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O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 

O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 

Descubram como o Google e outras plataformas atuam como uma imensa biblioteca digital (imagem: Reprodução/The Gradient)

Um buscador da internet é um sistema que mapeia e organiza bilhões de informações em um índice digital global. Como um motor de busca, ele usa robôs para filtrar dados de páginas e arquivos multimídia e entregar resultados relevantes em segundos.

Os sites de busca funcionam por meio de crawlers, robôs que rastreiam links e processam o código-fonte das páginas da web. Em seguida, um algoritmo complexo analisa a autoridade e a qualidade do conteúdo para definir o que aparece no topo.

O Google lidera o mercado global de buscadores com 90% de participação, seguido por nomes como Bing e DuckDuckGo. Outros gigantes como Yandex e Baidu dominam regiões específicas, oferecendo ferramentas poderosas adaptadas para os idiomas locais.

A seguir, entenda melhor o conceito de buscadores web e como eles funcionam detalhadamente. Também descubra como eles selecionam os conteúdos em destaque.

ÍndiceO que é um buscador da internet?Para que serve um buscador web?Como funciona um buscador da internet? Como os buscadores escolhem quais sites aparecem primeiro?Quais são os principais buscadores da internet? Existem buscadores da internet com inteligência artificial? Qual é o buscador da internet mais usado? Qual é a diferença entre buscador da internet e navegador web? 

O que é um buscador da internet?

Um buscador da internet é um sistema que utiliza robôs (crawlers) para mapear e organizar informações de bilhões de sites em um grande índice digital. Quando o usuário faz uma pesquisa, o motor de busca aciona algoritmos que filtram essa base de dados, entregando os resultados relevantes e confiáveis em segundos.

Para que serve um buscador web?

O buscador web serve como um portal de acesso que organiza a internet, transformando termos de pesquisa em resultados organizados e instantâneos. Sua missão é filtrar bilhões de páginas e arquivos multimídia para entregar exatamente o que o usuário procura, poupando tempo de navegação.

Essa ferramenta usa uma base de dados indexada para localizar desde serviços locais até estudos complexos com precisão. Além de democratizar o acesso à informação, ela permite que conteúdos ganhem destaque por meio de SEO, conectando criadores e usuários eficientemente.

Buscadores como o Google agilizam a pesquisa por informações na internet (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Como funciona um buscador da internet? 

Os sites de busca operam por meio de robôs, os crawlers, que navegam pela rede seguindo links para descobrir novos endereços. Nessa varredura, eles coletam dados brutos e metadados, respeitando as diretrizes de acesso de cada servidor.

Na etapa de indexação, o sistema processa o código-fonte das páginas para catalogar termos e atributos em um banco de dados gigantesco. Apenas as páginas que atendem a critérios de qualidade são arquivadas, garantindo que o índice seja limpo e eficiente.

A leitura técnica do HTML permite que o algoritmo decifre a hierarquia do site, identificando títulos, palavras-chave e a frequência de atualizações. Essa organização é o que garante que o motor de busca localize a resposta exata em frações de segundo.

Fechando o ciclo, algoritmos complexos cruzam a consulta com o índice, considerando fatores como autoridade, localização e intenção do usuário para exibir o ranking. O resultado é uma lista filtrada e inteligente, entregando o conteúdo mais relevante no topo da tela.

Os buscadores web, como o Google, atuam basicamente em três etapas (imagem: Reprodução/Geek For Geeks)

Como os buscadores escolhem quais sites aparecem primeiro?

Os algoritmos dos buscadores analisam a relevância do conteúdo original e elementos como títulos e meta descrições para definir quem lidera o ranking. A experiência do usuário também é prioridade, destacando páginas rápidas, seguras e otimizadas para a navegação em dispositivos móveis.

A autoridade do domínio é medida pelos backlinks, que funcionam como recomendações de outros sites para validar a credibilidade da fonte. O sistema utiliza o PageRank para assegurar que conteúdos atualizados e portais confiáveis ganhem maior visibilidade nas buscas diárias.

Por fim, o algoritmo interpreta a intenção de busca, cruzando dados de localização e contexto para personalizar a entrega. Páginas de baixa qualidade ou que utilizam técnicas de spam são filtradas, garantindo que apenas as respostas mais úteis cheguem ao topo.

Quais são os principais buscadores da internet? 

Existem diferentes mecanismos de busca da internet, trazendo propostas e tecnologias específicas para entregar os melhores resultados aos usuários:

Google: líder global absoluto, utiliza inteligência artificial avançada e processamento de linguagem natural para entregar resultados contextuais e respostas imediatas com precisão;

Bing: o motor da Microsoft aposta em uma experiência visual rica e integração nativa com o Windows, utilizando modelos de linguagem avançados para transformar pesquisas em diálogos produtivos;

DuckDuckGo: buscador estritamente focado em privacidade, não rastreia o histórico de navegação nem cria perfis dos usuários, servindo como principal alternativa para quem busca anonimato total;

Yahoo Search: opera como um portal de serviços e notícias que utiliza a tecnologia de indexação do Bing para fornecer resultados relevantes dentro de um ecossistema de conteúdo;

Yandex: gigante tecnológico no Leste Europeu, é otimizado para buscas em cirílico e oferece ferramentas locais poderosas, dominando o mercado na Rússia e em países vizinhos;

Baidu: principal porta de entrada para a rede na China, é especializado em conteúdo em mandarim e serviços locais, operando sob as diretrizes de conectividade específicas da região.

O Google é o principal motor de busca da internet, seguido do Bing (imagem: Reprodução/Cloud Access)

Existem buscadores da internet com inteligência artificial? 

Sim, os buscadores modernos integram IA para gerar resumos diretos e respostas contextuais, como o Google Gemini e o Bing Copilot. Essa evolução permite que o algoritmo interprete a linguagem natural com precisão, indo além da simples correspondência de palavras-chave isoladas.

Plataformas como Perplexity também utilizam modelos de linguagem para sintetizar dados de diversas fontes com citações em tempo real. Essa tecnologia transforma a pesquisa em uma conversa fluida, priorizando a intenção real do usuário e a clareza das informações entregues.

Qual é o buscador da internet mais usado? 

O Google mantém a liderança absoluta como o buscador mais acessado do mundo, concentrando cerca de 90% de participação no mercado global. Dados do Statcounter Global Stats confirmam a hegemonia da plataforma, que processa 8,5 bilhões de consultas diárias em diferentes dispositivos e sistemas.

Em um distante segundo lugar, o Bing aparece com uma fatia de mercado significativamente menor (5,13%), evidenciando o abismo entre os competidores. Essa concentração reforça como a infraestrutura e os algoritmos da gigante das buscas continuam sendo o principal portão de entrada para a web.

O Google domina 90% do mercado de buscadores web (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre buscador da internet e navegador web? 

Um buscador da internet é uma imensa “biblioteca digital” que usa robôs para rastrear, indexar e organizar o conteúdo de bilhões de sites. Ele atua como um serviço de inteligência que filtra dados por meio de algoritmos, entregando as respostas mais relevantes para cada pesquisa.

O navegador web é o software instalado no dispositivo que serve como a janela para visualizar as páginas da internet ao processar códigos HTML. Ele não armazena as informações da rede, servindo apenas para acessar endereços específicos ou exibir sites que o buscador localizou.
O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 

O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 
Fonte: Tecnoblog

O futuro do Chrome pode ser sem o Google

O futuro do Chrome pode ser sem o Google

Depois de ter sido condenado por monopólio, o Google pode ser obrigado vender o Chrome. A ideia é que ter o maior navegador do mundo dá uma vantagem desproporcional à empresa dona do maior buscador do mundo, acabando com a concorrência no mercado de busca. Mas qual será o valor de um Google Chrome sem o Google?

O futuro do Chrome pode ser sem o Google (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

No episódio de hoje, a gente analisa os players que poderiam comprar o Google Chrome e discute se ter o navegador mais popular já seria o suficiente para dominar o mercado. Você usaria um Microsoft Chrome? E um ChromeGPT? Pra viajar nessas possibilidades, dá o play e vem com a gente! 

Participantes

Thiago Mobilon

Josué de Oliveira 

Emerson Alecrim

Ana Marques

Créditos

Produção: Josué de Oliveira

Edição e sonorização: Ariel Liborio

Arte da capa: Vitor Pádua

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O futuro do Chrome pode ser sem o Google

O futuro do Chrome pode ser sem o Google
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT ganha buscador para concorrer com Google e Bing

ChatGPT ganha buscador para concorrer com Google e Bing

ChatGPT, da OpenAI, terá ferramentas e conteúdo para encarar outros buscadores (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI começou a liberar o buscador web para o ChatGPT. Os assinantes dos planos pagos ChatGPT Plus e Team terão acesso ao recurso a partir desta quinta-feira (dia 31/10), bem como os que estavam inscritos na lista de espera do SearchGPT. Usuários dos planos gratuitos, corporativos e educacionais receberão a novidade nas próximas semanas.

O buscador funciona na web, nos apps para smartphone e para desktop. Ele vai entrar em cena automaticamente, de acordo com o que for pedido pelo usuário, caso a ferramenta julgar que é relevante trazer informações atualizadas. Mesmo assim, também dá para fazer buscas manualmente, tocando no ícone de pesquisa.

Busca será ativada automaticamente, mas usuário poderá fazer uma pesquisa manual (Imagem: Divulgação / OpenAI)

Como o ChatGPT vai fazer pesquisas?

No post sobre o anúncio, a OpenAI diz que seu buscador permite fazer perguntas de um jeito mais natural e conversacional, sem precisar de muito esforço e várias pesquisas. A desenvolvedora também diz que o ChatGPT considerará o contexto da conversa para chegar à melhor resposta.

Para trazer as melhores informações, a OpenAI fez parcerias com provedores de conteúdo. Eles aparecem quando o usuário faz perguntas sobre previsão do tempo, ações, esportes, mapas e notícias.

Neste último caso, sites como Reuters, Financial Times e Associated Press, com quem a OpenAI fechou acordos de licenciamento de conteúdo nos últimos meses, servem como fontes.

Parceiros fornecerão informações de previsão do tempo, ações e notícias (Imagem: Divulgação / OpenAI)

Apesar de trazer as respostas resumidas, o ChatGPT também mostrará de que sites foram retiradas as informações. As páginas aparecerão em uma área lateral, na interface web e de desktop.

Google já usa IA, e Meta pode ser a próxima

Sinônimo de pesquisa na web nas últimas décadas, o Google vem investindo em inteligência artificial para não perder terreno. É o caso das chamadas AI Overviews, resumos gerados por IA com as principais informações encontradas sobre a pesquisa do usuário.

Do outro lado, até quem nunca se interessou muito pode entrar nesta área. A Meta estaria preparando um buscador, de acordo com fontes ouvidas pelo site The Information, para a Meta AI, presente no Facebook, Instagram e WhatsApp.

Com informações: OpenAI, The Verge, Ars Technica
ChatGPT ganha buscador para concorrer com Google e Bing

ChatGPT ganha buscador para concorrer com Google e Bing
Fonte: Tecnoblog

Falha na Microsoft deixa Copilot fora do ar e afeta Bing, ChatGPT e DuckDuckGo

Falha na Microsoft deixa Copilot fora do ar e afeta Bing, ChatGPT e DuckDuckGo

Serviços que dependem do Bing enfrentam problemas (Imagem: Unsplash / Rubaitul Azad)

Vários serviços que usam o buscador Bing e os serviços de inteligência artificial da Microsoft tiveram problemas na manhã desta quinta-feira (23). O chatbot Copilot ficou fora do ar na web e nos apps para desktop e mobile. Enquanto isso, DuckDuckGo e a busca do ChatGPT (que usam resultados de busca do Bing) deixaram de funcionar por algumas horas.

Nos testes do Tecnoblog, o chatbot Copilot na web não podia ser acessado — ele redirecionava para uma página que mostra apenas o logo do Bing e uma caixa de pesquisa, sem funcionar. Na barra lateral do navegador Edge, o chatbot ficava travado em uma tela de carregamento, sem sair disso.

Copilot fica preso em tela de carregamento na barra lateral do Edge (Imagem: Reprodução / Tecnoblog)

Já o DuckDuckGo não retornava resultados de pesquisa, apenas uma mensagem de erro. O Bing funcionava, mas as respostas geradas por IA demoravam entre 20 e 30 segundos, muito mais que o normal.

Segundo relatos, o Copilot para Windows e para smartphone ficaram indisponíveis, e a busca web do ChatGPT Plus parou de funcionar. As primeiras publicações em redes sociais sobre estes problemas surgiram por volta das 5h (horário de Brasília) da quinta (23), o que indica que foram são cerca de cinco horas com indisponibilidade nos serviços.

Note: Microsoft’s search engine Bing is currently experiencing international outages, particularly impacting CoPilot, ChatGPT and DuckDuckGo; incident not related to country-level internet disruptions or filtering #BingDown pic.twitter.com/JrDuCE60of— NetBlocks (@netblocks) May 23, 2024

It’s not just you: Microsoft’s services are down in some regions.1. #Bing is down2. #Copilot / Copilot in Windows is downDuckDuckGo is not working because it uses Bing. Similarly, ChatGPT’s internet search is also down. pic.twitter.com/PCk3ZaPjIf— Mayank Parmar (@mayank_jee) May 23, 2024

Os gráficos do site DownDetector mostram um grande volume de relatos de problemas no DuckDuckGo e no Bing.

Usuários recorreram ao DownDetector para relatar problemas no DuckDuckGo e no Bing (Imagem: Reprodução / Tecnoblog)

O TechCrunch especula que o problema esteja em alguma API do Bing, já que vários serviços que dependem do buscador estão enfrentando dificuldades.

Microsoft está ciente do problema

Às 5h46, a conta do Microsoft 365 no X (antigo Twitter) informou estar investigando um problema que impede os usuários de acessar o Copilot. “Estamos trabalhando para isolar a causa da falha”, escreveu o perfil. A suíte de aplicativos de escritório Microsoft 365 é um dos muitos lugares onde a empresa colocou seu assistente de IA.

We’re investigating an issue where users may be unable to access the Microsoft Copilot service. We’re working to isolate the cause of the issue. More information can be found in the admin center under CP795190.— Microsoft 365 Status (@MSFT365Status) May 23, 2024

Por outro lado, o painel de integridade dos serviços da Microsoft, que informa instabilidades e quedas, dizia estar tudo normal.

Com informações: Bleeping Computer, TechCrunch

Atualizado às 11h05, após os serviços voltarem a funcionar
Falha na Microsoft deixa Copilot fora do ar e afeta Bing, ChatGPT e DuckDuckGo

Falha na Microsoft deixa Copilot fora do ar e afeta Bing, ChatGPT e DuckDuckGo
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT pode lançar buscador em breve para brigar com Google

ChatGPT pode lançar buscador em breve para brigar com Google

ChatGPT pode lançar buscador em breve para brigar com Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O ChatGPT pode lançar um mecanismo de busca na web, com um possível anúncio marcado para 9 de maio, após rumores fortalecidos pela descoberta de certificados SSL para o domínio search.chatgpt.com.
A especulação sobre a nova funcionalidade aumentou após publicações nas redes sociais, incluindo a menção ao domínio e à data pelo apresentador Pete Huang, conhecido por manter um podcast sobre IA.
O novo buscador do ChatGPT poderia ser uma colaboração com a Microsoft, aproveitando a integração anterior do ChatGPT ao Bing.
A proposta do buscador do ChatGPT seria oferecer conteúdo generativo como parte primária dos resultados de pesquisa, possivelmente complementando com resultados do Bing, uma abordagem que se assemelha a experimentos atuais do Google com sua Search Generative Experience.

O ChatGPT já era uma preocupação para o Google, mas pode se tornar um problema ainda maior. Isso porque existe uma forte suspeita de que a ferramenta de inteligência artificial (IA) generativa irá ganhar um mecanismo de busca na web em breve. Um anúncio oficial poderá ser feito já no próximo dia 9.

Os rumores ganharam força depois que um usuário do Reddit descobriu que certificados SSL foram criados recentemente para o domínio search.chatgpt.com. Se você acessar essa URL agora, verá apenas os dizeres “not found” (“não encontrado”). De todo modo, a mensagem deixa claro que o endereço é real.

Um segundo sinal vem do perfil de Pete Huang no X/Twitter. Pete comanda o podcast The Neuron, focado em IA, e publicou uma mensagem na rede social em que menciona o endereço search.chatgpt.com e a data 9 de maio.

Não há mais detalhes, mas é possível que alguma fonte do podcaster na OpenAI (organização responsável pelo ChatGPT, relembrando) tenha revelado essa como uma data de lançamento para o buscador.

Uma possível parceria com a Microsoft

Ainda que esteja longe de ser totalmente confiável, o ChatGPT gera conteúdos muito convincentes. Mas isso, por si só, não torna a OpenAI apta a criar um mecanismo de busca capaz de enfrentar o Google. Não em pouco tempo. A solução para isso pode estar em uma parceria com a Microsoft.

Microsoft Bing com ChatGPT (Imagem: reprodução/Owen Yin)

Em fevereiro, o site The Information declarou que a OpenAI está desenvolvendo um serviço de busca na web em parceria com o Bing.

Faz sentido. O ChatGPT foi integrado ao Bing há meses, mas atua como uma ferramenta secundária. Isso ajuda explicar o fato de a presença dessa IA generativa não ter feito a base de usuários do buscador da Microsoft aumentar de modo expressivo.

Já o buscador do ChatGPT poderia inverter essa dinâmica, priorizando conteúdo generativo nas buscas dos usuários e apresentando resultados do Bing como complemento.

Nesse sentido, o Android Authority sugere que o buscador do ChatGPT poderia fornecer resultados resumidos por inteligência artificial como prioridade. Seria uma abordagem semelhante à que o Google vem testando nos resultados de sua Search Generative Experience (SGE).

É esperar para ver.
ChatGPT pode lançar buscador em breve para brigar com Google

ChatGPT pode lançar buscador em breve para brigar com Google
Fonte: Tecnoblog

OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google

OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google

OpenAI já oferece recursos do Bing na versão paga do ChatGPT (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI estaria desenvolvendo um serviço de busca na internet, usando o Bing, da Microsoft, como base. Ainda não se sabe se o produto seria integrado ao ChatGPT ou se funcionaria separadamente. De qualquer forma, pode ser mais uma tentativa de ameaçar o domínio do Google neste mercado.

Os planos da OpenAI foram compartilhados por uma fonte interna não identificada, ouvida pelo site The Information. A empresa não confirma os planos.

O uso do Bing para parte das funcionalidades do buscador da OpenAI é uma decisão bastante natural. A Microsoft é uma das maiores investidoras da companhia de inteligência artificial, sendo dona de 49% da sociedade. O próprio ChatGPT tem, em sua versão paga, um recurso para fazer buscas usando o Bing.

IA teve pouco efeito na briga do Bing com o Google

Se os planos forem reais, pode ser mais um motivo de preocupação para o Google. A ascensão rápida da inteligência artificial generativa entre o fim de 2022 e os primeiros meses de 2023 fez muita gente questionar se a gigante das buscas continuaria relevante no longo prazo.

Aparentemente, a avaliação interna do Google foi semelhante. Relatos internos apontam que a empresa apressou o lançamento do Bard, seu primeiro chatbot com IA generativa, para dar uma resposta ao ChatGPT e ao novos recursos do Bing. Recentemente, ela apresentou o Gemini, que parece mais preparado para enfrentar a concorrência.

Desde fevereiro de 2023, Bing tem caixa de texto maior para escrever perguntas (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Por enquanto, o impacto da OpenAI e da Microsoft no mercado de buscadores parece pequeno. Em janeiro de 2024, quase um ano após o lançamento dos recursos de IA para o Bing, o buscador continua onde estava anteriormente, com cerca de 3,5% do mercado global e 7% do mercado dos Estados Unidos.

Mesmo assim, pode haver espaço para novos buscadores no mercado. Um estudo recente mostra uma queda na qualidade dos resultados de busca de Google, Bing e DuckDuckGo, o que pode ser uma oportunidade para novos concorrentes.

Com informações: The Information, Phone Arena, Android Authority
OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google

OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google
Fonte: Tecnoblog

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Bing não estará sujeito às mesmas regras que a busca do Google (Imagem: Divulgação/Microsoft)

A União Europeia decidiu que o Edge e o Bing, ambos da Microsoft, bem como o iMessage, da Apple, não precisam seguir as regras da Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês). O bloco considerou que estes serviços não se enquadram na classificação de “gatekeepers”.

A DMA da União Europeia é uma legislação que visa impedir que as gigantes da tecnologia favoreçam seus próprios serviços e sufoquem a concorrência. Para isso, ela tem critérios para considerar aplicativos, lojas e plataformas como “gatekeepers” (ou “controladores de acesso”), isto é, serviços essenciais para acessar mercados digitais. Se uma plataforma não é relevante o suficiente, ela fica isenta das regras.

iMessage não vai precisar “conversar” com outros apps (imagem: Rodnae Productions / Pexels)

A melhor forma de entender a importância dessa decisão para Apple e Microsoft é entender o que os concorrentes terão que fazer para cumprir o que manda a União Europeia. Com a decisão de hoje, o iMessage não será obrigado a seguir a interoperabilidade entre aplicativos de mensagem. O WhatsApp e o Messenger, ambos da Meta, vão precisar adotar este recurso, por exemplo.

Outro caso é a busca do Google. Em certas pesquisas, como produtos e hotéis, a empresa vai colocar áreas dedicadas a sites de comparação desses setores, como forma de não favorecer seus próprios serviços do tipo. Já o Chrome precisará perguntar para o usuário qual o buscador padrão desejado. Bing e Edge não vão precisar fazer nada disso.

Google não vai poder destacar seus serviços de hotéis e passagens aéreas (Imagem: Nathana Rebouças / Unsplash)

Além de iMessage, Bing e Edge, o serviço de venda e exibição de anúncios da Microsoft também não foi classificado como “controlador de acesso” e poderá continuar operando normalmente.

DMA vale para iOS e Windows

Como a União Europeia analisou cada produto e serviço individualmente, Apple e Microsoft precisarão fazer mudanças em outras partes de seus negócios.

iPhone finalmente poderá receber apps por fora da App Store (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O caso da Apple foi bem marcante, já que ela foi obrigada a fazer grandes mudanças no iOS, como liberar a instalação direta de apps (conhecida como sideloading). Isso só vai valer para usuários da União Europeia.

Já a Microsoft vai liberar que alguns aplicativos que vêm com o Windows sejam desinstalados e permitir que desenvolvedores alterem o mecanismo de pesquisa usado pela busca do sistema.

Apple e Microsoft comemoram

Apple e Microsoft reagiram bem à decisão. “Hoje, os consumidores têm acesso a uma grande variedade de aplicativos de mensagem, e frequentemente usam vários ao mesmo tempo, o que mostra como é fácil alternar entre eles”, disse um representante da Apple.

Já a Microsoft declarou que Bing, Edge e sua plataforma de anúncios são “desafiantes” no mercado. Isso significa que a própria empresa admite que eles não têm lugar de destaque, já que o Google domina estes três setores.

Com informações: Reuters, The Verge, União Europeia
Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia
Fonte: Tecnoblog

Estudo comprova: Google e outros buscadores estão piores

Estudo comprova: Google e outros buscadores estão piores

Pesquisadores realizaram estudo ao longo de um ano (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Estudo europeu analisou 7,4 mil buscas por avaliações de produtos no Google, Bing e DuckDuckGo.
As páginas de avaliação com mais links de afiliados apresentam menor qualidade textual e são mais otimizadas para SEO, afetando negativamente a experiência do usuário.
Uma inspeção manual mostrou que essas páginas de avaliação tendem a ser superficiais, com conteúdo pobre e excesso de links de afiliados.
Embora o Google realize atualizações periódicas no algoritmo para melhorar a qualidade dos resultados, os efeitos são limitados e temporários, indicando que ainda há espaço para melhorias significativas.

Um recente estudo conduzido por pesquisadores europeus mostrou que o Google, o Bing e o DuckDuckGo estão entregando resultados de busca piores aos seus consumidores – ao menos quando os usuários estão pesquisando por avaliações de produtos. É o que nos revela um trabalho científico que se estendeu por um ano e analisou quase 7,4 mil buscas na internet.

Os cientistas focaram especificamente em pesquisas por avaliações de produtos (os famosos reviews) porque é o tipo de conteúdo potencialmente impregnado com programas de afiliados. Ou seja, os donos dos sites incluem links diretos para compras daqueles mesmos produtos em lojas online.

O estudo conclui que as páginas que aparecem mais em cima nos resultados de busca “apresentam sinais de menor qualidade textual”. Normalmente elas são mais otimizadas para pesquisas na rede (o famoso SEO) e mais monetizadas com programas de vendas.

Spam de SEO

A inspeção manual mostrou que as páginas de review ficam mais fracas conforme ganham mais links de afiliados. Elas se parecem com listagens de tópicos e contam com um pouco de textos para preencher espaço. Em outras palavras, enchem linguiça. Essa combinação entrega pouco valor para o usuário, na visão dos pesquisadores.

Os chamados domínios de spam aparecem com frequência nas posições mais altas dos mecanismos de busca. O Bing e o DuckDuckGo parecem ser particularmente afetados por este problema, em que sites criados apenas para capturar termos de pesquisa (as keywords) surgem em primeiro lugar.

Os pesquisadores concluem que os reviews com mais links de afiliados normalmente possuem mais otimizações visando o SEO. “Isso conflita com as necessidades do usuário de informação correta e sem viés”, dizem eles.

Atualizações de algoritmo

Os buscadores estão se mexendo para tentar coibir este problema. O Google mesmo lança, de tempos em tempos, atualizações de algoritmo com o objetivo de melhorar os resultados de busca. A mais recente começou em novembro de 2023 e ainda está em andamento.

Os efeitos são “notáveis”, de acordo com a pesquisa, mas também duram pouquíssimo tempo. E mesmo assim, ainda é possível encontrar domínios com spam e textos com qualidade inferior nos três principais mecanismos de pesquisa. “Ainda há muito espaço para melhorias”, afirmam os cientistas.

Não custa lembrar que fizemos um Tecnocast inteirinho sobre este assunto. Vale escutar!

Com informações: Webis, The Register, Business Insider e Search Engine Journal
Estudo comprova: Google e outros buscadores estão piores

Estudo comprova: Google e outros buscadores estão piores
Fonte: Tecnoblog

Trend da Disney Pixar está bombando no Instagram; veja como fazer

Trend da Disney Pixar está bombando no Instagram; veja como fazer

“Filtros Pixar” ganharam as redes sociais brasileiras nas últimas semanas (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Uma nova trend da Disney Pixar ficou muito popular nas últimas duas semanas aqui no Brasil. De acordo com medição do Google, as buscas pelas artes que copiam o estilo da Pixar dobraram nesse período. O tema também está em alta no Instagram. O curioso é que, apesar de se popularizar como se fosse um filtro, na realidade a imagem é criada por ferramentas de inteligência artificial generativa — como o Dall-E e o Bing Image Creator.

Logo, a arte no estilo Pixar nada mais é do que uma imagem com comandos bem detalhados. Se você já usou alguma das plataformas que geram artes, sabe como a criação pode ser um pouquinho trabalhosa. Afinal, ela precisa interpretar e entender o que você quer com as ordens.

Como fazer imagens da trend da Disney Pixar

Acesse o gerador de imagens Bing Create ou o Dall-E (que exige a compra de créditos).Nós vamos ensinar os passos pelo Bing porque é o método mais fácil. Será necessário se autenticar com uma conta da Microsoft (vale até aquele seu @hotmail de 2001).

Digite os comandos desejados na barra de texto, que fica localizada na parte superior da tela.Nós usamos “Felipe Freitas, repórter Tecnoblog” combinado com “cartaz estilo filme da Pixar” e “arte animação Pixar”. Também especificamos que deveria ser um cenário de redação de jornalismo e que o nome do site seria escrito com a mesma fonte adotada pela Disney.

Clique no chamativo botão rosa de “Criar”.

Essa é uma das imagens geradas pelo Bing Image Creator de como seria o Tecnoblog se fosse um filme da Pixar (Imagem: Reprodução/Bing Image Creator)

Na teoria, você consegue criar imagens nesse formato pelo Bing Chat, a IA generativa/buscadora da Microsoft. Todavia, nossos testes só deram certo quando foi feito o upload de alguma das produções do Bing Image Creator.

Tentei fazer uma versão Pixar do Omar Little, da série The Wire, subindo uma imagem do personagem. Os resultados saíram com o rosto borrado, o que pode ser resultado da proteção de privacidade da Microsoft. Se você pedir para gerar uma imagem apenas com comandos, o Bing Chat te atenderá sem restrições.

Tem risco para os meus dados?

Como você não pode subir uma imagem sua para o Bing Image Creator, a IA não registrará seu rosto. No entanto, o seu histórico de busca fica salvo (dá para apagar).

Não custa lembrar que enquanto você ganha uma arte para usar nas redes sociais, a Microsoft e a OpenAI ganham treinamento gratuito para a inteligência artificial.
Trend da Disney Pixar está bombando no Instagram; veja como fazer

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Fonte: Tecnoblog

OpenAI, criadora do ChatGPT, pede regulamentação para inteligências artificiais

OpenAI, criadora do ChatGPT, pede regulamentação para inteligências artificiais

A OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT e da tecnologia GPT, pediu pela regulamentação internacional de inteligências artificiais “superinteligentes”. Para os fundadores da empresa, as IAs necessitam de um órgão regulador respeitado à nível da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A proposta da OpenAI é diferente da carta que pedia a suspensão das pesquisas com inteligências artificiais.

OpenAI quer órgão internacional para regular inteligências artificiais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao contrário da carta pela interrupção do desenvolvimento das tecnologias de IAs, a liderança da OpenAI quer que as inteligências artificiais continuem evoluindo enquanto os governos trabalham pela criação de um órgão regulador. A empresa quer que esse órgão proteja a humanidade de criar uma tecnologia que pode destruí-la — mas não necessariamente no estilo Exterminador do Futuro.

Pedido de regulamentação pela OpenAI veio de diretores

A publicação no site da OpenAI, pedindo pela regulamentação rígida das inteligências artificiais, é assinada por Sam Altman, Greg Brockman e Ilya Sutskever, todos com cargos de direção na empresa.

Os três líderes da OpenAI afirmam que, enquanto esse órgão internacional não é criado, as empresas que estão desenvolvendo inteligências artificiais precisam trabalhar em conjunto. Essa cooperação visa manter a segurança e integração das IAs com a sociedade. A carte sugere também que esse “trabalho em equipe” pode determinar uma “taxa de evolução” das tecnologias enquanto os governos preparam a criação do órgão.

Órgão regulador teria papel de ser a AIEA das inteligências artificiais (Imagem: Andrea De Santis/Unsplash)

Pela comparação com a AIEA, uma agência internacional fiscalizadora de IAs, como sugerem os diretores da empresa, seria ligada a alguma divisão da Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, a AIEA é um órgão autônomo da ONU, mais próximo da Assembleia Geral e Conselho de Segurança — visitando em algumas ocasiões a usina nuclear de Zaporizhzhia, no front da Guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Riscos para a humanidade não envolvem “revolução das máquinas”

Os riscos para a humanidade, motivo citado pela OpenAI para a criação de um órgão regulador, não se restringem a um cenário de “Exterminador do Futurou” ou IAs escravizando humanos. Na verdade, a empresa nem chega a comentar como seria esse cenário.

A “destruição da humanidade” também pode ser visualizado em um cenário de colapso social. Com IAs assumindo o trabalho de milhares de pessoas, a população desempregada pode entrar em situação de pobreza, levando a riscos sociais, existenciais e de segurança para nações não preparadas para lidar com o avanço da tecnologia. O que é o caso de todos os países da atualidade.

Com informações: The Guardian
OpenAI, criadora do ChatGPT, pede regulamentação para inteligências artificiais

OpenAI, criadora do ChatGPT, pede regulamentação para inteligências artificiais
Fonte: Tecnoblog