Category: Android Open Source Project

Celular da Motorola com suporte a Android superseguro vai custar caro

Celular da Motorola com suporte a Android superseguro vai custar caro

GrapheneOS é um sistema operacional móvel para quem deseja mais segurança ao usar o smartphone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A GrapheneOS Foundation anunciou que os primeiros aparelhos com suporte ao seu sistema operacional, desenvolvido em parceria com a Motorola, chegarão em 2027.
Esses aparelhos serão “top de linha” com recursos e preços superiores à linha Pixel 11 do Google, que varia de US$ 900 a US$ 1.300.
O GrapheneOS é um sistema operacional baseado no Android Open Source Project (AOSP) sem aplicativos e serviços do Google, com recursos avançados de segurança e privacidade.

A GrapheneOS Foundation deu mais detalhes sobre sua parceria com a Motorola nesta sexta-feira (21/08). A desenvolvedora diz que os primeiros aparelhos com suporte a seu sistema operacional estão programados para chegar em 2027 e devem ter preços mais altos do que a linha Pixel 11, do Google.

O GrapheneOS é um sistema operacional baseado no Android Open Source Project (AOSP). Ele vem sem aplicativos e serviços do Google, como Gmail, Drive, Fotos e Google Play Services. Além disso, conta com recursos avançados de segurança e privacidade, como senha alternativa para tela de bloqueio, que serve para apagar todos os dados do aparelho. A parceira com a Motorola foi anunciada em março de 2026.

Como serão os smartphones da Motorola com GrapheneOS?

Em uma conversa na rede social Mastodon, a GrapheneOS informou, por meio de sua conta oficial, que os primeiros aparelhos da parceria com a Motorola serão flagships (os famosos “top de linha”). A desenvolvedora acrescentou que eles terão especificações maiores do que a linha Pixel, mas também vão custar mais caro.

Lançada nos Estados Unidos em 12 de agosto, a linha Pixel 11 tem preços que variam de US$ 900 a US$ 1.300 (R$ 4.625 a R$ 6.681, em conversão direta). Para comparação, no mercado americano, um Galaxy S26 custa US$ 900, e iPhone 17, US$ 800.

Voltando às questões do sistema operacional, os aparelhos da Motorola desenvolvidos em parceria com a GrapheneOS não virão com o sistema instalado, mas sim com suporte completo a ele. Até o momento, apenas a linha Pixel oferece isso, por ser a única que atende aos rigorosos requisitos de hardware da desenvolvedora para oferecer o máximo de segurança e privacidade.

Aparelhos mais baratos enfrentam problema de atualizações

Na mesma publicação, a GrapheneOS disse que aparelhos mais baratos vão levar mais tempo para atender a esses requisitos por não oferecerem recursos de segurança e atualizações.

Motorola Signature, topo de linha da marca, oferece sete anos de atualizações (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A fundação responsável pelo sistema explicou um pouco melhor a situação: “Em grande parte, o motivo disso é a maneira como a Qualcomm trata essa questão. Os flagships mais recentes com Snapdragon têm os melhores recursos de segurança. Também vamos precisar que a Motorola comece a pagar a Qualcomm para que os aparelhos de categorias abaixo do topo de linha recebam updates por um tempo mais longo”.

Em uma conversa com o Tecnoblog e mais veículos de imprensa realizada em março de 2026, o presidente da Motorola, Sérgio Buniac, disse que “atualizações não são necessariamente boas”, referindo-se principalmente a aparelhos de entrada e intermediários.

“No Moto G, se você botar sete atualizações, talvez, no final, elas estejam lá pelo motivo errado”, comentou o executivo. Ele mencionou ainda que pessoas reclamam de quedas no desempenho dos aparelhos mais baratos após receber updates.

Na mesma ocasião, Buniac ressaltou a parceria com a GrapheneOS Foundation. “É o sistema operacional mais seguro do mundo. Se eu conseguir realmente trazer elementos para dentro do sistema Android que o façam mais seguro, isso é maior [do que as atualizações]”, avaliou o presidente.

O que é o GrapheneOS?

O GrapheneOS é um sistema operacional para celulares livre e de código aberto, baseado no Android Open Source Project (AOSP), com foco em privacidade e segurança.

Ele é famoso por ser totalmente “desgooglificado”, sem os apps da gigante das buscas e sem elementos da empresa que geralmente estão por trás das cortinas no Android “comum”, como o Google Play Services. O usuário tem a opção de instalá-los em um sandbox, isto é, um ambiente virtual isolado do resto do sistema.

Essa não é a única maneira pela qual o GrapheneOS protege o celular. Ele tem foco em corrigir falhas contra vulnerabilidades zero-day e oferecer patches de segurança mais amplos, oferece a opção de desativar apps do sistema e tem controle avançado de permissões de rede e sensores.

Um desses recursos virou alvo de autoridades dos Estados Unidos em julho de 2026. Policiais pararam o usuário Sam Tunick no aeroporto de Atlanta e pediram o código do aparelho. Ele recorreu a uma ferramenta do GrapheneOS: a combinação alternativa, que apaga os dados do dispositivo quando digitada. Agora, Tunick é acusado de destruição de provas e desrespeito a autoridades.

Com informações do Ars Technica
Celular da Motorola com suporte a Android superseguro vai custar caro

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Fonte: Tecnoblog

Android vai deixar de ter código aberto? Google nega

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O mascote do Android (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Google liberou o código-fonte do Android 16, mas excluiu pacotes de hardware dos dispositivos Pixel, levantando rumores sobre o fim da iniciativa AOSP.
Segundo o vice-presidente do Android, Seang Chau, o AOSP continuará existindo, e a mudança busca criar pacotes de referência que não dependam de um hardware específico.
A big tech planeja substituir esses pacotes pelo suporte ao AOSP via Cuttlefish e GSI, mas isso pode dificultar o desenvolvimento de ROMs.

Nesta semana, o Google liberou o código-fonte da primeira versão do Android 16. Mas alguns desenvolvedores notaram que alguns pacotes estavam ausentes. Isso gerou rumores de que a companhia planeja tornar este um projeto de código fechado. O Google prontamente negou.

O Android como software de código aberto é mantido por meio da iniciativa Android Open Source Project (AOSP). O código-fonte do Android 16 foi liberado justamente nos repositórios desse projeto. Porém, essa liberação não incluiu pacotes relacionados ao hardware de aparelhos Google Pixel.

Esses pacotes envolvem componentes como árvores de dispositivos (estruturas que contêm informações sobre as especificações de componentes de hardware) e binários de drivers.

Esses componentes servem de referência para o desenvolvimento de versões alternativas do Android (as famosas ROMs), com o LineageOS aparecendo como um exemplo notável. É por isso que a ausência dos tais componentes gerou a desconfiança de que o AOSP se tornaria fechado ou seria descontinuado.

O que o Google diz sobre fechar o AOSP?

Tão logo os rumores sobre o assunto começaram a surgir, Seang Chau, vice-presidente do Android, usou o X para informar que o AOSP não será descontinuado:

Estamos vendo algumas especulações de que o AOSP está sendo descontinuado. Para deixar claro, o AOSP NÃO irá desaparecer. O AOSP foi desenvolvido com o intuito de ser uma plataforma aberta para implementações de dispositivos, fornecedores de SoCs e arquiteturas de conjuntos de instruções.

Seang Chau, vice-presidente do Android no Google

Google nega fechamento do código-fonte do Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas, sim, está havendo mudanças no AOSP. Chau deu a entender que os componentes relacionados à linha Pixel não foram liberados porque o Google planeja oferecer pacotes de referência que não sejam ligados a dispositivos específicos.

“O AOSP precisa de um alvo de referência que seja flexível, configurável e acessível — independentemente de qualquer hardware específico, incluindo os do Google”, explicou o executivo.

Ainda de acordo com Chau, a companhia planeja substituir esses pacotes de referência pelo suporte ao AOSP via Cuttlefish (uma espécie de emulador do Android), bem como via GSI (imagem genérica do sistema — um Android “puro”).

O grande problema é que essa mudança deve tornar o desenvolvimento de versões alternativas do Android mais trabalhoso, como relata o Android Authority, pelo menos até que os desenvolvedores se acostumem à nova abordagem.

Vale reforçar que a primeira versão do Android 16 foi liberada nesta semana com redesign e várias outras melhorias.
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Fonte: Tecnoblog