Category: Meta AI

Meta admite que seus óculos gravaram conversas mesmo sem comando

Meta admite que seus óculos gravaram conversas mesmo sem comando

Ray-Ban Meta Gen 2 Wayfarer (imagem: divulgação)

Resumo

Os óculos Ray-Ban Meta registraram áudios e transcrições sem comando de ativação.
A Meta confirmou uma falha nos dispositivos que permitia gravações mesmo sem ativação e afirmou que a falha foi corrigida.
Os usuários podem gerenciar e excluir registros de voz por meio das configurações do aplicativo Meta AI.

A Meta confirmou uma falha nos óculos inteligentes Ray-Ban Meta que permitia aos dispositivos registrarem conversas mesmo sem o comando de ativação “Hey Meta”. Os áudios capturados apareciam posteriormente no aplicativo Meta AI acompanhados de transcrições em texto.

Os relatos circularam no Reddit após uma atualização recente de firmware dos óculos, segundo o TechSpot. A empresa não explicou o que provocou as gravações, mas disse que a falha já foi corrigida.

“Este problema foi resolvido. As pessoas podem gerenciar, revisar e excluir registros de voz de suas interações com o Meta AI por meio das configurações a qualquer momento”, afirmou a empresa. Os óculos Ray-Ban Meta são vendidos no Brasil com preços a partir de R$ 3.699.

Óculos registravam áudio sem ativação

Um dos relatos vem de um usuário que diz ter encontrado conversas mesmo quando o recurso “Respond without Hey Meta”, que permite continuar algumas interações sem repetir a frase de ativação, estava desativado.

Ele afirma que a luz branca indicadora chegou a acender durante algumas dessas gravações. Esse LED é utilizado pelo dispositivo para indicar quando determinados recursos de captura estão em funcionamento e tem sido o ponto central entre os mecanismos de segurança da empresa.

O proprietário alega que recebeu orientações do suporte da Meta, que indicavam para desativar as permissões de câmera e microfone, a detecção de uso dos óculos, apagar o histórico de comandos e interromper temporariamente as atualizações automáticas.

Segundo o usuário, as medidas afetariam algumas das principais funções do dispositivo. Ele também afirmou estar conversando com advogados sobre a possibilidade de uma ação coletiva contra a Meta.

Meta enfrenta problemas de privacidade

O episódio se soma a outros problemas de privacidade envolvendo os óculos com câmera e microfone da Meta. Usuários passaram a se aproveitar da “discrição” da câmera nos óculos para fazer conteúdo para redes sociais gravando outras pessoas sem consentimento.

Relatos de trabalhadores terceirizados responsáveis pela revisão de gravações produzidas pela IA dos dispositivos indicam que a câmera estaria captando os consumidores em situações privadas, incluindo relações sexuais. O material, segundo o TechSpot, era analisado durante trabalhos de treinamento de sistema de inteligência artificial da Meta.

Mark Zuckerberg em apresentação do Ray-Ban Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

As polêmicas têm forçado a companhia a atualizar sucessivamente seus mecanismos de segurança, especialmente no que diz respeito ao LED que sinaliza uma gravação em andamento.

Os óculos passaram a bloquear gravações quando o sistema identifica que a luz está coberta ou que tenha sido danificada, por exemplo. A empresa afirmou ao Tecnoblog, em setembro, que desativou 0,1% dos óculos vendidos, que estariam adulterados.

Ainda assim, os óculos são alvo de discussões sobre regras e leis ao redor do mundo, principalmente contra a entrada dos dispositivos em determinados espaços. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já os incluiu entre os itens proibidos nas cabines de votação, por exemplo, e o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) acionou o Ministério Público Federal por uma investigação sobre os riscos dos dispositivos.

Meta admite que seus óculos gravaram conversas mesmo sem comando

Meta admite que seus óculos gravaram conversas mesmo sem comando
Fonte: Tecnoblog

Meta lança o Muse Wonder, sua IA mais avançada até agora

Meta lança o Muse Wonder, sua IA mais avançada até agora

O Muse Wonder combina memória entre conversas para executar tarefas complexas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta apresentou os modelos Muse Wonder e Muse Wonder Full, descritos como os mais avançados da empresa.
As novidades focam em agentes de IA com memória entre conversas e maior persistência em tarefas complexas.
O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores, mas chegará ao aplicativo Muse mais tarde.

A Meta apresentou o Muse Wonder e o Muse Wonder Full, seus novos modelos de inteligência artificial voltados para agentes pessoais e profissionais. Segundo a companhia, os sistemas são os mais poderosos que já criou e reforçam a disputa com modelos de ponta das rivais OpenAI e Anthropic.

Os modelos foram treinados para executar tarefas que demandam várias etapas, como analisar contratos, desenvolver aplicativos e utilizar navegadores ou outros programas.

O que o Muse Wonder pode fazer?

Uma das principais novidades é o recurso Active Memory, que permite ao modelo guardar informações importantes entre diferentes conversas e recuperá-las em novas tarefas. Já o Active Focus foi desenvolvido para manter o agente trabalhando mesmo diante de dificuldades.

Segundo a Meta, o modelo pode tentar métodos alternativos ao encontrar obstáculos, adaptar o plano conforme surgem novas informações e pedir ajuda ao usuário quando necessário. Antes de executar ações consideradas importantes, ele também pede confirmação.

A novidade combina essas funções com capacidade de operar computadores. Em demonstrações, a Meta mostra o Muse Wonder usando um navegador e outros aplicativos para criar e encomendar produtos a partir de fotos de um perfil no Instagram. O modelo também foi treinado para programação e pode dividir um projeto entre subagentes, realizar alterações em vários arquivos e continuar trabalhando mesmo quando encontra erros.

Esses recursos ampliam as funções do Muse, que já conseguia navegar em sites e preencher formulários sozinho, um nível de autonomia que já gerou conflitos. A Amazon bloqueou recentemente o serviço em sua loja após acusá-lo de não se identificar adequadamente.

O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores a US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída (cerca de R$ 20 e R$ 100 em conversão direta, respectivamente). Já o Muse Wonder Full, versão mais avançada, fica restrito aos planos pagos do Muse Code e não possui cobrança individual por tokens.

IA compete com os modelos mais avançados

Avanço da inteligência dos modelos da Meta ao longo de 14 meses (imagem: divulgação)

A big tech afirma que Muse Wonder e Wonder Full atingem desempenho de ponta em avaliações envolvendo programação, memória e agentes profissionais. A companhia destaca tarefas longas de desenvolvimento de software e atividades envolvendo áreas como finanças, saúde e direito, mas os resultados precisam ser vistos com cautela, já que parte das comparações foi realizada ou selecionada pela própria Meta.

Em testes independentes da Artificial Analysis, o Muse Wonder marcou 52 pontos no Intelligence Index, um índice que reúne avaliações de raciocínio, programação e outras capacidades, resumindo o desempenho em uma pontuação. O Muse Wonder Full chegou a 56 pontos. Ambos superaram o Muse Spark 1.3, com 48, mas ficaram abaixo do Claude Opus 5.5, com 58.

Quando o Muse chega ao Brasil?

A Meta afirma que o Muse Wonder chegará “em breve” ao aplicativo Muse, inicialmente para assinantes. O serviço continua limitado principalmente aos Estados Unidos e Canadá, sem previsão de lançamento no Brasil.
Meta lança o Muse Wonder, sua IA mais avançada até agora

Meta lança o Muse Wonder, sua IA mais avançada até agora
Fonte: Tecnoblog

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta atualiza sugestões de IA em vídeos nos apps da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta anunciou mudanças em seu assistente de IA após uma usuária relatar que a ferramenta sugeria perguntas invasivas sobre suas filhas.
A IA cruzou dados de parentes e exibiu uma foto que havia sido apagada, reunindo dados sobre suas filhas, incluindo nomes, datas de aniversário e vídeos.
A empresa admitiu que “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”.

Que as redes sociais expõem muito sobre alguém, todo mundo já sabe. Mas a IA parece estar facilitando o processo: a Meta anunciou mudanças no assistente integrado às suas plataformas depois que uma mulher descobriu que a ferramenta cruzava informações para sugerir perguntas invasivas sobre sua filha.

Segundo Kalie Robins, a Meta AI perguntou “Quem é a criança?” em um vídeo que mostrava ela e a própria filha cantando dentro de um carro. A publicação foi compartilhada no Instagram e no Facebook. Ao clicar na sugestão, Robins afirma ter encontrado um “portfólio completo” de informações não apenas sobre a filha que aparecia no vídeo, mas também sobre sua outra filha, que não estava na cena.

De acordo com o Futurism, isso teria acontecido porque a IA cruzou informações publicadas por outros integrantes da família, incluindo dados que não haviam sido compartilhados pela própria Robins.

A porta-voz da Meta Dina El-Kassaby admitiu que a companhia “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”. Segundo ela, a equipe já corrigiu o problema que permitia a geração de sugestões relacionadas a assuntos pessoais.

No entanto, vale notar que a correção é para as sugestões. Isso não significa, necessariamente, que a plataforma impedirá o chatbot de fornecer essas informações caso um usuário faça uma pergunta diretamente.

IA traz dados de publicações antigas

IA sugeria perguntas invasivas sobre a criança no vídeo (imagem: reprodução/Kalie Robins)

Em outro vídeo publicado no Instagram, Robins relata que, ao selecionar a sugestão, o assistente reuniu informações sobre cada uma das filhas a partir de publicações antigas no perfil e até posts feitos por parentes. “Ele começou a trazer informações […], os nomes, datas de aniversário e vídeos sobre elas”, além de fotos publicadas pela mãe, afirma.

A ferramenta passou, então, a sugerir novas perguntas sobre a idade das crianças e o lugar onde a família vive. Em prints apresentados durante o vídeo, Robins mostra a IA tentando destrinchar a localização com base em informações antigas do perfil, incluindo antigos endereços.

Robins também afirma que a Meta AI exibiu fotos de suas filhas encontradas nas plataformas da empresa, incluindo uma imagem que, segundo ela, havia sido apagada anos antes.

Meta diz que IA usa informações já disponíveis

Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo El-Kassaby, as sugestões automáticas foram criadas para ajudar o usuário a obter mais informações sobre assuntos em uma publicação. Quando um dos atalhos é selecionado, a resposta usa informações às quais aquele perfil já dá autorização de acesso.

As informações sobre as filhas de Robins, inclusive, teriam sido obtidas a partir de vídeos anteriores, nos quais ela mesma citava os nomes.

A Meta AI é a ferramenta de inteligência artificial da Meta integrada a praticamente todos os seus serviços, incluindo Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger.

Não é o primeiro recuo da Meta com IA

A mudança nas sugestões de comandos é mais um recuo recente da Meta envolvendo recursos de inteligência artificial integrados às suas redes sociais.

Em julho, a empresa desativou uma ferramenta que permitia criar imagens no estilo deepfake usando a aparência de outros usuários do Instagram. A funcionalidade também gerou repercussão negativa e questionamentos relacionados à privacidade.

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças
Fonte: Tecnoblog

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Instagram foi criticado por sindicato de atores de Hollywood (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

A Meta desativou a função do Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos após enfrentar questionamentos sobre privacidade e direito de imagem.
A função, lançada na terça-feira (07) como parte do modelo de geração de imagens Muse Image, permitia que fotos de contas públicas do Instagram fossem usadas como referência, gerando críticas.
O SAG-AFTRA recomendou que seus membros desativassem a função, classificando como “inaceitável” o uso das imagens sem consentimento claro, e a Meta reconheceu que o recurso “errou o alvo” ao não oferecer controle adequado sobre o uso do conteúdo público.

A Meta desativou a polêmica função no Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos. A novidade tinha sido anunciada ao longo da semana e rapidamente enfrentou questionamentos, já que foi ativada por padrão, com potencial de violar a privacidade e o direito de imagem dos usuários.

O Muse Image foi lançado na terça-feira (07) como o primeiro modelo de geração de imagens por inteligência artificial do Meta Superintelligence Labs. Integrado ao chatbot Meta AI, o recurso usa fotos como input. Uma das funções permitia mencionar contas públicas do Instagram para que seu conteúdo fosse usado como referência nas gerações. Este ponto concentrou a maior parte das críticas.

O Tecnoblog realizou testes na tarde deste sábado (11) e confirmou que a novidade foi retirada dos ajustes do Instagram, ao menos no Android. A Meta não colocou nenhum aviso diretamente no app.

A atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy por Hacks, criticou o recurso no Instagram e disse que ele havia sido ativado automaticamente. Ela recomendou que os usuários o desligassem.

Na quinta-feira (09/07), o SAG-AFTRA, sindicato que representa atores e outros profissionais de mídia, também recomendou a seus membros que desativassem a função, classificando como “inaceitável” qualquer uso das imagens dos usuários sem um opt-in claro.

Em comunicado, a empresa disse que a “intenção era oferecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle” sobre o uso do conteúdo público, mas reconheceu que “o recurso errou o alvo” e por isso foi retirado do ar. O SAG-AFTRA classificou a retirada como “a atitude responsável” diante dos riscos de réplicas digitais não consentidas.
Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários
Fonte: Tecnoblog

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Muse Image estará disponível na Meta AI (imagem: divulgação)

Resumo

A Meta lançou o Muse Image, um modelo de IA para gerar imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab.
O Muse Image será usado na Meta AI, WhatsApp e Instagram para gerar imagens e aplicar efeitos, e também estará disponível para anunciantes como parte do serviço Advantage Plus.
A ferramenta permite incorporar fotos de contas públicas do Instagram e ajustar elementos, mudar estilos e criar variações de alta qualidade.

A Meta anunciou, nesta terça-feira (07/07), o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Image. Ele deverá ser o responsável por gerar imagens na Meta AI, bem como executar algumas tarefas no WhatsApp e no Instagram.

Essa é a primeira tecnologia do tipo desenvolvida pelo Meta Superintelligence Lab, braço da gigante das redes sociais dedicado à inteligência artificial e chefiado por Alexandr Wang. Em abril, a divisão fez sua estreia com o Muse Spark, de geração de texto.

O que o Muse Image é capaz de fazer?

Segundo a Meta, o Muse Image fica à frente do Nano Banana 2, do Google, em diversos benchmarks, ficando atrás apenas do gerador de imagens do ChatGPT, o GPT Image 2.

O novo modelo estará disponível via Meta AI para geração de imagens. Antes, a empresa contava com o Midjourney para essa tarefa. No WhatsApp e no Instagram, ele também poderá ser usado para aplicar mais de 30 efeitos.

Efeitos para imagens no WhatsApp também vão usar o Muse Image (imagem: divulgação)

Na Meta AI, usuários poderão incorporar fotos de contas públicas do Instagram às suas criações, marcando os perfis donos das imagens usadas. Vale ter atenção a isso: o recurso vem ativado por padrão. Se você tem uma conta sem cadeado e não gostaria de ver suas fotos editadas por outras pessoas, é bom entrar nas configurações e desativar esse uso.

Facebook e Messenger ganharão acesso ao Muse Image futuramente. A Meta também prepara um modelo de vídeo chamado Muse Video, ainda sem previsão de lançamento.

Ferramenta estará disponível em pacote para anunciantes

A Meta não quer que o Muse Image seja apenas um recurso para redes sociais. A empresa também aposta no modelo como uma ferramenta para anunciantes. Ele estará no serviço Advantage Plus, serviço da companhia voltado ao mercado publicitário, que deve chegar nas próximas semanas.

“O Muse Image traz raciocínio nativo ao processo criativo para ajustar elementos, mudar estilos e criar variações com base no material original, chegando em menos iterações a versões de alta qualidade e alinhadas com a marca”, diz a Meta em um texto dedicado aos anunciantes.

Com informações do Axios e da CNBC.
Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Modo anônimo com privacidade total: A Meta AI recebeu uma função de conversa anônima que utiliza a tecnologia de Processamento Privado. Segundo a empresa, os dados são processados em um ambiente seguro que nem a própria Meta pode acessar, e as mensagens desaparecem por padrão após o uso.
Diferenciação dos concorrentes: O anúncio foca no fato de que, ao contrário de outros modos anônimos do mercado (como os do ChatGPT e Gemini), a solução da Meta não armazena as perguntas ou respostas para acesso interno, permitindo o compartilhamento de dados sensíveis, como finanças e saúde.
Novidades no horizonte: Além da disponibilidade imediata no WhatsApp e em um aplicativo dedicado, a Meta confirmou que lançará nos próximos meses a “conversa paralela”, um recurso que permitirá usar a IA dentro de outros chats para obter ajuda contextual sem interromper o fluxo da conversa principal.

Mais privacidade para os usuários. Essa é a promessa da Meta ao anunciar nesta terça-feira (12/05) a função de conversa anônima na Meta AI. A ferramenta está disponível dentro do WhatsApp e por meio de um aplicativo independente. A liberação começa hoje, de forma gradual, para todos os países onde a tecnologia está disponível.

O Tecnoblog participou de um bate-papo com o diretor-geral do WhatsApp, Will Cathcart, junto de outros veículos de imprensa da América Latina. Ele defendeu que a ferramenta é totalmente anônima e que a Meta não terá acesso a nenhum dado compartilhado com a inteligência artificial.

Como funciona o modo anônimo da Meta AI?

Conversa privada com a Meta AI (imagem: divulgação)

Cathcart explica que o projeto bebe da fonte da mesma tecnologia que faz o resumo das conversas no WhatsApp, batizada de Processamento Privado. Ela coleta informações, manda para a nuvem em um ambiente privado e depois destrói os dados. O executivo não chega a citar nomes, mas nitidamente está mirando no ChatGPT e Gemini, ferramentas concorrentes em que, mesmo na função anônima, os dados podem ficar armazenados e acessíveis para a OpenAI e o Google.

De acordo com Cathcart, a novidade permite que os usuários façam consultas que normalmente não gostariam de expor a uma IA que salva as conversas. Por exemplo, compartilhar documentos financeiros ou expor questões de saúde.

Sistema pode parar em assuntos muito sensíveis

Durante a conversa com jornalistas, o executivo disse que esta modalidade da Meta AI segue as mesmas diretrizes de segurança do serviço tradicional. Isso significa que, numa consulta envolvendo ideações suicidas, por exemplo, a ferramenta pode indicar maneiras de obter ajuda ou simplesmente parar de responder.

Nesta versão, a ferramenta não é capaz de gerar imagens. A função pode chegar no futuro, ainda segundo o executivo.
WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas
Fonte: Tecnoblog

Meta usará IA como critério de avaliação dos funcionários

Meta usará IA como critério de avaliação dos funcionários

Meta tenta impulsionar uso de IA internamente até para avaliações de desempenho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta usará IA como critério de avaliação de desempenho dos funcionários a partir de 2026, focando em resultados e produtividade impulsionados por IA.
A empresa permitirá que funcionários utilizem IA, como o Metamate e o Gemini, para escrever autoavaliações e feedbacks, começando no ciclo de avaliações de dezembro.
A Meta busca uma cultura nativa de IA, com a iniciativa AI4P visando multiplicar a produtividade da equipe por cinco, abrangendo todos os setores.

A Meta vai adotar uma nova diretriz baseada em “impacto impulsionado por IA” nas avaliações de desempenho dos funcionários a partir de 2026. A mensagem, enviada nesta quinta-feira (13/11) e assinada pela chefe de pessoal da Meta, Janelle Gale, informou que os funcionários serão avaliados conforme o uso da inteligência artificial para entregar resultados e aumentar a produtividade.

Embora a métrica ainda não seja formal para as avaliações deste ano, no documento, obtido pelo Business Insider, Gale incentivou os trabalhadores a incluírem “vitórias movidas a IA” nas autoavaliações, garantindo que impactos excepcionais já sejam recompensados.

A mudança na empresa acompanha um movimento de outras gigantes de tecnologia, como Microsoft, Google e Amazon, que também estariam pressionando funcionários a usar mais IA.

IA para escrever a própria avaliação

Empresa usará IA desde o processo de contratação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para acelerar essa adoção, a Meta já havia reformulado seu processo de contratação, permitindo que candidatos usem IA em entrevistas de código, e lançou um jogo interno chamado “Level Up”.

“À medida que avançamos para um futuro nativo de IA, queremos reconhecer as pessoas que estão nos ajudando a chegar lá mais rápido”, escreveu Gale no memorando.

Além de avaliar o uso da IA, a empresa também vai usar a tecnologia para “facilitar” o próprio processo de avaliação para o ciclo de avaliações deste ano, que começa em 8 de dezembro. A companhia anunciou há poucos dias que utilizará o AI Performance Assistant (Assistente de Desempenho de IA, em tradução livre).

Segundo o memorando, os funcionários poderão usar o assistente interno Metamate e até mesmo o Gemini, do Google, para ajudar a redigir seus textos de autoavaliação e feedback.

Cultura nativa de IA na Meta

Inteligência artificial virou recurso indispensável de produtividade na Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em outubro, o vice-presidente de metaverso da Meta, Vishal Shah, já havia falado sobre uma iniciativa interna chamada AI4P (AI for Productivity), que tem como meta multiplicar a produtividade da equipe por cinco, indo além de “pequenas melhorias”.

O objetivo, segundo comunicado, era fazer da IA “um hábito, não uma novidade” para todos os setores — não apenas engenharia. A ambição, segundo ele, era que a IA acelerasse processos criativos e técnicos.
Meta usará IA como critério de avaliação dos funcionários

Meta usará IA como critério de avaliação dos funcionários
Fonte: Tecnoblog

Instagram segue passos do Nano Banana e ganha editor de fotos com IA

Instagram segue passos do Nano Banana e ganha editor de fotos com IA

Meta AI é capaz de fazer edições avançadas, promete empresa (imagem: divulgação)

Resumo

O Instagram lançou o Restyle, um editor de fotos com IA que usa a Meta AI para modificar imagens em stories através de prompts de texto.
O Restyle permite remover detalhes, adicionar elementos e aplicar efeitos, com opções predefinidas ou instruções personalizadas.
A função está sendo liberada gradualmente e também pode ser usada em vídeos, mas apenas com presets da Meta AI.

O Instagram anunciou, nesta quinta-feira (23/10), o lançamento da função Restyle. A ferramenta usa a Meta AI para editar stories de acordo com o que você escreve em um prompt de texto, lembrando bastante o Nano Banana, presente no Gemini, do Google.

“Se você quiser remover um detalhe indesejado, colocar um elemento divertido, mudar a vibe usando um efeito diferente ou começar uma trend com seus amigos, agora você pode fazer isso de modo simples”, diz o comunicado da rede social. “Use o Restyle nas suas fotos e vídeos nos stories do Instagram para fazer edições com a Meta AI, sejam elas grandes ou pequenas.”

Como é costume nos lançamentos da Meta, o Restyle está sendo liberado gradualmente e pode demorar algumas semanas para chegar até você.

Como usar o Restyle?

Comece a criar um story e escolha uma foto da sua galeria. Depois, toque no ícone de pincel no topo da tela. O Restyle oferece três opções predefinidas para adicionar, remover ou mudar elementos. Basta escolher uma delas e digitar o que você deseja. Também é possível ir diretamente para o prompt, sem escolher entre essas alternativas.

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Meta AI (@meta.ai)

Com isso, você pode tirar pessoas do fundo das fotos, mudar a cor do cabelo das pessoas, colocar objetos divertidos como coroa e balões, trocar o fundo por um pôr do sol e muito mais.

Segundo a empresa, para atingir o resultado desejado, é recomendável que você escreva instruções detalhadas: diga qual pessoa deve receber os efeitos, explique como você quer a iluminação, aponte em que área da imagem as edições devem ser feitas, descreva o estilo desejado e especifique um local para servir de cenário, por exemplo.

A Meta acrescentou ainda alguns efeitos prontos, que podem ser aplicados sem depender de instruções adicionais, como transformar o estilo da imagem em anime, aquarela ou 8-bits, entre outros. O Restyle também está disponível para vídeos, mas nesse caso, só é possível usar os presets oferecidos pela Meta AI.

Com informações da Meta e do Engadget

Instagram segue passos do Nano Banana e ganha editor de fotos com IA

Instagram segue passos do Nano Banana e ganha editor de fotos com IA
Fonte: Tecnoblog

Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios

Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios

Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Resumo

A partir de 16 de dezembro, interações com a Meta AI no Instagram e Facebook serão usadas para segmentação de anúncios;
Mudança afeta apenas perfis na Central de Contas da Meta; dados sensíveis não serão usados para a segmentação;
Interações com a Meta AI também serão usadas para recomendação de conteúdo ao usuário.

A partir de 16 de dezembro deste ano, as interações que você tiver com a Meta AI a partir do Instagram e Facebook servirão de base para a exibição de anúncios segmentados nesses serviços. Usuários estão sendo avisados por e-mail e notificações sobre a mudança desde o último dia 7.

Isso significa que, se você for à área de mensagens do Instagram e perguntar à Meta AI sobre exercícios físicos, poderá ver anúncios sobre tênis ou roupas de academia no decorrer dos dias seguintes, só para dar um exemplo.

Também é possível que você comece a se deparar com publicações sobre o mesmo assunto. Isso porque as suas interações com a Meta AI poderão influenciar não só os anúncios direcionados a você, como também as recomendações personalizadas de conteúdo.

Em linhas gerais, a Meta classifica a mudança como uma evolução dos parâmetros que já são usados para recomendação de conteúdo e anúncios direcionados, como curtidas e comentários em publicações.

Embora a nova abordagem possa envolver todas as plataformas da Meta, a mudança valerá apenas para os perfis que o usuário tem na Central de Contas. Se ali estiverem os seus perfis no Instagram e Facebook, mas não a sua conta no WhatsApp, por exemplo, as interações com a Meta AI por meio deste último não serão consideradas.

Se o seu perfil do WhatsApp estiver cadastrado na Central de Contas, as interações com a Meta AI a partir do serviço poderão ser usadas para segmentação de anúncios no Instagram e Facebook. Contudo, não há indicativos de que o WhatsApp em si exibirá anúncios.

Saiba como conferir, adicionar ou remover perfis na Central de Contas da Meta.

Ainda de acordo com a companhia, dados sensíveis, que envolvem religião, orientação sexual e preferências políticas, por exemplo, não serão usados para a segmentação de anúncios.

E-mail da Meta informando o uso das interações com a IA para anúncios (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É possível impedir que as interações com a Meta AI sejam usadas para anúncios?

Até o momento, não há nenhuma configuração nativa que desative o uso da Meta AI para recomendação de conteúdo e anúncios segmentados. O que o usuário pode fazer é acessar a área Preferência de anúncios para realizar ajustes específicos, como ocultar as publicações de determinados anunciantes, mas não para impedir o uso da Meta IA para esse fim.

A quem se preocupa com a nova abordagem só resta uma opção: evitar o uso da Meta AI, tanto quanto possível.
Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios

Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios
Fonte: Tecnoblog

Prepare-se: seu Instagram vai ficar cheio de vídeos dublados por IA

Prepare-se: seu Instagram vai ficar cheio de vídeos dublados por IA

Usuários podem ver Reels de outras línguas com dublagem em português (imagem: divulgação/Meta)

Resumo

O Instagram expandiu o novo recurso de tradução de voz por inteligência artificial no Reels, incluindo suporte ao português e hindi. A novidade, que já estava disponível para inglês e espanhol desde agosto, tem como objetivo ajudar criadores de conteúdo a alcançar uma audiência global.

A ferramenta utiliza a Meta AI para analisar o áudio original de um vídeo e gerar uma versão dublada no idioma do espectador. Durante uma demonstração do recurso em português, entretanto, nota-se que a tecnologia ainda mistura o português falado no Brasil com construções frasais mais comuns em Portugal.

Além da dublagem, a IA também oferece uma funcionalidade de sincronização labial, que ajusta sutilmente os movimentos da boca do criador para que correspondam ao áudio, tornando o resultado mais natural.

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Adam Mosseri (@mosseri)

Como ocorre a tradução?

A Meta desenvolveu a tecnologia de IA para “imitar o som e o tom da voz do criador”, buscando preservar a autenticidade do conteúdo original, mesmo em outro idioma.

Ainda assim, o processo não é totalmente automático para quem posta: é necessário ativar a opção “Traduza sua voz com a Meta AI”, antes de publicar um Reel. Em seguida, o criador pode revisar as traduções geradas e aprovar as versões que deseja disponibilizar.

A empresa também informou que está trabalhando em novas funcionalidades para o recurso. Em breve, a tradução de áudio com múltiplos interlocutores, já presente nos Reels no Facebook, chegará também ao Instagram.

A plataforma também planeja lançar uma tradução para textos aplicados aos vídeos por meio de stickers.

Sim, tem como desativar

Meta permite desativação completa da ferramenta (imagem: divulgação/Meta)

Ao contrário do que ocorre no YouTube, que também oferece tradução automática e dublagem de vídeos por IA, o Instagram oferece controles fáceis para desativar a ferramenta.

Na rede do Google, muitos usuários reclamam que a tradução é ativada por padrão e que as opções para desativá-la não são claras. Já o Instagram, que também traz a tecnologia ativada por padrão, pode ter se adiantado com as críticas feitas ao concorrente.

Para desativar as traduções em todos os Reels:

Acesse o seu perfil e toque no menu (três linhas) no canto superior direito.

Vá em Configurações e atividade.

Toque em Idioma e traduções.

Para gerenciar a tradução em um Reel específico:

Enquanto assiste a um vídeo, toque no ícone de três pontos (…).

Selecione Traduções.

Neste menu, é possível desativar a tradução para aquele vídeo, escolher para qual idioma traduzir ou relatar um erro na dublagem.

A Meta afirma que o recurso está sendo liberado gradualmente para todos os usuários com contas públicas do Instagram e para criadores no Facebook com mais de mil seguidores.
Prepare-se: seu Instagram vai ficar cheio de vídeos dublados por IA

Prepare-se: seu Instagram vai ficar cheio de vídeos dublados por IA
Fonte: Tecnoblog