Blog

Apple prepara um grande redesign para o iOS, iPadOS e macOS em 2025

Apple prepara um grande redesign para o iOS, iPadOS e macOS em 2025

iOS 19 pode marcar uma grande mudança no visual do iOS, que segue um design lançado em 2013 (imagem: reprodução/Apple)

Resumo

Apple planeja um grande redesign para o iOS 19, iPadOS 19 e macOS 16 em 2025.
Segundo Mark Gurman, as mudanças serão inspiradas no visionOS e inclui alterações de ícones, menus, aplicativos, janelas e botões.
A última grande reformulação do sistema operacional ocorreu em 2013, com o iOS 7.

A Apple está preparando um grande redesign dos seus sistemas operacionais. Segundo Mark Gurman, jornalista da Bloomberg, o novo visual dos dispositivos da big tech será liberado ainda neste ano, no iOS 19, iPadOS 19 e macOS 16. O último grande redesign dos SOs da Apple ocorreu em 2013, com o lançamento do iOS 7.

Quais serão as mudanças de design no iOS, iPadOS e macOS?

Gurman, a maior fonte de Apple do mundo, relata que a “reforma” dos sistemas operacionais da big tech trará novos visuais para: ícones, menus, aplicativos, janelas e botões do sistema. Segundo fontes ouvidas pelo jornalista, o design será baseado no SO do visionOS — usado no headset VR Apple Vision Pro.

VisionOS será a base da atualização de design da Apple para os iOS, iPadOS e macOS (imagem: divulgação/Pavel Durov)

Mais detalhes sobre essas novidades serão reveladas na próxima WWDC, evento da Apple voltado para desenvolvedores no qual são apresentadas melhorias no sistema operacional da empresa.

Por que a Apple fará um redesign em seus sistemas operacionais?

Segundo fontes ouvidas por Gurman, a Apple quer deixar os sistemas operacionais mais parecidos entre si. Atualmente, alguns ícones de aplicativos e janelas tem um visual único para cada dispositivo. Isso dificulta a usabilidade do usuário ao sair de um iPhone para um Mac, por exemplo.

Inconsistência entre visual do macOS, iPadOS e iOS é razão para Apple reformar o design dos SOs (imagem: reprodução/Apple)

A Apple não tem planos de unir os seus sistemas operacionais. Para a big tech, conforme apurou Gurman, desenvolver SOs separados para cada um dos seus dispositivos permite criar melhores sistemas, já que eles são dedicados para os formatos. Por exemplo, o Android é o mesmo para celulares, dobráveis e tablets.

O último grande redesign do iPhone

Design do iOS 7, lançado em 2013, ainda segue fortemente presente no iOS em 2025 (imagem: divulgação)

A última vez que a Apple realizou um grande redesign no sistema operacional do iPhone foi em 2013, quando a empresa lançou o iOS 7. Desde então, o SO teve poucas mudanças. A barra de recursos e notificações se destaca como a principal mudança no visual, mas a tela inicial, ícones e botões seguem praticamente inalterados.

Claro, novos recursos foram adotados no iOS, como a biblioteca de apps. Contudo, essas novidades e pequenas mudanças no design mantêm a fidelidade do visual ao iOS 7.

Com informações de Bloomberg e The Verge
Apple prepara um grande redesign para o iOS, iPadOS e macOS em 2025

Apple prepara um grande redesign para o iOS, iPadOS e macOS em 2025
Fonte: Tecnoblog

Solução para Chromecast pode demorar até uma semana, mostra análise

Solução para Chromecast pode demorar até uma semana, mostra análise

Chromecast 2 chegou ao mercado em 2015 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

Resumo

O Chromecast enfrenta falhas por expiração de um certificado intermediário em 09/03/2025, resultando em erros de autenticação.
O Google reconhece o problema e trabalha na correção, desaconselhando restaurar as configurações de fábrica do dispositivo.
Análise técnica sugere duas saídas: forçar a confiança no certificado expirado ou alterar os clientes para ignorar a expiração.

As reclamações de que o Chromecast parou de funcionar devem rondar a internet por pelo menos mais uma semana, de acordo com uma tese publicada no Reddit. O consumidor tchebb realizou testes, descobriu o motivo da pane e estimou que o Google leve sete dias para aplicar uma das duas possíveis soluções. Tudo nos leva a crer que houve um erro da empresa no planejamento e gestão de certificados.

Por enquanto, a gigante da tecnologia se limita a dizer que reconhece o problema no Chromecast, está atuando numa correção e vai fornecer soluções quando possível. O Google também orienta que os donos do aparelho não restaurem as configurações de fábrica.

Qual o problema com o Chromecast?

Desde domingo (09), donos de Chromecast 2 e Chromecast Audio se queixam de que não é possível transmitir o conteúdo do celular, computador etc. para o dispositivo. Um aviso no Chromecast menciona uma falha de firmware.

O usuário tchebb utilizou o modo de depuração do Chrome e tentou enviar um vídeo hospedado no YouTube para o Chromecast, mas não conseguiu por causa da recente pane. Mensagens no arquivo de logs do navegador confirmaram que o Chromecast enfrenta um erro de autenticação – especificamente um ‘ChannelError::AUTHENTICATION_ERROR’ ,– indicando falha na validação do certificado intermediário, que é essencial para a autenticação do Chromecast.

O Chromecast estava se conectando corretamente à rede, mas não conseguia provar que era um dispositivo legítimo, então o Chrome o bloqueava.

Em resumo, o certificado intermediário usado para autenticar o Chromecast junto aos clientes do Google expirou em 09/03/2025. Isso quebra parte do funcionamento desta tecnologia em produtos do próprio Google.

O teste foi refeito com node-castv2, uma biblioteca Node.js usada para interagir diretamente com dispositivos Chromecast e diagnosticar problemas técnicos. Depois disso, o usuário usou o programa OpenSSL para analisar os certificados envolvidos na operação.

O certificado do Chromecast está válido até 2036

Já o certificado intermediário do Chromecast expirou no domingo

Mesmo que o Chromecast ainda seja legítimo, os clientes do Google (como o Chrome e o Google Home) não confiam mais nele porque seu “avalista” (a autoridade intermediária) não tem mais validade.

Toda a experimentação foi documentada e os trechos principais foram incluídos na postagem no Reddit.

Chromecast na TV pede atualização de software (imagem: reprodução/@marce1o__)

Quais as possíveis soluções?

Com base na análise técnica, o usuário aponta que a equipe do Google poderia adotar dois caminhos para resolver a situação:

Forçar os clientes (Chrome, Google Home etc.) a confiar no certificado intermediário vencido adicionando manualmente sua impressão digital (fingerprint) à lista de certificados confiáveis. Dessa forma, mesmo que esteja expirado, ele será aceito como válido automaticamente.

Alterar o código dos clientes para ignorar a data de expiração do certificado específico. A autenticação do Chromecast funcionaria normalmente, sem precisar modificar os dispositivos ou renovar o certificado.

O provável prazo de sete dias leva em consideração que a solução exigirá atualizações no Chrome, Google Play Services e Google Home, além da sincronização com os ciclos de lançamento desses produtos.

Enquanto a correção não chega, os donos de Chromecast 2 e Chromecast Audio podem ficar sem suporte para transmissão via aplicativos do Google. No entanto, há relatos de que o VLC e outros aplicativos de terceiros continuam funcionando normalmente.

Confira a nota do Google na íntegra

“Estamos cientes de um problema que está afetando dispositivos Chromecast de 2ª geração e Chromecast Audio, e estamos trabalhando em uma solução. Os usuários não devem redefinir os dispositivos para as configurações de fábrica. Informaremos assim que a correção estiver disponível.”

– Google em 10/03/2025

Solução para Chromecast pode demorar até uma semana, mostra análise

Solução para Chromecast pode demorar até uma semana, mostra análise
Fonte: Tecnoblog

HyperOS 2: Xiaomi implementa transferência de Live Photos para aparelhos com iOS

HyperOS 2: Xiaomi implementa transferência de Live Photos para aparelhos com iOS

A Xiaomi anunciou que mais dispositivos de seu portfólio compatíveis com HyperOS 2 poderão ter acesso a recursos ligados ao LivePhotos. Conforme noticiado pelo portal Xiaomitime, as pessoas que usam celulares e tablets da marca poderão compartilhar os registros entre si com pessoas que usam iPhones e iPads.

Para quem não sabe, esse é um tipo de “foto que se mexe” que foi implementado pela Apple em seus aparelhos. Agora, os modelos que rodam o sistema HyperOS 2 podem compartilhar esses registros em um formato de imagens dinâmicas que deixam os efeitos do recurso de fotografia intactos.O anúncio da Xiaomi, então, permite que as pessoas possam transferir essas LivePhotos sem problemas entre os seus produtos e os da Apple. Mas, ainda é preciso seguir alguns requisitos importantes, como ter ambos os aparelhos conectados na mesma rede de internet, além de os apps estarem com as últimas versões instaladas.Clique aqui para ler mais

HyperOS 2: Xiaomi implementa transferência de Live Photos para aparelhos com iOS
Fonte: Tudocelular

Wildfire E5 Plus: celular é anunciado pela HTC com câmera de 50 MP, tela de 90 Hz e mais

Wildfire E5 Plus: celular é anunciado pela HTC com câmera de 50 MP, tela de 90 Hz e mais

A HTC está aumentando seu portfólio de smartphones com o anúncio do Wildfire E5 Plus, o seu mais novo celular de entrada acessível, mas que conta com algumas configurações que o faz beirar a categoria de intermediário. A novidade conta com um design que passa uma impressão de aparelho moderno, assim como também uma câmera de 50 MP.

O celular também oferece ao usuário outras configurações úteis, como uma tela com uma agradável taxa de atualização de 90 Hz para uma navegação mais fluida em aplicativos e até mesmo pelo sistema do aparelho.O mais novo membro da família Wildfire da HTC é um celular de entrada com uma tela de 6,7 polegadas, taxa de atualização de 90 Hz como comentado e uma resolução de 720p+ e até três cores disponíveis atualmente.Clique aqui para ler mais

Wildfire E5 Plus: celular é anunciado pela HTC com câmera de 50 MP, tela de 90 Hz e mais
Fonte: Tudocelular

Motorola registra patente de celular dobrável em formato de livro com comunicação via satélite

Motorola registra patente de celular dobrável em formato de livro com comunicação via satélite

Uma patente curiosa registrada pela Motorola na semana passada mostra que a companhia estaria estudando desenvolver um rival para o Galaxy Z Fold da Samsung, equipado com comunicação vai satélite. A documentação, publicada pelo escritório de patentes dos EUA (USPTO) e descoberta pelo portal MySmartPrice, sugere diferentes dispositivos dobráveis, e pode não chegar a ser lançada nos formatos sugeridos, mas indica algumas das tecnologias que devem ser adotadas pela marca no futuro.De acordo com os registros, a patente foi solicitada em 2023, tendo sido publicada apenas na última quinta-feira (6) para acesso ao público. Mais do que isso, o USPTO ainda precisa analisar a solicitação para concedê-la, mas já é possível conferir informações interessantes. O foco parece ser na implementação da tecnologia de comunicação via satélite em dispositivos dobráveis, havendo a descrição de algumas das inovações preparadas pela Motorola.

Os destaques iriam para a antena, que teria um formato mais compacto achatado com 1 mm de espessura para aproveitar melhor o espaço dos aparelhos, além de um sistema de gerenciamento da conexão, que permitiria ao usuário aplicar ajustes e enviar dados. A função escanearia ainda os sensores do dispositivo para exibir as informações em diferentes telas.Clique aqui para ler mais

Motorola registra patente de celular dobrável em formato de livro com comunicação via satélite
Fonte: Tudocelular

Xiaomi, OnePlus e OPPO podem lançar celulares ultrafinos com Snapdragon 8 Elite Gen 2

Xiaomi, OnePlus e OPPO podem lançar celulares ultrafinos com Snapdragon 8 Elite Gen 2

Enquanto relatos de informantes da indústria indicam que o Snapdragon 8 Elite Gen 2 continuará sendo fabricado pela TSMC, o confiável usuário Digital Chat Station do Weibo disse hoje que várias fabricantes já estão testando celulares com Snapdragon 8 Elite Gen 2 somente com suporte a eSIM com design mais fino.O fato é que a tecnologia eSIM ainda não é amplamente adotada na China, mas isto deve mudar com futuros celulares lançados com Snapdragon 8 Elite Gen 2. Segundo o informante de hoje, várias fabricantes chinesas estão testando modelos de celulares somente com suporte a eSIM, o que permite que eles tenham design mais fino.Embora isto signifique que as fabricantes tenham que lançar duas versões do mesmo aparelho, a vantagem fica clara pelo interesse do público em aparelhos mais compactos no bolso, como o futuro Galaxy S25 Edge, o TECNO Spark Slim e o iPhone 17 Air.Clique aqui para ler mais

Xiaomi, OnePlus e OPPO podem lançar celulares ultrafinos com Snapdragon 8 Elite Gen 2
Fonte: Tudocelular

Samsung nega descontinuação da S Pen em celulares após lançar versão sem Bluetooth

Samsung nega descontinuação da S Pen em celulares após lançar versão sem Bluetooth

A Samsung removeu o Bluetooth da S Pen na linha Galaxy S25, o que despertou a desconfiança de que ela poderia simplesmente descontinuar o acessório no futuro. Porém, você não precisa se preocupar se você gosta do acessório para anotações, pois a Samsung confirmou hoje que a caneta continuará fazendo parte dos seus produtos.A resposta foi dada por Annika Bizon, vice-presidente de produto e marketing da Samsung Mobile Experience (MX) no Reino Unido, em uma entrevista concedida ao TechRadar, onde ela disse:


O multimodal é muito importante para nós […] É assim que as pessoas usam o telefone – seja falando, escrevendo, em uma reunião. As pessoas usam suas S Pens em reuniões para fazer anotações. Portanto, não vejo um espaço onde a S Pen não seja uma parte fundamental do nosso portfólio.Clique aqui para ler mais

Samsung nega descontinuação da S Pen em celulares após lançar versão sem Bluetooth
Fonte: Tudocelular

Western Digital abandona SSDs para se focar em discos rígidos

Western Digital abandona SSDs para se focar em discos rígidos

HD da Western Digital para datacenters (imagem: divulgação/Western Digital)

Resumo

Western Digital deixará de fabricar SSDs e focará em discos rígidos, com ênfase no mercado de datacenters.
A SanDisk assumirá a produção de SSDs e outros dispositivos baseados em memória Flash.
Ambas as empresas se tornarão independentes e de capital aberto, e os acionistas da Western Digital receberão ações da SanDisk.

Sem fazer alarde, a Western Digital anunciou que está voltando a ser uma empresa focada totalmente em produzir discos rígidos (HDs). Com a decisão, a companhia deixará de fabricar SSDs com a sua marca. A partir de agora, essa divisão ficará inteiramente a cargo da SanDisk.

A Western Digital anunciou a aquisição da SanDisk em 2015, por US$ 19 bilhões, com o negócio tendo sido concluído no ano seguinte. Desde então, as duas companhias vinham mesclando as suas operações, principalmente no âmbito comercial.

Mas, em 2024, a Western Digital anunciou a decisão de separar os dois negócios como forma de otimizar as operações de cada marca. Com cada empresa direcionando seus esforços àquilo em que é especializada, a tendência é a de que ambas se tornem mais competitivas ou respondam com mais eficácia às instabilidades do mercado.

O que acontece agora com a Western Digital?

Com a separação dos dois negócios, a Western Digital passa a trabalhar somente com HDs. Não é um mercado morto, longe disso. Discos rígidos já não estão tão presentes em PCs para uso doméstico, mas ainda são muito demandados em datacenters e aplicações corporativas.

Não é por acaso que o CEO da companhia não esconde a empolgação com esse segmento:

Olhando para o futuro, enxergamos uma grande oportunidade. À medida que a IA acelera e impacta indústrias no mundo todo, e à medida que empresas geram e armazenam mais dados, espera-se que as vendas de exabytes em HDs aumentem.

Além disso, muitos dos dados armazenados por provedores de serviços nas nuvens, como dados de aplicativos de nuvem nativos, data lakes de IA, mídia e dados para aprendizado de máquina, são executados em HDs.

Irving Tan, CEO da Western Digital

Por sua vez, a SanDisk ficará focada em SSDs, bem como em outros dispositivos baseados em memória Flash, como pendrives e cartões de memória. Existe até a possibilidade de a SanDisk utilizar as instalações da Kioxia (antiga Toshiba) para produzir unidades de memória. Essas instalações estavam sendo usadas pela Western Digital para o mesmo fim.

SSD da linha WD_BLACK (imagem: divulgação/Western Digital)

A mudança já é visível nos sites oficiais. Neles, cada marca só destaca os próprios itens. Em breve, não será possível encontrar produtos da SanDisk no site da Western Digital e vice-versa (pelo menos nos sites voltados aos Estados Unidos).

Embora a separação dos negócios tenha ocorrido de modo planejado e sem risco de desabastecimento no mercado, a mudança ainda pode ter um ou outro efeito colateral.

Levemos em conta, como exemplo, que a linha de SSDs WD_BLACK (muito usada em PCs para jogos), da Western Digital, deve deixar de existir quando os estoques atuais acabarem, caso não seja absorvida pela SanDisk. Se isso se tornar realidade, quem garante que os usuários irão comprar SSDs de SanDisk no lugar deles?

Fala-se que a SanDisk pode simplesmente substituir a marca “WD” por “SD”, uma referência ao seu próprio nome. Contudo, isso pode levar os consumidores a confundirem esses SSDs com cartões SD. Só nos resta ficar de olho nos próximos passos da companhia.

Vale enfatizar também que, com a decisão, Western Digital e SanDisk deixam de fazer parte do mesmo grupo. Com isso, ambas voltam a ser empresas independentes, de capital aberto. Como compensação, quem já era acionista da Western Digital receberá algumas ações ordinárias da SanDisk.

Com informações de TechSpot
Western Digital abandona SSDs para se focar em discos rígidos

Western Digital abandona SSDs para se focar em discos rígidos
Fonte: Tecnoblog

Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos

Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos

Samsung sofre há anos com desempenho dos Exynos, mas agora quer entender o que acontece na divisão de SoCs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung iniciou uma auditoria interna para investigar problemas de desempenho no Exynos e na produção de chips.
Em 2024, a divisão responsável pelo Exynos registrou um prejuízo de 4 a 5 trilhões de won (aproximadamente R$ 19,9 bilhões).
A sul-coreana tem enfrentado dificuldades na execução de desempenho dos chips, enquanto tenta superar a TSMC.

A Samsung está tomando uma medida mais firme para entender os problemas do Exynos e da sua foundry, divisão responsável pela produção de chips. Segundo o jornal sul-coreano Chosun, a empresa iniciou uma auditoria nessas duas divisões. Esse processo é um dos primeiros realizados pelo Escritório de Diagnóstico de Gerência, uma espécie de DOGE da Samsung.

O DOGE é um órgão governamental dos EUA liderado por Elon Musk, cujo objetivo é revisar contratos, cortar gastos e gerar mais eficiência no governo. Quase o que o Escritório de Diagnóstico de Gerência faz. A auditoria da Samsung busca entender os motivos pelos quais, mesmo com investimentos bilionários, sua foundry não tem resultados satisfatórios nas litografias abaixo de 4 nm e por que o Exynos segue problemático.

Por que a Samsung fará uma auditoria em duas divisões?

A Samsung LSI, setor que fabrica o Exynos e os sensores Isocell, e a sua foundy estão entregando resultados que não condizem com os enormes investimentos feitos nos últimos anos.

Samsung Galaxy S22 e sua versão com Exynos 2200 ficou bem abaixo da versão com Snapdragon 8 Gen 1 (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

Começando pelo Exynos, o caso mais conhecido. A Samsung produziu alguns processadores problemáticos recentemente. O Exynos 2200, por exemplo, teve um desempenho tão fraco que a linha Galaxy S22 não teve uma edição FE.

Isso ainda levou a Samsung LSI a abandonar o Exynos 2300 para focar em resolver problemas de desenvolvimento dos SoCs. O Exynos 2400 chegou em um bom nível, mas o Exynos 2500 não foi finalizado a tempo do S25.

No ano passado, a divisão LSI teve uma perda financeira entre 4 trilhões e 5 trilhões de won (R$ 19,9 bilhões). Os sensores Isocell, ainda que não aparentem ter problemas de desempenho, fizeram a fatia de mercado da Samsung nesse segmento cair para menos de 20% — a Sony segue líder indisputada.

O setor de fabricação de chips parece ser o caso mais grave. Em 2019, a Samsung prometeu que até 2030 a divisão receberá um investimento total de R$ 677,1 bilhões. Contudo, desde então, a foundry não reverteu esse valor em crescimento de mercado. O market share caiu de 19,1% para 8,2% no ano passado.

O sonho da Samsung é ser a maior fabricante de chips do mundo, mas está difícil superar a TSMC e conseguir um alto desempenho nas litografias de 4 nm e menores.

Com informações de SamMobile e Chosun
Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos

Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos
Fonte: Tecnoblog