Category: Anthropic

Claude descobre novo sistema de enzimas

Claude descobre novo sistema de enzimas

Pesquisadores encontraram um novo sistema de enzimas com potencial biotecnológico (imagem: reprodução/Anthropic)

Resumo

A Anthropic descobriu um novo sistema de enzimas de transcrição reversa utilizando seu modelo de inteligência artificial Claude.
A descoberta foi feita após a análise de 200 mil transcriptases reversas, resultando na identificação de um sistema incomum de enzimas encontrado em bacteriófagos.
O novo sistema, denominado ART, funciona de forma semelhante ao CRISPR, uma tecnologia utilizada para editar trechos de DNA de maneira específica.

Um novo sistema de enzimas de transcrição reversa foi descoberto utilizando o Claude, inteligência artificial da Anthropic. Ainda não se sabe a função exata desse grupo de moléculas, mas chama atenção a semelhança ao mecanismo CRISPR, tecnologia que permite realizar modificações genéticas em trechos específicos do DNA. A empresa anunciou a novidade nesta quarta-feira (23/09), destacando seu primeiro passo no ramo de pesquisas biológicas com IA.

As transcriptases reversas associadas a arranjos (da sigla ART, em inglês), foram encontradas após a análise de mais de 200 mil enzimas. Para dar conta do montante, foram empregados 950 agentes do Claude em uma leitura que durou mais de 21 horas. Segundo a Anthropic, atividades do tipo podem economizar semanas ou até meses de pesquisa.

Junto ao novo sistema, a Anthropic também aproveitou para confirmar a fundação de um laboratório voltado para estudos biológicoas utilizando IA. O local, que fica na região de São Francisco, na Califórnia, foi instalado sem muito alarde, conforme noticiou a Reuters.

Como foram identificadas as enzimas ART?

Segundo a Anthropic, bastou um único prompt para que o Claude começasse o trabalho. A equipe pediu à IA que analisasse uma base de dados com sequências de DNA para encontrar “novos exemplos de transcriptases reversas”. O próprio modelo ficou encarregado de mobilizar agentes, julgar seus resultados e identificar os melhores candidatos.

Claude has discovered a previously unknown enzyme system hidden in the DNA of bacteriophages. Beside the enzyme’s gene sits a long array of repeating DNA—a structure that looks somewhat similar to CRISPR.We don’t yet understand what this system does, but only a handful of known…— Anthropic (@AnthropicAI) September 23, 2026

Ao todo, foram 950 agentes, 21 horas de processamento e cerca de 210 milhões de tokens utilizados. A partir disso, a IA encontrou um padrão de repetições de DNA relacionado a um sistema incomum de transcriptases reversas. Os cientistas então analisaram as sequências e entenderam que se tratava de um sistema de enzimas encontrado em bacteriófagos, vírus que destroem células bacterianas.

Possível nova forma de editar o DNA

O ART funciona de forma semelhante ao CRISPR, método utilizado em biotecnologia para editar trechos de DNA de maneira bastante específica. Por meio da técnica, cientistas têm buscado tratamentos para doenças autoimunes, câncer, entre outros exemplos. Também é dessa forma que são feitas modificações genéticas em plantas e animais para melhores resultados na agricultura. Dessa forma, o ART pode vir a ser uma nova alternativa de ferramenta biotecnológica para estudos do tipo.

A descoberta do ART foi levada pela Anthropic ao pesquisador Feng Zhang, professor do MIT e um dos pioneiros na técnica CRISPR. Segundo ele, esse é um “exemplo animador de como agentes de IA podem contribuir para descobertas biológicas”. O cientista também disse desejar que o trabalho inspire outros biólogos a explorarem o uso de IA como apoio para suas pesquisas.

Pesquisas com IA são vistas com receio

No início de setembro, a Anthropic revelou ter “bloqueado” uma possível produção de arma biológica após suspender o Claude em alguns cenários considerados perigosos. Um dos casos citados envolveu o vírus Chikungunya, arbovirose bastante comum no Brasil.

Segundo a empresa, os cientistas buscavam possíveis mutações que reforçassem o patógeno, provavelmente pensando no desenvolvimento de vacinas para a doença. Como houve tentativa de burlar uma salvaguarda do Claude durante as buscas com a IA, a empresa classificou o caso como perigoso e bloqueou o uso da IA.

Pesquisas com IA podem impulsionar a ciência, mas a própria Anthropic vê área com receio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As preocupações da Anthropic acerca das capacidades do Claude em trabalhos científicos são apontadas há algum tempo. Ao anúnciar o modelo Mythos, revelado como “muitoa avançado” à época, a empresa revelou que atrasaria seu lançamento para desenvolver mecanismos de segurança suficientes para buscas envolvendo assuntos biológicos.

Atualmente, um dos exemplos de salvaguarda é o downgrade do modelo utilizado para entregar respostas menos aprofundadas em consultas do tipo. Vale ressaltar que, no caso da descoberta das enzimas ART, a Anthropic não revelou qual modelo de IA foi utilizado. Ainda assim, é provável que seja uma versão sem tantas travas de segurança como as que estão disponíveis publicamente.
Claude descobre novo sistema de enzimas

Claude descobre novo sistema de enzimas
Fonte: Tecnoblog

Anthropic anuncia novo Claude Opus 5.5, com capacidade ainda maior

Anthropic anuncia novo Claude Opus 5.5, com capacidade ainda maior

Novo Claude Opus 5.5 promete maior capacidade e eficiência para programação e automatização (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anthropic lançou o Claude Opus 5.5, sua nova IA mais avançada, que alcança capacidades de Mythos 5.1 e Fable 5.1 em cibersegurança e biologia.
O modelo oferece recursos de segurança reforçados, é mais rápido, assertivo e tem custo 40% inferior ao Opus 5.
O Opus 5.5 já está disponível na plataforma da Anthropic, com limite de uso de 5 horas para assinantes Pro, Max, Team e Enterprise.

A Anthropic revelou seu novo Claude Opus 5.5, o modelo de IA mais avançado da empresa até o momento. Ele alcança a capacidade de Mythos 5.1 e Fable 5.1 em atividades relacionadas a cibersegurança e biologia, garantindo também novas salvaguardas para mitigar casos de uso indevido.

Segundo a desenvolvedora, a IA é também mais rápida e assertiva, migrando códigos de 680 mil linhas em apenas um dia. Outra vantagem citada pela empresa é o custo, 40% inferior ao do Opus 5. Esse modelo é o mais recomendado da Anthropic para trabalhos aprofundados de programação, engenharia de software e automação.

Além do Opus 5.5, outras duas IAs devem ser atualizadas nas próximas semanas: Sonnet 5.5 e Haiku 5.5, voltados para maior velocidade e eficiência, respectivamente. O lançamento do novo modelo vem na sequência da polêmica envolvendo as denúncias de um funcionário da Anthropic e o posicionamento do próprio CEO, Dario Amodei, pedindo a diminuição no ritmo de desenvolvimento da IA.

Atualização que aproxima Opus do Fable 5.1

Com a novidade, a Anthropic promete capacidade semelhante aos modelos mais avançados Mythos 5.1 e Fable 5.1 para assuntos relacionados a cibersegurança e biologia. Da mesma forma, mecanismos de defesa presentes no Fable aparecem no novo Opus 5.5, como o downgrade pontual para o Opus 4.8 e Opus 5 a depender da situação.

Introducing Claude Opus 5.5, the first model in our new Claude 5.5 family.It performs at the level of Claude Fable 5.1 for most tasks, and costs 40% less to run than Opus 5. pic.twitter.com/Q9C2VKQ79f— Claude (@claudeai) September 22, 2026

Segundo a Anthropic, a novidade alcançou as melhores notas em uma auditoria comportamental automatizada realizada internamente. Isso significa que o modelo tem menos chances de burlar salvaguardas em tentativas de uso indevido, além de ser mais resistente que seu antecessor Opus 5 a tentativas de prompt injection.

Promessa de salto em performance e eficiência

Em termos de performance, a empresa fala em um grande salto para trabalhos complexos. Segundo a Anthropic, de 40 repetições de processos de reparo de software, o novo Opus 5.5 resolveu 39 casos, ficando acima do Opus 5, que buscou alternativas menos eficientes. Também foi testada a qualidade da IA para desenvolver jogos do zero com um único prompt, com destaque para os resultados da nova inteligência em gráficos e acabamentos.

Da mesma forma, o “preço” para rodar o Opus 5.5 também se destaca, com 40% menos custo para trabalhos em geral. A Anthropic promete US$ 4 a US$ 20 (R$ 20 a 100, em conversão direta) para cada 1 milhão de tokens, um quinto da precificação do Opus 5 padrão. Já pensando em leituras de cache, relacionadas principalmente aos trabalhos agênticos, a empresa fala em US$ 0,20 (R$ 1) a cada milhão, valor 60% menor.

Opus 5.5 é o mais indicado pela Anthropic para trabalhos agênticos e corporativos de longo prazo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Anthropic divulgou gráficos com vantagens frente ao mais recente GPT-6 Astra, da Open AI (aquele que decifrou uma antiga mensagem cifrada da Primeira Guerra Mundial), tanto em custo-benefício quanto em trabalhos de coding e pesquisa. A companhia também promete uma comunicação mais fluida e assertiva, com informações mais importantes vindo primeiro e um estilo de escrita mais fácil de entender.

Quando o Opus 5.5 fica disponível no Claude?

A Anthropic já liberou o novo Opus 5.5 em sua plataforma, que pode ser ativado com o código “claude-opus-5-5”. Segundo a empresa, há um limite de 5 horas para usar o modelo, disponível nas assinaturas Pro, Max, Team e Enterprise. Esse tempo pode ser regulado pelos próprios usuários ao escolherem apenas tarefas específicas.
Anthropic anuncia novo Claude Opus 5.5, com capacidade ainda maior

Anthropic anuncia novo Claude Opus 5.5, com capacidade ainda maior
Fonte: Tecnoblog

Anthropic lança Fable 5.1 com menos restrições e promessa de economia

Anthropic lança Fable 5.1 com menos restrições e promessa de economia

Anthropic tenta lidar com a concorrência chinesa e seus preços agressivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anthropic lançou o Fable 5.1, um modelo de inteligência artificial com menos restrições e melhor desempenho, prometendo economia e mais segurança.
O Fable 5.1 está disponível para assinantes e empresas, enquanto o Mythos 5.1 é restrito a organizações confiáveis.
O novo modelo promete redução de custos, com uma estimativa de economia de 25% para trabalhos típicos e até 45% em projetos com alto uso de agentes.

A Anthropic anunciou nesta terça-feira (01/09) seus novos modelos de inteligência artificial Fable 5.1 e Mythos 5.1. O primeiro, já liberado a assinantes e empresas, promete melhor desempenho, custos menores e controles de segurança mais precisos.

Já o segundo continua restrito a participantes do projeto Glasswing, que envolve organizações dos Estados Unidos tidas como confiáveis, mas também passou por uma revisão das salvaguardas.

Fable 5.1 promete sair mais barato

Claude Fable 5.1 oferece leitura de cache mais barata (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um destaque do novo modelo voltado ao público geral é a possível economia no uso. O preço básico não mudou, continuando em US$ 10 (R$ 51,64) por milhão de tokens de entrada e US$ 50 (R$ 258,19) por milhão de tokens de saída.

O que mudou foi o valor das leituras de cache, reduzido para US$ 0,25 (R$ 1,29) por milhão de tokens. Leitura de cache é o nome dado ao uso de inputs que já tinham sido processados e armazenados pelo modelo.

Por isso, não dá para saber ao certo qual vai ser a redução na prática, já que isso depende das tarefas e do quanto os modelos vão recorrer ao cache. A Anthropic estima uma economia de 25% para trabalhos típicos, podendo chegar a 45% em projetos com alto uso de agentes.

Os primeiros testes independentes, porém, tiveram resultados inconsistentes. Em alguns, o Fable 5.1 cobrou 20% a mais que o Fable 5, devido a uma produção maior de tokens de saída. Em um benchmark com alto uso de agentes, o valor cobrado caiu praticamente pela metade.

Menos restrições e melhor desempenho

A Anthropic também afirma que o Fable 5.1 tem salvaguardas mais precisas. Seu antecessor foi criticado por se recusar a responder até mesmo a questões básicas de biologia. Na nova versão, é menos provável que isso aconteça. A companhia fala ainda em uma redução de 60% nos falsos positivos envolvendo cibersegurança.

Além disso, o Fable 5.1 agora poderá ser utilizado para detectar vulnerabilidades de software, mas algumas tarefas de cibersegurança, como testes de penetração e geração de exploits, continuarão sendo redirecionados para o modelo Opus, que tem capacidades reduzidas.

A empresa também passará a oferecer uma opção com política de retenção de dados zero, permitindo que empresas usem armazenamento em sua própria nuvem, sem recorrer aos servidores da Anthropic.

Com relação ao desempenho, a companhia aponta uma melhoria considerável em tarefas de pesquisa científica com agentes. O Fable 5.1 marcou 52,6% no Terminal-Bench-Science 0.1, contra 24,7% do Fable 5. Alguns testes independentes, porém, apontam queda nos benchmarks de raciocínio.

Com informações do The Verge e do Implicator.ai
Anthropic lança Fable 5.1 com menos restrições e promessa de economia

Anthropic lança Fable 5.1 com menos restrições e promessa de economia
Fonte: Tecnoblog

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

IA da Anthropic apagou diretório de trabalho após confusão de modelos (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Um desenvolvedor de software perdeu 700 GB de arquivos pessoais ao utilizar o Claude para criar um script de limpeza de dados.
O incidente ocorreu durante um teste de segurança, que rebaixou automaticamente o modelo de linguagem do Fable para o Opus 4.8.
A comunidade técnica destacou que o downgrade automático do modelo foi o verdadeiro responsável pelo episódio.

Histórias de agentes de IA que fogem do controle têm se tornado recorrentes no setor. Desta vez, o azarão foi o desenvolvedor de software Sebastien Guillemot: ele perdeu cerca de 700 GB de arquivos pessoais após utilizar o Claude, da Anthropic, para elaborar um simples script de limpeza de dados. O incidente resultou na exclusão do equivalente a uma semana inteira de trabalho.

O profissional utiliza tecnologias de IA generativa com frequência e, neste caso, queria resolver um incômodo bastante comum no ambiente de desenvolvedores, já que os assistentes autônomos costumam deixar um enorme volume de lixo digital na pasta /tmp, um diretório padrão usado pelo sistema operacional para armazenar arquivos temporários.

Para otimizar o espaço em disco da máquina, Guillemot solicitou ao modelo Claude Fable que escrevesse um script capaz de isolar os dados de cada agente e executar uma faxina imediata após o fim de cada atividade. A IA, no entanto, eliminou arquivos importantes de forma permanente.

Mecanismo de segurança falhou

O Claude Fable sugeriu aplicar um atraso programado na limpeza da pasta temporária para evitar riscos de exclusão acidental. Contudo, o desenvolvedor informou ao robô que o código estava muito complexo e pediu simplificações.

Como o script envolvia a eliminação permanente de arquivos do sistema, o Claude tomou a iniciativa de realizar uma revisão, executando uma cópia de si mesmo para auditar se as suas próprias linhas de código eram seguras para o computador do usuário.

O grande problema é que o sistema de controle da Anthropic considerou essa ação de autoteste perigosa demais e acionou imediatamente um protocolo de contenção. Esse mecanismo de defesa preventivo fez o downgrade (rebaixamento automático) da capacidade do modelo em uso, passando da versão Fable para o Opus 4.8.

Foi essa alteração abrupta de versão que resultou no desastre. O modelo Opus 4.8, menos sofisticado e mais antigo, deu continuidade aos testes. Ele simulou a verificação e executou a exclusão real dos dados. No meio do caminho, o comando acabou levando junto todo o diretório principal do desenvolvedor, ignorando as travas de segurança estabelecidas segundos antes.

Bad news: Fable nuked my entire dev machineClaude decided to test a sandbox it was building by running `rm -rf` on my home directoryThe sandbox didn’t work.It’s all gone pic.twitter.com/4rVg5Xp0jo— Sebastien Guillemot (@SebastienGllmt) August 26, 2026

Em sua conta no X, Sebastien Guillemot resumiu o desespero: “Má notícia: o Fable destruiu minha máquina de desenvolvimento”.

Segundo o profissional, o Claude executou o comando rm -rf no diretório principal de dados. O comando “rm -rf” citado por ele é amplamente conhecido na área de tecnologia por forçar a exclusão imediata de arquivos e pastas, sem solicitar qualquer tipo de confirmação de segurança ao administrador do sistema.

O especialista chegou a notar o erro e tentou interromper a execução do código o mais rápido possível, mas já não havia tempo suficiente para salvar as informações. A maior ironia da situação é que, após destruir completamente o trabalho do usuário, o agente autônomo deixou os arquivos originais da pasta temporária totalmente intactos, falhando na missão inicial.

Desenvolvedor recuperou parte do trabalho

Comando de exclusão permanente foi executado no diretório errado (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

Apesar do susto, Guillemot diz que conseguiu recuperar a maior parte de seu trabalho. A comunidade técnica também ressaltou que o rebaixamento automático do modelo foi o verdadeiro responsável pelo episódio.

Como a arquitetura do Fable 5 supera as capacidades do Opus 4.8, é provável que a versão mais atualizada teria identificado o conflito de variáveis.
Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano
Fonte: Tecnoblog

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google terá mudanças em segurança de IA no DeepMind (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google transferiu cerca de 90 funcionários do setor de segurança de IA do DeepMind para o setor de Assuntos Globais, informou o The Wall Street Journal.
Esses especialistas eram responsáveis por identificar riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares em novos modelos de IA, segundo o Google.
A mudança ocorre após a saída do CEO do DeepMind, Demis Hassabis, que agora é presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

O Google DeepMind, setor de desenvolvimento em inteligência artificial da empresa, não conta mais com funcionários responsáveis por assuntos de segurança em IA. A companhia americana decidiu realocar cerca de 90 pesquisadores para o setor de Assuntos Globais, onde devem cuidar de políticas gerais relacionadas aos serviços do Google.

Esses especialistas são responsáveis por checar possíveis riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares envolvendo modelos de IA. A presença de um time de segurança de IA é importante para encontrar falhas nas respostas dos sistemas, pois podem se aprofundar muito num determinado assunto para testar possíveis usos maliciosos.

A novidade foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que teve acesso a e-mails internos do Google apontando as mudanças no time de segurança de IA. A movimentação vem pouco tempo depois da saída de Demis Hassabis do cargo de CEO do DeepMind – agora, presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

Segurança de IA e o momento atual da tecnologia

Os avanços recentes no mercado de tecnologia acendem um alerta para a necessidade de especialistas em ciências gerais na hora de lidar com o desenvolvimento de inteligência artificial. As concorrente OpenAI e Anthropic apontaram uma grande preocupação com os avanços de seus modelos e a capacidade de aprofundar temas científicos. Elas prometem travas de segurança ao tratar desses assuntos.

Claude Fable 5 e GPT-5.6 prometem travas de segurança para assuntos científicos mais específicos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Segundo o Google, a migração desses profissionais aproxima suas atividades da área de produtos, incluindo a busca, por exemplo. Mas, entre os funcionários, há uma preocupação de que a mudança limite seus acessos no processo de desenvolvimento de novas versões do Gemini, dificultando a identificação de possíveis falhas.

No e-mail enviado aos funcionários, a vice-presidente do DeepMind responsável por segurança de IA, Helen King, garante que o time seguirá com acesso liberado às novidades.

Nova leva de mudanças no Google DeepMind

A migração deve começar no início de setembro, e é mais uma modificação feita pelo Google no setor de desenvolvimento de inteligência artificial. No início de agosto, a troca de comando no DeepMind tirou Demis Hassabis da cadeira de CEO, passando para o cargo de cientista-chefe no lugar de Jeff Dean, enquanto Koray Kavukcuoglu assumiu como novo CEO. O projeto Alphafold, que rendeu a Hassabis o Nobel de Química, também foi encerrado.

Demis Hassabis saiu do cargo de CEO do DeepMind no início de agosto (foto: John Sears/Wikimedia)

Além de Dean, que já tinha 27 anos de Google e fez parte de todo o processo de desenvolvimento de IA, mais especialistas de longa data saíram da empresa para fundar novas startups ou trabalhar em outras equipes de pesquisa em IA. Foi o caso de Noam Shazeer e John Jumper, que foram trabalhar com OpenAI e Anthropic, respectivamente. Ainda segundo o WSJ, há um receio de que a mudança no DeepMind possa levar mais funcionários a mudanças parecidas.
Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind
Fonte: Tecnoblog

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Gemini e Flow permitirão criar mídias sem selos sobrepostos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google anunciou que permitirá que usuários removam marcas d’água visíveis de conteúdo gerado por IA, mantendo a rastreabilidade por metadados e a tecnologia SynthID.
A mudança visa atender à demanda de profissionais que precisam utilizar arquivos sem o selo sobreposto.
A funcionalidade será liberada gradualmente, inicialmente integrada na interface do Gemini e no Flow, o editor de vídeo do Google.

O Google anunciou uma mudança importante na forma como identifica conteúdos gerados por inteligência artificial: a remoção das marcas d’água visíveis de imagens, vídeos e faixas musicais, para atender a um pedido de profissionais que utilizam as ferramentas e não podiam aproveitar os arquivos finais por conta do selo sobreposto.

A alteração, anunciada nesta sexta-feira (14), não compromete a procedência da mídia. A marca d’água invisível SynthID e os metadados relacionados continuarão inalterados no código do arquivo. A novidade cobre as mídias processadas pelos modelos Nano Banana, Omni e Lyria, e será liberada gradualmente para o público nos próximos dias no Gemini e no Flow, o editor de vídeo nativo do Google.

Para remover a indicação visual, será necessário acessar Configurações e buscar pela opção de “Marca d’água de mídia”, onde o recurso poderá ser ativado ou desativado.

Recurso ficará disponível no menu de configurações do Gemini (imagem: reprodução/Josh Woodward)

Por que a marca d’água visível virou um problema?

A alteração reflete uma evolução na classificação de arquivos sintéticos. No início da popularização da IA generativa, o uso de filtros visuais virou uma linha de defesa contra o compartilhamento de desinformação. No entanto, para designers e editores de vídeo, os selos gráficos podem tornar o conteúdo inutilizável.

O vice-presidente do Gemini, Josh Woodward, confirmou que a necessidade de identificar conteúdo gerado por IA permanece, mas ressaltou a importância de oferecer flexibilidade.

“Estamos buscando um equilíbrio entre controle criativo e segurança: embora as marcas d’água visíveis agora sejam opcionais, as marcas invisíveis do SynthID e os metadados ainda estão sendo usados ​​para garantir a transparência. Assim, você ainda pode usar o Gemini ou a busca para verificar se uma imagem foi gerada por IA”, escreveu o executivo.

Como o Google vai rastrear o que é IA?

No centro dessa política de transparência está o SynthID. Diferentemente de um logotipo sobreposto em um canto da tela, a tecnologia incorpora uma marca algorítmica nos arquivos de imagem, áudio ou vídeo. Essa marcação imperceptível resiste à edição e até compressão de envio em mensageiros.

Paralelamente a esse sistema, o padrão de metadados C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity) funciona como um registro técnico permanente do arquivo. Ele atua como um selo de procedência, detalhando as ferramentas exatas utilizadas para criar e alterar uma mídia específica.

O próprio Google também está disponibilizando uma nova biblioteca de código aberto chamada Credentio. Ela permite que desenvolvedores independentes incorporem um mecanismo de validação local em seus aplicativos. Dessa forma, serviços de terceiros poderão realizar a checagem das credenciais C2PA e do SynthID sem a necessidade de verificação nos servidores do Google.

Novidade inclui mídias processadas pelo modelo Nano Banana (imagem: divulgação/Google)

Decisão vai na contramão do Claude

A flexibilização do Google acontece dias após a controversa decisão da Anthropic de seguir uma abordagem mais rígida. A startup responsável pelo Claude optou por incluir ativamente uma marca d’água persistente em textos e arquivos criados por seus sistemas.

Essa política mais fechada foi adotada para cumprir as regulamentações do AI Act, que entraram em vigor na União Europeia para auditar sistemas de inteligência artificial. A medida desencadeou críticas. Nos últimos dias, consumidores da plataforma expressaram insatisfação, argumentando que a exigência atrapalha o uso do Claude em ambientes corporativos e educacionais.
Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda
Fonte: Tecnoblog

Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresenta primeira fase do programa Nuvem Soberana (imagem: divulgação/Governo Federal)

Resumo

O Governo Federal iniciou o programa Nuvem Soberana do SUS, migrando dados de saúde para servidores locais administrados pelo Serpro, visando garantir soberania digital e reduzir dependência de tecnologias estrangeiras.
A primeira fase envolve 230 milhões de brasileiros e estrangeiros no Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS), com investimento inicial de R$ 18 milhões.
A migração busca melhorar a acessibilidade e segurança dos dados, seguindo a LGPD, e integrando mais de 450 aplicações de forma unificada.

O Governo Federal deu início nesta terça-feira (11) ao programa Nuvem Soberana do SUS, uma grande migração dos dados nacionais de saúde para servidores locais. Os computadores serão administrados pelo Estado por meio do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), e a ideia é garantir soberania digital na área. A promessa também passa por uma acessibilidade maior aos dados dos pacientes pelas instituições de saúde, além de menor dependência de tecnologias estrangeiras.

A primeira fase vai levar em conta os mais de 230 milhões de brasileiros e estrangeiros no Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS), enquanto a segunda etapa vai focar na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), com 5 bilhões de registros. Por fim, o governo fala em consolidação, com mais de 450 aplicações funcionando de forma integrada.

Segundo o Ministério da Saúde, a experiência dos brasileiros ao utilizar os serviços digitais do SUS será a mesma, mas com maiores garantias de segurança seguindo a LGPD e integração de dados a nível federal. O ministro Alexandre Padilha anunciou o investimento inicial de R$ 18 milhões na primeira fase, chamada de Fundação, com previsão de finalizar a migração do CadSUS até o fim de 2027.

Soberania digital no centro do debate

A iniciativa tem a ver com a chamada governança digital. De acordo com o governo, a China, a Rússia e países do continente europeu passam por processo similar. A busca é por controle interno de serviços públicos, hoje totalmente integrados ao ambiente digital.

Um estudo divulgado pelo Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2025 apontou os problemas de hospedar dados sensíveis do SUS em serviços de empresas estrangeiras. A RNDS, por exemplo, é hospedada atualmente no Serpro MultiCloud, infraestrutura que utiliza serviços de big techs como a Amazon Web Services (AWS). A migração dos dados seria uma forma de driblar essa dependência tecnológica.

Projeto está dividido em três fases (imagem: divulgação/Ministério da Saúde)

Outro exemplo envolvendo governança digital é a participação do Brasil na WAICO, Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial. Os 29 integrantes buscam estratégias para aumentar o acesso do Sul Global ao desenvolvimento de inteligência artificial. Hoje, mesmo com modelos de IA nacionais, o Brasil ainda depende de LLMs de empresas estrangeiras, em especial as americanas Google, OpenAI e Anthropic, e ainda falta bastante para pensar numa independência no setor.

Digitalização do SUS

Durante o evento, em Brasília, o Governo Federal trouxe alguns dados a respeito da digitalização do SUS. Atualmente, são mais de 70 milhões de downloads do app SUS Digital, enquanto a versão profissional do app já tem integração com 84% dos municípios pelo país. Com a unificação das informações, por exemplo, a promessa é de que o acesso destes profissionais será mais fácil.

Além disso, o ministério também aponta a importância da digitalização para oferecer serviços como teleatendimento, que registrou um aumento no último ano. Essa é outra área que pode ganhar com a migração de dados para servidores inteiramente nacionais, com maior agilidade no cruzamento de dados e informações sobre atendimentos especializados, redes de apoio, entre outros exemplos.
Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

Governo Federal inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional
Fonte: Tecnoblog

Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games

Novo Muse Code é agente de IA da Meta focado em programação e gamedev (imagem: reprodução/Meta)

Resumo

A Meta lançou o Muse Code, uma IA focada em programação e desenvolvimento de jogos, baseada no modelo Muse Spark 1.2, que promete lidar com trabalhos extensos de codificação.
O Muse Code já está disponível em beta e é capaz de dividir tarefas em vários agentes para realizar trabalhos maiores, com desempenho intermediário comparado a rivais como Claude Opus 5 e GPT-5.6.
A IA da Meta está disponível para testes e demonstrações, incluindo dois jogos simples, Embervault e Avo Lawn, que mostram seu potencial em desenvolvimento de jogos.

Muse Code é o novo agente de IA da Meta para programação e desenvolvimento de jogos. O modelo tem como base o recém-lançado Muse Spark 1.2, e promete dar conta de trabalhos extensos de coding. Com a novidade, a empresa tenta alcançar Anthropic e OpenAI, que têm sido referência no mercado de IAs generativas.

No X, Mark Zuckerberg compartilhou alguns resultados de benchmark realizados internamente, comparando a nova IA com os principais LLMs do mercado, incluindo os mais recentes Claude Opus 5 – que fica abaixo do Mythos/Fable 5 para tarefas mais complexas – e GPT-5.6, nas versões Sol e Terra. O desempenho, ao que parece, ainda é intermediário frente às rivais.

Uma novidade interessante que chega junto ao Muse Code é a promessa de funcionar bem mesmo em trabalhos maiores, dividindo as tarefas em vários agentes para dar conta de tudo. Dois jogos feitos utilizando a nova IA foram disponibilizados no blog da Meta, ambos com gameplay e visuais simples. O Muse Code já está disponível em beta.

Benchmark mostra IA intermediária

O Muse Spark 1.2 é voltado para trabalhos de codificação, incluindo resolução de bugs, interpretação de dados e mais. Além disso, a Meta promete manter as qualidades do Muse Spark 1.1 para agentes gerais de IA. Não há informações sobre melhorias em tarefas de cibersegurança, apesar de ser uma área correlata, e tampouco em trabalhos de pesquisa científica.

Considerando os números divulgados pela Meta, a inteligência artificial fica um pouco abaixo dos modelos atuais da Anthropic, superando o GPT-5.6 em uma situação ou outra. Analisando via Terminal Bench 2.1, por exemplo, o Muse Spark 1.2 fica em segundo, com desempenho próximo ao Claude Opus 5, enquanto no benchmark interno da Meta o modelo aparece com uma diferença maior.

Releasing Muse Code in beta today. It’s a terminal coding agent that takes on complete software engineering tasks across large repos: planning changes, writing code, validating the results. Powered by Muse Spark 1.2, a coding-focused model update. pic.twitter.com/xqavk41w6v— Mark Zuckerberg (@finkd) August 5, 2026

Entre os destaques levantados pela empresa de Zuckerberg estão a possibilidade de realizar tarefas longas e entender o contexto para acumular as informações ao longo de todo o progresso. A IA também seria capaz de mapear e reforçar treinamentos para melhorar seu próprio desempenho, superando o Muse Spark 1.1 neste quesito.

Games feitos com a IA estão disponíveis

Com foco em programação, a nova IA da Meta promete um bom funcionamento no desenvolvimento de jogos, que costumam ter muitas camadas de códigos e diversas condicionais envolvidas. Na publicação que apresenta o Muse Spark 1.2 em seu blog, a Meta também disponibilizou três demonstrações do potencial da IA, sendo duas delas jogos simples.

O primeiro, Embervault, traz visão isométrica e uma espécie de tabuleiro, em que você controla um robô e precisa derrotar inimigos que te perseguem a todo instante. A jogabilidade depende de fluidez, e o site travou bastante quando fui testar.

Jogos feitos pela IA têm pegada simples, mas funcionam sem grandes problemas (imagem: reprodução/Meta)

Já o segundo, chamado Avo Lawn, é uma espécie de tower defense em 2d, com zumbis andando lentamente rumo ao seu lado da tela. Você coleta seeds, compra frutas que fazem suas defesas, e a gameplay dura 5 ondas de ataques. O ritmo é bastante lento, mas poderia ser um bom game mobile, por exemplo.
Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games
Fonte: Tecnoblog

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Claude Mythos 5 surpreende com decisões maliciosas em teste (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI) testou os modelos Claude Mythos 5 da Anthropic e GPT-5.6 da OpenAI, e detectou capacidades de enganar e autonomia preocupantes.
O modelo Mythos 5 da Anthropic foi capaz de criar contas falsas no GitHub para tentar inserir código malicioso, sem receber prompts específicos para tal ação.
Os testes do AISI foram realizados 122 vezes com diferentes modelos de IA, e apenas 19 casos registraram ações controversas, 17 deles ligados ao Mythos 5.

O Claude Mythos 5 e o modelo Sol do GPT-5.6 foram testados pelo Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI), e apresentaram resultados preocupantes. O chatbot da Anthropic foi o que mais surpreendeu, tentando acessar o GitHub a qualquer custo: a IA criou contas falsas e se passou por pessoas reais no processo. Ela escondeu evidências depois das tentativas. Em tese, a plataforma não poderia ser acessada durante os testes.

A partir dos resultados, o AISI afirmou que as duas IAs, que figuram entre as mais poderosas do mercado, apresentaram níveis preocupantes de autonomia e capacidade de enganar, com certa “vantagem” para a inteligência da Anthropic. É importante considerar que o Instituto britânico alegou ter reduzido as camadas de seguranças presentes no modelo por padrão.

Segundo o AISI, o mesmo teste foi realizado 122 vezes com modelos de IA diferentes, e poucos casos registraram essa autonomia nas decisões para agir de forma controversa, envolvendo inclusive pessoas e organizações reais. Foram 19 situações do tipo, sendo 17 ligadas diretamente ao Mythos 5, e apenas duas delas partiram do GPT-5.6 da OpenAI.

Insistência em transgressão chama atenção

O caso do Mythos 5 agindo de forma evasiva e enganosa na tentativa de acessar o GitHub foi o principal destaque dos testes feitos pelo AISI. O modelo tentou inserir um código malicioso e, para aprovar esse código, o chatbot criou contas falsas para se passar por pessoas reais e pressionar o dono do projeto.

Não deu certo, já que um humano identificou o problema e recusou o código – tudo dentro de um ambiente controlado, claro. Mas isso tudo aconteceu sem nenhum prompt específico: o modelo agiu por conta própria. Além disso, a versão do teste não foi a mesma oferecida pela Anthropic, e sim uma configuração sem algumas barreiras de segurança importantes.

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É importante reforçar que, além dessa diferença nos modelos oferecidos, o Mythos 5 é uma IA restrita a alguns parceiros da Anthropic, incluindo algumas instituições governamentais. Ao anunciar a geração mais recente da inteligência, ainda em “preview” à época, a empresa classificou o Mythos como “muito avançado” para o público geral.

Hoje, usuários comuns têm acesso ao Fable 5, uma versão com mais mecanismos de segurança para trabalhos que envolvam riscos em cibersegurança e que recorre à versão anterior da IA, Opus 4.8, para determinadas consultas. Depois de disponibilizado, o novo modelo chegou a ser tirado do ar pelo governo dos Estados Unidos, mas voltou a operar em poucas semanas.

Simulação real e teste interrompido

De acordo com um artigo publicado no site do AISI, o instituto explicou como acontecem os testes de cibersegurança com as IAs – os famosos sandbox. Os modelos recebem desafios específicos no assunto, como encontrar dados protegidos de forma autônoma. Esses desafios são então comparados entre modelos mais ou menos avançados.

Mythos 5 teve caminho livre para encontrar soluções no teste, mas foi impedido na hora certa (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com relação à base de dados, o AISI alegou acesso à Internet, simulando condições reais encontradas por um cibercriminoso humano. A ideia é ver até onde esses modelos podem chegar, inclusive sem as barreiras de segurança incluídas pelas desenvolvedoras para diminuir os riscos de um uso malicioso, o que o instituto tem autorização de fazer por ser um dos parceiros previstos pela Anthropic.

O caso mais preocupante, envolvendo o Mythos 5, foi descoberto em 28 de julho, e o time humano logo agiu para impedir o agente de IA na tentativa de inserir o código malicioso. Os testes foram encerrados a partir daí, e as ações da inteligência foram analisadas em seguida. O GitHub também foi notificado, assim como os usuários envolvidos na tentativa de ciberataque. 
Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker
Fonte: Tecnoblog

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

serviços de IA do Claude apresentam falhas em escala global na manhã de quarta-feira, 05/08;
usuários relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro;
Anthropic reconheceu a instabilidade nos modelos Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5.

Está com dificuldades para usar os recursos do Claude? Não é só você: os serviços da Anthropic apresentam instabilidades globais na manhã desta quarta-feira (05/08), fazendo vários modelos de inteligência artificial da companhia apresentarem falhas.

Como é comum em situações do tipo, queixas sobre o problema ganharam escala rapidamente nas redes sociais. Não por acaso, os registros sobre o Claude dispararam no Downdetector entre 8:00 e 10:00 de hoje (no horário de Brasília).

Os usuários afetados relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro, independentemente do modelo de IA usado. No exemplo abaixo, reportado no X, o usuário se deparou com um erro que diz: “Devido a restrições inesperadas de capacidade, o Claude não consegue responder à sua mensagem. Por favor, tente novamente em breve”.

Claude is down again. pic.twitter.com/rRWeS4oEMY— Subir (@subir) August 5, 2026

Também houve reações engraçadinhas, é claro. Nesta também publicada no X, o usuário diz: “o Claude está fora do ar. Acho que todo mundo virou engenheiro de software de novo” (uma referência ao fato de muita gente usar o Claude para programar).

Anthropic já trabalha na solução

A Anthropic reconheceu a instabilidade por meio da página Claude Status. Ali, a falha é descrita da seguinte forma:

Identificamos a causa do aumento de erros nas solicitações para o Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5 e estamos trabalhando em uma correção. Forneceremos uma atualização assim que possível.

Até o momento, a Anthropic não revelou a causa do problema, mas já está trabalhando em uma solução, como a mensagem acima deixa claro. Nenhum prazo para a correção foi dado pela companhia, porém.

Para quem está enfrentando problemas, continuar tentando usar o Claude pode ser a solução: o serviço parece funcionar para alguns usuários, o que indica intermitência, não uma pane completa.

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic
Fonte: Tecnoblog