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O que é Bitcoin? Entenda como funciona a moeda digital descentralizada

O que é Bitcoin? Entenda como funciona a moeda digital descentralizada

Representação do Bitcoin em formato de moeda física (Imagem: Jorge Franganillo / Flickr)

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda descentralizada do mundo, sendo usada como uma moeda comum ou como reserva de valor.

Por se tratar de um ativo digital escasso, aproximadamente a cada quatro anos sua emissão é reduzida pela metade, o que historicamente tem sido associado a ciclos de valorização.

No entanto, o Bitcoin pode apresentar alguns riscos de desvalorização, principalmente se você deseja usá-lo como moeda de troca diária, já que se trata de um ativo extremamente volátil.

A seguir, entenda como funciona toda a estrutura do Bitcoin, sua origem, além de vantagens e desvantagens da moeda digital descentralizada.

ÍndiceO que é Bitcoin?O que significa “Bitcoin”?Quando o Bitcoin foi lançado?Quem inventou o Bitcoin?Para que serve o Bitcoin?Como funciona o BitcoinQuantos Bitcoins existem?Como o Bitcoin se valoriza?Quais são as vantagens do Bitcoin?Quais são as desvantagens do Bitcoin?Qual é a diferença entre Bitcoin e Ethereum?

O que é Bitcoin?

Bitcoin é uma moeda digital descentralizada que utiliza a tecnologia blockchain para registrar transações.

A principal característica da criptomoeda é não ser controlada por nenhuma instituição financeira ou governos, já que todas as movimentações são validadas por uma rede de usuários via mecanismo de consenso Proof of Work (PoW).

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda do mundo e tem sido adotado por entusiastas em razão da transparência nas transações, a robustez e a segurança da blockchain.

O que significa “Bitcoin”?

Bitcoin é um termo formado pela união de bit — a menor unidade de informação na computação — e coin, que significa moeda em inglês. É uma criptomoeda digital descentralizada, representada pelo símbolo ₿ e que usa a sigla oficial “BTC”.

Quando o Bitcoin foi lançado?

O whitepaper do Bitcoin foi publicado em 31 de outubro de 2008 e o primeiro bloco da blockchain foi minerado em 3 de janeiro de 2009, oficializando o lançamento da criptomoeda.

Porém, o site bitcoin.org tem domínio registrado desde agosto de 2008.

Site oficial do projeto Bitcoin (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Quem inventou o Bitcoin?

O Bitcoin foi inventado por Satoshi Nakamoto, pseudônimo utilizado por uma pessoa ou um grupo de pessoas. Desde o lançamento da criptomoeda, o desenvolvedor do protocolo original — ou desenvolvedores — permanece anônimo, tendo se desligado oficialmente do projeto em 2010.

Para que serve o Bitcoin?

O Bitcoin serve como moeda de troca, assim como qualquer outra moeda no mundo.

No entanto, por ser uma rede descentralizada, os valores podem ser transferidos entre as pessoas sem que haja intermediários nas transações — como bancos, governos ou instituições financeiras –, embora serviços como corretoras possam atuar como facilitadores.

Países como El Salvador já aderiram ao Bitcoin como moeda oficial. No Brasil, alguns serviços e, principalmente, empreendedores entusiastas já aceitam a moeda como forma de pagamento.

Devido à sua oferta limitada, o Bitcoin também é frequentemente utilizado como reserva de valor, já que a cada quatro anos a emissão de unidades é reduzida pela metade, o que pode elevar seu preço com o passar do tempo.

Como funciona o Bitcoin

O Bitcoin funciona por meio de uma rede descentralizada do tipo peer-to-peer (P2P), na qual qualquer pessoa pode participar executando um nó e mantendo uma cópia completa da blockchain — o registro público de todas as transações já realizadas.

Nesse sistema, não existe uma autoridade central. As transações são validadas coletivamente pelos participantes da rede, seguindo regras de consenso previamente definidas.

A segurança das transações é garantida por criptografia assimétrica. Cada usuário possui uma chave pública e uma chave privada, que permite autorizar movimentações.

Exemplo de carteira física da Ledger para o armazenamento de Bitcoin (Imagem: rc.xyz NFT gallery/Unsplash)

Apenas o detentor da chave privada pode transferir os fundos, enquanto a rede utiliza a chave pública para verificar a autenticidade da operação sem expor dados sensíveis.

Cada transação é assinada digitalmente, assegurando que foi autorizada pelo proprietário e que não sofreu alterações após o envio.

Essas transações são agrupadas em blocos, que são adicionados à blockchain por meio de um processo chamado mineração. O processo utiliza o mecanismo de consenso conhecido como Proof of Work, no qual mineradores competem para encontrar um hash válido para o bloco, utilizando alto poder computacional.

A mineração cumpre duas funções principais: validar e ordenar as transações na rede, além de garantir a segurança do sistema. Como incentivo, os mineradores recebem recompensas em novos bitcoins e taxas de transação.

Quantos Bitcoins existem?

Existirão 21 milhões de Bitcoin, sendo que a grande maioria das unidades já foram mineradas. O número foi estabelecido por Satoshi Nakamoto na criação do protocolo em 2009, com a previsão de que o último Bitcoin seja minerado por volta do ano 2140.

Como a quantidade total de unidades é limitada, o Bitcoin se torna um ativo deflacionário. A cada 4 anos acontece o Halving, evento automático da rede que reduz a recompensa por minerar um bloco pela metade, aumentando a escassez da moeda.

Após esse período, os mineradores continuarão sendo remunerados por meio das taxas de transação pagas pelos usuários da rede.

População de El Salvador em protesto contra Bitcoin (Imagem: Lorie Shaull/ Flickr)

Como o Bitcoin se valoriza?

A valorização e desvalorização do Bitcoin segue a lei da oferta e demanda, a liquidez de mercado, além da adoção e percepção de investidores.

A expectativa para o crescimento no valor de mercado do Bitcoin se dá pela redução na emissão de moedas aos mineradores a cada quatro anos. Dessa forma, cria-se a expectativa que o valor de mercado da criptomoeda cresça, já que existirão menos unidades em circulação nas corretoras.

No entanto, muitos entusiastas das moedas digitais não veem o Bitcoin como um ativo financeiro tradicional. Para eles, o que importa não é quanto ele vale em reais ou dólares, mas o fato de que 1 Bitcoin continua sendo 1 Bitcoin, independentemente do preço ou da quantidade de moedas disponíveis.

Quais são os riscos do Bitcoin?

Assim como em todas as criptomoedas, o usuário que compra Bitcoin está sujeito a alguns riscos:

Volatilidade no valor de mercado: o Bitcoin é um ativo de valor extremamente volátil, podendo apresentar variações de valor a cada segundo. Usuários que compram a moeda digital precisam estar cientes de que o valor pago hoje pode ser muito menor na data da venda, resultando em prejuízo financeiro;

Regulamentação da criptomoeda: o Bitcoin está sujeito a regulamentação e mudanças na legislação que podem restringir o uso, compra e venda, além da possibilidade de cobranças de impostos extras para pessoas que possuem a moeda sob custódia no Brasil;

Perda de custódia: armazenar unidades de Bitcoin com segurança exige uma carteira específica e senhas complexas. No entanto, perder o acesso a essa senha indica que você nunca mais terá como recuperar o saldo da sua conta, já que não é possível recuperá-la;

Vulnerabilidades em corretoras: usuários que mantiverem unidades de Bitcoin em corretores podem estar sujeitos a vulnerabilidades, ataques e vazamentos de código. Isso pode fazer com que criminosos confisquem todo o saldo de compradores.

Quais são as vantagens do Bitcoin?

O Bitcoin oferece as seguintes vantagens em comparação com outras moedas:

Descentralização: o Bitcoin é uma moeda descentralizada, isso significa que nenhuma empresa ou governo tem controle sobre as transferências realizadas e sobre o saldo. O único dono das moedas é o usuário, sem risco de bloqueio ou restrições judiciais;

Segurança: todas as transferências de Bitcoin são registradas na blockchain, ou seja, nenhum dado pode ser alterado ou revertido por terceiros, visto que foi verificado por mineradores;

Transparência: a blockchain mantém todos os registros de transferência públicos, que podem ser auditados por qualquer usuário, garantindo a transparência da rede;

Acessibilidade: o Bitcoin é um ativo que pode ser transferido globalmente sem restrições geográficas ou taxas extras de empresas, principalmente por usuários que residem em países diferentes.

Quais são as desvantagens do Bitcoin?

A moeda digital também traz alguns pontos negativos, como, por exemplo:

Consumo energético: a mineração de Bitcoin exige um alto poder computacional para manter a rede em funcionamento. Esse processo consome uma grande quantidade de energia elétrica em todo o planeta;

Sistema irreversível em caso de fraude: todos os registros feitos na blockchain são definitivos. Ou seja, caso você seja vítima de um golpe, não é possível entrar em contato com o “banco” para reverter a transferência;

Complexidade: manter uma carteira de Bitcoin exige conhecimento técnico avançado para armazenar as unidades e garantir a segurança dos fundos;

Risco de desvalorização: o Bitcoin é um ativo que pode valorizar e desvalorizar em poucos segundos. Dessa forma, adquirir uma grande quantidade de moedas pensando no valor de revenda pode ser um problema, caso o mercado esteja em queda.

Qual é a diferença entre Bitcoin e Ethereum?

O Bitcoin é uma moeda digital descentralizada que opera em um sistema peer-to-peer (P2P). Seu principal objetivo é servir como reserva de valor, priorizando a segurança das transações, que são validadas por mineradores.

A rede funciona com base no mecanismo de Proof of Work, no qual esses mineradores utilizam poder computacional para validar novos blocos na blockchain, recebendo recompensas após cada bloco minerado.

Já a Ethereum é uma plataforma voltada à execução de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. Foi desenvolvida para permitir a criação de soluções digitais sem intermediários e utiliza o Ether como sua criptomoeda nativa, responsável por viabilizar e validar as transações.
O que é Bitcoin? Entenda como funciona a moeda digital descentralizada

O que é Bitcoin? Entenda como funciona a moeda digital descentralizada
Fonte: Tecnoblog

Nubank encerra compra e venda de Nucoins; programa será reformulado

Nubank encerra compra e venda de Nucoins; programa será reformulado

Nubank suspendeu transações de Nucoin, mas permitirá resgate (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

Nubank suspendeu a compra e venda de Nucoins e anunciou que reformulará o programa de recompensas.
Clientes poderão resgatar Nucoins em Bitcoin ou USDC até 9 de dezembro, em pacotes de R$ 100.
O acúmulo de Nucoins continua, com variação conforme o nível do cliente, que também pode usá-las no futuro programa.
O novo programa de recompensas incluirá descontos no Shopping do Nu e outros benefícios em produtos do Nubank.
Lançada em 2023, a NuCoin era um token vinculado à Polygon e funcionava como um programa de fidelidade.

O Nubank anunciou, nesta terça-feira (dia 10/09), que não permitirá mais a compra e venda das moedas digitais Nucoins. A empresa vai reformular seu programa de recompensas, com novas categorias de benefícios nos próximos meses.

Quem tem Nucoins poderá resgatá-las em criptomoedas (Bitcoins ou USDCs), em pacotes de R$ 100, até 9 de dezembro. O Nubank vai autorizar o resgate de moedas “congeladas”, sem precisar esperar o prazo de descongelamento. No Reddit, clientes dizem que a cotação usada para esta conversão é de R$ 0,0571 para cada Nucoin.

Os clientes também poderão manter suas Nucoins para uso no futuro programa de recompensas. De acordo com o Nubank, este futuro programa dará “descontos no Shopping do Nu, vantagens para acessar nossas experiências de marca e benefícios em uma variedade de produtos do Nubank”, entre outros.

Acúmulo de Nucoins continua

Quem tem Nucoins congelados e está em um dos níveis de pontuação seguirá acumulando as moedas. Cada real gasto no crédito, débito ou em compras de criptomoedas pode render entre 0,01 e 1 Nucoin, de acordo com o nível. Não se sabe quanto isso vai valer futuramente.

NívelQuantidade de Nucoins congeladosNucoins recebidos por R$ gasto1Abaixo de 500,00250-1500,013150-7500,024750-2.5000,0452.500-50.0000,07650.000-500.0000,307500.000 ou mais1,00

Enquanto o novo programa de recompensas não é apresentado, o Nubank fará sorteios, com prêmios de R$ 1 mil, R$ 100 mil e R$ 1 milhão. Cada cliente poderá resgatar entre um e três números da sorte, conforme a quantidade de Nucoins que possui.

Moeda digital podia ser comprada e vendida

A Nucoin foi apresentada em outubro de 2022 e lançada em março de 2023. Ela é um token feito em parceria com a plataforma de blockchain Polygon, usando a estrutura Ethereum.

Deixando de lado questões técnicas, o funcionamento da Nucoin estava mais próximo de um programa de fidelidade que de uma criptomoeda, sendo acumulada de acordo com os gastos.

Escritório do Nubank na Vila Leopoldina, em São Paulo/SP (Imagem: Divulgação / Nubank)

O principal atrativo era congelá-las para subir de nível e ganhar mais moedas ao usar o cartão no crédito ou débito, ou ainda ao comprar criptomoedas na plataforma do Nubank. Após congelar uma quantidade, não era possível vendê-la por seis meses.

As Nucoins não tinham preço fixo e podiam ser compradas ou vendidas. A cotação da Nucoin flutuava livremente, mas ficou entre R$ 0,05 e R$ 0,08 na maioria do tempo. O nível 7 dava 1 Nucoin por real gasto, o que representava um cashback de 5% a 8%. Para atingi-lo, era preciso congelar 500 mil Nucoins, o equivalente a entre R$ 25 mil e R$ 40 mil. Agora, estas moedas poderão ser resgatadas.

Com informações: Nubank
Nubank encerra compra e venda de Nucoins; programa será reformulado

Nubank encerra compra e venda de Nucoins; programa será reformulado
Fonte: Tecnoblog