Category: Apple Maps

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)

Resumo

Tim Cook reconheceu Apple Maps como “primeiro grande erro” de sua gestão à frente da companhia;
Apple Maps foi lançado em 2012, à época, com falhas como imagens distorcidas, ausência de mapas em locais, rotas imprecisas e estabelecimentos incorretos;
hoje, Apple Maps (Apple Mapas, no Brasil) é um serviço muito mais confiável, sendo chamado de “melhor aplicativo de mapas do planeta” por Tim Cook.

Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.

O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.

À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.

14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:

Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.

Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.

Tim Cook, CEO da Apple

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo

Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.

É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.

Embora o serviço funcione no Brasil desde 2012, para muita gente, a estreia verdadeira ocorreu no fim de 2019, quando o Apple Mapas começou a oferecer navegação curva a curva no Brasil.

Outros recursos foram sendo implementados de lá para cá. Vale até destacar que, em 2023, a Apple passou a capturar imagens de 360º de cidades brasileiras para abastecer a função Olhe ao Redor, equivalente ao modo Street View, do Google.

Em tempo: Tim Cook deixará de ser CEO da Apple em setembro de 2026.
O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)
Fonte: Tecnoblog

Apple Maps finalmente ganha versão web para navegadores

Apple Maps finalmente ganha versão web para navegadores

Apple Maps no Google Chrome para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Apple Maps surgiu em 2012, mas somente agora ganhou uma versão web disponível publicamente. A novidade está em fase beta, razão pela qual tem uma série de limitações, mas os recursos essenciais já funcionam, como localização de endereços e criação de rotas.

A disponibilidade pública significa que o serviço funciona sem necessidade de login. Portanto, o Apple Maps agora pode ser usado até por quem não tem um dispositivo ou conta Apple.

Apple Maps tem algumas restrições

No momento, o serviço só funciona nos navegadores Google Chrome e Microsoft Edge em computadores Windows. Para quem tem um Mac ou um iPad, é preciso recorrer ao Safari, Edge ou Chrome.

Para tirar a prova, abri a versão web do Apple Maps no Firefox e o serviço mostrou um aviso de que o browser não é suportado.

Outra limitação é o fato de que a novidade só funciona em inglês nesta fase inicial. Mas, de acordo com a Apple, o suporte a outros navegadores e idiomas está sendo preparado.

Como é usar o Apple Maps no navegador?

A interface da versão web do Apple Maps é intuitiva. O mapa ocupa quase toda a tela, como exceção de uma coluna posicionada à esquerda. Ali, você pode buscar por um endereço (campo Search) ou traçar rotas (opção Directions).

Nos rápidos testes que fiz, ambas as opções apresentaram resultados coerentes, mas a rota que eu pedi para o Apple Maps criar demorou alguns segundos para ser exibida.

É provável que o serviço funcione melhor nos Estados Unidos. Pelo menos a guia Guides, que mostra pontos de interesse para o usuário, é visivelmente focada no mercado americano.

Seja como for, é válido reforçar que o Apple Maps para a web ainda está em fase beta (e não há previsão para sair dela), portanto, está mais suscetível a falhas ou imprecisões.

Apple Maps no Google Chrome para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Acesse o Apple Maps web

A versão web do Apple Maps está disponível no endereço beta.maps.apple.com. Não é preciso fazer login para usar o serviço.

Além de suporte a mais navegadores e idiomas, a Apple promete adicionar em breve recursos como o Look Around, que funciona como o Street View do Google Maps.
Apple Maps finalmente ganha versão web para navegadores

Apple Maps finalmente ganha versão web para navegadores
Fonte: Tecnoblog

Apple recebe três vezes mais dinheiro da busca do Google que outras marcas

Apple recebe três vezes mais dinheiro da busca do Google que outras marcas

Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Google divide com fabricantes o dinheiro arrecadado com buscas feitas em computadores e celulares. A fatia, porém, não é igual para todo mundo. Enquanto a Apple recebe 36% dessa grana, as outras empresas chegam a, no máximo, 12%. Ou seja, a cada dólar que o Google recebe com este serviço, a fabricante do iPhone leva para casa três vezes mais que suas concorrentes.

Essas informações surgiram durante dois processos separados contra o Google. Um deles é o processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, sob acusação de monopólio no mercado de buscas online.

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O outro é o processo movido pela Epic Games, distribuidora do game Fortnite. A acusação também de monopólio, mas na distribuição de apps, por meio de sua Play Store, que equipa a maioria dos aparelhos com Android.

Nas audiências do processo do Departamento de Justiça, uma testemunha revelou que o Google dá a Apple 36% das receitas obtidas com as buscas no navegador Safari, padrão em iPhones, iPads e Macs. Sundar Pichai, CEO do Google, confirmou a informação posteriormente.

No processo movido pela Epic, documentos mostraram que o Google também oferece a fabricantes de aparelhos Android uma porcentagem das receitas obtidas com as pesquisas. Há vários níveis de parceria, e no mais alto deles, a fatia é de 12%.

Apple Maps foi sinal de alerta

Nós já sabíamos que a Apple recebe do Google uma quantia total muito maior do que outras fabricantes, até por ser uma das principais marcas de celulares e computadores do mundo. A novidade está nas porcentagens.

Elas mostram Google está muito mais interessado nos clientes da Apple do que das outras fabricantes, o bastante para dar o triplo de cada dólar recebido. O Ars Technica sugere que isso tem a ver com a própria capacidade da Apple de oferecer seus próprios serviços.

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Há alguns anos, a marca da maçã trocou o Google Maps por uma solução própria, o Apple Maps. Executivos do Google contaram, durante as audiências, que o tráfego de dados móveis em seu serviço de mapas teve uma queda de 60% quando o concorrente foi lançado. Essa seria a referência para estimar o impacto de um buscador próprio da Apple.

Google também paga para ser o buscador padrão

Além da divisão da receita, o Google também paga quantias altas às fabricantes para seu serviço de pesquisa vir configurado nos produtos.

Anteriormente, o processo do Departamento de Justiça já tinha descoberto que o Google gastou US$ 26,3 bilhões em 2021 para ser definido como buscador padrão em aparelhos de diversas fabricantes. Desse dinheiro, uma quantia entre US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões vai para a Apple.

Com informações: Ars Technica
Apple recebe três vezes mais dinheiro da busca do Google que outras marcas

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Fonte: Tecnoblog