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Claro derruba preço e libera 4G de graça nos relógios Apple e Samsung

Claro derruba preço e libera 4G de graça nos relógios Apple e Samsung

Claro deixa de cobrar pelo Claro Sync para Apple Watch e Galaxy Watch (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O serviço Claro Sync se torna gratuito para clientes do plano pós-pago da Claro, conforme confirmado com exclusividade pelo Tecnoblog.
O uso do Claro Sync requer compatibilidade do smartwatch com redes celulares.
Clientes da Apple podem fazer a ativação pelo aplicativo Watch.
Consumidores da Samsung devem procurar as lojas físicas da Claro.

Ter um smartwatch com conexão celular pode ser uma ótima solução para se manter online, mas cobranças mensais pela operadora móvel acabam afastando potenciais usuários do produto. A Claro reformulou o serviço Claro Sync, e donos de Apple Watch e Galaxy Watch com 4G com planos elegíveis poderão conectar o relógio sem custo adicional, conforme confirmado pelo Tecnoblog com exclusividade nesta sexta-feira (dia 06/12).

Para poder utilizar essa funcionalidade, é necessário que o smartwatch em questão tenha compatibilidade com redes celulares. Tanto Apple como Samsung vendem versões Bluetooth (que exige estar próximo do smartphone) e 4G (que funciona de forma independente).

Anteriormente, a Claro cobrava R$ 29,99 por mês pelo Claro Sync, que habilita a internet em smartwatch. O serviço replica a linha do cliente em um eSIM adicional para ser utilizado exclusivamente com o Apple Watch ou Galaxy Watch. Além de habilitar o acesso à internet, é possível fazer e receber ligações utilizando o mesmo número.

A principal vantagem de ter um smartwatch conectado é o funcionamento independente. É possível utilizar funções online do relógio mesmo longe do celular com o chip principal. Isso é útil em situações como prática de esportes, quando a bateria do smartphone acaba ou quando você quer deixar o aparelho em casa para se proteger de furtos e roubos.

Galaxy Watch pode ser utilizado com Claro Sync (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ao Tecnoblog, a Claro revelou sobre a mudança da estratégia: “Para reforçar ainda mais a proposta de valor do Claro Pós, esse serviço passa a estar incluso, sem custo adicional nos planos vigentes”.

Assinantes antigos do Claro Sync com cobrança mensal poderão aproveitar da gratuidade, mas não de forma automática. De acordo com a operadora, os clientes poderão solicitar migração a qualquer momento, desde que atualizem seus planos.

Como funciona a ativação do Claro Sync?

A ativação do Claro Sync depende do tipo de smartwatch:

No Apple Watch, o cliente Claro poderá fazer a ativação no próprio smartphone, dentro do aplicativo Watch. Basta ir à sessão Celular, e depois em Configurar para mim. É necessário digitar o login e senha do portal Minha Claro Móvel.

No Galaxy Watch, o cliente deverá comparecer presencialmente a uma loja física da Claro e solicitar o eSIM do Claro Sync. Com o QR Code em mãos, é necessário escanear o código pelo smartphone dentro do aplicativo Galaxy Wearable.

É importante destacar que o Claro Sync só pode ser contratado por clientes com plano pós-pago da operadora, que custam mais de R$ 100 mensais no portfólio atual. Usuários com plano controle, pré-pago ou Claro Flex não são elegíveis para ativar o eSIM no smartwatch.

TIM é a única operadora a cobrar por conexão ao smartwatch

Além da Claro, a Vivo também não cobra pelo serviço de conectividade ao smartwatch. Desde 2020, a concorrente anunciou a gratuidade do serviço Vivo Sync, disponível para Apple Watch e Samsung Watch compatíveis com conectividade celular.

A TIM cobra R$ 19,90 por mês pelo TIM Sync, com gratuidade para os três primeiros meses. A única vantagem da concorrente é que o serviço de conectividade para smartwatch também está disponível para assinantes de planos controle, com custo mensal significativamente menor que o pós-pago puro.
Claro derruba preço e libera 4G de graça nos relógios Apple e Samsung

Claro derruba preço e libera 4G de graça nos relógios Apple e Samsung
Fonte: Tecnoblog

Google Fotos estreia retrospectiva com suas melhores fotos de 2024

Google Fotos estreia retrospectiva com suas melhores fotos de 2024

Google Fotos também libera recurso de retrospectiva para usuários (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google Fotos entrou na onda e lançou uma retrospectiva das melhores fotos dos usuários em 2024. O app de biblioteca de fotos permite que os usuários relembrem alguns dos momentos mais marcantes do ano, incluindo Sorrisos do Ano, Maior Sequência, Rostos que Mais Apareceram e Cores do ano.

Em 2019, segundo o próprio Google, o Fotos contava com mais de um bilhão de usuários. A empresa não divulgou informações sobre esses dados nos anos seguintes. A publicação mais recente sobre o caso é de 2023, quando o Google reforçou que havia mais de um bilhão de usuários do serviço.

Como ver a minha retrospectiva no Google Fotos?

Cartões de retrospectiva ficam na parte superior da tela do Google Fotos ao abrir o app (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Ao abrir o aplicativo, você verá na parte superior da tela os cartões que mostram as categorias da retrospectiva de 2024: Maior Sequência, Sorrisos do Ano, entre outros. Clique nos card e veja a apresentação criada pelo aplicativo do Google.

A ferramenta de retrospectiva do Google também permite usar o Gemini para melhorar a revisão do ano de 2024.

O que mostra cada cartão da retrospectiva do Google Fotos?

Retrospectiva do Google Fotos foi liberada no aplicativo (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Vibes de 2024: mostra as suas três principais personas

Cores do ano: mostra qual a paleta de cor mais registrada

Rostos Que Mais Apareceram: mostra quais pessoas mais apareceram em suas fotos

Sorriso do Ano: revela em quantas fotos você apareceu sorrindo

Maior Sequência: a maior sequência de dia em que você tirou fotos

A moda das retrospectivas nos aplicativos

Se hoje praticamente todo aplicativo possui a sua ação promocional de retrospectiva, a culpa é do Spotify. O serviço de streaming de música, líder no segmento, lançou o Wrapped em 2015 — na época ainda era chamada de Year in Music. Some isso com as redes sociais e tchanã, propaganda gratuita e orgânica com os usuários compartilhando sua retrospectiva musical.

Spotify Wrapped é criador da tendência de apps lançarem ferramentas de retrospectiva anual (imagem: divulgação/Spotify)

Se você tem Instagram, deve ter se cansado dos stories na quarta-feira (4), quando o Wrapped 2024 foi lançado. Pelo menos no meu feed, a cada 5 stories, 6 eram pessoas mostrando sua retrospectivas — e a maioria publicando mais de dois stories sobre isso.

Pouco depois do primeiro Wrapped, outras empresas começaram a repetir a ideia. O Deezer, rival do Spotify que é mais popular em alguns países da Europa, lança a sua retrospectiva em novembro, buscando se antecipar em relação ao rival. O Amazon Music e Apple Music também possuem suas ações de relembrar músicas e artistas mais ouvidos no ano.

A corujinha do Duolingo também divulga a retrospectiva anual de aprendizado dos usuários. Neste ano, o recap do Duo mostra até qual foi o amigo que mais dividiu quests com você. A retrospectiva mostra as línguas que você mais estudou e o seu ranking entre os que mais usaram o app (eu estou entre os 9% que mais estudaram).

Até o iFood tem a sua própria retrospectiva, mostrando ao usuário o tipo de comida mais pedida, o dia da semana em que você mais usa o app e horas economizadas ao pedir lanches.

O que os apps ganham com isso? O mesmo que o Spotify ganhou com o Wrapped: propaganda gratuita.

Com informações: Android Authority
Google Fotos estreia retrospectiva com suas melhores fotos de 2024

Google Fotos estreia retrospectiva com suas melhores fotos de 2024
Fonte: Tecnoblog

Android vai permitir que bancos limitem apps em celulares antigos

Android vai permitir que bancos limitem apps em celulares antigos

Android vai permitir que bancos limitem apps em celulares desatualizados (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Android tem uma API chamada Play Integrity que, basicamente, checa a legitimidade de aplicativos instalados de modo a aumentar a segurança do dispositivo. Essa API ganhou mais uma função: informar a determinados apps se o Android está atualizado ou não. Com isso, vários serviços, como os bancários, poderão ser limitados ou até barrados em celulares ou tablets sem updates recentes de segurança.

Os desenvolvedores do Android explicam que a API Play Integrity é um importante mecanismo de segurança, afinal, ajuda a identificar atividades fraudulentas, a atuação de bots, entre outras ameaças. Nesse sentido, a nova função da API consiste em dar aos desenvolvedores novas opções de “vereditos de integridade”.

Entre esses novas opções estão sinais de segurança que ajudam o desenvolvedor a estimar qual confiável é o dispositivo em que o seu aplicativo está sendo executado. Se, de acordo com seus parâmetros, o app estiver rodando em um ambiente com nível insatisfatório de segurança, o desenvolvedor poderá limitar as funcionalidades da ferramenta.

Com isso, aplicativos de bancos, por exemplo, poderão reduzir os limites de transferência de dinheiro ou até impedir esse tipo de operação caso seja constatado que o Android não tem determinadas atualizações de segurança.

Em linhas gerais, o padrão de funcionamento do novo recurso consiste em informar se o aparelho recebeu alguma atualização de segurança para o Android no último ano. Se negativo, os desenvolvedores poderão decidir por limitar funcionalidades específicas de seus aplicativos.

Se bancos, financeiras, serviços governamentais e afins adotarem esse recurso, isso significa que usuários com celulares ou tablets antigos terão dificuldades para utilizar seus dispositivos para operações sensíveis, como as que envolvem pagamentos ou transferências de dinheiro.

Em alguns casos, a simples instalação de atualizações do Android disponibilizadas pelo fabricante resolverá o problema. Mas, se o dispositivo já não estiver mais sendo atualizado, restarão poucas opções: instalar uma ROM do Android mais recente, procedimento que exige algum conhecimento técnico, ou trocar de dispositivo.

Celular Motorola Edge 50 Ultra com Android 14 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para quando?

As novas sinalizações da API Play Integrity já começaram a ser disponibilizadas. A previsão é a de que todos os dispositivos com Android 13 ou superior tenham as novas sinalizações até maio de 2025.

Isso significa que dispositivos com Android 13 ou superior serão identificados como tendo nível de proteção inferior se não tiverem pelo menos uma atualização de segurança no último ano. Já aparelhos com Android 12 ou anterior poderão ser considerados menos seguros por si só e, como tal, receber tratamentos diferentes por parte de aplicativos.

Mas que fique claro: essa mudança no ecossistema do Android não gera bloqueio automático de funções em aparelhos desatualizados. A decisão de limitar ou não recursos de aplicativos caberá a cada desenvolvedor ou serviço.

Com informações: Android Police, Android Developers Blog
Android vai permitir que bancos limitem apps em celulares antigos

Android vai permitir que bancos limitem apps em celulares antigos
Fonte: Tecnoblog

Apple recorre de decisão no Brasil que afeta App Store

Apple recorre de decisão no Brasil que afeta App Store

Apple entra com recurso contra decisão do Cade que a obriga a liberar sideloading e outros sistemas de pagamentos na App Store no Brasil (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Apple recorreu da decisão do Cade que a obriga a liberar o pagamento sistemas de terceiro na App Store brasileira. O recurso foi apresentado pela big tech nesta quinta-feira (5) e, até o momento dessa publicação, não foi julgado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A decisão do Cade também obriga a Apple a permitir o sideloading no iOS.

A informação do recurso foi revelada pelo site Telesíntese. No pedido de recurso, a Apple alega que a decisão da Superintendência-Geral do Cade é desproporcional e sem justificativa legal, além de afirmar que é impossível cumprir os prazos exigidos pelo órgão. O Conselho deu à big tech 20 dias para atender as demandas. Em caso de descumprimento, a empresa terá uma multa diária de R$ 250 mil.

A big tech também repete argumentos usados na decisão da Justiça americana que a obrigou a liberar o pagamento de terceiros na App Store nos Estados Unidos: a decisão do Cade traz riscos à segurança do iOS. O mesmo argumento foi apresentado após a UE aprovar a Lei de Mercados Digitais, que obrigou a permissão de sideloading no iPhone.

Decisão do Cade pede que Apple libere sistemas de pagamentos de terceiros na App Store (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O que é o processo do Cade contra a Apple?

No dia 26 de novembro, o Cade julgou uma queixa do Mercado livre contra a Apple. Na queixa, a plataforma de market place acusou a big tech de aplicar restrições que impedem ou limitam compras dentro dos apps de serviços digitais — que inclui e-commerce e streaming, por exemplo.

A queixa do Mercado Livre se assemelha às acusações da Epic Games contra a prática da Apple de impedir o pagamento por outros meios que não o sistema de pagamento da App Store.

Além de obrigar a Apple a permitir o serviço de pagamento de terceiros, o Cade exigiu que a big tech libere o sideloading (instalação de apps fora das lojas) e lojas alternativas no iOS.

No entanto, a decisão do Cade não significa que o processo está encerrado. A medida de liberar o sideloading e sistemas de pagamentos de terceiros é uma ação preventiva, que poderá ser desfeita se o julgamento do caso mostrar que a Apple está agindo conforme a legislação. O problema é que não há prazo certo para o fim do processo.

Com informações: Telesíntese e MacMagazine
Apple recorre de decisão no Brasil que afeta App Store

Apple recorre de decisão no Brasil que afeta App Store
Fonte: Tecnoblog

Telegram fecha parceria com IWF para remover conteúdos de abuso infantil

Telegram fecha parceria com IWF para remover conteúdos de abuso infantil

O Telegram deu um passo gigantesco para reduzir a propagação de material de abuso sexual infantil. A empresa anunciou parceria com a IWF (Fundação de Monitoramento da Internet, traduzido do inglês). A ação ocorre meses depois da prisão de Pavel Durov, CEO e criador do mensageiro, na França.A IWF já tem o costume de trabalhar com grandes empresas de tecnologia, governos e plataformas de mídia social a fim de impedir a propagação de material de abuso infantil. Com a nova parceria com o Telegram, o mensageiro terá acesso as ferramentas da Fundação que bloqueiam esse tipo de conteúdo; o que inclui chaves hash para mídias e links já conhecidos e qualquer outro material prejudicial detectado.

A Fundação afirma ter encontrado milhares de casos confirmados de propagação desse tipo de material no Telegram desde 2022.Clique aqui para ler mais

Telegram fecha parceria com IWF para remover conteúdos de abuso infantil
Fonte: Tudocelular

Justiça do DF revoga decisão do Cade contra Apple por abuso de posição

Justiça do DF revoga decisão do Cade contra Apple por abuso de posição


Atualização (06/12/2024) – YB
Após entrar com um recurso contra a preventiva imposta pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG-Cade), a Apple conseguiu dar a volta por cima: a empresa conseguiu suspender a medida que obrigaria a empresa a fazer mudanças que permitiriam métodos de pagamentos alternativos na App Store do Brasil.

A suspensão só foi possível graças a Justiça Federal do Distrito Federal, que considerou “desproporcional” e “desnecessária”. Além disso, a decisão, além de forçar a mudança para outras formas de pagamento nos aplicativos, também mirava a liberação do sideloading no iOS. As informações foram confirmadas pelo jornal Valor Econômico.Clique aqui para ler mais

Justiça do DF revoga decisão do Cade contra Apple por abuso de posição
Fonte: Tudocelular

Tablet gamer da REDMI com chip Dimensity 9400 tem novas especificações vazadas

Tablet gamer da REDMI com chip Dimensity 9400 tem novas especificações vazadas

Seguindo o rumor da existência de um tablet gamer em desenvolvimento pela REDMI, o leaker Digital Chat Station, que possui um histórico confiável de vazamentos, divulgou nesta sexta-feira (6) supostos novos detalhes do aparelho. Ao que parece, a novidade deve dar foco total ao desempenho, empregando um misto de recursos avançados e intermediários que tornariam o aparelho muito atraente para fãs de games mobile e até para jogadores profissionais.Segundo as informações, o aparelho traria uma tela de 8,8 polegadas “personalizada”, trazendo painel IPS LCD com alta taxa de atualização — com 144 Hz, de acordo com o rumor anterior — e uma experiência de visualização de cantos curvados e “sem furos”, uma possível referência à ausência de entalhes para a câmera frontal.

Por se tratar de tradução via máquina, é difícil dizer com precisão o que essas características mais peculiares, como a tela “sem furos”, realmente representam. Não é comum vermos entalhes em tablets, portanto também há chances de Digital Chat Station estar se referindo à ausência de câmera frontal, algo que não seria um grande problema considerando o foco gamer.Clique aqui para ler mais

Tablet gamer da REDMI com chip Dimensity 9400 tem novas especificações vazadas
Fonte: Tudocelular

Telegram atualiza com programas de afiliados em miniapps, colagens nos Stories e mais

Telegram atualiza com programas de afiliados em miniapps, colagens nos Stories e mais

O Telegram recebeu uma nova atualização nesta semana com várias novidades envolvendo os miniapps. Nesse sentido, os criadores poderão monetizar seus resultados e os desenvolvedores ganharam uma nova funcionalidade para atrair mais público, enquanto os usuários também dispõem de alguns novos recursos.Programas de AfiliadosPara começar, os Programas de Afiliados chegam aos miniapps para oferecer promoções mais transparentes para influenciadores e seus públicos. Além disso, todo mundo pode ganhar Estrelas ao entrar um desses programas.

A criação, por sua vez, não parece ser difícil e está disponível para todas as pessoas. No caso, é possível selecionar a porcentagem da receita futura os demais estão dispostos a compartilhar. Inclusive, é possível definir por quanto tempo querem compartilhar a receita após alguém interagir com a mini aplicação.Clique aqui para ler mais

Telegram atualiza com programas de afiliados em miniapps, colagens nos Stories e mais
Fonte: Tudocelular

One UI 7 traz integração dos Galaxy Buds com celular Galaxy similar aos AirPods

One UI 7 traz integração dos Galaxy Buds com celular Galaxy similar aos AirPods

Assim como a Apple, a Samsung tem trabalhado para oferecer aos usuários um ecossistema cada vez mais fechado, onde celular, relógio, tablet e até anel se integram de forma quase que simbiótica.

Tal como os iPhones e AirPods, os Galaxy Buds se conectam perfeitamente ao seu Galaxy tablet ou Galaxy Book depois de terem se conectado ao seu celular Galaxy. Com a chegada da One UI 7, a Samsung irá se inspirar na Apple e explorar ainda mais essa integração dos fones de ouvido com celulares, permitindo que você ajuste os modos de som e o equalizador diretamente pelo painel de Configurações Rápidas. Atualmente, você precisa usar o aplicativo Galaxy Wearable para controlar os modos de audição, equalizador e outras configurações de seu Galaxy Buds pareado com um celular Galaxy. A única outra forma rápida de fazer isso é colocando um widget na tela inicial. Com a One UI 7, a Samsung irá integrar esses controles dos Galaxy Buds no novo painel de Configurações Rápidas. Clique aqui para ler mais

One UI 7 traz integração dos Galaxy Buds com celular Galaxy similar aos AirPods
Fonte: Tudocelular

O que é P2P? Entenda como funciona o modelo de rede usado em torrents

O que é P2P? Entenda como funciona o modelo de rede usado em torrents

Redes P2P permitem que dispositivos se comuniquem entre si, sem um servidor central (Imagem: natanaelginting/Freepik)

Peer-to-peer (ou P2P) é um modelo de rede descentralizado, que habilita a comunicação direta entre dispositivos conectados em um mesmo ambiente. No P2P, computadores atuam como clientes e servidores durante a troca de dados, o que elimina a necessidade de um servidor central.

O exemplo mais famoso de uso das redes P2P envolve o compartilhamento de arquivos torrent via clientes como uTorrent. No entanto, redes peer-to-peer também são usadas em transações de ativos digitais, em aplicativos de streaming, e armazenamento de dados.

A descentralização é a principal vantagem das redes P2P. Isso porque a comunicação ponto a ponto e a ausência de um servidor central permitem a escalabilidade da rede, além de tornarem os compartilhamentos mais resistentes a falhas.

A seguir, saiba o que é P2P, entenda sobre o funcionamento desse modelo de rede, e confira vantagens e desvantagens de seu uso.

ÍndiceO que é P2P?Como surgiu a rede P2P?Como funciona o modelo peer-to-peer?O que é um protocolo de uma rede P2P?Onde a rede P2P é usada?Quais as vantagens de usar uma rede P2P?Quais as desvantagens de usar a rede peer-to-peer?Qual a diferença entre uma rede P2P e redes cliente-servidor?

O que é P2P?

Peer-to-peer (ou P2P) é um modelo de rede que permite a comunicação direta entre computadores de maneira descentralizada. Em outras palavras, as interações acontecem de um dispositivo (peer) para outro sem intermediários, o que resulta em uma rede “ponto a ponto” (tradução livre de peer-to-peer).

Na rede P2P, dispositivos com internet conectados a um software peer-to-peer atuam como cliente e servidor simultaneamente, o que elimina a necessidade de um servidor central. Isso faz com que computadores em uma mesma rede sejam capazes de solicitar ou fornecer recursos e serviços entre eles.

Redes P2P permitem transferências de dados entre dispositivos sem um intermediador (Imagem: jenniki/Vecteezy)

Exemplificando o peer-to-peer, um usuário que baixar um arquivo torrent (leech) também fará o papel de servidor ao fazer upload de partes do item (seed), retroalimentando a rede e permitindo o download por outros usuários conectados.

Como surgiu a rede P2P?

A origem do conceito P2P remete às criações das redes ARPANET (1969) e Usenet (1979). Enquanto a ARPANET fomentou a ideia de conexão entre computadores em diferentes localidades, a Usenet trouxe o conceito de uma rede descentralizada para compartilhamento de arquivos.

Anos mais tarde, em 1999, o modelo peer-to-peer passou a ganhar forma com a chegada do Napster, desenvolvido por Shawn Fanning. A rede permitiu que usuários usassem um programa para compartilhar arquivos dos discos locais um dos outros, embora ainda houvesse a necessidade de um servidor central.

O conceito do P2P “puro” só veio a ocorrer em 2000, com o lançamento do Gnutella. Criado por Justin Frankel eTom Pepper, o protocolo eliminou a necessidade de um servidor central, e permitiu a comunicação direta entre os computadores em rede, que passaram a atuar como cliente e servidor de maneira simultânea.

Como funciona o modelo peer-to-peer?

O modelo P2P se baseia no compartilhamento de arquivos entre dispositivos conectados em rede, sem a necessidade de um servidor central. Essa conexão ponto a ponto acontece via softwares P2P dedicados (como uTorrent ou eMule), que dão acesso a itens compartilháveis alocados em cada aparelho.

Quando um dispositivo (peer) busca por um arquivo, a rede P2P vai procurá-lo em outros computadores conectados que possuem o item, facilitando e acelerando o download. De maneira simplificada, cada computador fará uploads de fragmentos do arquivo para que o usuário consiga baixar o item na íntegra.

Esse processo ajuda a explicar o conceito do modelo P2P: por conta da ausência de um servidor central, todos os dispositivos conectados atuam como cliente (ao baixar um arquivo) e como servidor (ao hostear fragmentos do arquivo para downloads de terceiros).

O resultado disso consiste em uma rede direta para compartilhamento de arquivos, descentralizada, e que atua de forma colaborativa com a participação dos usuários conectados.

O que é um protocolo de uma rede P2P?

O protocolo P2P é o conjunto de regras e padrões que ditam como os dispositivos vão se comunicar entre si em um ambiente peer-to-peer, de modo a estabelecer um padrão para que os pontos da rede sigam os mesmos procedimentos.

Os protocolos peer-to-peer são responsáveis por estipular a forma com que os dispositivos localizarão uns aos outros na rede, e como será a transferência de dados (via divisão, fragmentação ou união, por exemplo). Além disso, os protocolos realizam manutenções da rede e ditam os recursos de segurança para os compartilhamentos.

Vale destacar que protocolo P2P não é o mesmo que uma rede P2P: enquanto o primeiro consiste no conjunto de regras para a comunicação entre dispositivos em uma rede, o segundo refere-se ao grupo de dispositivos conectados.

Protocolos P2P habilitam a funcionalidade de redes peer-to-peer (Imagem: chingdd1867383/Vecteezy)

Exemplos de protocolos P2P usados para compartilhamentos e transferências blockchain incluem nomes como BitTorrent, Gnutella, Tor e Ethereum.

Onde a rede P2P é usada?

Por ser uma forma de comunicação descentralizada entre dispositivos, as redes P2P podem ser aplicadas a diversas áreas, como:

Compartilhamento de arquivos: softwares como BitTorrent e eMule utilizam redes P2P para facilitar o compartilhamento de itens torrent entre os peers;

Transações de ativos: criptomoedas e outros ativos digitais usam redes P2P para transações descentralizadas;

Streaming de conteúdos: programas como Popcorn Time e algumas ferramentas de IPTV são baseadas em redes peer-to-peer para distribuir conteúdos para reprodução dos peers;

Armazenamento de dados: é possível usar ecossistemas baseados em P2P para armazenar dados sem a dependência de um provedor centralizado;

Jogos online: determinados jogos podem usar redes P2P para conectar jogadores a outros, sem a necessidade de um servidor.

Quais as vantagens de usar uma rede P2P?

O uso de redes P2P pode ser útil em diversas situações, especialmente quando se trata de compartilhamento de dados. E dentre os principais benefícios da rede peer-to-peer, estão:

Tolerância a falhas: por não depender de um servidor central, o peer-to-peer permite o funcionamento da rede mesmo que existam falhas em pares específicos;

Maior escalabilidade: por não limitar-se às capacidades de um único servidor, a rede P2P pode escalar seus recursos à medida que mais usuários se conectam;

Comunicação direta: a comunicação direta de um computador para outro sem intermediários otimiza a eficiência de tarefas em tempo real, a exemplo de mensagens instantâneas e chamadas de voz e vídeo;

Aplicabilidade ampla: redes P2P podem ser usadas para diferentes finalidades, como compartilhamento de arquivos, transações de ativos digitais ou sistemas de comunicação, por exemplo;

Custo reduzido: o uso de redes P2P habilita a comunicação entre dispositivos conectados sem a necessidade de servidores ou infraestrutura de ponta.

Quais as desvantagens de usar a rede peer-to-peer?

Apesar do papel importante na comunicação descentralizada entre computadores, o uso de redes peer-to-peer também pode ser atrelado a problemas éticos e de segurança. Algumas das desvantagens do P2P envolvem:

Disseminação de ameaças: a ausência de um controle central de segurança e privacidade facilita a disseminação de arquivos infectados por malware ou outras ameaças;

Corrupção de dados: a falta de consistência dos dados é algo comum em redes P2P, já que modificações no arquivo e versões distintas podem causar conflitos ou corrupção de informações;

Inconstância de velocidade: o desempenho de um download ou transferência está atrelado à velocidade de sua internet e à quantidade de usuários que estão fazendo o seed do arquivo;

Associação à pirataria: redes P2P são frequentemente relacionadas ao compartilhamento ilegal (pirataria) de arquivos protegidos por direitos autorais, o que pode resultar em questões legais;

Sobrecarregamento de tráfego: a conexão da rede P2P pode ficar congestionada ou sobrecarregada, caso muitos usuários estejam conectados e transmitindo dados de forma simultânea.

Qual a diferença entre uma rede P2P e redes cliente-servidor?

A rede P2P tem estrutura escalável e descentralizada, de forma a permitir a comunicação entre os computadores sem a necessidade de um servidor central. Por conta disso, todos os dispositivos conectados tem papéis computacionais iguais, atuando como clientes e servidores.

Já redes cliente-servidor seguem uma estrutura centralizada e hierárquica: clientes fazem as requisições, enquanto o servidor processa os dados e executa as tarefas. E como não há distribuição entre peers, a escalabilidade da rede é limitada à capacidade do servidor central.
O que é P2P? Entenda como funciona o modelo de rede usado em torrents

O que é P2P? Entenda como funciona o modelo de rede usado em torrents
Fonte: Tecnoblog