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Globoplay vai exibir anúncios até na tela de login

Globoplay vai exibir anúncios até na tela de login

Globoplay amplia espaços de publicidade na plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Globoplay começou a exibir publicidade na tela de login e seleção de perfil.
Formato chamado Welcome Ads aparece para usuários gratuitos logados e assinantes do plano com anúncios.
Novo espaço publicitário é exibido antes da reprodução de filmes, séries, novelas ou transmissões ao vivo.

O Globoplay deve começar a exibir anúncios na tela de login e seleção de perfil. Batizado de Welcome Ads, o novo formato permite que marcas apareçam antes mesmo de o usuário escolher o que assistir no serviço de streaming.

A novidade ainda não foi oficializada pela empresa. Os anúncios seriam destinados às TVs de usuários gratuitos logados e aos assinantes do plano com publicidade. Até o momento, não há indicação de que clientes dos planos sem anúncios também serão impactados. O Tecnoblog entrou em contato com a Globo para esclarecer o novo formato e atualizará a matéria com a resposta.

Como funciona o Welcome Ads?

Publicidade aparece na tela de acesso e seleção de perfil (imagem: reprodução)

Segundo o Portal Publicitário, a proposta do Welcome Ads é colocar as propagandas antes da reprodução de filmes, séries, novelas ou transmissões ao vivo.

O anúncio ocupa a tela de acesso ou seleção de perfil. Com isso, a marca pode aparecer logo no primeiro contato do usuário com a plataforma. A Globo ainda não detalhou informações como frequência de exibição, duração das campanhas ou critérios utilizados para escolher quais anúncios aparecem para cada usuário.

A novidade amplia a estratégia publicitária do streaming, que já inclui outros formatos próprios. Há dois anos, o Globoplay lançou o plano Padrão com Anúncios. Atualmente, a mensalidade custa R$ 22,90 no plano com anúncios e R$ 39,90 no plano Premium.

O Welcome Ads deve ganhar mais detalhes durante o Upfront Globo 2027, marcado para 14 de outubro. O evento apresenta aos anunciantes e agências os principais projetos comerciais da empresa e novidades para o ano seguinte.

Streamings com mais publicidade

O movimento acompanha uma tendência observada em plataformas rivais. Serviços de streaming vêm aumentando a importância da publicidade como fonte de receita e criando formatos que vão além dos intervalos tradicionais.

A Netflix, por exemplo, planeja ampliar a quantidade e os formatos de anúncios em sua modalidade mais barata. Em 2026, a empresa afirmou que o plano com publicidade já reunia 250 milhões de usuários globalmente.

O Amazon Prime Video seguiu uma estratégia diferente e passou a incluir propagandas nos planos existentes, cobrando um valor adicional para quem prefere assistir sem interrupções.
Globoplay vai exibir anúncios até na tela de login

Globoplay vai exibir anúncios até na tela de login
Fonte: Tecnoblog

Justiça da Bahia condena Amazon a retirar anúncios e indenizar cliente

Justiça da Bahia condena Amazon a retirar anúncios e indenizar cliente

Justiça da Bahia determinou que empresa deve retirar anúncios sem custo extra (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Justiça da Bahia condenou a Amazon a retirar anúncios do Prime Video e pagar R$ 3 mil por danos morais a um cliente, devido a prática considerada abusiva.
A decisão destacou que a mudança no serviço violou o Código de Defesa do Consumidor, ao introduzir anúncios e cobrar taxa extra sem aviso prévio adequado.
A juíza rejeitou a defesa da Amazon, afirmando que a inclusão de publicidade alterou a natureza do serviço, contrariando o contrato inicial.

A Amazon foi condenada pela Justiça da Bahia a suspender a exibição de anúncios que interrompem filmes e séries no Prime Video para um cliente de Salvador. A decisão, proferida pela juíza Dalia Zaro Queiroz, do Juizado Especial do Consumidor, determinou também que a empresa não cobre valor adicional para restabelecer o serviço sem propagandas.

Além disso, a gigante do varejo deverá pagar R$ 3 mil por danos morais, sob o entendimento de que a alteração do contrato violou o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Entenda o caso

A ação foi movida por um assinante do serviço Amazon Prime que, desde fevereiro de 2025, passou a ser impactado por intervalos comerciais antes e durante a reprodução de conteúdos. Segundo os autos, o plano originalmente contratado garantia uma experiência livre de interrupções publicitárias.

No entanto, para manter esse padrão, a empresa passou a exigir o pagamento de uma taxa extra de R$ 10 mensais. Para a Justiça, essa manobra forçou o cliente a pagar mais caro para ter acesso às mesmas condições que já haviam sido contratadas no momento da assinatura.

Prática foi considerada abusiva

Juíza determina fim da publicidade, sem cobrança extra, e indenização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um dos pilares da sentença foi o enquadramento da conduta da Amazon como “bait-and-switch” (isca e troca). Na decisão, a juíza detalhou que essa prática comercial desleal ocorre quando o fornecedor atrai o consumidor com uma oferta vantajosa — neste caso, um serviço de streaming com preço acessível e sem anúncios — para, mais tarde, alterar as regras do jogo.

Ao modificar o serviço, a Amazon teria frustrado a legítima expectativa criada pelo cliente. Para o tribunal, a estratégia mirou aumentar a receita da empresa às custas da lesão ao contrato inicial e da boa-fé do assinante.

A decisão também foi dura quanto à violação do dever de transparência. Ficou comprovado no processo que a comunicação sobre a mudança no serviço foi feita com apenas 48 horas de antecedência. Esse prazo foi considerado desrespeitoso, impedindo que o consumidor tivesse tempo hábil para decidir sobre a continuidade da assinatura.

O que diz a Amazon?

Empresa alegou que qualidade foi mantida, mas argumento foi rejeitado (imagem: Thibault Penin/Unsplash)

Em sua defesa, a Amazon sustentou que não houve modificação substancial na prestação do serviço. Ela argumentou que o catálogo de filmes, séries e a qualidade técnica da transmissão foram mantidos integralmente. Além disso, a companhia alegou que os Termos de Uso da plataforma preveem a possibilidade de atualizações e alterações nas condições do serviço, o que, em sua visão, legitimaria a inclusão dos anúncios.

A magistrada, contudo, rejeitou essa tese. Na sentença, foi reafirmado que cláusulas contratuais genéricas em contratos de adesão não se sobrepõem ao dever de informação clara e prévia determinado pelo CDC. A Justiça entendeu que a introdução de publicidade muda a natureza do produto entregue, descaracterizando o serviço originalmente vendido.

Diante da falha na prestação do serviço, a juíza declarou a abusividade da cobrança adicional. Além do pagamento da indenização, a sentença determina o cumprimento imediato da suspensão dos anúncios para o autor da ação, reforçando o entendimento de que plataformas digitais globais devem respeitar a legislação local de proteção ao consumidor.

Já em nota ao Tecnoblog, a Amazon disse que não comenta decisões judiciais e ressaltou que, diferentemente do que afirma a decisão, “comunicou seus clientes sobre a inserção de anúncios no Prime Video em fevereiro/2025 e as alterações entraram em vigor somente a partir de 2 de abril/2025”.

Justiça da Bahia condena Amazon a retirar anúncios e indenizar cliente

Justiça da Bahia condena Amazon a retirar anúncios e indenizar cliente
Fonte: Tecnoblog