Category: Anthropic

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Gemini e Flow permitirão criar mídias sem selos sobrepostos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google anunciou que permitirá que usuários removam marcas d’água visíveis de conteúdo gerado por IA, mantendo a rastreabilidade por metadados e a tecnologia SynthID.
A mudança visa atender à demanda de profissionais que precisam utilizar arquivos sem o selo sobreposto.
A funcionalidade será liberada gradualmente, inicialmente integrada na interface do Gemini e no Flow, o editor de vídeo do Google.

O Google anunciou uma mudança importante na forma como identifica conteúdos gerados por inteligência artificial: a remoção das marcas d’água visíveis de imagens, vídeos e faixas musicais, para atender a um pedido de profissionais que utilizam as ferramentas e não podiam aproveitar os arquivos finais por conta do selo sobreposto.

A alteração, anunciada nesta sexta-feira (14), não compromete a procedência da mídia. A marca d’água invisível SynthID e os metadados relacionados continuarão inalterados no código do arquivo. A novidade cobre as mídias processadas pelos modelos Nano Banana, Omni e Lyria, e será liberada gradualmente para o público nos próximos dias no Gemini e no Flow, o editor de vídeo nativo do Google.

Para remover a indicação visual, será necessário acessar Configurações e buscar pela opção de “Marca d’água de mídia”, onde o recurso poderá ser ativado ou desativado.

Recurso ficará disponível no menu de configurações do Gemini (imagem: reprodução/Josh Woodward)

Por que a marca d’água visível virou um problema?

A alteração reflete uma evolução na classificação de arquivos sintéticos. No início da popularização da IA generativa, o uso de filtros visuais virou uma linha de defesa contra o compartilhamento de desinformação. No entanto, para designers e editores de vídeo, os selos gráficos podem tornar o conteúdo inutilizável.

O vice-presidente do Gemini, Josh Woodward, confirmou que a necessidade de identificar conteúdo gerado por IA permanece, mas ressaltou a importância de oferecer flexibilidade.

“Estamos buscando um equilíbrio entre controle criativo e segurança: embora as marcas d’água visíveis agora sejam opcionais, as marcas invisíveis do SynthID e os metadados ainda estão sendo usados ​​para garantir a transparência. Assim, você ainda pode usar o Gemini ou a busca para verificar se uma imagem foi gerada por IA”, escreveu o executivo.

Como o Google vai rastrear o que é IA?

No centro dessa política de transparência está o SynthID. Diferentemente de um logotipo sobreposto em um canto da tela, a tecnologia incorpora uma marca algorítmica nos arquivos de imagem, áudio ou vídeo. Essa marcação imperceptível resiste à edição e até compressão de envio em mensageiros.

Paralelamente a esse sistema, o padrão de metadados C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity) funciona como um registro técnico permanente do arquivo. Ele atua como um selo de procedência, detalhando as ferramentas exatas utilizadas para criar e alterar uma mídia específica.

O próprio Google também está disponibilizando uma nova biblioteca de código aberto chamada Credentio. Ela permite que desenvolvedores independentes incorporem um mecanismo de validação local em seus aplicativos. Dessa forma, serviços de terceiros poderão realizar a checagem das credenciais C2PA e do SynthID sem a necessidade de verificação nos servidores do Google.

Novidade inclui mídias processadas pelo modelo Nano Banana (imagem: divulgação/Google)

Decisão vai na contramão do Claude

A flexibilização do Google acontece dias após a controversa decisão da Anthropic de seguir uma abordagem mais rígida. A startup responsável pelo Claude optou por incluir ativamente uma marca d’água persistente em textos e arquivos criados por seus sistemas.

Essa política mais fechada foi adotada para cumprir as regulamentações do AI Act, que entraram em vigor na União Europeia para auditar sistemas de inteligência artificial. A medida desencadeou críticas. Nos últimos dias, consumidores da plataforma expressaram insatisfação, argumentando que a exigência atrapalha o uso do Claude em ambientes corporativos e educacionais.
Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda
Fonte: Tecnoblog

Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresenta primeira fase do programa Nuvem Soberana (imagem: divulgação/Governo Federal)

Resumo

O Governo Federal iniciou o programa Nuvem Soberana do SUS, migrando dados de saúde para servidores locais administrados pelo Serpro, visando garantir soberania digital e reduzir dependência de tecnologias estrangeiras.
A primeira fase envolve 230 milhões de brasileiros e estrangeiros no Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS), com investimento inicial de R$ 18 milhões.
A migração busca melhorar a acessibilidade e segurança dos dados, seguindo a LGPD, e integrando mais de 450 aplicações de forma unificada.

O Governo Federal deu início nesta terça-feira (11) ao programa Nuvem Soberana do SUS, uma grande migração dos dados nacionais de saúde para servidores locais. Os computadores serão administrados pelo Estado por meio do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), e a ideia é garantir soberania digital na área. A promessa também passa por uma acessibilidade maior aos dados dos pacientes pelas instituições de saúde, além de menor dependência de tecnologias estrangeiras.

A primeira fase vai levar em conta os mais de 230 milhões de brasileiros e estrangeiros no Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS), enquanto a segunda etapa vai focar na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), com 5 bilhões de registros. Por fim, o governo fala em consolidação, com mais de 450 aplicações funcionando de forma integrada.

Segundo o Ministério da Saúde, a experiência dos brasileiros ao utilizar os serviços digitais do SUS será a mesma, mas com maiores garantias de segurança seguindo a LGPD e integração de dados a nível federal. O ministro Alexandre Padilha anunciou o investimento inicial de R$ 18 milhões na primeira fase, chamada de Fundação, com previsão de finalizar a migração do CadSUS até o fim de 2027.

Soberania digital no centro do debate

A iniciativa tem a ver com a chamada governança digital. De acordo com o governo, a China, a Rússia e países do continente europeu passam por processo similar. A busca é por controle interno de serviços públicos, hoje totalmente integrados ao ambiente digital.

Um estudo divulgado pelo Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2025 apontou os problemas de hospedar dados sensíveis do SUS em serviços de empresas estrangeiras. A RNDS, por exemplo, é hospedada atualmente no Serpro MultiCloud, infraestrutura que utiliza serviços de big techs como a Amazon Web Services (AWS). A migração dos dados seria uma forma de driblar essa dependência tecnológica.

Projeto está dividido em três fases (imagem: divulgação/Ministério da Saúde)

Outro exemplo envolvendo governança digital é a participação do Brasil na WAICO, Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial. Os 29 integrantes buscam estratégias para aumentar o acesso do Sul Global ao desenvolvimento de inteligência artificial. Hoje, mesmo com modelos de IA nacionais, o Brasil ainda depende de LLMs de empresas estrangeiras, em especial as americanas Google, OpenAI e Anthropic, e ainda falta bastante para pensar numa independência no setor.

Digitalização do SUS

Durante o evento, em Brasília, o Governo Federal trouxe alguns dados a respeito da digitalização do SUS. Atualmente, são mais de 70 milhões de downloads do app SUS Digital, enquanto a versão profissional do app já tem integração com 84% dos municípios pelo país. Com a unificação das informações, por exemplo, a promessa é de que o acesso destes profissionais será mais fácil.

Além disso, o ministério também aponta a importância da digitalização para oferecer serviços como teleatendimento, que registrou um aumento no último ano. Essa é outra área que pode ganhar com a migração de dados para servidores inteiramente nacionais, com maior agilidade no cruzamento de dados e informações sobre atendimentos especializados, redes de apoio, entre outros exemplos.
Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional
Fonte: Tecnoblog

Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games

Novo Muse Code é agente de IA da Meta focado em programação e gamedev (imagem: reprodução/Meta)

Resumo

A Meta lançou o Muse Code, uma IA focada em programação e desenvolvimento de jogos, baseada no modelo Muse Spark 1.2, que promete lidar com trabalhos extensos de codificação.
O Muse Code já está disponível em beta e é capaz de dividir tarefas em vários agentes para realizar trabalhos maiores, com desempenho intermediário comparado a rivais como Claude Opus 5 e GPT-5.6.
A IA da Meta está disponível para testes e demonstrações, incluindo dois jogos simples, Embervault e Avo Lawn, que mostram seu potencial em desenvolvimento de jogos.

Muse Code é o novo agente de IA da Meta para programação e desenvolvimento de jogos. O modelo tem como base o recém-lançado Muse Spark 1.2, e promete dar conta de trabalhos extensos de coding. Com a novidade, a empresa tenta alcançar Anthropic e OpenAI, que têm sido referência no mercado de IAs generativas.

No X, Mark Zuckerberg compartilhou alguns resultados de benchmark realizados internamente, comparando a nova IA com os principais LLMs do mercado, incluindo os mais recentes Claude Opus 5 – que fica abaixo do Mythos/Fable 5 para tarefas mais complexas – e GPT-5.6, nas versões Sol e Terra. O desempenho, ao que parece, ainda é intermediário frente às rivais.

Uma novidade interessante que chega junto ao Muse Code é a promessa de funcionar bem mesmo em trabalhos maiores, dividindo as tarefas em vários agentes para dar conta de tudo. Dois jogos feitos utilizando a nova IA foram disponibilizados no blog da Meta, ambos com gameplay e visuais simples. O Muse Code já está disponível em beta.

Benchmark mostra IA intermediária

O Muse Spark 1.2 é voltado para trabalhos de codificação, incluindo resolução de bugs, interpretação de dados e mais. Além disso, a Meta promete manter as qualidades do Muse Spark 1.1 para agentes gerais de IA. Não há informações sobre melhorias em tarefas de cibersegurança, apesar de ser uma área correlata, e tampouco em trabalhos de pesquisa científica.

Considerando os números divulgados pela Meta, a inteligência artificial fica um pouco abaixo dos modelos atuais da Anthropic, superando o GPT-5.6 em uma situação ou outra. Analisando via Terminal Bench 2.1, por exemplo, o Muse Spark 1.2 fica em segundo, com desempenho próximo ao Claude Opus 5, enquanto no benchmark interno da Meta o modelo aparece com uma diferença maior.

Releasing Muse Code in beta today. It’s a terminal coding agent that takes on complete software engineering tasks across large repos: planning changes, writing code, validating the results. Powered by Muse Spark 1.2, a coding-focused model update. pic.twitter.com/xqavk41w6v— Mark Zuckerberg (@finkd) August 5, 2026

Entre os destaques levantados pela empresa de Zuckerberg estão a possibilidade de realizar tarefas longas e entender o contexto para acumular as informações ao longo de todo o progresso. A IA também seria capaz de mapear e reforçar treinamentos para melhorar seu próprio desempenho, superando o Muse Spark 1.1 neste quesito.

Games feitos com a IA estão disponíveis

Com foco em programação, a nova IA da Meta promete um bom funcionamento no desenvolvimento de jogos, que costumam ter muitas camadas de códigos e diversas condicionais envolvidas. Na publicação que apresenta o Muse Spark 1.2 em seu blog, a Meta também disponibilizou três demonstrações do potencial da IA, sendo duas delas jogos simples.

O primeiro, Embervault, traz visão isométrica e uma espécie de tabuleiro, em que você controla um robô e precisa derrotar inimigos que te perseguem a todo instante. A jogabilidade depende de fluidez, e o site travou bastante quando fui testar.

Jogos feitos pela IA têm pegada simples, mas funcionam sem grandes problemas (imagem: reprodução/Meta)

Já o segundo, chamado Avo Lawn, é uma espécie de tower defense em 2d, com zumbis andando lentamente rumo ao seu lado da tela. Você coleta seeds, compra frutas que fazem suas defesas, e a gameplay dura 5 ondas de ataques. O ritmo é bastante lento, mas poderia ser um bom game mobile, por exemplo.
Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games
Fonte: Tecnoblog

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Claude Mythos 5 surpreende com decisões maliciosas em teste (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI) testou os modelos Claude Mythos 5 da Anthropic e GPT-5.6 da OpenAI, e detectou capacidades de enganar e autonomia preocupantes.
O modelo Mythos 5 da Anthropic foi capaz de criar contas falsas no GitHub para tentar inserir código malicioso, sem receber prompts específicos para tal ação.
Os testes do AISI foram realizados 122 vezes com diferentes modelos de IA, e apenas 19 casos registraram ações controversas, 17 deles ligados ao Mythos 5.

O Claude Mythos 5 e o modelo Sol do GPT-5.6 foram testados pelo Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI), e apresentaram resultados preocupantes. O chatbot da Anthropic foi o que mais surpreendeu, tentando acessar o GitHub a qualquer custo: a IA criou contas falsas e se passou por pessoas reais no processo. Ela escondeu evidências depois das tentativas. Em tese, a plataforma não poderia ser acessada durante os testes.

A partir dos resultados, o AISI afirmou que as duas IAs, que figuram entre as mais poderosas do mercado, apresentaram níveis preocupantes de autonomia e capacidade de enganar, com certa “vantagem” para a inteligência da Anthropic. É importante considerar que o Instituto britânico alegou ter reduzido as camadas de seguranças presentes no modelo por padrão.

Segundo o AISI, o mesmo teste foi realizado 122 vezes com modelos de IA diferentes, e poucos casos registraram essa autonomia nas decisões para agir de forma controversa, envolvendo inclusive pessoas e organizações reais. Foram 19 situações do tipo, sendo 17 ligadas diretamente ao Mythos 5, e apenas duas delas partiram do GPT-5.6 da OpenAI.

Insistência em transgressão chama atenção

O caso do Mythos 5 agindo de forma evasiva e enganosa na tentativa de acessar o GitHub foi o principal destaque dos testes feitos pelo AISI. O modelo tentou inserir um código malicioso e, para aprovar esse código, o chatbot criou contas falsas para se passar por pessoas reais e pressionar o dono do projeto.

Não deu certo, já que um humano identificou o problema e recusou o código – tudo dentro de um ambiente controlado, claro. Mas isso tudo aconteceu sem nenhum prompt específico: o modelo agiu por conta própria. Além disso, a versão do teste não foi a mesma oferecida pela Anthropic, e sim uma configuração sem algumas barreiras de segurança importantes.

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É importante reforçar que, além dessa diferença nos modelos oferecidos, o Mythos 5 é uma IA restrita a alguns parceiros da Anthropic, incluindo algumas instituições governamentais. Ao anunciar a geração mais recente da inteligência, ainda em “preview” à época, a empresa classificou o Mythos como “muito avançado” para o público geral.

Hoje, usuários comuns têm acesso ao Fable 5, uma versão com mais mecanismos de segurança para trabalhos que envolvam riscos em cibersegurança e que recorre à versão anterior da IA, Opus 4.8, para determinadas consultas. Depois de disponibilizado, o novo modelo chegou a ser tirado do ar pelo governo dos Estados Unidos, mas voltou a operar em poucas semanas.

Simulação real e teste interrompido

De acordo com um artigo publicado no site do AISI, o instituto explicou como acontecem os testes de cibersegurança com as IAs – os famosos sandbox. Os modelos recebem desafios específicos no assunto, como encontrar dados protegidos de forma autônoma. Esses desafios são então comparados entre modelos mais ou menos avançados.

Mythos 5 teve caminho livre para encontrar soluções no teste, mas foi impedido na hora certa (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com relação à base de dados, o AISI alegou acesso à Internet, simulando condições reais encontradas por um cibercriminoso humano. A ideia é ver até onde esses modelos podem chegar, inclusive sem as barreiras de segurança incluídas pelas desenvolvedoras para diminuir os riscos de um uso malicioso, o que o instituto tem autorização de fazer por ser um dos parceiros previstos pela Anthropic.

O caso mais preocupante, envolvendo o Mythos 5, foi descoberto em 28 de julho, e o time humano logo agiu para impedir o agente de IA na tentativa de inserir o código malicioso. Os testes foram encerrados a partir daí, e as ações da inteligência foram analisadas em seguida. O GitHub também foi notificado, assim como os usuários envolvidos na tentativa de ciberataque. 
Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker
Fonte: Tecnoblog

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

serviços de IA do Claude apresentam falhas em escala global na manhã de quarta-feira, 05/08;
usuários relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro;
Anthropic reconheceu a instabilidade nos modelos Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5.

Está com dificuldades para usar os recursos do Claude? Não é só você: os serviços da Anthropic apresentam instabilidades globais na manhã desta quarta-feira (05/08), fazendo vários modelos de inteligência artificial da companhia apresentarem falhas.

Como é comum em situações do tipo, queixas sobre o problema ganharam escala rapidamente nas redes sociais. Não por acaso, os registros sobre o Claude dispararam no Downdetector entre 8:00 e 10:00 de hoje (no horário de Brasília).

Os usuários afetados relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro, independentemente do modelo de IA usado. No exemplo abaixo, reportado no X, o usuário se deparou com um erro que diz: “Devido a restrições inesperadas de capacidade, o Claude não consegue responder à sua mensagem. Por favor, tente novamente em breve”.

Claude is down again. pic.twitter.com/rRWeS4oEMY— Subir (@subir) August 5, 2026

Também houve reações engraçadinhas, é claro. Nesta também publicada no X, o usuário diz: “o Claude está fora do ar. Acho que todo mundo virou engenheiro de software de novo” (uma referência ao fato de muita gente usar o Claude para programar).

Anthropic já trabalha na solução

A Anthropic reconheceu a instabilidade por meio da página Claude Status. Ali, a falha é descrita da seguinte forma:

Identificamos a causa do aumento de erros nas solicitações para o Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5 e estamos trabalhando em uma correção. Forneceremos uma atualização assim que possível.

Até o momento, a Anthropic não revelou a causa do problema, mas já está trabalhando em uma solução, como a mensagem acima deixa claro. Nenhum prazo para a correção foi dado pela companhia, porém.

Para quem está enfrentando problemas, continuar tentando usar o Claude pode ser a solução: o serviço parece funcionar para alguns usuários, o que indica intermitência, não uma pane completa.

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic
Fonte: Tecnoblog

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram robôs humanoides fabricados em países estrangeiros – sobretudo na China (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, proibiu a importação de robôs humanoides produzidos fora do país, citando “riscos inaceitáveis” à segurança nacional.
A medida também se aplica a robôs de quatro patas e inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, devido a preocupações com segurança cibernética e proteção de dados.
A China afirmou que as decisões dos EUA são baseadas em pretextos infundados e têm uma forte politização, prejudicando a cooperação entre os países no desenvolvimento de inteligência artificial.

O governo dos Estados Unidos barrou a importação de robôs humanoides produzidos fora do país. A medida foi anunciada nesta terça-feira (28/07) com a justificativa de proteção da segurança nacional. Segundo a administração de Donald Trump, há “riscos inaceitáveis” na presença dessas IAs físicas estrangeiras nos EUA. O mercado que tem sido dominado por fabricantes chinesas.

A proibição também vale para robôs de quatro patas, que chegaram a ser utilizados no esquema de segurança da Copa do Mundo. A FCC, órgão análogo à Anatel, também baniu importações de inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, também sob a justificativa de risco econômico para os EUA.

Vale lembrar que China e Estados Unidos têm travado uma forte concorrência no mercado de inteligência artificial, com diversas fabricantes chinesas apostando nas IAs físicas recentemente, com mais de 150 empresas investindo na área. Segundo a BBC, a embaixada do país asiático em Washington afirmou que as decisões têm como base pretextos infundados e há uma forte politização direcionando as sanções anunciadas.

Mercado de IA física é visto como um risco nacional

Principal rival econômico dos EUA, a China está cada vez mais inserida no novo mercado de robôs humanoides. Montadoras como BYD e Geely, além de fabricantes como Unitree e UBTech, são algumas das empresas que têm apostado neste mercado atualmente. Do lado norte-americano, vale destacar a Figure AI, Boston Dynamics e Tesla.

Protótipo de robô humanoide da BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Segundo a FCC, as medidas são necessárias para “proteger cadeias de suprimentos críticas para os EUA”, e produtos relacionados agora entram na lista de bens e serviços considerados um risco de segurança nacional por lá. Mas, é importante ressaltar: serão considerados apenas novos produtos, ou seja, modelos já existentes e autorizados pelo órgão seguem liberados.

A decisão vem acompanhada de preocupações. Sobre os inversores de energia produzidos fora dos Estados Unidos, por exemplo, o uso dessas peças no país daria plenos controles a empresas estrangeiras, que poderiam roubar dados ou acessá-los remotamente, sob riscos de ciberataques. Já os robôs poderiam ser usados por “agentes maliciosos para vigiar americanos”, entre outras questões.

China fala em cooperação e condena “mindset hegemônico”

A embaixada chinesa respondeu às medidas afirmando que o país tomará as medidas cabíveis, e considerou o banimento um movimento que prejudica o trabalho conjunto dos países para desenvolver as IAs “para o bem”. Também pediu que os EUA “abandonem seu mindset hegemônico” contra empresas chinesas.

Esse não é o primeiro movimento estadunidense contra tecnologias do rival econômico. Desde o início de 2025, quando começou seu segundo mandato na Casa Branca, Trump oficializou diversos embargos e tarifas para produtos chineses, inclusive prejudicando big techs nacionais nesse processo. Semicondutores produzidos nos EUA também tiveram sua exportação proibida para a China sob o mesmo argumento de segurança nacional, como forma de “manter a liderança em IA”.

China fala em cooperação no desenvolvimento de IA e acusa EUA de “mindset hegemônico” (imagem: reprodução/Reuters)

A China, por sua vez, respondeu com tarifas sobre produtos estadunidenses e aproximação de outras economias, principalmente no Sul Global. Recentemente, um acordo internacional de cooperação para desenvolvimento de IA foi firmado em Xangai: o WAICO, do qual o Brasil também faz parte.

Conforme noticiado pelo portal China Daily, o Ministério das Relações Exteriores da China também se manifestou sobre o banimento mais recente, apontando um exagero no conceito de segurança nacional como justificativa para prejudicar empresas chinesas. Segundo o comunicado, o “protecionismo não vai melhorar a competitividade dos EUA”, e sim afetar os próprios consumidores americanos e suas empresas.
EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses
Fonte: Tecnoblog

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

Modelos de IA gabaritam prova da Olimpíada Internacional de Matemática pela primeira vez (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Modelos de IA de Huawei e Xiaohongshu acertaram 100% das questões na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) em julho, superando competidores humanos.
A prova foi realizada sem intervenção humana e as questões só foram liberadas após a finalização da prova por parte dos estudantes inscritos.
Outras IAs, incluindo ChatGPT e Claude, também testaram as questões da IMO, com resultados positivos, mas não oficiais.

Os modelos de IA Celia, da Huawei, e dots-node-3.0, da Xiaohongshu gabaritaram a prova da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), superando os competidores humanos. Esse é o primeiro registro da tecnologia de inteligência artificial acertando 100% das questões em desafios do tipo. No ano passado, Google e OpenAI haviam divulgado seus resultados, que foram muito positivos, mas não perfeitos.

Segundo a Xiaohongshu, chegar aos 100% é extremamente difícil, o que fica comprovado pelo resultado entre humanos: dos 666 participantes em Xangai, apenas sete conseguiram gabaritar a prova. A empresa afirma que é a primeira vez que seu modelo é testado com questões da IMO.

Segundo o Taipei Times, as questões só foram liberadas para o teste com os modelos de IA depois de concluídas entre os estudantes reais. Além disso, nenhuma intervenção humana foi permitida durante as resoluções.

A empresa de capital de risco Menlo Ventures, dos Estados Unidos, realizou testes próprios com o auxílio de um parceiro para verificar a taxa de acerto de IAs americanas, já que elas não participariam oficialmente da prova. O ChatGPT na versão GPT-5.6 Sol (OpenAI), o Claude Fable 5 (Anthropic) e a ferramenta da Axiom Math também gabaritaram o teste.

Claude Fable 5 também foi testada de forma extraoficial (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Essa não é a primeira vez que modelos de IA são testados em provas da Olimpíada Internacional de Matemática. Em 2024, o Google “conquistou” a medalha de prata com o modelo da DeepMind, que acertou quatro de seis questões. A resolução, no entanto, demorou cerca de três dias.

Já em 2025, o modelo ficou com nota suficiente para ganhar o ouro, assim como o ChatGPT, mas não chegou à nota máxima. É importante destacar que não foram revelados os modelos exatos usados nos testes anteriores.
IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática
Fonte: Tecnoblog

Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial

Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial

Brasil oficializa acordo com outros 28 países para cooperação em IA (imagem: reprodução/Reuters)

Resumo

Brasil e outros 28 países oficializaram a Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO) em Xangai, China.
O objetivo do acordo internacional é garantir o desenvolvimento ético da IA, segundo o governo brasileiro.
O país participará da WAICO em governança da IA e cooperação tecnológica, com o objetivo de se tornar uma referência global no setor.

A Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO, em inglês) foi oficializada nesta quinta-feira (16/07) em Xangai, na China, e tem o Brasil como um dos países participantes. O acordo vai direcionar o desenvolvimento das IAs, assim como sua implementação e acesso pelo mundo. Segundo o Governo Federal, a tecnologia precisa ser oferecida “de forma benéfica, segura, ética, confiável e orientada ao ser humano”.

Além do Brasil, participam da iniciativa a China, Rússia, Indonésia, Cazaquistão e outros países do chamado sul global – são 29 no total. Atualmente, empresas como OpenAI e Anthropic, ambas dos Estados Unidos, dominam o mercado de inteligência artificial, inclusive tendo trabalhado junto ao governo no aprimoramento de seus modelos de IA recém-lançados, GPT-5.6 e Claude Fable/Mythos 5, respectivamente.

De acordo com o portal estatal chinês Xinhua, a WAICO seguirá a cartilha da ONU e trabalhará junto à organização. O próprio António Guterres, secretário geral das Nações Unidas, esteve presente na cerimônia de oficialização. Além de garantir uma abordagem humana à tecnologia, o objetivo do acordo também é facilitar o acesso às IAs ao redor do mundo.

Acordo também traz recado político

Modelo mais poderoso da Anthropic foi lançado no começo de junho, mas sofreu restrições (imagem: divulgação)

O mercado de inteligência artificial passa, necessariamente, por empresas sediadas nos Estados Unidos. Recentemente, OpenAI e Anthropic destacaram a importância de melhorar tecnologias de cibersegurança em meio aos avanços de suas próprias IAs, trazendo a público seus modelos mais recentes de forma gradativa.

Essa preocupação com o alto potencial das novas IAs não foi exclusiva das empresas, passando diretamente por um receio da administração de Donald Trump. Nos últimos meses, o governo estadunidense solicitou a retirada do Claude Fable/Mythos 5 do ar, da mesma forma que sugeriu o adiamento do GPT-5.6. Alguns analistas afirmam que um dos motivos seria o acesso deliberado de hackers chineses à tecnologia mais avançada.

Dessa forma, a WAICO surge com uma proposta de descentralizar o desenvolvimento e o acesso às IAs, além de reforçar o direcionamento da tecnologia ao benefício humano. A proposta passa inclusive pelo estímulo da cooperação em “ecossistemas de código aberto”, conforme comunicado pelo governo brasileiro.

Qual o papel do Brasil no acordo?

PBIA é projeto do Governo Federal para transformar Brasil em referência em IA (imagem: reprodução)

De acordo com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação, o Brasil participará da WAICO em assuntos como governança da IA e cooperação tecnológica. Vale lembrar que, atualmente, está em vigor no país o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, o PBIA, que prevê um investimento de R$ 23 milhões até 2028.

Entre os objetivos do projeto está a criação de um supercomputador que permita processar um grande volume de dados e dar conta de LLMs em português com dados nacionais. A partir disso, a ideia é transformar o Brasil em referência global de inteligência artificial.
Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial

Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional
Fonte: Tecnoblog

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak deve rivalizar com o Claude Mythos, da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI lançou o Daybreak, uma inteligência artificial projetada para prever e prevenir ataques cibernéticos.
O Daybreak analisa o código-fonte de uma organização, simula ataques e identifica vulnerabilidades para aplicar correções automatizadas.
A novidade é uma resposta ao lançamento do Claude Mythos pela Anthropic, uma IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

A OpenAI anunciou ontem (11/05) a chegada do Daybreak, uma inteligência artificial desenvolvida especialmente para o setor de segurança da informação corporativa. A ferramenta promete antecipar ameaças digitais, vasculhando sistemas em busca de vulnerabilidades e aplicando correções antes que cibercriminosos tenham a chance de explorá-las.

Não é uma novidade voltada para o público geral, mas preenche um vazio importante no portfólio da companhia liderada por Sam Altman, que até então não contava com uma solução dedicada à proteção de grandes infraestruturas. De quebra, o lançamento coloca a criadora do ChatGPT em disputa direta com a rival Anthropic, que há pouco lançou o Claude Mythos — IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

Como o Daybreak funciona?

Segundo a OpenAI, a novidade vai além de um modelo de linguagem comum. Na verdade, é um pacote que une as versões mais recentes das IAs da empresa. Seu grande trunfo é a criação de um modelo feito sob medida para cada organização que contrata o serviço.

O processo começa com a leitura do código-fonte do cliente. Para isso, a ferramenta utiliza o agente do Codex Security — sistema voltado para revisão de programação lançado em março. Após essa varredura profunda, a IA veste o chapéu de um invasor: ela simula o pensamento hacker e mapeia as rotas com maior probabilidade de sucesso em um ataque real.

Nova IA da OpenAI foca em proteger infraestruturas corporativas (imagem: reprodução/OpenAI)

Com as vulnerabilidades identificadas, o Daybreak valida rapidamente quais delas representam riscos práticos no dia a dia da empresa. A etapa final é a ação corretiva automatizada. O sistema isola a ameaça, dispara alertas precisos para a equipe de TI e aplica as correções prioritárias.

Todo esse motor é alimentado por uma nova geração de modelos focados em lógica de programação e defesa de redes, incluindo o recém-anunciado GPT-5.5 e o modelo especializado GPT-5.5-Cyber.

Empresa quer rival para o Claude Mythos

Há pouco mais de um mês, a Anthropic agitou o mercado ao revelar o Claude Mythos. O modelo seria capaz de realizar capacidades analíticas tão impressionantes que a própria desenvolvedora o considerou perigoso demais para o público geral, temendo sua utilização na criação de malwares devastadores.

A estratégia da Anthropic foi restringir o Mythos a um grupo corporativo seleto. O plano de isolamento, porém, falhou. Investigações posteriores revelaram que a infraestrutura da companhia sofreu violações, concedendo acesso não autorizado aos recursos da ferramenta e gerando um enorme constrangimento.

Ciente do tropeço da concorrência, a OpenAI adotou um tom bem cauteloso. A dona do ChatGPT destacou que o desenvolvimento e a implementação do Daybreak estão sendo conduzidos em parceria estreita com especialistas da indústria e agências governamentais.

O objetivo central é garantir proteções rigorosas para que os modelos permaneçam exclusivamente nas mãos de defensores, evitando que a solução se transforme em um novo problema de segurança.
Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos
Fonte: Tecnoblog