para a oferta.

Da mesma forma, contas do Google Workspace (geralmente corporativas ou estudantis) e usuários menores de 18 anos não podem realizar a contratação. Além disso, membros de planos familiares do Google One que não sejam os administradores da conta também estão impedidos de ativar o recurso.
Google One libera desconto no YouTube Premium no Brasil

Google One libera desconto no YouTube Premium no Brasil
Fonte: Tecnoblog

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

Sede do Nubank em São Paulo (foto: divulgação)

O Nubank anunciou hoje que tomará medidas para manter o nome no Brasil. Existe a dúvida sobre o que irá acontecer com a empresa, já que uma decisão do Banco Central impede que empresas que não sejam bancos mantenham nomes que possa confundir os consumidores.

De acordo com o Nubank, o objetivo é obter uma licença bancária no país em 2026, o que poderia ocorrer via solicitação direta ao Banco Central ou, conforme apurado pelo Tecnoblog, a partir da aquisição de alguma instituição financeira que possua a autorização. O caminho a ser seguido ainda não está definido.

Com isso, a instituição financeira mais valiosa da América Latina poderia continuar se chamando Nubank no país de origem, sem ter de migrar para algo como Nu, nome utilizado na Colômbia e no México. A marca também continuaria a mesma.

“A mudança pretendida não tem qualquer impacto para os clientes e todas as operações seguem normalmente. Hoje o Nubank tem mais de 110 milhões de clientes no país.”

O conglomerado declarou em comunicado que “segue sendo uma fintech, com a mesma missão de sempre, mas agora buscando a quarta licença de operação”. Hoje, ela tem autorização para atuar como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores.

A Resolução Conjunta n° 17 de 28 de novembro de 2025 deu um prazo de 120 dias para que as instituições afetadas apresentem um plano de adequação de nomenclatura, o que deverá incluir um cronograma de implementação.

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Quantum 950, 650 e 250 são os novos headsets gamer da JBL no Brasil

Quantum 950, 650 e 250 são os novos headsets gamer da JBL no Brasil

Headsets JBL Quantum 950, 650 e 250 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

JBL Quantum 950 possui cancelamento de ruído ativo, drivers de 50 mm, tecnologia Quantum Spatial Sound e base sem fio com múltiplas conectividades;
O JBL Quantum 650 oferece autonomia de bateria de até 45 horas, drivers de 50 mm e conectividade sem fio;
Já o JBL Quantum 250 tem apenas conectividade com fio, drivers de 50 mm e tecnologia Quantum Spatial Sound.

A JBL é referência em caixas de som e fones de ouvido para o dia a dia, mas também quer ser lembrada pelo público gamer brasileiro. É por isso que a marca acaba de lançar três produtos de áudio para o segmento no Brasil: os headsets JBL Quantum 950, Quantum 650 e Quantum 250.

Todos foram revelados em agosto deste ano e, para a sua chegada oficial ao Brasil, a JBL realizou um evento na noite desta terça-feira (02/12), em São Paulo (SP). O Tecnoblog esteve por lá para conferir o que cada produto oferece.

Headset JBL Quantum 950 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

JBL Quantum 950: o mais avançado

O JBL Quantum 950 é o headset mais avançado do trio. O modelo chama a atenção logo de cara pelo visual com detalhes metálicos em cada fone e pela iluminação LED colorida.

Mas é o aspecto funcional que o torna interessante. Para começar, o JBL Quantum 950 tem drivers dinâmicos de carbono de 50 mm que, como tal, aprimoram tanto a reprodução de graves quanto de médios. Esse aspecto é complementado com a tecnologia Quantum Spatial Sound, que processa detalhes sonoros de modo a deixar a jogatina mais realista.

Os headsets JBL Quantum 950, 650 e 250 têm itens como almofadas e microfone descatáveis (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como não poderia deixar de ser, o headset também conta com cancelamento de ruído ativo e traz certificação para áudio de alta resolução (Hi-Res Audio).

Entre os diferenciais do modelo está uma base sem fio com botão giratório (Base Station) que permite ao jogador mudar as configurações de áudio e a iluminação LED rapidamente, ou alterar o modo de conectividade (2,4 GHz, Bluetooth 5.3 ou cabo).

A Base Station também pode recarregar as baterias removíveis do JBL Quantum 950 — há duas delas. Falando nisso, a marca afirma que cada unidade tem autonomia de até 25 horas com uma carga completa.

Outras características notáveis incluem:

rastreamento 3D de movimentos de cabeça que deixa o áudio estável durante esses momentos;

microfone de 6 mm com redução de ruído via inteligência artificial;

almofada de espuma viscoelástica em cada fone.

Base Station do JBL Quantum 950 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

JBL Quantum 650: opção intermediária

Com visual parecido, o JBL Quantum 650 é um headset gamer menos avançado, mas que ainda promete boa experiência nos jogos. Os drivers dinâmicos de 50 mm também estão presentes no modelo, por exemplo.

As tecnologias JBL Quantum Spatial Sound e de rastreamento 3D de movimentos de cabeça, o microfone de 6 mm e a conectividade sem fio de 2,4 GHz ou via Bluetooth 5.3 estão entre os demais recursos que foram mantidos no JBL Quantum 650.

No aspecto da autonomia, o modelo se destaca por oferecer baterias com duração de até 45 horas com uma carga completa. Não há cancelamento de ruído ativo no headset, porém.

Headset JBL Quantum 650 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

JBL Quantum 250: somente conectividade com fio

O JBL Quantum 250 é o modelo mais simples desta leva de lançamentos, até porque somente há conectividade via cabo por aqui. O fio tem 1,5 m de extensão e conexão de 3,5 mm.

Apesar disso, o modelo mantém os drivers de 50 mm, a tecnologia Quantum Spatial Sound e o microfone de 6 mm.

Em todos os modelos, incluindo o Quantum 250, as almofadas, o microfone e o suporte interno para a cabeça podem ser destacados e trocados facilmente. Aliás, esses itens são intercambiáveis entre os três modelos.

Headset JBL Quantum 250 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade e preços dos novos headsets JBL Quantum

No Brasil, os novos headsets da JBL chegam com os seguintes preços sugeridos (sem considerar descontos ou promoções):

JBL Quantum 950: R$ 2.199

JBL Quantum 650: R$ 799

JBL Quantum 250: R$ 349

As vendas no site da marca começam nos próximos dias. O JBL Quantum 250 começou a ser vendido na loja online da marca há cerca de um mês.
Quantum 950, 650 e 250 são os novos headsets gamer da JBL no Brasil

Quantum 950, 650 e 250 são os novos headsets gamer da JBL no Brasil
Fonte: Tecnoblog

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

Base de usuários cresceu 50% nos últimos 12 meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O 5G representa 20,4% dos acessos móveis no Brasil, com 55,1 milhões de linhas ativas, segundo dados da Anatel.
Vivo lidera com 22,1 milhões de clientes 5G e 6 milhões de novos clientes em 2025, seguida por Claro (5,8 milhões) e TIM (3,1 milhões).
Segundo a Teleco, o crescimento do 5G ainda é mais lento que o do 4G no mesmo período de lançamento.

A Anatel divulgou o balanço mensal dos serviços de telecomunicações referente a outubro de 2025, indicando que a tecnologia 5G superou a marca de 20% de participação no mercado brasileiro. Conforme os dados fornecidos pelas prestadoras, o país encerrou o mês com mais de 55,1 milhões de linhas ativas na nova tecnologia, representando 20,4% do total de acessos móveis no país.

Ao desconsiderar os acessos máquina a máquina (M2M) — utilizados para automação e Internet das Coisas (IoT), como máquinas de cartão de crédito —, a penetração do 5G é maior, alcançando 25,4% das linhas. O crescimento da base, por sua vez, foi de 50% nos últimos 12 meses, com 18,3 milhões de novos acessos no período.

No cenário competitivo entre as grandes operadoras, a Vivo consolidou sua liderança no segmento. A empresa, que assumiu o topo do ranking em junho de 2024, registrou 22,1 milhões de celulares 5G em outubro de 2025. A operadora também liderou em adições líquidas no acumulado do ano, com 6 milhões de novos clientes na tecnologia, seguida pela Claro (5,8 milhões) e pela TIM (3,1 milhões).

Crescimento do 5G é mais lento que o do 4G

Custo dos smartphones ainda impacta migração de usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar dos números indicarem expansão, a curva de adoção do 5G no Brasil ocorre em um ritmo mais lento do que o registrado pelo 4G no mesmo intervalo de tempo. Segundo a Teleco, empresa especializada em telecomunicações, a principal razão é o preço dos smartphones compatíveis com a tecnologia.

Enquanto o 4G se beneficiou de uma queda nos valores dos aparelhos no ciclo inicial, o 5G ainda enfrenta barreiras de entrada para o consumidor de baixa renda. Além disso, a média mensal de adições líquidas de celulares 5G ao longo de 2025, fixada em 1,5 milhão, apresentou uma leve redução em comparação à média de 2024, que foi de 1,6 milhão por mês.

Essa desaceleração confirma a dificuldade de manter o ritmo de crescimento sem a democratização do acesso aos dispositivos.

Disponibilidade de rede

Outro fator relevante para a consolidação da tecnologia ainda é a infraestrutura. Dados da OpenSignal indicam que, em janeiro de 2025, a proporção de tempo que um usuário permanecia conectado ao 5G era de apenas 13%.

Para que a cobertura e a disponibilidade aumentem, especialistas do setor apontam a necessidade de liberar e utilizar frequências mais baixas, como as faixas de 600 MHz e 700 MHz, que possuem maior alcance de propagação de sinal, facilitando a cobertura em áreas internas e periféricas.

Mantidas as tendências atuais observadas até outubro, a Teleco projeta que o Brasil deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 59 a 60 milhões de celulares 5G. Para o fim de 2026, a estimativa é que a base alcance a marca de 80 milhões de acessos.

Com informações da Anatel
5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Amazon lança novo Echo Studio no Brasil; veja preço e recursos

Amazon lança novo Echo Studio no Brasil; veja preço e recursos

Echo Studio de segunda geração (imagem: reprodução/Amazon)

Resumo

Echo Studio de segunda geração estreia no Brasil com novo design e foco em áudio imersivo;

Modelo mantém Alexa tradicional e será compatível com a Alexa+ quando esta chegar ao Brasil;

Preço oficial é de R$ 1.999; vendas já começaram no site da Amazon.

Na semana retrasada, a Amazon lançou novos modelos da linha Echo no Brasil. Ficou faltando lançar o novo Echo Studio. Não mais: a segunda geração do dispositivo já está à venda no site brasileiro da Amazon. O preço oficial, sem considerar eventuais promoções ou descontos, é de R$ 1.999.

O primeiro Echo Studio tinha formato cilíndrico. Já o Echo Studio de segunda geração é 40% mais compacto e tem formato de esfera, mas com um discreto abaulamento lateral que abriga o anel de LED e os botões para controle de reprodução.

De acordo com a Amazon, o novo modelo conta com áudio espacial potencializado com tecnologia Dolby Atmos, um woofer para reforço dos graves e três alto-falantes “posicionados estrategicamente para criar um som imersivo que preenche todo o ambiente”.

Controles do Echo Studio de segunda geração (imagem: reprodução/Amazon)

A Alexa está presente no Echo Studio?

Certamente. A Amazon explica que o novo Echo Studio funciona com a Alexa que já conhecemos, como não poderia deixar de ser, mas também será compatível com a versão mais avançada, a Alexa+, quando esta for lançada no Brasil (ainda não há data prevista para isso).

A Alexa+ é reforçada com tecnologias de IA generativa. Para lidar com elas com desenvoltura, o Echo Studio foi equipado com o processador AZ3 Pro que, nas palavras da Amazon, foi “projetado para executar os modelos de IA de última geração”.

Echo Studio de segunda geração é 40% mais compacto (imagem: reprodução/Amazon)

Disponibilidade e preço do novo Echo Studio no Brasil

O Echo Studio de segunda geração já está à venda no site da Amazon. Como já informado, o dispositivo tem preço oficial de R$ 1.999, valor que pode ser parcelado em até 12 vezes sem juros.

Varejistas como a Fast Shop começarão a vender o novo Echo Studio em breve.

Vale lembrar que a Amazon também lançou recentemente os novos Echo Show 8 e Echo Show 11 no Brasil.

Nota de transparência: os links com preços indicados aqui são de afiliados; ao clicar neles, o valor não muda para você e o site recebe uma comissão.
Amazon lança novo Echo Studio no Brasil; veja preço e recursos

Amazon lança novo Echo Studio no Brasil; veja preço e recursos
Fonte: Tecnoblog

Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil nos últimos anos

Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil nos últimos anos

Impostos pagos por big techs somam bilhões (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil sobre remessas ao exterior entre janeiro de 2022 e outubro de 2025.
Em documento, a Receita Federal afirma não ter elementos necessários para saber quanto as empresas realmente faturam no país.
Em outubro, a Netflix atribuiu um rombo de US$ 619 milhões aos impostos brasileiros, enquanto a Meta decidiu repassar custos aos anunciantes.

Um novo documento da Receita Federal dá a dimensão do quanto as big techs movimentam no Brasil. Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e TikTok pagaram R$ 289 bilhões em impostos entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, como parte do processo de envio de valores para as matrizes no exterior, em especial os Estados Unidos.

Esta informação foi solicitada pelo deputado federal Márcio Jerry (PC do B/MA) devido à preocupação dos parlamentares com a tributação de serviços digitais. O material foi elaborado pela Receita, encaminhado à Câmara dos Deputados e divulgado pelo site jornalístico Núcleo. No próprio ofício, porém, a Receita reconhece que não consegue determinar quanto as gigantes da tecnologia realmente faturam no país.

Receita reconhece que é “inviável” elaborar estimativas detalhadas (imagem: reprodução)

Ou seja: embora o valor dos impostos pagos seja enorme, o fisco admite não ter meios de calcular o volume total que as plataformas movimentam com usuários brasileiros, tampouco o potencial de arrecadação.  O documento, assinado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que uma análise mais precisa “é inviável”, devido ao modo como as big techs estruturam suas operações globais.

A análise se concentra apenas nos tributos recolhidos sobre remessas ao exterior — um recorte que dá pistas sobre o fluxo de dinheiro das gigantes, mas não substitui dados consolidados de faturamento. O documento também não inclui o valor individual dessas transferências, apenas a soma de Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e TikTok.

Tabela mostra o valor pago em imposto pelas big techs nos últimos anos (imagem: reprodução)

No recorte por período, estas são as cifras recolhidas pelo governo:

2022: 58,6 bilhões

2023: R$ 68,9 bilhões

2024: R$ 87,9 bilhões

2025 (até outubro): R$ 73,8 bilhões

Netflix culpou o imposto no Brasil por rombo milionário

A discussão sobre tributação digital não é nova, mas parece ter se intensificado. No fim de outubro, a Netflix atribuiu um prejuízo milionário à tributação no Brasil.

Nos números do terceiro trimestre, divulgados em 21 de outubro, a empresa relatou uma despesa inesperada de US$ 619 milhões (cerca de R$ 3,34 bilhões) relacionada à Cide Tecnologia, imposto federal que financia o desenvolvimento tecnológico.

Netflix teve despesa de US$ 619 milhões com Cide Tecnologia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a companhia, o valor não estava previsto e derrubou a margem operacional em mais de cinco pontos percentuais, fazendo o lucro ficar abaixo das projeções internas. Mesmo assim, a receita global da plataforma cresceu no mundo todo.

Um pouco antes, vale lembrar, a Meta decidiu repassar todos os custos com impostos no Brasil para os seus anunciantes. A partir de janeiro de 2026, anúncios nas plataformas da empresa terão acréscimo de cerca de 12,15%, somando PIS/Cofins (9,25%) e ISS (2,9%).
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Fonte: Tecnoblog