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Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games

Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games

Nintendo 64 desembarcou no Brasil em 1996 (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Nintendo 64, lançado no Brasil em setembro de 1996, foi essencial para a história dos games, com jogos como The Legend of Zelda: Ocarina of Time e Mario Kart 64.
Ele introduziu o controle analógico e tecnologia de 64 bits, sendo o primeiro console a fazer isso.
O Nintendo 64 vendeu mais de 33 milhões de unidades em todo o mundo.

O Nintendo 64 é um dos consoles mais importantes da história dos games. A chegada do modelo no Brasil completou 30 anos na última terça-feira (29/09), e o videogame tem lugar marcado no coração de muitos brasileiros. Foi nele que os gamers se apaixonaram por clássicos como The Legend of Zelda: Ocarina of Time, Mario Kart 64, GoldenEye 007, entre muitos outros.

Hábitos como assoprar a fita ou chamar amigos em casa para curtir um multiplayer em tela dividida estão diretamente relacionados ao aniversariante da semana. O videogame também se destacou no design bastante característico dos anos 90, com direito à versão transparente mostrando seu circuito interno, como os igualmente saudosos iMacs.

Em resumo, se você se considera gamer hoje em dia, provavelmente o Nintendo 64 tem culpa no cartório. A seguir, vamos passar por alguns dos momentos mais curiosos da história do saudoso N64, que foi lançado primeiro no Japão, em 23 de junho de 1996, e chegou ao Brasil em 29 de setembro do mesmo ano.

1. Por que o N64 era diferente?

Nintendo 64 marcou uma revolução no mundo dos jogos (Imagem: Frédéric Bisson/Wikimedia Commons)

Em 1996, o Nintendo 64 era um misto de avanço tecnológico com algumas opções presas ao passado – tudo isso num design completamente distinto. O hardware foi pensado para mundos 3D, com correção de perspectiva, anti-aliasing (aquele serrilhado) e mapeamento de textura.

E mais importante: o controle analógico vinha na caixa, com possibilidade de movimentos graduais e em 360 graus. A gente ainda se lembra da primeira vez que utilizou o equipamento: o comando parecia confuso na comparação com os outros joysticks da época. Quem nunca se deslumbrou com o visual imersivo depois de dar um giro 360º no Mario 64?

Por outro lado, a Nintendo tomou a decisão incomum de continuar com os cartuchos, enquanto PlayStation e Sega Saturn já apostavam no CD-ROM. A mídia física da Big N carregava os jogos quase instantaneamente e podia gravar dados no próprio Game Pak. Por outro lado, oferecia bem menos espaço e encarecia a produção.

2. Parece mentira: o N64 não fez tanto sucesso no Japão

Design transparente, acabamento em plástico colorido… o Nintendo 64 é a cara dos anos 1990 (imagem: reprodução/Nintendo)

Após o grande impacto causado pelo NES (Nintendinho, para os íntimos) e pelo Super Nintendo, o N64 chegou com grande expectativa em um mercado que já tinha o PlayStation 1 e o Sega Saturn (com direito a jogos em CD e gráficos 3D). O resultado, entretanto, não foi dos melhores: no Japão, o console ficou atrás dos dois rivais, com 5,5 milhões de unidades vendidas.

Segundo site Den of Geek, um dos motivos apontados para o “insucesso” foi a ausência de jogos de RPG. Apesar disso, o N64 foi bem em outros mercados, sobretudo nos Estados Unidos. No total, mais de 33 milhões de unidades foram vendidas até o modelo ser descontinuado, em 2002.

3. Sensor de batimentos cardíacos para jogar Tetris

O console da Nintendo teve um dos controles mais estranhos da história dos games: um biossensor que vinha junto com o Tetris 64, uma versão do clássico joguinho de blocos para o N64. Curioso também era o funcionamento do acessório: para usá-lo, era necessário conectar o sensor na sua orelha, por onde conseguia medir seus batimentos cardíacos.

Uma vez “plugado”, o desafio era manter a calma para gerar as melhores peças. Caso o sensor identificasse a respiração mais acelerada, os blocos vinham em opções que dificultavam qualquer encaixe. Há quem diga que o controle também podia aumentar ou diminuir a velocidade das peças, mas essa função não estava prevista no manual.

4. Parceria com a Hyundai

Comboy 64 traz seu nome em coreano inscrito no controle e no slot de fita do console (imagem: reprodução/Consolevariations)

Talvez a versão mais rara do Nintendo 64 seja o Hyundai Comboy 64. O modelo foi fruto de uma parceria estratégica entre Nintendo e a montadora Hyundai para facilitar a entrada do console na Coreia do Sul. Isso ocorreu depois que a importação do N64 foi banida no país.

O projeto durou pouco tempo, já que as vendas foram liberadas pouco após o início da produção do Comboy. No site Consolevariations, a nota de raridade da versão é 79/100.

5. Um videogame para socializar

Havia ainda o fator social, já que o Nintendo 64 vinha com quatro entradas para controles. Naquela época, as videolocadoras ainda não haviam sido suplantadas pelo streaming, e algumas passaram a oferecer o videogame como um serviço. A molecada se reunia nas tardes dos fins de semana, comprava algumas horas de jogo e compartilhava o console. Grandes amizades surgiram ali (alguns confrontos também).

Pokemon Stadium permitia disputas entre quatro pessoas (imagem: reprodução/World of Gaming)

Foi assim com Pokémon Stadium, desenvolvido para ser multiplayer, e que permitia um sem-número de combinações para que os quatro jogadores – ou melhor, treinadores Pokémon! – se enfrentassem na tela.

Outro exemplo é o do game de 007, que trazia a história linear do agente secreto mais famoso do mundo, com missões a serem realizadas. No entanto, a graça mesmo estava em ativar o modo multiplayer, dividir a tela em quadrantes e tentar pegar os rivais em mapas 3D (não tão bem elaborados, sejamos sinceros). A imagem na TV era tão confusa que podia até atacar a labirintite daquele pai ou mãe que vinha ver se os pimpolhos estavam se comportando.

5. O primeiro console de 64 bits da história

O Nintendo 64 foi o primeiro console a utilizar a tecnologia de 64 bits no mundo, como o próprio nome entrega. Em termos práticos, isso significou um poder de processamento e velocidade de RAM muito maior que os outros consoles da época. O próprio Guinness Book reconhece isso.

Na época, a tecnologia veio como algo revolucionário. O N64 era chamado, inclusive, de “Project Reality” internamente, justamente por trazer gráficos “próximos” da realidade.

7. Dá para matar as saudades do controle

O Nintendo 64 tem um lugar tão especial no coração dos fãs que a empresa relançou seu controle para aproveitar os games clássicos disponíveis na assinatura do Nintendo Switch Online. O serviço oferece um acervo de títulos em versões próximas das originais, como Super Mario 64, Space Fox 64, GoldenEye 007, Mario Kart 64, Ocarina of Time, e outros.

Os games ficam disponíveis pela assinatura de um pacote adicional além do serviço Online do Switch. Já o controle pode ser encontrado por a partir de R$ 1.133 no e-commerce nacional. A versão tem conexão sem fio via Bluetooth, mas funciona apenas nos consoles da Nintendo. 
Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games

Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games
Fonte: Tecnoblog

Funcionários da Toyota treinam robôs para executar suas funções

Funcionários da Toyota treinam robôs para executar suas funções

Trabalhadores da Toyota estão treinando robôs humanoides (imagem: divulgação/Toyota)

Resumo

A Toyota iniciou o treinamento de robôs humanoides em suas fábricas, com funcionários ensinando os robôs a realizar tarefas específicas, sem intenção de substituir os trabalhadores humanos.
A montadora planeja investir US$ 6,42 bilhões por ano até 2028 para inserir mais robôs em suas fábricas, alcançando 400 mil unidades.
Outras montadoras, como Hyundai, BYD, Ford e Tesla, também estão desenvolvendo e utilizando robôs em suas linhas de produção.

A Toyota é mais uma grande montadora a investir em inteligência artificial. Funcionários da empresa japonesa estão treinando robôs humanoides para executar tarefas nas linhas de produção. No entanto, a Toyota afirma que não pretende substituir esses trabalhadores.

Segundo o Nikkei Asia, o objetivo da Toyota é investir US$ 6,4 bilhões (R$ 31,5 bilhões, em conversão direta) por ano a partir de 2028 para inserir mais robôs em suas fábricas, alcançando 400 mil unidades de robôs distribuídos entre os processos da empresa.

Além da gigante japonesa, outras fabricantes pelo mundo já têm robôs atuando em suas linhas de produção. Entre elas estão a sul-coreana Hyundai, que utiliza modelos Atlas da Boston Dynamics, e a chinesa BYD, com modelo de fabricação própria.

Robôs em “estágio” na Toyota

Robôs humanoides são cada vez mais comuns na indústria (imagem: reprodução/Boston Dynamics)

Os robôs ELEY têm design sobre rodas com dois braços e mãos, que serão utilizados em trabalhos de precisão. O treinamento é realizado pelos próprios funcionários das fábricas, em uma espécie de “estágio”. Segundo o site Ars Technica, os trabalhadores utilizam moldes baseados nas mãos dos robôs para realizar algumas tarefas que envolvem maior precisão. Os movimentos serão integrados ao aprendizado de máquina e reproduzidos pelos próprios humanoides em algum momento.

Vale lembrar que, em junho deste ano, cerca de 300 funcionários da Ford foram recontratados para atuar no treinamento da IA implementada pela montadora, numa tentativa de corrigir falhas no processo de automação. Apesar de ser um indicativo de como a força de trabalho humana continua sendo essencial, não é raro ver casos de demissões em massa após esse período.

Robótica é comum no mercado automotivo

Essa nova função de treinamento para os trabalhadores humanos vem em meio aos receios com o futuro da inteligência artificial pelo mundo. Um relatório recente do Pew Research Center destacou o temor da população em relação à IA no ambiente profissional, inclusive no Japão e nos Estados Unidos, países que concentram cerca de 70 fábricas da Toyota.

Antes mesmo dos robôs humanoides, as montadoras já utilizavam modelos industriais em suas linhas de produção. Braços mecânicos e outros componentes automatizados fazem parte dos processos de fabricação de peças, montagem e mais etapas.

Montadoras como a Tesla também adotam robôs nas linhas de montagem (foto: Maurizio Pesce/Flickr)

Segundo a Federação Internacional de Robótica, o Japão é o segundo país com maior presença de robôs industriais, com mais de 450 mil unidades registradas em 2024, seguido dos Estados Unidos, com 34,2 mil. O mercado é liderado pela China, com 2 milhões de modelos empregados.

Considerando os novos robôs humanoides, também há uma tendência no mercado automotivo, com diversas montadoras pelo mundo adotando o uso de IA física. Em junho, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, afirmou que a fabricação de unidades do tipo é facilitada pelas semelhanças entre as tecnologias utilizadas no desenvolvimento de hardware e software para os carros elétricos.
Funcionários da Toyota treinam robôs para executar suas funções

Funcionários da Toyota treinam robôs para executar suas funções
Fonte: Tecnoblog

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

Protótipo de robô humanoide já havia sido exibido pela BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Resumo

BYD deve lançar seu primeiro robô humanoide em agosto, na China.
A produção de um robô humanoide já havia sido confirmada pela vice-presidente executiva da empresa, Stella Li.
A montadora quer utilizar os robôs para interação com o público em suas lojas na China em até dois anos.

A BYD confirmou o lançamento de seu primeiro robô humanoide em agosto. Um teaser sobre a novidade foi publicado no WeChat por meio de um perfil dedicado ao BYD Zhengzhou Di Space, local que funciona como uma espécie de museu científico onde a montadora apresenta seus novos produtos ao público. A publicação não traz muitas informações técnicas, mas o robô deve focar nas capacidades de interação.

A informação não chega a ser uma novidade: em junho, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, disse em um talk show que a empresa já estava desenvolvendo robôs humanoides. O projeto começou em 2024, com um time dedicado exclusivamente à área de inteligência artificial e robótica.

O mercado de robôs humanoides vive um momento de forte expansão na China. Em novembro do ano passado, uma porta-voz do governo chegou a alertar para o risco de formação de uma bolha no setor. Segundo o jornal La Razón, mais de 150 fabricantes disputam esse mercado no país, incluindo montadoras como Li Auto, Xpeng, Geely e BYD — estas duas últimas já conhecidas do público brasileiro.

Até agora, a maior parte desses robôs tem sido desenvolvida para atuar em fábricas ou participar de demonstrações de veículos elétricos, mas as empresas também enxergam potencial para aplicações em outros setores.

Montadora deve ”pular” etapa de protótipo conceitual

Teaser no WeChat indicou lançamento em agosto (imagem: divulgação/BYD Zhengzhou Di Space)

Segundo o portal CnEVPost, a expectativa é que a BYD aproveite o evento de agosto para demonstrar seu primeiro robô humanoide, e não apenas apresentar um produto conceitual. Isso porque o Di Space funciona justamente como local em que a marca leva suas novidades para hands-on por parte da mídia especializada e dos consumidores.

Segundo Stella Li, a ideia da empresa é ter dois ou três modelos disponíveis nas lojas da China para introduzir seus carros elétricos, interagindo diretamente com o público. Contudo, ela reforça: os robôs de IA não substituem a “conexão emocional” entre os vendedores humanos e seus clientes. O plano é colocá-los para trabalhar nessa função em até dois anos.

Apesar da novidade no mercado, a BYD já utiliza robôs humanoides em suas fábricas, com atividades envolvendo modelos da UBTech Robotics e seus veículos autônomos. Em outra oportunidade, Li afirmou que a montadora deseja fabricar não apenas seus próprios humanoides, mas também outros produtos desenvolvidos junto a empresas parceiras.

Carros elétricos caminhando junto às IAs físicas

Robôs da Figure AI são usados unidade de distribuição de encomendas (imagem: divulgação/Figure AI)

O mercado de carros elétricos e NEVs (New Energy Vehicles, em inglês) vem caminhando lado a lado com os robôs de IA. Diversas montadoras chinesas têm apostado na área, assim como marcas de outros países. É o caso da Huyndai, Tesla e BMW. Para Stella Li, há uma vantagem neste mercado, já que  desenvolvimento de hardware e software tem bases semelhantes às tecnologias dominadas pela indústria automobilística.

Os robôs humanoides vêm roubando a cena desde o começo de 2026, com muitas fabricantes apresentando produtos e protótipos na CES. Desde então, marcas como a chinesa Unitree e a estadunidense Figure AI já emplacaram usos práticos de seus modelos, com unidades no aeroporto de Tóquio e em uma unidade de distribuição de encomendas, respectivamente.
BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides
Fonte: Tecnoblog

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Spot, da Boston Dynamics, será utilizado no estádio de Dallas (imagem: divulgação)

Resumo

Cães-robôs serão usados na segurança da Copa do Mundo FIFA 2026.
O Spot, da Boston Dynamics, atuará de forma autônoma em Dallas, enquanto o K9-X, no México, será operado remotamente.
A Boston Dynamics garante que os robôs não farão reconhecimento facial, mas alguns usuários já expressam preocupação sobre essa possibilidade.

A Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte terá uma novidade pouco convencional na segurança: cães-robô. As operações acontecem nos Estados Unidos, com o robô Spot, da Boston Dynamics, e no México, com o K9-X, modelo desenvolvido pela chinesa Unitree Robotics e já testado antes do Mundial.

Ambos os “agentes” têm quatro patas e contam com câmeras acopladas para auxiliar na patrulha de torcedores nos arredores do AT&T Stadium, em Dallas, e Estádio BBVA, em Guadalupe. O primeiro é 100% autônomo, mas o segundo será controle de forma remota, com operação semelhante à de um drone.

Segundo o Wired, que cobriu os primeiros testes do K9-X durante uma partida do Club de Fútbol Monterrey em fevereiro, o modelo é utilizado para uma primeira abordagem, identificando ações ilegais e alertando as autoridades em caso de alguma suspeita. O Spot promete fazer o mesmo, mas a Boston Dynamics garante que não haverá reconhecimento facial.

Policiamento estilo Black Mirror

No México, modelo usado será o K9-X (imagem: reprodução/Wired)

A princípio, os robôs serão, basicamente, uma câmera ambulante circulando pelos arredores dos estádios. Contudo, no caso do México, há possibilidade de intervenção física em situações de perigo. De acordo com o prefeito de Guadalupe, Héctor García, essa será uma forma de “proteger a integridade dos oficiais humanos”.

@ogdaffle Dallas is using facial scanning robots to verify ticket holders for the FIFA World Cup! #worldcup #dallas #robotdog #fifa #fyp ♬ original sound – OG Daffle

Ainda que a Boston Dynamics negue qualquer forma de reconhecimento facial, usuários demonstraram preocupação. No Reddit, alguns apontam que o movimento dos robôs indica tentativas de reconhecimento facial. Há também quem os compare com o cão-robô que aparece no seriado Black Mirror, no episódio Metalhead, de 2017.

A iniciativa faz parte do projeto Security Spot, de autoria da Hyundai, que é dona da Boston Dynamics. De acordo com o site Futurism, a empresa tem como objetivo desenvolver “a maior e mais avançada frota móvel de robôs”, além de ser a única a fornecer o serviço de forma oficial durante o Mundial.
Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo
Fonte: Tecnoblog

Hyundai confirma que sofreu invasão na Europa, mas não fala de ransomware

Hyundai confirma que sofreu invasão na Europa, mas não fala de ransomware

Hyundai sofreu ataque no início de janeiro, mas só agora se pronunciou sobre o caso (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Hyundai confirmou nesta semana que foi vítima de uma invasão aos seus sitemas. O alvo foi a divisão da montadora na Europa, cuja sede está na cidade de Berlim. O ataque aconteceu no início de janeiro, mas na época a Hyundai não se pronunciou sobre a causa dos problemas em seu site.

De acordo com o BleepingComputer, o primeiro a relatar o caso, uma imagem dos dados sequestrados indica que os cibercriminosos tiveram acesso aos arquivos dos departamentos jurídicos, vendas, recursos humanos, contabilidade, TI e gerências. As informações roubadas incluem dados da KIA Europa — a KIA é de propriedade da Hyundai.

O ataque é atribuído ao grupo Black Basta, cujas atuações começaram por volta de 2022. O grupo foi responsável pelos ataques ransomware contra a Biblioteca Pública de Toronto, a associação de dentistas dos Estados Unidos e a editora Yellow Pages Canada. É especulado que o grupo já recebeu US$ 100 milhões (R$ 499 milhões) desde o início de suas operações.

Hyundai sofre terceiro ataque em menos de um ano

Hyundai passa pelo terceiro ciberataque em menos de um ano (Imagem: Facebook/Hyundai)

Este é o terceiro ciberataque sofrido pela Hyundai desde abril de 2023, quando dados de clientes da marca na França e Itália foram roubados — incluindo de pessoas que agendaram test drive com a fabricante. Nesse caso, os cibercriminosos roubaram endereços de email, residência, número de telefone e chassi dos veículos. Nenhum dado de pagamento foi vazado.

Já neste ano, também no início de janeiro, a conta da Hyundai MEA, que atende os públicos da África e Oriente Médio, no Twitter/X foi invadida. Os hackers usaram a conta para se passar pela Overworld, um jogo de RPG, e divulgar um golpe de criptomoedas.

Com informações: TechRadar e BleepingComputer
Hyundai confirma que sofreu invasão na Europa, mas não fala de ransomware

Hyundai confirma que sofreu invasão na Europa, mas não fala de ransomware
Fonte: Tecnoblog