Category: Kindle

Amazon tem Kindle de 11ª Geração e Paperwhite em oferta no Prime Day

Amazon tem Kindle de 11ª Geração e Paperwhite em oferta no Prime Day

Gosta de ler e é assinante do Amazon Prime? Então você já pode aproveitar as ofertas exclusivas do Prime Day, como a do Kindle de 11ª Geração por R$ 399, do Kindle Paperwhite de 16 GB e do Kindle Paperwhite de 32 GB com desconto de 20%. Além disso, é possível assinar o Unlimited por R$ 0,00 nos três primeiros meses . 

Kindle Paperwhite com 16 GB e 32 GB estão mais baratos. (Imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Mais desconto pra você
O Achados do TB está sempre de olho para encontrar as melhores ofertas de tecnologia e compartilhar em primeira mão no grupo do WhatsApp ou no canal do Telegram . Vai ficar de fora dessa?

Kindle por menos de R$ 400

No Prime Day, quem é assinante Amazon Prime, ganha frete grátis para todo o Brasil independente do valor gasto e acesso a descontos exclusivos, inclusive para alguns modelos do leitor de livros digitais da empresa.

O Kindle de 11ª Geração é um dos produtos em oferta e está saindo por R$ 399 na Amazon. Com uma tela de 6’’, resolução de 300 ppi (maior que na geração anterior) e 16 GB, o e-reader é ideal para quem ainda não tem um Kindle ou busca o modelo mais básico mesmo. Lançado em 2022 com um preço sugerido de R$ 499, o desconto dado pela Amazon representa 20%, um dos melhores até o momento.

Kindle (11ª Geração) por R$ 399 em até 12x sem juros na Amazon

Kindle Paperwhite fica mais barato no Prime Day

O Kindle Paperwhite (versão de 2021) traz algumas especificações mais avançadas que o modelo básico, como a certificação IPX8 que oferece proteção contra água para que você não tenha medo de usá-lo na praia ou na piscina. O Tecnoblog testou o Kindle Paperwhite e destacou também outros pontos como a tela de 6,8’’, o modo noturno e o salto de velocidade na hora de mudar de página comparado à geração anterior.

A Amazon presentou os assinantes do seu serviço com uma oferta desse modelo e quem comprar o leitor digital com 16 GB no Prime Day pagará R$ 639 — um desconto de R$ 160 (20%) em relação ao preço sugerido de R$ 799. 

Kindle Paperwhite de 16 GB por R$ 639 em até 12x sem juros na Amazon 

Normalmente, 16 GB de armazenamento é o suficiente para um e-reader, mas se você precisa de mais espaço para seus livros é melhor comprar o Kindle Paperwhite Signature Edition com 32 GB por R$ 719.  Além das mesmas especificações que o modelo com 16 GB, ele vem com sensor de luz adaptável. Com um preço sugerido de R$ 899, você terá um desconto de R$ 180 ao adquiri-lo na Amazon.

Kindle Paperwhite Signature Edition de 32 GB por R$ 719 em até 12x sem juros na Amazon

Kindle Unlimited de graça por 3 meses

O Kindle Unlimited é um serviço da Amazon que dá acesso a um milhão de eBooks por R$ 19,90 por mês. Se você nunca assinou porque tinha dúvidas se vale a pena ou não pagar por isso, pode tirar a “prova dos 9” agora no Prime Day.

Por 3 meses, você poderá usar o serviço da Amazon gratuitamente e, caso queira continuar com a assinatura após esse período, será cobrada a taxa mensal no seu cartão cadastrado na plataforma. Se preferir, pode cancelar o Kindle Unlimited antes dos 90 dias de teste — você não será cobrado por isso.

 Kindle Unlimited (3 Meses) por R$ 0,00

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Amazon tem Kindle de 11ª Geração e Paperwhite em oferta no Prime Day

Amazon tem Kindle de 11ª Geração e Paperwhite em oferta no Prime Day
Fonte: Tecnoblog

Quando éramos colecionadores de arquivos

Quando éramos colecionadores de arquivos

De quem é aquele livro digital que você comprou para ler no Kindle? Se o seu primeiro impulso é responder “é meu, ué”, bem, saiba que isso tecnicamente não é verdade. E o mesmo valeria para um filme que você comprou em plataformas como Google ou Apple.

Você se orgulhava da sua coleção de arquivos? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Estes produtos não são seus no sentido estrito do termo. Afinal, você não tem acesso direto ao arquivo, nem pode consumi-lo numa plataforma diferente daquela onde ele foi comprado. O DRM (Digital Rights Management) impede o produto de ser objetivamente seu.

No fim das contas, o que você comprou foi acesso. Essa é a lógica que rege nossa relação com a maioria dos conteúdos que consumimos na internet. Num streaming isso fica mais claro, afinal há uma assinatura envolvida; você paga mensalmente para assistir o que quiser do catálogo. Mas o mesmo acontece na compra de itens digitais.

Experiências anteriores com esses conteúdos não podiam ser mais diferentes. Um livro físico comprado na Amazon é seu e pronto, podendo ser emprestado e até revendido. O mesmo vale para um Blu-ray. No entanto, quando se trata do digital, abrimos mão do controle sobre o produto pelo qual pagamos.

E, naturalmente, isso muda bastante a nossa relação com esses produtos.

Encontrar coisas na internet dava trabalho

Não dá para fugir: o jeito de ter acesso a conteúdos diversos na internet dos anos 2000 envolvia pirataria. Era assim que conseguíamos ouvir música e assistir a filmes e séries antes dos streamings aparecerem.

Mas o fato de haver pirataria não significa que sempre foi fácil encontrar o que procurávamos.

Para começar, a banda larga no Brasil não se popularizou do dia para a noite. Baixar uma foto ou um arquivo mp3 podia durar a noite toda. Além disso, nem sempre houve sites especializados em materiais específicos, de modo que muitas vezes você se decepcionava ao constatar que baixou um arquivo que não era bem aquele você procurava.

Isso era muito comum com músicas. Os nomes indicavam se tratar de uma certa canção, mas na realidade se tratava de outra. Achar conteúdo na internet já teve sua camada de fricção, e você nem sempre sabia o que ia acabar baixando no seu computador.

Antes do streaming, o jeito era apelar para a pirataria (Imagem: Peter Dutton/Flickr)

Por essas razões, era mais comum ter uma relação de afeto com os arquivos que possuíamos. Em primeiro lugar, eles eram de fato nossos; em segundo, tê-los significava que fizemos um certo esforço. Numa era de escassez de conteúdo, dávamos valor aos que conseguíamos obter.

O contraste em relação ao que vivemos hoje é gritante. Praticamente qualquer coisa que demoraríamos horas para baixar naquela época, hoje pode ser encontrada num serviço de streaming de vídeo ou música. O trabalho agora resume a digitar o que você deseja na busca e clicar para ter acesso. O que era raro agora é comum.

Não é mais necessário, portanto, dedicar tempo à organização de nossos arquivos em pastas, como se estivéssemos cuidando de uma coleção de itens valiosos. E, se não há trabalho para desfrutar de todo esse conteúdo, também não há motivo para se orgulhar de seus “bens” digitais. Afinal, eles só pertencem a você na mesma medida que pertencem a todo mundo.

O que é um diretório?

A dinâmica de possuir arquivos enfatizava o aspecto físico do armazenamento de informações. Dependíamos das pastas em nossos computadores, e, quando o HD ficava cheio, partíamos para mídias como CDs, DVDs e HDs externos. Nossos itens digitais ocupavam um espaço muito real.

Hoje, até mesmo essa materialidade está mais distante. Claro que a música que você ouve no Spotify está armazenada em algum lugar físico, da mesma forma que a série da Netflix; porém, do lado do usuário, basta fazer a busca e dar o play.

Há uma praticidade incrível nisso, é claro. Você não perde arquivos devido a arranhões num CD, ou porque aquele HD externo com as fotos da formatura que você jurava que estava no armário simplesmente desapareceu. A perda de conexão afetiva com o conteúdo existe, mas vem com um ganho enorme em conveniência.

Mas esse processo também pode ter uma face negativa. É o que alguns professores têm observado nos Estados Unidos quando precisam ensinar conceitos básicos de informática para alunos da geração Z. Mesmo estudantes da área de tecnologia encontram certa dificuldade em entender que arquivos baixados têm uma localização específica no computador.

O que você baixa para o seu computador tem um endereço (Tecnoblog)

Em casos mais extremos, o próprio conceito de “arquivo” não é compreendido. Uma das razões possíveis é hiperconectividade: para esse grupo de pessoas, os computadores não são a interface básica de contato com o digital, e sim a internet de forma geral — e, mais especificamente, aplicativos como Google, Instagram e TikTok.

Da mesma forma, a busca é o modo padrão de obter o que se deseja, e não a exploração de pastas. Na prática, é como se estes usuários tivessem uma noção essencialmente diferente do que significa obter conteúdo na internet. Para eles, a informação está o tempo todo dispersa, mas basta digitar algo e ela vem até você.

Não é seu, e você pode ficar sem

Outro ponto importante a ser destacado na conversa sobre a praticidade do acesso é que, bem, nem mesmo isso pode ser tomado como certo.

No Tecnocast 290, discutimos alguns casos em que o usuário pode perder acesso a produtos digitais que comprou. Um exemplo prático foi o que aconteceu com a loja de e-books da Microsoft, fechada em 2019. Os livros digitais comprados foram simplesmente apagados.

A empresa reembolsou os consumidores, ou seja, não houve prejuízo financeiro, mas ainda assim a situação chama a atenção. O DRM já impede a manipulação do arquivo em si, descaracterizando a relação de posse na compra desses produtos, mas a coisa pode ir além. Por razões além do seu controle, o conteúdo pode simplesmente… desaparecer.

E se a sua biblioteca do Kindle sumisse? (imagem: divulgação/Amazon)

A questão é: da forma como essa dinâmica de acesso se estrutura hoje, ficaríamos muito decepcionados se isso acontecesse? Caso a loja de e-books da Amazon fechasse amanhã e você perdesse acesso à sua biblioteca digital, montada ao longo de anos, isso te deixaria triste?

É possível que, para muitos de nós, a resposta seja não (como foi para alguns membros da bancada do Tecnocast 290). Diferente do que aconteceria com obras físicas expostas em prateleiras, ou com os arquivos que tivemos tanto trabalho para baixar, a perda desse conteúdo digital representaria não mais que um pequeno incômodo, e olhe lá.

Em nome da conveniência, abrimos mão da posse. E do apego.
Quando éramos colecionadores de arquivos

Quando éramos colecionadores de arquivos
Fonte: Tecnoblog