Category: Texas

FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana

FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana

Autoridades afirmam que salários obtidos financiam programas militares (imagem: stephan/Flickr)

Resumo

O FBI fez buscas em mais de 40 residências no Texas e apreendeu cerca de 187 dispositivos.
As máquinas permitiam que norte-coreanos trabalhassem remotamente em empresas americanas usando identidades falsas ou roubadas.
Em ação separada, a Justiça dos EUA anunciou acusações contra 14 pessoas e a prisão de dois americanos.

O FBI realizou buscas em mais de 40 residências no Texas usadas ou suspeitas de funcionar como “fazendas de notebooks” para trabalhadores norte-coreanos. A operação apreendeu cerca de 187 dispositivos que, segundo as autoridades, ajudavam a obter empregos remotos em empresas americanas com identidades falsas ou roubadas.

O governo dos EUA alega que os salários recebidos nesses esquemas ajudam a financiar o regime da Coreia do Norte, contornando sanções internacionais. A ação ocorreu entre 21 e 25 de setembro e foi divulgada na terça-feira (13/10). Entre os equipamentos estavam notebooks e dispositivos que permitem controlar teclado, tela e mouse remotamente.

Como funcionam as fazendas de notebooks?

Acesso remoto permitia operar computadores nos EUA (imagem: Sergey Zolkin/Unsplash)

As fazendas são mantidas por facilitadores nos Estados Unidos. São eles que recebem os computadores enviados pelos empregadores, deixam as máquinas conectadas à internet e instalam recursos de acesso remoto. Os operadores, que estão em outros países, passam a trabalhar nesses equipamentos como se estivessem em território americano.

O endereço local ajuda a disfarçar a localização real de quem executa as tarefas. Segundo o New York Times, o FBI decidiu interromper a rede no Texas, sem esperar acusações formais. Não houve prisões nessa etapa. Os envolvidos foram avisados que poderiam enfrentar punições criminais se continuassem colaborando com as fraudes.

O FBI afirma que os facilitadores nem sempre sabem para quem estão trabalhando. Os recrutadores procuram pessoas em dificuldades financeiras e oferecem serviços aparentemente simples, como receber encomendas ou manter notebooks ligados em casa, em troca de pagamento.

O esquema atingiu até empresas de segurança. A KnowBe4 admitiu ter contratado um funcionário norte-coreano com identidade roubada e foto alterada com inteligência artificial. A Amazon também identificou o que seria um infiltrado após detectar um atraso na digitação: o notebook estava nos Estados Unidos, mas era controlado remotamente, com tráfego rastreado até a China. Uma facilitadora mantinha o equipamento conectado e a latência serviu como sinal para uma investigação.

Outra denúncia envolve mais de 70 empresas

O Departamento de Justiça também fez a denúncia de um esquema que afetou mais de 70 empresas entre 2019 e 2025 e gerou aproximadamente US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,1 milhões em conversão direta), que teriam sido encaminhados à entidades norte-coreanas.

Vale lembrar que os EUA já aplicaram sanções contra facilitadores e empresas de fachada envolvidos nesses esquemas.

FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana

FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana
Fonte: Tecnoblog

Robô da Tesla prende e machuca funcionário em fábrica nos EUA

Robô da Tesla prende e machuca funcionário em fábrica nos EUA

Tesla tem número de acidentes de trabalho acima da média (Imagem: Ivan Radic/Flickr)

Resumo

Incidente: Um engenheiro da Tesla foi capturado por um robô na Giga Texas, resultando em lesões nas costas e no braço em 2021.
Contexto: O incidente aconteceu durante a programação dos equipamentos. Um robô responsável por peças de alumínio permaneceu ativo, levando ao ocorrido.
Intervenção: Um colega usou botão de emergência para interromper a máquina, após o engenheiro cair e se ferir.
Riscos Laborais: A unidade Giga Texas registra índices de acidentes de trabalho acima da média nacional dos EUA.

As garras de um robô da Tesla prenderam um trabalhador da empresa em uma fábrica do Texas (EUA). O engenheiro teve ferimentos nas costas e no braço, deixando um rastro de sangue no local, segundo testemunhas. O episódio é mencionado em um relatório enviado para autoridades regulatórias. Ele aconteceu em 2021, na fábrica Giga Texas, da Tesla, que fica na cidade de Austin.

O funcionário é um engenheiro, que trabalhava na programação do software de controle dos robôs. Dois deles estavam desativados, mas um terceiro, responsável pelo manuseio de peças de alumínio recém-fundidas, ficou ligado e causou o acidente. O robô fez os movimentos normais, mas como o trabalhador estava próximo, ele acabou sendo agarrado pela máquina.

Tesla Model Y é um dos modelos fabricados na Giga Texas (Foto: Divulgação/Tesla)

Outro funcionário precisou apertar um botão de emergência para suspender a operação da máquina. Segundo duas testemunhas ouvidas pelo site The Information, o engenheiro conseguiu se soltar das garras, mas caiu alguns metros adiante, em uma rampa para coletar sucata de alumínio, deixando um rastro de sangue no chão.

Apesar disso, a Tesla diz, no relatório, que o engenheiro não precisou ficar afastado do trabalho devido aos ferimentos. Segundo o Daily Mail, que teve acesso aos documentos, nenhum outro acidente envolvendo robôs aconteceu em 2021 e 2022.

Tesla tem frequência de acidentes maior que a média

Não são só os carros da Tesla que causam polêmica quando o assunto é segurança — as próprias fábricas da empresa são alvo de críticas. Em 2021, um funcionário que trabalhava na construção da Giga Texas morreu de insolação.

Segundo a reportagem do The Information, um a cada 21 funcionários da fábrica Giga Texas da Tesla se feriu durante o trabalho em 2022. O número indica uma frequência maior que a média dos EUA, que é de um a cada 30.

Os dados de acidentes graves também mostram esta mesma tendência. Um a cada 26 funcionários da Tesla teve ferimentos sérios no trabalho em 2022. Em outras grandes montadoras dos EUA, este número é menos frequente: um a cada 38 trabalhadores.

Com informações: Daily Mail, The Independent, Sky News
Robô da Tesla prende e machuca funcionário em fábrica nos EUA

Robô da Tesla prende e machuca funcionário em fábrica nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Galaxy S22 Ultra é o primeiro smartphone a realizar chamada via satélite

Galaxy S22 Ultra é o primeiro smartphone a realizar chamada via satélite

O Galaxy S22 Ultra se tornou o primeiro smartphone a realizar uma chamada via satélite — mesmo sem equipamentos nativos para isso. A telecom americana AT&T e a AST SpaceMobile, empresa que visa desenvolver uma rede telefônica por satélite, foram as responsáveis pela pesquisa. A chamada feito pelo S22 Ultra foi realizada do Texas para o Japão.

Samsung Galaxy S22 Ultra conquista feito histórico (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Por mais que a linha iPhone 14 conte com suporte para conexão via satélite, o usuário só pode enviar SMS para serviços de emergência. O contato é feito com os satélites Globalstar. O SoC Snapdragon 8 Gen 2 também pode enviar SMS por satélites através da comunicação com a rede Iridium — e a Samsung não lançou o recurso na linha Galaxy S23. Tanto a Globalstar e a Iridium utilizam bandas próprias, o que exige um componente a mais nos telefones.

No experimento, o Galaxy S22 Ultra e outro smartphone usaram um satélite se comunicando pela rede LTE. O enorme satélite BlueWalker 3, da ATS SpaceMobile serviu como uma “antena LTE no espaço”. Isso mostra que a realização de chamadas via satélite pode chegar para todos os smartphones com LTE — sem transformar os dispositivos em tijolões novamente — e até 3G.

Galaxy S22 Ultra fez ligação usando banda da AT&T

No teste, o Galaxy S22 Ultra fez uma ligação usando a banda de telefonia da AT&T. A ligação, partindo do Texas, foi direcionada para um satélite BlueWalker 3, que então transmitiu a chamada para outro smartphone no Japão. Segundo as empresas, nenhum dos dispositivos sofreram modificações de hardware para realizar a chamada.

O uso da faixa de frequência da AT&T é a razão pela qual não foi necessário alterar nada nos smartphones. O “trabalho pesado” ficou com o BlueWalker 3, que teve que transmitir todos os rápidos dados celulares entre dois lugares separados por mais de 10 mil quilômetros.

O serviço feito pela AST SpaceMobile não é diferente do que a T-Mobile quer fazer com a SpaceX. Os satélites atuam como antenas de telefonia móvel no espaço. O fato de permitir que qualquer smartphone com 4G realize ligação por satélite promete expandir a cobertura de sinal.

T-Mobile e SpaceX anunciaram parceria para usar satélites Starlink como antenas de telefonia (Imagem: Divulgação)

No futuro, lugares sem conexão com rede celular, países em desenvolvimento e zonas de desastres se beneficiarão do uso de satélites para chamadas.

Em nações em desenvolvimento e zonas mais afastadas dos grandes centros urbanos, a aquisição de dois telefones (um smart e outro para ligações via satélite) pode ser um gasto impactante. Já em zonas de desastres, que podem perder a infraestrutura tradicional, levar um único dispositivo para a comunicação é mais prático que dois aparelhos.

Com informações: Android Authority
Galaxy S22 Ultra é o primeiro smartphone a realizar chamada via satélite

Galaxy S22 Ultra é o primeiro smartphone a realizar chamada via satélite
Fonte: Tecnoblog