Category: Apple

O tablet em declínio

O tablet em declínio

Em 2023, o mercado de tablets sofreu um baque. Os maiores players do segmento tiveram quedas significativas nas vendas, que registraram o menor volume desde 2011. Parte do motivo desse declínio é econômico, mas a questão vai muito além disso, levantando dúvidas sobre a relevância do formato num cenário em que smartphones já conseguem fazer tanta coisa.

O tablet em declínio (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

No episódio de hoje, conversamos sobre o que anda acontecendo no mercado de tablets. Teriam eles se tornado produtos de nicho, ou será que sempre tiveram essa característica? E, entre as principais empresas que ainda apostam no formato, quais são os destaques e o que ainda deixa a desejar? Dá o play e vem com a gente!

Participantes

Thiago Mobilon

Thássius Veloso

Josué de Oliveira

Paulo Barba

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Créditos

Produção: Josué de Oliveira

Edição e sonorização: Ariel Liborio

Arte da capa: Vitor Pádua

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O tablet em declínio

O tablet em declínio
Fonte: Tecnoblog

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Pesquisadores propõem a criação de kill switches para inteligências artificiais (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Um grupo de pesquisadores publicou nesta semana um artigo no qual defendem um interruptor físico para desligar inteligências artificiais. O paper, publicado pela célebre Universidade de Cambridge, tem entre seus autores alguns membros da OpenAI, criadora do ChatGPT e principal empresa do ramo de IA generativa. A ideia dos cientistas é que o hardware dessa tecnologia conte com elementos físicos para interromper seu funcionamento — se necessário.

A proposta dos pesquisadores pode ser comparada como um kill switch para IA. Kill switch é o nome dado para botões ou outros mecanismos de segurança que desligam uma máquina em caso de emergências. Por exemplo, aquele grampo de esteiras das academias que devem ser presas a camiseta. Caso o corredor caia, o grampo puxa o cordão e desliga a máquina.

Kill switch para IAs é defendida até por membros da OpenAI

Entre os 19 autores do artigo, cinco são integrantes da OpenAI. A empresa é, na atualidade, a principal referência em inteligência artificial. A popularidade do ChatGPT e seus recursos, ainda que suscetível à falha e “preguicite”, cresceu rapidamente após o seu lançamento no fim de 2022 — seguido de uma queda em junho de 2023.

Cinco integrantes da OpenAI estão entre os 19 autores do artigo (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Essa ascensão do ChatGPT gerou uma corrida de IAs generativas e levantou o debate sobre possíveis riscos dessa tecnologia. Google lançou o Gemini (que antes se chamava Bard), a Meta lançou IA generativa para figurinhas, ferramentas de criação de fotos e vídeos estão ganhando mais espaço, Elon Musk saiu às compras para lançar sua própria IA, Samsung estreou a Galaxy AI na linha Galaxy S24, Tim Cook falou de IA no iPhone — você já deve ter entendido.

A proposta dos pesquisadores para solucionar possíveis problemas de segurança é incluir kill switches diretamente no hardware da IA. No artigo, os cientistas destacam que como há poucas fornecedoras de GPU (para não dizer que é basicamente a Nvidia nesse segmento), ficaria fácil controlar quem tem acesso a essa tecnologia, o que facilita também identificar o mal uso de IAs.

Pelo artigo, temos a impressão de que os pesquisadores defendem que é fácil aplicar o mecanismo de kill switch nas GPUs. Os cientistas sugerem que o botão de segurança no hardware permitirá que órgãos reguladores o ativem se identificarem alguma violação. Além do mais, o próprio kill switch poderia se ativar em caso de mal uso.

Os autores propõem também uma licença de operação para as empresas, que deveria ser renovada periodicamente para autorizar a pesquisa e desenvolvimento de IA — nada diferente do que ocorre com alvarás. Sem renovação, o sistema seria interrompido. Obviamente, essas propostas de controle remoto trazem outro risco: elas viram alvos de ciberataques.

Com informações: The Register
Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs
Fonte: Tecnoblog

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Impulsionamento de posts no Instagram e Facebook ficarão mais caros, mas Meta ensina a pagar menos (Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Em algumas semanas, a Meta atualizará os preços do impulsionamento no iOS, adicionando ao valor a comissão de 30% da Apple. Porém, a dona do Facebook e Instagram já está ensinando os usuários a burlar essa taxa no iPhone e outros dispositivos da empresa da maçã. E isso poderá ser feito usando navegadores instalados nos eletrônicos, incluindo o Safari, desenvolvido pela própria Apple.

Para pagar o preço mais baixo no impulsionamento de uma publicação, o usuário terá que acessar a página do Facebook ou do Instagram em algum browser, seja o Chrome, Opera, Edge, Safaria ou outros. A Meta explica em uma publicação que não é necessário entrar nas páginas por um desktop. Mesmo acessando um navegador no iOS o usuário terá o preço original do serviço.

Meta pode se aproveitar de disputa entre Epic e Apple

Impulsionamentos ficarão mais caro no iOS, mas Meta pode divulgar “drible” na Apple após decisão da justiça americana (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A Meta poderá divulgar dentro dos seus aplicativos meios de pagamento fora da App Store — pelo menos nos Estados Unidos. Na publicação, ela não explica se também usará essa forma de comunicação. Essa permissão para divulgar pagamentos por meios fora da App Store é resultado da disputa entre Epic e Apple.

No comunicado oficial, a Meta explica que ela era obrigada a se adequar às novas políticas da Apple (que incluem a comissão para impulsionamento) ou remover o serviço da plataforma. O impulsionamento é uma ferramenta para ampliar o alcance de publicações. Ela é uma opção mais simples para quem deseja aumentar o alcance sem usar o gerenciador de anúncios da Meta, que pode ser mais complexa para alguns usuários e desnecessária para pequenos negócios.

No Brasil, a Apple não é obrigada a permitir que as empresas divulguem outros meios de pagamento dentro de seus apps. No entanto, a dica informada pela Meta é válida para os usuários brasileiros — e não só com produtos da empresa de Mark Zuckerberg. Algumas companhias podem fornecer serviços e assinaturas mais baratas se contratadas fora do aplicativo para iOS.

Com informações: PC Mag
Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple
Fonte: Tecnoblog

Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial

Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial

Empresa de cibersegurança detecta primeiro trojan capaz de roubar dados de reconhecimento facial no iOS (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Group-IB, empresa de cibersegurança, divulgou que o malware GoldDigger tem uma versão atualizada capaz de roubar dados de reconhecimento facial no iPhone. A atualização, batizada de GoldPickaxe, é o primeiro trojan para golpes bancários do iOS. Após a instalação, o malware rouba as informações de reconhecimento facial, que pode ser usada pelos cibercriminosos acessar as contas bancárias das vítimas.

O ecossistema fechado e restritivo da Apple sempre foi um ponto positivo para a segurança do iPhone — e justificativa da empresa para melhorar ou piorar a experiência do usuário, dependendo da sua opinião. A chegada de um trojan para o iOS muda um pouco esse cenário, ainda que a sua instalação seja complicada.

Como revela o relatório do Group-IB, o cavalo de Troia é instalado através do TestFlight, plataforma da Apple para teste de apps, disponível para desenvolvedores. Outro meio de instalar o trojan é pelo MDM usando de engenharia social. MDM é a sigla em inglês para Mobile Device Management, um recurso para dispositivos usados em empresas que permite a configuração à distância.

Com invasão ao smartphone, GoldPickaxe pode roubar dados para entrar em contas bancárias (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

GoldPickaxe começou focando em cripto

O malware GoldPickaxe tem como alvo as carteiras de criptomoedas — que vai se tornando o alvo mais comum desses cibercrimes. No entanto, como outros apps financeiros podem exigir o reconhecimento facial, as contas bancárias sem criptoativos podem ser invadidas. E ao pegarmos o Brasil como exemplo, o app do gov.br também é importante e exige o reconhecimento facial para o cadastro.

O GoldPickaxe também pode interceptar SMS, canal pelo qual aplicativos costumam enviar códigos de confirmação. Segundo o Group-IB, a maior parte dos cibercriminosos que utilizam o malware estão na Ásia. Nos últimos anos, Vietnã e Tailândia se tornaram dois polos de grupos hackers — e esses países são os alvos do vírus.

A primeira detecção do GoldPickaxe para iOS aconteceu em outubro de 2023. A linha do tempo divulgada pelo Group-IB mostra que o malware evoluiu rapidamente. O GoldDigger, sua base, apareceu no Android em junho de 2023.

Como dito anteriormente, o alvo dos criminosos são moradores da Tailândia e Vietnã. O surgimento do vírus acontece meses depois do Banco da Tailândia (órgão similar ao nosso Banco Central) recomendar o uso de reconhecimento facial nos bancos do país. Porém, mesmo com o foco nessas nações, o desenvolvimento do malware pode levar os criminosos a atuar em outros países ou fornecê-lo para outros grupos hackers.

Com informações: Tom’s Guide
Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial

Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial
Fonte: Tecnoblog

iPhone não terá mais suporte para web apps na União Europeia

iPhone não terá mais suporte para web apps na União Europeia

Apple encerra suporte a progressive web apps após Lei dos Mercados Digitais entrar em vigor (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Apple confirmou nesta quinta-feira (15) que está encerrando os web apps no iPhone. A medida vale apenas para os consumidores na União Europeia. A justificativa da big tech para acabar com o suporte para progressive web apps é Lei dos Mercados Digitais, que obrigou a Apple a abrir o ecossistema do iOS para lojas e recursos de terceiros.

Caso o nome web app não te ajude, vamos relembrar: esses aplicativos são instalados no seu smartphone direto de uma página web. Por exemplo, você pode abrir o site da Uber no Safari, clicar nas opções da aba e selecionar “adicionar à tela de início”. Algumas páginas, como é o caso da Uber, são progressive web apps (PWA) e terão uma experiência próxima ao aplicativo baixado na App Store.

Apple culpa UE por fim dos PWA

PWA permite que usuários utilizem páginas da web com experiência próxima aos aplicativos baixados na App Store (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Na página de Perguntas Frequentes para desenvolvedores, a Apple explica que a decisão de encerrar o suporte para os PWAs é resultado da Lei dos Mercados Digitais (DMA). A big tech diz que essas exigências da legislação europeia afetam a segurança e a privacidade do iOS, o que prejudicaria o uso dos web apps.

A funcionalidade de adicionar páginas à tela inicial é baseado no Safari. Você “abre um app”, mas roda uma aba do navegador da empresa. Antes da DMA, todos os browsers do iOS usavam o kit de desenvolvimento do Safari. Agora, a Apple é obrigada a liberar outras engines, o que permite, por exemplo, que o Chrome passe a usar o Chromium.

A big tech até poderia contornar esse problema, mas ela diz que isso exigiria uma nova arquitetura de integração que ainda não existe no iOS. Além do mais, a Apple explica que ela possui outras demandas com a DMA e o uso de web apps é muito baixo — traduzindo: muito trabalho para pouca coisa.

Por outro lado, os usuários europeus poderão “instalar” as páginas da web na tela inicial do iPhone. A diferença é que a experiência deve ficar mais distante de um PWA, cuja ideia é deixar a página web mais parecida com um aplicativo.

Com informações: The Verge e 9to5Mac
iPhone não terá mais suporte para web apps na União Europeia

iPhone não terá mais suporte para web apps na União Europeia
Fonte: Tecnoblog

Apple Vision Pro: alguns compradores decidiram devolver o aparelho

Apple Vision Pro: alguns compradores decidiram devolver o aparelho

Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Duas semanas após o início de suas vendas, alguns clientes estão devolvendo o Apple Vision Pro. O headset VR da Apple, que tem preço inicial de US$ 3.499 (R$ 17.390 em conversão direta), chegou com grande alarde, ótimos recursos e hardwares, mas não é um produto para todos. E não estamos falando do custo, mas sim do fato de que sua usabilidade ainda é bem limitada.

Nas redes sociais, os consumidores relataram os seguintes motivos para a devolução:

Peso

Desconforto

Problemas de visão

Falta de utilidade

Por que clientes estão devolvendo o Apple Vision Pro

Já pensou trabalhar duas horas com headset de aproximadamente 650 g pesando a sua cabeça para baixo? (Imagem: Divulgação/Apple)

Vamos aprofundar a lista de motivos que levou alguns clientes a devolverem o Apple Vision Pro. Começando pelo peso e desconforto, o Vision Pro possui pouco mais de 600 g, sem contar a bateria, que é externa, e tem 353 g. Esse valor é por volta de 100 g a mais do que o Meta Quest 3.

Os usuários do headset VR da Apple dizem que o centro de gravidade está na frente do visor. Isso significa que, caso você consiga ficar usando o Vision Pro por duas horas (capacidade da bateria), seu pescoço ficará empurrando a cabeça para trás (para compensar o peso do headset empurrando-a para baixo). Isso acaba gerando um sintoma da síndrome da visão do computador.

Outro incômodo é usar o produto com uma bateria externa. Caso o consumidor decida se mover com o Apple Vision Pro, ele precisa levar a bateria consigo, seja no bolso ou na mão — cuidado com o fio. Há ainda clientes que reclamaram da faixa de suporte para cabeça.

As reclamações de sintomas de visão não são exclusivas do Apple Vision Pro. Relatos de cansaço na vista, vermelhidão e até rompimento de vaso são comuns entre usuários de headsets VR (que, lembrando, existem há anos). O usuário fica um bom tempo com telas a centímetros de distância dos olhos e ainda pisca menos.

The Verge criou simulação de como realmente é a visão do Vision Pro fora da captura de tela. Alguns clientes reclamaram dessa resolução levemente borrada e cortada (Imagem: Reprodução/The Verge)

Essa situação é um lado negativo do ótimo marketing da Apple. Ela conseguiu encantar diversas pessoas que nunca se interessaram por realidade virtual. No entanto, parafraseando o “glass is glass” do JerryRigEverything, o Apple Vision Pro ainda é um headset VR. Ele terá os mesmos problemas dos seus concorrentes.

A falta de utilidade também levou alguns clientes a devolverem o produto, vendido nos Estados Unidos por a partir de US$ 3.499. Mesmo com uma biblioteca de mais de mil apps e 150 filmes preparados para o Vision Pro, uma parte dos usuários não vê valor no produto — e não falamos do preço. O headset segue no ecossistema fechado da Apple, o que te impede de, por exemplo, de jogar um título AAA de corrida. Contente-se com Fruit Ninja VR.

Essas reclamações não devem ser surpresa para a Apple. A própria equipe responsável pelo Vision Pro acredita que levará quatro gerações para que ele alcance o nível de maturidade almejado. Os hardwares são bons, mas não adianta uma Ferrari se for para rodar em estrada de terra. No mais, mesmo que o rival Meta Quest 3 seja 7x mais barato e com mais recursos, ambos são produtos nichados e que não resolvem nenhum problema do usuário comum.

Com informações: The Verge e Business Insider
Apple Vision Pro: alguns compradores decidiram devolver o aparelho

Apple Vision Pro: alguns compradores decidiram devolver o aparelho
Fonte: Tecnoblog

iPhone 16 pode ter novo chip Neural Engine com mais núcleos para recursos de IA

iPhone 16 pode ter novo chip Neural Engine com mais núcleos para recursos de IA


Atualização (15/02/2024) – RS
O iPhone 16 pode chegar com um upgrade em seu chip Neural Engine para operar com as funções de inteligência artificial. Pelo menos, é o que indica um novo rumor a respeito da nova linha de celulares da Apple, trazendo a possibilidade dos smartphones serem lançados com mais núcleos de computação no chip;

Conforme noticiado pelo portal MySmartPrice, a ideia com essa novidade é trazer mais desempenho para a plataforma A18, que deve equipar a próxima geração de dispositivos da maçã. Portanto, o Neural Engine deve passar por melhorias e essa estratégia não deve ser implementada somente nos aparelhos móveis.Clique aqui para ler mais

iPhone 16 pode ter novo chip Neural Engine com mais núcleos para recursos de IA
Fonte: Tudocelular

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Bing não estará sujeito às mesmas regras que a busca do Google (Imagem: Divulgação/Microsoft)

A União Europeia decidiu que o Edge e o Bing, ambos da Microsoft, bem como o iMessage, da Apple, não precisam seguir as regras da Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês). O bloco considerou que estes serviços não se enquadram na classificação de “gatekeepers”.

A DMA da União Europeia é uma legislação que visa impedir que as gigantes da tecnologia favoreçam seus próprios serviços e sufoquem a concorrência. Para isso, ela tem critérios para considerar aplicativos, lojas e plataformas como “gatekeepers” (ou “controladores de acesso”), isto é, serviços essenciais para acessar mercados digitais. Se uma plataforma não é relevante o suficiente, ela fica isenta das regras.

iMessage não vai precisar “conversar” com outros apps (imagem: Rodnae Productions / Pexels)

A melhor forma de entender a importância dessa decisão para Apple e Microsoft é entender o que os concorrentes terão que fazer para cumprir o que manda a União Europeia. Com a decisão de hoje, o iMessage não será obrigado a seguir a interoperabilidade entre aplicativos de mensagem. O WhatsApp e o Messenger, ambos da Meta, vão precisar adotar este recurso, por exemplo.

Outro caso é a busca do Google. Em certas pesquisas, como produtos e hotéis, a empresa vai colocar áreas dedicadas a sites de comparação desses setores, como forma de não favorecer seus próprios serviços do tipo. Já o Chrome precisará perguntar para o usuário qual o buscador padrão desejado. Bing e Edge não vão precisar fazer nada disso.

Google não vai poder destacar seus serviços de hotéis e passagens aéreas (Imagem: Nathana Rebouças / Unsplash)

Além de iMessage, Bing e Edge, o serviço de venda e exibição de anúncios da Microsoft também não foi classificado como “controlador de acesso” e poderá continuar operando normalmente.

DMA vale para iOS e Windows

Como a União Europeia analisou cada produto e serviço individualmente, Apple e Microsoft precisarão fazer mudanças em outras partes de seus negócios.

iPhone finalmente poderá receber apps por fora da App Store (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O caso da Apple foi bem marcante, já que ela foi obrigada a fazer grandes mudanças no iOS, como liberar a instalação direta de apps (conhecida como sideloading). Isso só vai valer para usuários da União Europeia.

Já a Microsoft vai liberar que alguns aplicativos que vêm com o Windows sejam desinstalados e permitir que desenvolvedores alterem o mecanismo de pesquisa usado pela busca do sistema.

Apple e Microsoft comemoram

Apple e Microsoft reagiram bem à decisão. “Hoje, os consumidores têm acesso a uma grande variedade de aplicativos de mensagem, e frequentemente usam vários ao mesmo tempo, o que mostra como é fácil alternar entre eles”, disse um representante da Apple.

Já a Microsoft declarou que Bing, Edge e sua plataforma de anúncios são “desafiantes” no mercado. Isso significa que a própria empresa admite que eles não têm lugar de destaque, já que o Google domina estes três setores.

Com informações: Reuters, The Verge, União Europeia
Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia
Fonte: Tecnoblog

Galaxy Fit 3 aparece em vídeo vazado com visual similar ao Galaxy Watch

Galaxy Fit 3 aparece em vídeo vazado com visual similar ao Galaxy Watch

Galaxy Fit 3 aparece em novo vazamento, mas dessa não foi pela Samsung (Imagem: Divulgação/Samsung)

A smartband Galaxy Fit 3, próxima geração do dispositivo da Samsung, foi vazada em um vídeo não oficial. O vídeo mostra o Galaxy Fit 3 com um visual mais próximo do Galaxy Watch, vestível topo de linha da Samsung e com mais recursos. A expectativa é que o Galaxy Fit 3 seja lançado nos próximos dias.

O vídeo, que apareceu primeiro no Instagram e depois X/Twitter, mostra poucas diferenças do Galaxy Fit 3 das imagens vazadas na semana passada pela própria Samsung. No vídeo, o visor da smartband está mais quadrado no que as artes promocionais. Esse é um dos elementos que deixa o Galaxy Fit 3 mais próximo dos dispositivos Galaxy Watch.

Sistema operacional parece One UI Watch, mas não é

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por حسـام فــون للألكـــترونات (@hosam_phone)

A interface do Galaxy Fit 3 é parecida com a da One UI Watch, sistema operacional do Galaxy Watch. No entanto, a smartband da Samsung não utiliza essa interface. O novo visual do sistema operacional do Galaxy Fit 3 pode deixar mais fácil a sua usabilidade para quem está acostumado com o Galaxy Watch.

O visor quadrado de 1,6 polegadas, que utiliza um painel AMOLED, pode também melhorar a experiência de quem está acostumado com as smartbands mais finas.  Porém, com a tela quadrada, no lugar das semelhanças com o Galaxy Watch, o Galaxy Fit 3 fica mais parecido com o Apple Watch.

No vídeo, vemos que as pulseiras do Galaxy Fit 3 tem o encaixe de pulso parecido com o do Galaxy Fit 2. A diferença está no encaixe com o dispositivo, que fica preso ao corpo da smartband. Isso permite que a Samsung instale um botão físico no dispositivo — ainda que ele não tenha uma coroa, a tela maior deve ajudar a navegar na interface.

A Samsung não divulgou nenhuma informação sobre o lançamento do Galaxy Fit 3. Contudo, a smartband já foi homologada pela Anatel. O vídeo dessa notícia parece ser um unboxing gravado em alguma loja (há alguns smartphones no fundo), o que reforça os rumores de que o Galaxy Fit 3 já foi enviado para os comerciantes.

Com informações: SamMobile
Galaxy Fit 3 aparece em vídeo vazado com visual similar ao Galaxy Watch

Galaxy Fit 3 aparece em vídeo vazado com visual similar ao Galaxy Watch
Fonte: Tecnoblog

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Em 2022, o Parlamento Europeu aprovou o Digital Markets Act. A lei versa sobre a concorrência em mercados digitais, e quem vai sentir as consequências são as grandes empresas de tecnologia estadunidenses.

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Player global no segmento de distribuição de aplicativos, a Apple é uma das impactadas. E, nos últimos anos, cresceu a expectativa de que o DMA levasse a uma abertura sem precedentes no ambiente do iOS.

Desde sempre, a única forma de baixar aplicativos autorizada pela Apple em dispositivos móveis é a App Store. Nenhuma forma de sideloading era permitida. O DMA faria isso mudar, o que muitas empresas e desenvolvedores viam com bons olhos.

No dia 25 de janeiro, no entanto, a Apple divulgou como se adequaria à legislação. Os planos da empresa geraram reações furiosas de quem desejava a total abertura do iOS. A Apple está mostrando que vai ceder só quando não tem saída — e, ainda assim, resistindo ao máximo.

Nova taxa, velhas queixas

De modo geral, é válido dizer que o iOS ficará mais aberto. Porém, como se diz, o diabo está nos detalhes. E a Apple incluiu alguns.

A única forma de baixar aplicativos fora da App Store será por lojas alternativas, que precisaram ser aprovadas pela Maçã. Cada aplicativo presente nessas lojas também passará pelo crivo da Apple.

O desenvolvedor poderá manter seus apps na App Store e também distribuir por lojas alternativas. Porém, ao decidir operar pelas novas regras da UE, ficará sujeito a uma nova taxa, a Core Technology Fee. Este é um dos principais motivos de críticas à Apple.

A CTF atinge principalmente os grandes aplicativos. A partir dela, a Apple estabelece que, após 1 milhão de downloads, recai uma taxa de 50 centavos de euro a cada novo download por usuário. A cobrança será anual.

Com isso, perspectiva é que apps populares, mesmo que optem pela distribuição apenas em lojas paralelas à App Store, deixarão uma boa quantia nas mãos de Tim Cook. Não é à toa que o CEO do Spotify, Daniel Ek, acusa a Maçã de dar uma “aula de distorção” com sua nova política.

iPhone, Safari e App Store passam por mudanças na União Europeia (Imagem: Divulgação/Apple)

A Microsoft pegou um pouco mais leve, avaliando o caso como “um passo na direção errada”. A Epic Games, velha inimiga da Apple quando se trata da política da App Store, também se manifestou com a desaprovação usual (embora já tenha anunciado planos para sua própria loja de aplicativos na Europa).

Com a CTF, mesmo que escapem das comissões atuais de até 30% por transação feitas a partir do ecossistema da Apple, as empresas terão que pagar de outra forma.

A atitude é controversa, tem algo de birra, e ainda pode ser contestada no futuro. É a Apple marcando sua posição: quaisquer que sejam as mudanças exigidas em seu modelo de negócios, ela não as fará de bom grado.

Faturando até mesmo fora da App Store

Há ainda outros aspectos da proposta da Apple que geram protestos de empresas e desenvolvedores. Ressaltamos alguns deles no Tecnocast 322, totalmente dedicado ao tema.

Um dos mais controversos é a cobrança de comissões até mesmo por transações feitas fora da App Store. Os valores podem chegar a 17%.

Algo semelhante vai ocorrer também no mercado americano, vale apontar. O iOS permitirá métodos de pagamento alternativos em decorrência do processo movido pela Epic Games; no entanto, a Apple cobrará até 27% de comissão dos desenvolvedores.

As empresas terão que manter um relatório das transações feitas por plataformas de pagamento independentes e repassar os valores adequados à Apple. Determinar se os repasses estão corretos é um desafio que a própria empresa reconhece.

Outro ponto delicado é a necessidade de um escolha definitiva logo de cara. Desenvolvedores podem optar por simplesmente ignorar as novas regras da UE e se manter sob as normativas atuais da App Store, com taxas de variam entre 15 e 30%.

Tela de instalação de loja de apps no iOS 17.4 (Imagem: Reprodução/Apple)

Por outro lado, quem quiser se aventurar pelo mundo do iOS aberto não pode voltar atrás. Uma vez que a escolha é feita, o desenvolvedor não tem a opção de voltar às regras antigas. É pegar ou largar.

Esse aspecto exige bastante cuidado por parte do desenvolvedor. Não seria possível sequer fazer uma experiência antes e depois retornar, por exemplo.

A exigência certamente gerará receio em quem ficou tentado a testar as novas regras, e é encarada como uma forma de pressão para que o desenvolvedor mantenha tudo como está.

Uma questão de controle

A resposta da Apple ao DMA deixa claro mais uma vez que a empresa não quer abrir mão do controle que tem sobre sua plataforma. O Android tem uma abordagem um pouco diferente, permitindo lojas alternativas Google Play desde sempre. A Apple, por sua vez, optou pelo fechamento.

Como levantamos no Tecnocast 322, esse controle é um dos motivos pelos quais muitos usuários preferem a empresa. Uma experiência bem definida, onde tudo é milimetricamente pensado pela Apple, tem apelo para muita gente. As vendas de aparelhos refletem isso, assim como a oferta de aplicativos.

Um argumento muito utilizado pela Apple para defender sua posição é o da segurança. Marketplaces independentes de apps seriam uma entrada para softwares maliciosos e conteúdo nocivo nos celulares de milhões de pessoas. No comunicado sobre a adequação ao DMA, a Apple reforça essa linha de raciocínio.

O outro lado aponta que a empresa deveria dar liberdade ao usuário de baixar aplicativos de onde quiser. E também aos desenvolvedores de utilizar as plataformas de pagamento que preferirem, incluindo aí opções próprias.

Tim Cook, CEO da Apple (Imagem: Divulgação / Apple)

Dado o tamanho do negócio da App Store, dirão os críticos, a proibição seria uma forma de prender os fornecedores (desenvolvedores) em sua loja, já que dispensar essa opção implicaria numa perda considerável de faturamento e público.

Essas discussões estão nem longe de encerrarem. Uma vez que o DMA não determina como exatamente os mercados digitais devem se abrir, a Apple colocou sua opção de abertura na mesa. No entanto, no conceito da Apple, um iOS aberto ainda é um tanto fechado.
Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle
Fonte: Tecnoblog